História It Girl - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Dominique Weasley, Lorcan Scamander, Rita Skeeter, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Rose Weasley, Scorose, Scorpius Malfoy
Visualizações 7
Palavras 2.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi, só lembrando que eu não tenho beta reader então espero que não tenham muitos erros, e sinta-se livre pra me avisar.

boa leitura ♥

Capítulo 1 - Doin' Time


Fanfic / Fanfiction It Girl - Capítulo 1 - Doin' Time

Capítulo 1

"Summertime, and the livin's easy
Bradley's on the microphone with Ras MG
All the people in the dance will agree that we're
Well-qualified to represent the L.B.C."

...

Rose desceu o Ray-Ban para proteger os olhos dos raios alaranjados do pôr do sol que começavam a cobrir San Francisco como um filtro psicodélico que ela aplicava em suas fotos do Instagram. O rádio tocando a mais nova sensação entre os jovens adolescentes com batidas suaves e um ritmo que movimentava seus quadris de forma automática. Os lábios recheados de brilho e sabor artificial pêssego exibiam o sorriso de mais uma jovem recém formada com certeza egocêntrica de estar prestes a tomar o mundo aos poucos e um lenço estampado de rosa flutuava suavemente por sua cabeça, se enroscado em seus cabelos acobreados e repletos de cachos.

Enquanto ponderava mais uma conquista para adicionar a lista de sucessos cumpridos, o GPS apontava o caminho em enormes flechas azuis para a sua mais nova residência: um apartamento no centro da cidade, cinco minutos da revista onde trabalhava como colunista sobre relacionamentos e perto de tudo que uma jovem adulta precisa: mercados, boates movimentadas e um ocasional fornecedor de maconha - para fins criativos, obviamente. É claro que ela decidira não pensar sobre o piso de madeira com falhas ou sobre o sutil cheiro de mofo que em alguns anos poderia trazer um péssimo impacto em sua saúde, isso não importa nada quando se é jovem o mundo todo é seu.

O celular vibrava no banco de passageiro, onde a garota olhou a tela por impulso, e ignorou todas as regras importantes sobre trânsito, tentou ao máximo alcançar o celular sem desviar os olhos da estrada e deslizou para atender.

— Adivinha, otária? — A voz de Dominique Delacour saiu em um estrondo e Rose afastou o aparelho do ouvido enquanto escutava o caótico fundo repleto de gritaria do outro lado da chamada — Acabei de descolar entrada VIP pra mais um show incrível, acabei de conferir a setlist e tá de arrebentar.

— Esse é mais um daqueles shows onde você me arrasta pra dar uns amassos com algum membro da banda no camarim? — Na memória de Rose começavam a aparecer flashes de noites terríveis, onde acabava quase sempre pedindo um táxi de volta para casa — Se esse for o caso, prefiro não ir. Já tenho bastante caixas que precisam ser desempacotadas e uma matéria atrasada.

— Rose, qual é?! Você quer mesmo passar sua sexta-feira dentro daquele apartamentinho mofado que você comprou, tomando vinho barato e dando dicas sobre como mandar um nude incrível pra apimentar a relação? — Rose revirou os olhos, sabia que sua vida estava completamente desorganizada e seu apartamento não era o sonho de consumo de qualquer garota, mas a vida de um jovem adulto deveria ser assim por padrão — Seus leitores sabem que você é uma mentirosa?

— Meus leitores escolhem acreditar no que é melhor, se eles acham que eu sou uma mulher bem-sucedida e com uma relação madura, quem sou eu pra tirar essa ilusão deles? Eu preciso do meu suado dinheiro no final do mês, mesmo que tenha que contar algumas mentirinhas ao longo do caminho.

— O que quer que te faça dormir de noite... — Dominique gargalhou — Passo às 9 horas pra te buscar, esteja pronta e bem gostosa.

A amiga desligou a ligação antes que Rose pudesse discordar. E e talvez fosse melhor assim, teria o final de semana inteiro para desempacotar caixas e trabalhar e responder perguntas de leitores. Tamborilou os dedos no volante, pensava qual seria a próxima aventura fantástica que inventaria para agradar os leitores. Dirigiu seu carro seriamente necessitado de uma manutenção, até que o laranja do céu fosse substituído por um luxuoso púrpura cravejado de estrelas.

