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História Isulio - Amor de Sangue - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo 5


Logo após o almoço, percebi um semblante  diferente  em Gabriel, ele se trancou no quarto e não saiu nenhuma vez mais naquele dia. 

- Quem é?

- Sou eu, Inez. Aconteceu alguma coisa, meu filho? 

- Nada! Não aconteceu nada, me deixa em paz. 

- Você fala comigo direito, menino. 

- Menino? E eu sou o seu menino desde quando, hein? Que eu saiba o seu menininho é o querido Julinho. 

- De novo essa história, Gabriel?

Ele se aproximou de mim e me encarou com os olhos lacrimejados. 

- Sabe porque de novo? Porque há 18 anos eu aguento isso. O filho da empregada que aceita as migalhas do patrão, que dorme no quartinho dos fundos e come na cozinha junto com o motorista, enquanto o  filho mauricinho dele, rejeita tudo o que eu sempre sonhei, tudo o que eu sempre quis. 

Eu conseguia ver ódio em seu olhar, isso me fazia sentir medo e aflição. Era difícil aceitar que meu filho tinha se tornado uma pessoa de péssima índole. 

- Você deveria agradecer, por ter onde dormir, comer e também por receber as migalhas do patrão. Existem pessoas que nem isso tem. 

- Não preciso que você me dê lição de moral. 
Ele se irritou. 

- Se estou nessa condição é porque você sempre me sujeitou a isso. Agora saia do meu quarto, quero ficar sozinho!
Engoli seco pra não chorar em sua frente e sai batendo a porta do quarto. 
....
O jantar já estava pronto. Fomos pra cozinha com um cheiro maravilhoso de lasanha tomando conta da casa.
Me sentei com Marina na mesa e Humberto terminava de colocar os pratos. Enquanto nos servíamos fomos conversando sobre assuntos aleatórios. 

- Esqueci de comentar com vocês no almoço que eu tenho um coquetel esse fim de semana. Parece que será muito importante e fizeram questão que eu estivesse presente. Vocês querem ir comigo?

- E como será esse coquetel, pai? 

- Ah, filha... Pessoas reunidas pra falar de negócios.

- Vish! 
Ela respondeu fazendo bico. 

- Vocês não são obrigadas a ir, mas eu ficaria mais tranquilo se vocês fossem. Eu não queria deixar vocês sozinhas em  casa.

- Pai, por favor! Não somos crianças, sabemos nos cuidar. 

Eu ri da preocupação de Humberto. Realmente ele exagerava um pouco. 

- Marina, pensa pelo lado bom, pelos menos vai ter comida. 

- É... 

Ela fez uma expressão pensativa. 
 



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