História It: A Coisa - The fear of Tom - Capítulo 15


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Categorias It: A Coisa
Personagens Pennywise - o Palhaço Dançarino ("A Coisa"), Personagens Originais
Tags Bill Skarsgard, Clube Dos Perdedores, Derry, It: A Coisa, Originais, Pennywise, Stephen King, You'll Float Too
Visualizações 102
Palavras 1.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eae dlçs!
Primeiramente quero dizer que esse é o episódio mais sério da história até agora.
E segundamente...
@MaduSilva123 e @Clocktimw, suas lindas, MUITO obrigado pelas fanarts PERFEITAS que vocês fizeram! Não tem coisa mais especial do que receber uma homenagem dessas bixoo. Eu não tenho mais idéias gramaticais pra agradecer, mas saibam que eu amei, e botar de capa foi o jeito que achei pra mostrar isso ❤❤

Capítulo 15 - Dois drinks, um ritual


Fanfic / Fanfiction It: A Coisa - The fear of Tom - Capítulo 15 - Dois drinks, um ritual

Duas doses Kevin, a moça precisa relaxar.

Kevin Fischer trabalhava naquele barzinho em Derry há mais de 8 anos, e nunca tinha visto cabelos tão 'alternativos' quanto os daquela mulher. Ela parecia triste, derrotada. O homem que a acompanhava foi quem pediu as bebidas. Era alto, bronzeado, de cabelos e olhos castanhos, a aparência típica de quem morava na Florida, e isso foi Kevin quem analisou.

Ele e a mulher sentaram-se de frente para a bancada e esperavam Kevin trazer suas bebidas. Ela apoiou os braços sobre a mesa e olhou o homem ao seu lado como se pudesse ler seus pensamentos.

- Você está fazendo de novo… - Disse ele desviando do olhar amarelo daquela mulher. - Maturin, fizemos a escolha correta.

- Não… Eu falhei. - Ela apoiou o rosto na mão. - Destruí a alma de um humano por nada. Shardik, meu caro, e se eu falhar novamente? - Mirou-o com desdém.

- Você está pronta para contar o que fez?... Ah, obrigado. - Shardik pegou seu drink e entregou o de Maturin. - Se quer minha ajuda, precisa contar sobre seus métodos. Querida, eu preciso saber… - Ela suspirou e virou-se para ele.

- Já fazem mais ou menos três séculos… Aqueles três humanos… Eu ordenei que pegassem o menino. Faria o ritual, e ele poderia enfrentar o que habita essa cidade.

- Como é o ritual, Maturin? Como ele é feito?

- O menino seria imune ao que fortalece a coisa. O medo... Mas para isso, ele precisaria senti-lo primeiro…


1877 

Tom despertou zonzo, via as coisas duplicadas, sua visão estava muito embaçada. Tentou levantar, conseguiu dar três passos antes de cair com a cara nas grades.

Grades de uma jaula.

Ele queria muito poder pensar o quão absurdo era estar numa jaula, num lugar completamente desconhecido. Queria poder gritar até sua voz falhar, mas não conseguia dizer palavras simples, como "socorro" por exemplo. Não verdade não conseguia nem ficar de pé, quem dirá gritar e tentar fugir.

Ouviu a porta abrir, ouviu passos, e depois ouviu o trinque da jaula abrindo. Haviam três pares de pés à sua frente. Um deles foi em sua direção e o pegou no colo.

- O que faremos com ele? - Howard, o homem que segurava Tom, virou-se para os dois, que não estavam mais sozinhos. - Maturin, o que vai ser?

~


- E então? - Perguntou Shardik tomando o último gole do drink. - O que fizeram com ele?

- Decidi começar por coisas mundanas, animais mundanos… Cobras, aranhas, insetos… Depois eles foram aumentando para leões, tubarões, tigres, etc. - Maturin não havia tomado um gole sequer do conteúdo no copo. - Ele não reagiu mal aos animais, talvez vida esteja ligada à vida

- Ele era a escolha certa... - Shardik arrastou o copo dela para si. - O que acontecia se ele não conseguisse?

- Morria… Depois voltava novamente, e tentava outra vez. Tom precisava enfrentar os perigos sem ter medo deles, então repetíamos o processo até ele conseguir.

- No que ele teve mais dificuldade?

- Crianças sempre têm mais medo dos monstros. - Ela fechou os olhos e suspirou pesadamente. - Mas… Cada vez que ele morria, um pedaço de vida se quebrava. Isso é impossível de concertar, e acredite, eu tentei…

~


Tom tentava limpar a gosma do monstro preto gelatinoso que tinha enfrentado mais cedo, quando ouviu a porta se abrir novamente. Pela terceira vez naquele dia, eles voltaram. Os três usavam fantasias macabras, e cada um tinha algo cortante na mão. Tom decorou aquilo.