 

Dentro do apartamento 23 com a porta de entrada aberta, Rose vasculhou cada cômodo sujo antes de espirrar. Mal sabia por onde deveria começar a limpar: os vidros encardidos de gordura, o chuveiro do banheiro com a resistência quebrada ou a poeira incrustada atrás do fogão.

Suspirou profundamente e tentou não pensar em todos os defeitos, sabia que estava nessa pelo próprio orgulho: os pais possuíam dinheiro o suficiente para manter a garota e o irmão mais novo por anos fora de casa em algum apartamento melhor. Contudo, quando finalmente botou as mãozinhas recém feitas na manicure em seu diploma, sabia que precisava ter suas próprias conquistas.

Passou um ano dividindo um pequeno apartamento com Roxanne Johnson, uma de suas melhores amigas, apenas para sair de casa. Seus finais de semanas eram consumidos por trabalhos como freelancer cuidando de crianças birrentas e servindo bebidas para famílias aristocratas cheias de dinheiro.

Sentia que estava finalmente dando seus passos para se tornar uma adulta bem sucedida: possuía um apartamento que poderia facilmente pagar sem ajuda financeira, um carro usado que embora velho não passava muito tempo em oficinas e prosperava no trabalho, a famosa revista Profeta Diário, onde trabalhava aconselhando mulheres de sua idade sobre como se manter sã em relacionamentos. Ainda servia cafezinho e cuidava do trabalho sujo vez ou outra, mas os fãs que havia conquistado eram o suficiente para a deixar satisfeita com seu desempenho.

Rose havia passado tanto tempo sentada em seu colchão fazendo anotações para sua próxima coluna que sequer havia começado a se arrumar para sair, ficou surpresa ao receber uma mensagem de Dominique com o aviso de que estava a caminho.

Em seu guarda-roupa variado, sabia que podia sempre contar com a camiseta surrada do Led Zeppelin para se misturar na legião de ouvintes de rock clássico, embora não conhecesse sequer uma música para citar, não que os caras quisessem saber sobre isso quando uma garota como aquela lhes dava bola.

Mal acabara de vestir sua saia jeans e passar rímel quando a amiga ligou avisando que a estava esperando com o carro. Juntou o celular, as chaves e o dinheiro tão rápido que quase se esquecera de trancar a porta da frente, voltou apenas para ter certeza que ninguém entraria para roubar alguma de suas panelas enferrujadas.

— Gostosa pra caralho! — Dominique gritou de dentro do carro vermelho, destrancando as portas para que a amiga pudesse entrar — Tava com saudades, piranha — E a abraçou assim que Rose sentou no banco do passageiro.

— Domi, nós saímos no início da semana — Gargalhou enquanto colocava o cinto — Inclusive, você me deve dez pratas por aquele smoothie detox horroroso.

— Boa piada, gata — Deu a partida na ignição.

— Eu não tô brincando dessa vez — Falou sinceramente e com delicadeza, sabia como a amiga reagia a cobranças — Acabei de me mudar e preciso de todo o dinheiro que puder pra fazer as compras do mês. Eu te disse no dia que era emprestado.

— Como você é sem graça... Todo mundo sabe que aos 24 anos dá pra sobreviver tranquilamente com vodka no café da manhã e whiskey de jantar — Olhou rapidamente para a amiga, esperando que a piada tivesse feito efeito — Ah, qual é, foi engraçado. E eu vou te pagar, prometo.

— Junto com o dinheiro que você pegou pra comprar cigarro.

— Ok Sra. Estraga Prazeres — Dominique estacionou o carro próximo ao bar — O que me lembra que você tá precisando transar e o baterista da banda é gatíssimo, você vai ver.

— Domi, a gente já conversou sobre isso e você sabe que eu não curto muito sair com qualquer cara — Segurou a mão da amiga antes que ela pudesse sair do carro — Você precisa parar de tentar me empurrar qualquer um só pra me fazer esquecer o dinheiro que me deve.

Se encararam sérias por alguns segundos antes de gargalharem alto. Rose saiu do carro e seguiu a amiga de mãos dadas antes de a abraçar de lado. A consciência de que amava uma amiga tanto quanto Domi a sufocava um pouco, todas as memórias boas e noites que passaram em claro conversando, se consolando ou apenas indo para festas. De certa forma, era reconfortante ainda ir para os mesmos tipos de festa que iam com apenas 18 anos e seus documentos falsos. Dominique era a inconstante mais constante da vida de Rose.

