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História It Had to be You! (HyunLix) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pimpolhos! Eu sei que demorei um pouquinho, mas cá estou eu!!
Melhor coisa para fazer nesses dias de quarentena, ainda hoje volto com mais um capítulo fresquinho para vocês, para compensar esse que não gostei muito.
Boa leitura!!

Capítulo 5 - Um dia de pânico total.


Fanfic / Fanfiction It Had to be You! (HyunLix) - Capítulo 5 - Um dia de pânico total.

Por culpa do desgraçado professor Kim, estava de detenção naquele dia, sabia que sairia bem tarde da faculdade.

               Na verdade, nem sabia que existia esse tipo de punição, na universidade é claro...

               Porém tentaria me livrar disso o mais rápido possível, seguiu na noite anterior os passos certinhos da receita maluca que Changbin lhe dera, mesmo ele tendo dito que fora feito poucas vezes, e com isso apagaria quem estivesse de tomando conta naquela sal.

               O plano parecia de certa forma ser perfeito, ainda mais por não haver câmeras.

               Aquela sala de detenção parecia ser um pouco menor que as outras de aulas comuns, Lee acabou lembrando que a sua faculdade tinha uma parte onde era apenas escola, do ensino fundamental até o médio. E com isso, essas salas eram bem comuns.

               Para a sorte do mais novo, estava sozinho ainda, tanto no corredor, quanto na sala; teve de ser liberado mais cedo das suas aulas normais do dia para “cumprir” com as suas obrigações, que naquele caso era produzir um texto de tema livre com mais ou menos umas cem mil palavras.

               Antes de o sinal tocar, deixou pela mesa do professor, uma quantidade generosa de cookies com a receitinha mágica, e sumiu depois dali para que ninguém desconfiasse de si.

               Fingiu estar pensando sobre o que escrever no texto.

               Mas eu estava mesmo preocupado em como voltar para casa, meus pais tinham ido para Coréia resolver uns assuntos pendentes, não gostava de ficar sozinho, mas dessa vez precisava ficar. Provavelmente teria que aguentar a solidão de sua casa por uma semana; Felix tinha alguns parentes por Seul, da família do seu pai, que nunca chegou a conhecer exatamente.

               - Quem é que deixou isso aqui para mim? – Surpreso, perguntou Russ.

               Sai dos meus pensamentos aleatórios quando o ouvi, todos na sala ficaram bem quietos depois da pergunta, afinal, ninguém se manifestou em relação aos cookies.

               Russ apenas deu de ombros e começou a comê-los. Felix internamente comemorava, até porque o professor julgou que quem fosse que lhe deixara um presente, estava com vergonha, mas ganhei bastante o seu coração e barriga pela comida.

               Lembrou-se de quando era menorzinho ia para praia surfar, mesmo quando existiam os problemas com tubarões, sentia falta daquilo e depois que precisou estudar e estudar feito um condenado nunca mais voltou ao local; tinha guardado ao fundo de sua memória o fato de que já tinha visto muitas pessoas sendo atacas por tubarões, fez aquilo para se proteger e não pensar nas pobres almas que enfrentaram a fera. Yongbok tinha pequenos traumas e medo em relação à praia, só não lembrava daquilo.

               - Galera, o Russ apagou. Vamos vazar daqui!

               Sorri maliciosamente, esperava que aqueles docinhos também fizesse o outro perder um pouco a noção do tempo.

               Esperou tranquilamente os outros infratores saírem da sala, não queria parecer totalmente desesperado, apesar de estar desse jeito por já ser bem tarde. Deixou pela mesa um rascunho qualquer de sua redação, não com todas as palavras que precisava, mas era para mostrar que nas horas “preso” havia feito alguma coisa.

               Acaba por pegar o restante das provas do crime, e também para diminuir quaisquer vestígios seus daquela embalagem e iria jogar fora numa lixeira pela rua. Ou até mesmo em sua casa.

               Não esperava reconhecer uma cabeleira loira enquanto saia do corredor.

               - H-hyunjin?

               - Ah, é você Felix – o garoto que sempre me perturbava estava bem sério.

               Acho que ele ainda estava chateado comigo pelo o que aconteceu no ensaio, com isso abaixei meu olhar e deixei meu orgulho de lado. Afinal, não queria admitir em voz alta, mas precisava do outro.

               - Hm... Desculpa-me pelo o que disse no ensaio.

               - Tá, é só isso? Já posso ir?

               Por demorar um pouco para raciocinar, apenas vejo o outro ir embora e suspiro pesado.

               Tudo bem! Nada vai lhe acontecer, pensei diversas vezes, logo me mexendo para sair da universidade, não queria demorar demais e acabar ficando preso naquele lugar, assim poderia agravar ainda mais seu medo e solidão.

               Antes de qualquer coisa, jogou fora os cookies em uma lixeira pública que sabia que logo seria levada embora.

               Andava olhando para todos os cantos, o tempo estava bem fechado, ninguém sabia muita coisa sobre o garoto, mas morria de medo de tempestade; por fora, o Lee tinha uma bolha raivosa e parecia ser bem fechado, mas por dentro era apenas um garotinho que precisava de atenção e carinho, e uma manteiguinha derretida.

               Não precisou de muita coisa para seu pânico aparecer, bastou apenas um trovão alto no céu, para o garoto travar e gritar bem alto, em suas vistas passava um filme de como adquiriu esse pânico. Pensava que não fosse chamar atenção, por estar sozinho na rua, mas a sua frente estava Hwang, este que se assustou e acabou olhando para trás.  