Diabo - Facão.

Fantasma - Garrafa quebrada

Palhaço - faca de cozinha.

O menino foi esfaqueado seis vezes seguidas. Em uma, o Diabo acertou em cheio sua jugular, fazendo um chafariz de sangue esguichar de seu pescoço. Tom pensou por um segundo que  parecia uma fonte humana, logo depois morreu. Chegou o momento, talvez na décima nona morte, em que ele conseguiu pegar a garrafa do Fantasma e acertar em cheio na barriga do palhaço. Só então eles se afastaram e Tom conseguiu cessar sua morte por pelo menos um dia.

De noite, ele recebeu a visita de Howard, que vestia roupas de gala ao invés de vestes de palhaço. Ele trazia um saquinho consigo, jogou-o dentro da jaula e olhou com desdém para o menino.

- Feliz Halloween menino. - E se retirou.

~


- Me dê um gole disso. - Maturin arrancou o copo de Shardik e tomou todo o drink de uma só vez. - Ele sempre teve mais dificuldade com figuras humanas, ou que remetessem. Quando aqueles três precisavam agir, Tom demorava mais vezes à enfrentá-los. Então eu os guardei para o fim.


327 dias em cativeiro

- Muito bem menino… Acorde. - A voz de Howard não dava a mínima segurança, era como se ele estivesse prestes a fazer a coisa que mais se arrependeria na vida.

Tirou, hesitante, Tom da jaula e o levou para junto dos outros dois homens.

~

- E o que eles fizeram? - Shardik cruzou os braços sobre a mesa.

- Tudo. - Maturin não conseguiu encaram o amigo. - Tudo que os humanos podem fazer de ruim.

"Espancar.

"Cortar.

"Quebrar.

"Humilhar.

"Estuprar.

- Você estava lá? - Shardik entendia mais o sentido das palavras que ela. Mas jamais algum deles entenderia a gravidade delas.

- Não… Não dessa vez. Eu não tinha o que fazer ali, e Tom só morreu uma vez.

Era a última estocada de Richard Behind dentro do menino. Seu rosto coberto pela máscara, mas não era como se o Tom daquele momento se importasse com algo. Porque estava acabado. Esfolado, quebrado, machucado, e aparentemente, morto. Behind saiu de cima do seu corpo e abotoou as calças enquanto Conor Zuris averiguava se o menino tinha pulso. Ele tinha. Estava vivo. Haviam cortes profundos nas coxas e braços de Tom. Um joelho deslocado e o fêmur quebrado em duas partes. O sangue escorria de todas as cavidades possíveis. Mas ele ainda estava vivo.

- Eu não vou… Não vou fazer isso de novo. - Denver evitava ao máximo olhar para a figura do menino. - Ele não reagiu à nada! 

Howard Denver era o único dos Três que não estava sobre influência mágica, mística ou seja lá o que tivesse feito eles estarem ali. Deus, em sua mente, havia lhe dado aquela missão, e ele como um bom cristão, deveria cumpri-la. Mas desistiu. Denver hesitou, e naquele momento decidiu desistir. Com certeza dormiria melhor se descumprisse esse propósito do que cumprindo. Afinal, a imagem do inferno parecia mais agradável do que a expressão no rosto de uma criança sendo torturada.

Não que Conor ou Richard não tivessem discordado a princípio, mas aceitaram a decisão de não fazer Tom ter que enfrentar aquilo novamente.

~  


- Eu não soube. Fui ignorante em não saber. Eles me enganaram, e eu confiei no veredito dos humanos. - Ela apertou os olhos, depois os abriu e mirou Shardik. - Disseram que ele estava pronto. Não sentiria medo, não teria fraquezas. Então eu terminei o ritual.

~


O clarão cegou à todos antes que pudessem ver Maturin se aproximando do menino. Sentou-se no chão e colocou-o em seu colo. Levou a mão até a testa de Tom, curando todas as suas feridas. Uma luz fulminante parecia vir de dentro dele, e clareava cada vez mais. Seus olhos negros abriram e clarearam. Agora eram verdes. Houve um clarão maior ainda depois disso. A única coisa que Tom lembrava, era de ter acordado no orfanato de Derry, como se nada tivesse acontecido.

~


- E qual é a fraqueza do menino afinal?

- Os humanos, Shardik. Os humanos.

     Shardik colocou o dinheiro em baixo do copo e saiu com Maturin do bar. Um senhor de uns 75 anos jurou te-los visto desaparecer como fumaça, mas não havia problema, ele tinha Alzheimer.


Notas Finais


Dlçs, o próximo capítulo talvez demore mais.
Por que titio?
Porque os Colégios no RS estavam de greve há uns dois meses e agora voltaram tacando trabalhos e provas na gente.
Mas eu vou dar o máximo pra postar o quanto antes!
Enfim
Até a próxima crianças 🎈


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