 

De todos os shows em que Rose era arrastada pela melhor amiga, esse havia sido de longe o melhor. Os Comensais da Morte tocavam uma música bem diferente do que o nome sugeria, com um ritmo preguiçoso de uma tarde de domingo que a envolvia. As duas garotas dançaram ao som da música após alguns drinks e haviam gritado por bis quando os integrantes da banda agradeceram a plateia.

Dominique também não estava errada em dizer que o baterista da banda era realmente bonito, o rosto marcado pelo maxilar definido e a barba por fazer complementavam o cabelo mediano volumoso e o semblante de quem iria acabar com sua vida com um sorriso. O rapaz de cabelos escuros havia se apresentado como Lorcan Scamander e sussurrava em seu ouvido quando conversava sobre a banda, olhando de esguelha para o irmão gêmeo que flertava descaradamente com Dominique.

Rose estava de fato interessada, e teria passado sua noite com o rapaz, se ele tivesse sugerido alguma coisa. E talvez teria planejado um encontro se Lorcan tivesse pedido seu número antes de sair do bar para atender uma ligação e não voltar mais. A garota passou bons dez minutos encarando a tela do celular e suas redes sociais, tentando ignorar a melhor amiga aos amassos e risadinhas com Lysander, aguardando que seu possível pretendente retornasse com boas desculpas por deixá-la esperando.

Quando a melhor amiga se levantou e sussurrou em seu ouvido que estava prestes a ir embora com o vocalista da banda para o que provavelmente seria uma longa noite dos dois se enroscando embaixo dos lençóis. Perguntou se precisaria de uma carona e Rose negou, ficando sozinha no bar.

As luzes vermelhas do palco vazio encaravam Rose, se mesclando ao seu cabelo ruivo e a maquiagem escura, agora levemente borrada pelo pouco suor que brotava de sua testa. Estava insuportavelmente quente e sua mente alterada pelo álcool só conseguia pensar na próxima dose de tequila.

Já estava tão acostumada a ser abandonada pela melhor amiga, que a garota não se importou tanto quanto deveria; Dirigiu-se automaticamente até o bar onde poderia tomar tranquilamente seu último drink antes de chamar um táxi e apagar no colchão sem lençóis.

Deu passos largos, levemente zonza e cheia de confiança até um assento vazio. Seus olhos verdes observaram o resto das pessoas dançando ao som de uma música eletrônica genérica, algumas aos beijos enquanto os corpos se encontravam e se esfregavam ao som da batida enérgica cada vez mais perto de seu ápice...

— O que vai querer? — Ouviu a voz grossa por de trás do bar e se virou, voltando a realidade apenas para dar de cara com um bartender de camiseta branca, escorado casualmente pelo balcão enquanto a encarava. Rose franziu o cenho de volta para o rapaz — Talvez um uber, quem sabe?

— Eu estou bem, gracinha — Respondeu com escárnio. Se ajeitou no banco e tirou da carteira uma cédula, e a colocou dentro do bolso da camiseta do rapaz — Um shot de tequila, mas vê se capricha.

O rapaz abriu um sorriso de canto, e se moveu sem dizer uma palavra. Depositou dois pequenos copos em cima do balcão e serviu generosamente o líquido âmbar junto com limão e sal. Levantou um copo e o ergueu em direção a Rose.

— Achei que estivesse trabalhando — A garota encarou as duas doses de forma sugestiva.

— Acho que posso brindar a esse rostinho bonito, estou fora do serviço já fazem alguns minutos — Murmurou antes de lamber o sal da mão e virar todo o conteúdo. A garota riu desacreditada antes de erguer o copo.

— E eu estou bebendo em nome de quem? — Perguntou casualmente, pela primeira vez na noite realmente interessada em algo que não o sapato apertado.

— Scorpius, totalmente a seu dispor. — Sorriu novamente ao ver a garota beber o líquido com vontade.

