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História It Had to be you (Tinha que ser você) - KakaSaku - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Acabei trazendo mais um capitulo hoje!
Estou ansiosa para saber o que estão achando!

Capítulo 2 - Eles me dizem que seus céus azuis tornam-se cinza


"They tell me your blue skies fade to grey"*

Hinata Hyuuga enfiou os dedos nos cabelos castanhos de Neji, quando a sua boca tomou a dela para mais um beijo intenso e apaixonado. Suas bocas pareciam indissociáveis, como se o fato de não saberem quando seria o próximo encontro fizesse tudo parecer mais urgente. As mãos dele logo foram parar na cintura da mais nova, suspendendo-a e fazendo com que ela se sentasse no beiral da janela da oficina dos Naras. Os quadris do mais velho encaixaram-se entre as pernas de Hinata quando ele propositalmente subiu seu vestido, fazendo o pano de seu jens grosso e de sua calcinha fina, as únicas separações entre eles. – Ela suspirou quando o sentiu rígido roçando-se nela, afastando seu rosto, sentindo seu corpo inteiro ferver, os lábios dele, no entanto, não paravam, assim que privados de sua boca correram pelo pescoço, dando beijos e mordidas, fazendo-a comprimir os lábios e choramingar:
            - Eu quero você, Neji... – Ela sussurrou em seu ouvido com uma voz melodiosa e doce que só Hinata tinha, sabia que o estava torturando, mas queria que ele simplesmente cedesse. Empenhou-se em acariciar sua nuca com os dedos e passou a língua em sua garganta, vendo-o fechar os olhos para absorver melhor a sensação. Mas o autocontrole do primo era terrivelmente irritante, quando ele sorriu daquele jeito malicioso, sabia que o tinha perdido, de novo.
            - Hina, assim não! – Ele voltou a beija-la, que mesmo contrariada não tinha forças para negar a vontade que sentia de sua boca. – Eu quero que seja especial para você, não no parapeito de uma janela. – Ele riu, levando a mão a nuca da garota.
            - Só quero saber com quem você está fazendo então! – Ela virou o rosto, fazendo com que Neji se sentisse na obrigação de beijar toda extensão da pele vulnerável, quem diria que Hinata era ciumenta? – Vai tentar me convencer que você fica no cinco contra um? – Ele teve que se controlar para não rir, ao que parece ela tinha bebido ou estava muito contrariada mesmo, nunca falava esse tipo de coisa, sob quase nenhuma hipótese. Chegou abrir a boca para se defender, mas o som de uma gritaria histérica seguida de alguns disparos o interrompeu, instintivamente puxou Hinata para o chão, pondo-se parcialmente sobre ela enquanto tentava identificar pela distancia de onde tinha vindo. – Ne...Ji... – Ela fez uma leve expressão de dor por ter sido arrastada e jogada daquela maneira, ele odiou a situação, mas não pode fazer nada.
            - Shhh! – Pediu para garota fazer silêncio. - Vamos engatinhar para perto daqueles equipamentos, entendeu? – Era mais seguro que ficar em baixo da janela e não era tão perigo quanto os líquidos inflamáveis, mas ainda assim não era o ideal, Neji não conseguia entender o motivo de ninguém ter corrido para dentro da oficina, que era o único abrigo e mais disparos fizeram o corpo de Hinata tremer. – Eu estou aqui, vai ficar tudo bem. – Sussurrou, olhando a distância que estavam da porta, pensando em quais eram as suas chances de chegar até lá com garota tendo que abrir manualmente a engrenagem do portão, sua mente funcionava como um computador, não ia dar certo, não podia arriscar.
            - O que está... acontecendo? – O som temoroso e choroso de Hinata retardava sua mente a preocupação nublava seu raciocínio, Neji pegou o celular e encontrou o contato “Espantalho”, sabia que se arrependeria muito depois, mas por hora não tinha escolha.

[...]

            Kakashi Hatake cochilava sentado na poltrona do quarto, tinha se recusado a deixar o lugar desde que soubera do envenenamento. Muito audacioso! De baixo de tantos narizes uma operação argilosa para cometer assassinato, não tinha dado certo, não dessa vez. Mas o Uchiha era mesmo osso duro de roer e se recusou a ir até o hospital, quis receber todos os tratamentos em casa por sorte eram ricos o bastante para pagar pela excentricidade do outro. A doutora Senju era simplesmente a melhor médica de Konoha e também seu irmão era um amigo da família, então pelo menos isso de alguma forma servia de alívio, se é que é possível sentir algum grau de tranquilidade vendo um irmão de criação se recuperar pela tentativa de um homicídio. – O seu celular vibrando foi o que o despertou, tinha o sono leve como todo bom agente do departamento especial da unidade “ANBU” e assim que viu o apelido que dera a Neji Hyuuga vibrar em sua tela, respirou fundo sabendo que vinha um grande problema, mas se ele estava disposto a ligar, Kakashi estava disposto a atender, era um momento oportuno para ganhar um informante:
            - Shisui, você fica aqui, qualquer coisa prefira os seguranças do que reforços! – Mandou, já descendo pelas escadas principais, o outro vinha correndo atrás dele, querendo saber o que estava acontecendo, mas não tinha muito tempo. Era um dos poucos que confiava para pedir esse tipo de coisa, o fato deles serem praticamente primos acaba contribuindo para essa confiança. Quando Madara pediu que Kakashi aceitasse o primo-de-lei como parceiro, mostrou-se resistente, mas logo percebeu que não podia fazer tudo sozinho, anos se passaram e ele tinha virado praticamente a sua sombra, confiaria sua vida a ele e vice-versa, as merdas que passaram um do lado do outro não era o tipo de coisa que se esquecia. Sem contar o fato de Itachi estar numa cama agora e Sasuke preso em um tiroteio reforçava a ideia de precisar de apoio. O circo estava se fechando e essa madrugada não tinha sido aleatória.
            - E ela? – Perguntou, a empregada que serviu o jantar chorava tanto que teve pena, era óbvio que tinha sido apenas uma vítima da situação, mas talvez tivesse visto alguma.
            - Tenta acalma-la e ver se sabe de algo útil, mas faça o que fizer não deixe-o sozinho, okay? – Kakashi saiu apressado sem esquecer sua identificação e arma. Que loucura, não é? Ele ia sozinho para um tiroteio. Bom, azar o deles, essa noite ele estava puto!