               - Felix? – Chama docemente ao notar o estado do garoto.

               Lee tinha seus olhos arregalados e com lágrimas para escorrer, tremia levemente enquanto apertava as próprias mãos, murmurando algumas palavras diante a sua crise de pânico, que Hwang logo notara por ele não estar lhe vendo ou ouvindo. “Não estou me sentindo bem!”; “De novo, não.”; “Por favor, faz isso parar.”.

               Na mente do garoto, ele voltava para mais um momento de sua infância, mas esse fora o dia que mesmo que se quisesse, jamais conseguiria esquecer. Era apenas mais um dia comum, com aquele sol quente e brilhoso, Yongbok tinha por volta de seus sete anos e estava brincando em um lindo campinho de flores na casa de sua avó.

               O que ninguém imaginava era que de repente o dia bonito, drasticamente se tornasse em uma tempestade, Felix estava sozinho, não havia ninguém na casa de sua avó, todos tinham ido viajar e simplesmente o deixaram por ali, afinal, seus parentes paternos nunca havia gostado de sua mãe por ela ser australiana. Desesperado e com medo de ser atingido por algum raio, decidiu ficar encolhido pela varanda parcialmente coberta esperando que alguém o buscasse, mas ninguém apareceu...

               Por três longos dias, Lee precisou ficar naquela varanda sozinho e com medo de morrer, pois os raios não deram descanso, mesmo depois de a chuva ter passado totalmente.  

                Hyunjin acaba por se sentar no chão da calçada, trazendo o outro para seu colo, dizendo coisas boas baixinhas na audição do garoto, suas falanges lhe acariciavam para mostrar que não estava sozinho. Aos pouco, Lee voltava ao normal, ficando mais agarrado ao loiro enquanto sussurrava várias vezes alguns “obrigados”.

               Tentava a todo custo se acalmar, e por estar no colo do outro, escutando a sua respiração e coração batendo, fora o suficiente para que aos poucos conseguisse ficar mais normal.

               - Você pode me levar para casa, Hyunnie? – pergunta encolhendo ao escutar um trovão mais perto ainda de onde estavam.

               Infelizmente seu medo estava bastante presente, e não tinha como disfarçar.

               - Claro! Você consegue andar?

               Aceno com a cabeça que conseguiria fazer aquilo, sua casa não era muito longe de onde estavam Hwang se pôs de pé com o outro, mandava uma mensagem rápida para a sua família avisando que passaria a noite com um amigo que não se sentia bem. E de fato, Lee não estava bem, ainda mais por estar grudado em si, coisa que normalmente não aconteceria, já que estariam trocando farpas, e talvez até tapas.

               Em breve momentos de lucidez, quando os trovões lhe davam uma trégua, eu avisei ao outro onde morava e o guiei como podia, estava em pânico de que assim que chegasse ao local ele fosse embora, uma coisa que não queria que acontecesse.

               Morde os lábios um pouco nervoso, acabando por apertar o braço dele.

               - O que foi?

               - V-você pode f-ficar comigo, só pode h-hoje?

               - Fico sim, não se preocupa.

               Felix suspira um pouco aliviado pelo outro ficar em casa consigo, ainda mais naquele tempo com tempestade.

               O garoto mais novo odiava totalmente sentir-se assim e vulnerável.

               Assim que chegaram à casa do mais novo, Lee levou Hyun para seu quarto, onde pudesse deixar sua mochila e que pudesse trocar de roupa, a sorte de Hwang era que naquele dia havia levado umas roupas extras, já que gostava de praticar natação na área da piscina que havia pela escola.

               - Me desculpa...

               - Relaxa huh?

               - Prometo tentar. – Me sento na cama.

               - Fica por aqui, certo? Eu vou fazer algo para a gente comer.

               - Tá bem, vou poder te gritar?

                Hwang apenas acena que sim antes de deixar seu dongsaeng sozinho, por uns momentos me esqueci de que ele é vegetariano, mas comer saudavelmente naquele dia não seria ruim. Fechei os olhos brevemente, pela sorte do destino o seu quarto não dava para escutar barulhos altos, mas sabia que chovia pelo vento geladinho que entrava da janela.

Felix não percebeu que adormeceu, estava cansado, coisa que lhe acontecia quando tinha esses ataques de pânico. Cada vez era pior que o anterior.

Lembrava vagamente que conseguiu comer com Hyunjin, o mesmo havia me acordado com sorte, mas depois daquilo era um branco em sua cabeça, o que haviam feito? Não teriam aula aquele dia, consequência da tempestade, é claro.

Desesperado levantou rápido ao se sentir sozinho naquela cama espaçosa, sentindo a cabeça rodar e suas vistas escurecerem.

Voltou para cama e sentiu uma coisinha em seus pequenos dedos, era um bilhete exclusivo do Hwang.

Lee se concentrou a ler depois que voltou ao normal, suspirou triste e nem poderia negar o que o mais velho havia pedido para si. Sabia que por seu gênio forte, e às vezes arrogante demais acabaria machucando e magoando o outro novamente, ainda mais se a SKZ estiver envolvida.

Decidiu exclusivamente que aquele dia começaria a sua busca de lugares para tocar...


Notas Finais


Até breve!!


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