— Seu rosto me é muito familiar — Finalmente disse o que se passava por sua cabeça, então estalou os lábios molhados de álcool e chupou seu limão com ânsia — Pode ser o rosto comum que a gente normalmente encontra no Tinder, ou o mesmo braço de quem passa os dias na academia... Sabe? Mais um cara comum no padrão capa de revista.

— Você sempre fala assim quando bebe demais? — O rapaz se escorou no balcão e encostou os cotovelos antes de apoiar o rosto em suas mãos — Eu deveria ficar ofendido por você ter me chamado de qualquer um? Ou talvez agradecer por ficar admirando meu corpo? — Rose gargalhou.

— Talvez os dois?

— Eu posso viver com isso... Se me disser o seu nome.

— Rose Weasley — Estendeu a mão de forma convencida — Vai me chamar pra dançar? — Scorpius aceitou sua mão e saiu de trás do balcão, puxou-a levemente em direção a pista de dança.

A garota abriu seu largo sorriso, em um misto de desejo e embriaguez. Passou a mão esquerda pelo braço forte, embora não musculoso, de Scorpius enquanto ambos ajustavam o corpo ao som de batidas graves. Rose não conseguia decifrar o semblante do cara com quem dançava por debaixo das luzes neon, mas as mãos em sua cintura sugeriam que a noite poderia acabar melhor do que esperava. Virou-se de costas e encostou a cabeça em seu peito, sentia o toque do rapaz por cima de suas coxas cobertas por uma meia arrastão. Fechou os olhos e moveu delicadamente o quadril, pensava em todas as coisas que gostaria de fazer com Scorpius, os lábios macios e o gosto de álcool que teria. Virou-se para o encarar, e embora não pudesse ver a cor de seus olhos, poderia facilmente dizer que as pupilas estavam dilatadas.

Seus cabelos acobreados grudaram ao redor do pescoço, sua pele palpitava de desejo, os braços que passeavam por seu corpo agora a segurava pela cintura, puxando-a para mais perto. Depositou as mãos atrás dos cabelos loiros escuros tingidos com o vermelho neon do bar e os agarrou, colando seus lábios nos do rapaz e o beijou com uma volúpia correspondida. Sentia os pelos em seu corpo se arrepiarem com a onda de adrenalina, sua mente pedia cada vez mais. Scorpius interrompeu o beijo e se aproximou suavemente de seu ouvindo, colocou fios acobreados atrás da orelha.

— Agora parece um momento bom pra te dizer que moro aqui perto — Sua voz sussurrando grossa com o desejo e ainda arfante — Se estiver interessada, é claro.

Rose o puxou novamente para um beijo rápido apenas para demonstrar que queria isso tanto quanto ele. Scorpius então entrelaçou os dedos com os da garota e a puxou para fora do local. San Francisco estava coberta por um azul escuro e dos postes de luz amarelados, o garoto a guiou até o estacionamento meio da noite enquanto o vento finalmente soprava os cabelos suados da garota. Destrancou o carro para que ela pudesse entrar e seguiram pela cidade.

Dentro do carro a garota quase não conseguia acreditar ao ver o caminho que a levava para o prédio em que morava, ou quando Scorpius apertou o botão do quarto andar e a guiou até o apartamento de número 22. Aquele era o seu vizinho.

E Rose sabia porque o havia encontrado no elevador quando havia visitado o seu próprio apartamento pela primeira vez, e se lembrava de o ter achado particularmente bonito dentro de uma camiseta básica verde musgo e um jeans surrado, especialmente quando fizera questão de educadamente segurar a porta do elevador para que ela pudesse subir. Sua cabeça ocasionalmente voltava com pensamentos sobre o que faria agora, mesmo enquanto sua boca estava colada na de Scorpius.

A boca de seu vizinho.

Ou nas mãos que habilmente desfizeram o fecho de seu sutiã e a despira.

As mãos de seu vizinho.

Ou nos cabelos louro escuros que ocasionalmente caíam por sua testa, o corpo coberto de fino suor ou a vontade com que ele a beijava.

— Acho que você é meu vizinho — Sussurrou baixinho enquanto ele procurava por uma camisinha na cômoda ao lado de sua cama.

Ou talvez só tivesse dito para si mesma, o que absolutamente não importava, pois aquela noite tudo o que queria saber era de Scorpius e seus corpos se chocando, seu toque a deixou agitada e estava prestes a pedir por cada vez mais. 

 



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