[...]

            A mão de Sasuke tampava a boca de Sakura no momento oportuno para que ela não gritasse com a mão livre conduziu a mão da garota até o ferimento de raspão do loiro que tentava conter o grunhido de dor. Logo a garota caiu em si, fazendo o que podia para estancar o sangue.  Tinha sido uma completa loucura, quem conseguiu fugir não pensou duas vezes, mas Naruto não tivera a mesma sorte, quase pareciam estar ali por ele. A rosada viu a sua vida passar diante de seus olhos, se não fosse pelo Uchiha que a havia empurrado para o chão, não que o carro de Neji fosse o melhor escudo, mas antes ele do que o campo aberto, teria sido baleada também. Infelizmente para eles, nenhum tinha a chave para tentar fugir, e uma ligação direta exigiria um tempo que eles não tinham. Um confronto começou, talvez alguém com mais sorte que aquele trio tivesse conseguido chamar a policia, o tempo que durou pareceu longo demais, antes de um silêncio quase absoluto, se não fosse pelo som de suas respirações, atingir o ambiente. Os dois trocaram um olhar preocupado quando viram um par de pernas se aproximarem do lugar em que estavam, o moreno indicou para que ela fugisse, mas tinha plena condições do que aconteceria se parasse de pressionar e deixasse Sasuke de mãos vazias enfrentar uma arma, não que quisesse morrer, mas sua consciência jamais poderia abandonar os dois. – Percebendo que tinha se decidindo, e vendo a irritação nos olhos cor ônix de Sasuke por não obedece-lo e por não poder gritar com ela, as lágrimas no rosto da rosada desceram. Então, aproximou seu rosto do dele, sem afastar as mãos de Naruto, esperou pelo último beijo de sua vida:
            - Rachas, hein? Sempre tão seguros. – Ironizou, Sakura ergueu o rosto para ver a última pessoa que esperava: Kakashi Hatake. Tinha uma crítica velada em sua ironia, mas seu coração se encheu de alívio, ao ver alguém que parecia saber o que estava fazendo tomar as redes da situação. Ele guardou a arma e se abaixou, falou algumas coisas que a rosada não prestou atenção. Estava meio em choque pela enxurrada de emoções que tinha sentido, e do nada ele aparecera. Há quanto tempo ele tinha voltado? Os cabelos grisalhos mais baixos do que de costume, os traços do rosto tinham se tornado mais maduros, quanto tempo fazia mesmo? 4 anos? – Ele a fitou brevemente e com delicadeza, mas pressa afastou suas mãos do ferimento, começando a prestar os primeiros socorros. Sentiu um braço envolver a sua cintura, afastando-a dos dois, queria protestar, mas não tinha forças, as palavras não saíam.
            - Estou tendo um pesadelo? – Foi a primeira coisa idiota que saiu de sua boca.
            - Infelizmente não. – Sasuke respondeu.

[...]

            Sakura, Sasuke e Naruto se empenhavam em montar a cidade de playobil, o mais novo presente do exterior que o Uchiha ganhara. Eles tinham a impressão de que seus pais nunca mais fossem sair da sala de reunião e não se importavam nenhum pouco, estavam se divertido demais e os adultos nunca pareciam entender a importância de montar a cidade inteira para depois brincar de verdade:
            - Eu vou ouvir atrás da porta!  - Naruto simplesmente disse rindo, antes de sair correndo. – Eu quero saber o que estão falando!
            - Não! Não seja idiota! Eles vão brigar com a gente! – Sasuke fez um beicinho irritado antes de sair correndo deixando a menina sozinha, pensando que desse jeito jamais terminariam.
            A porta da frente logo se abriu ela reconheceu o grupo de meninos entrando, Obito, Itachi, Shisui... Ino sempre contava as coisas estranhas que as meninas mais velhas falavam sobre eles, mas tinha um que ela não conhecia. Cabelos grisalhos e olhos escuros, eles a cumprimentaram rapidamente que respondeu com doçura, exceto o novato que seguia em frente sem reparar em nada e nem ninguém, os outros pareciam até uma muralha ao redor dele. Nunca esqueceria aquela expressão, não estava chorando, não estava desesperado ou gritando, tinha um rosto que não demonstrava nada além de dureza e os olhos muito gelados:
            - Coitado... – Suspirou, vendo o grupo subir as escadas para o segundo andar, voltou a montar a sua cidadezinha, mas com um incomodo em coraçãozinho infantil que não entendia direito. – Nunca vi um menino tão triste! – Lamentou.

[...]

            Sakura estava sentada na cadeira do corredor da ala emergencial do hospital de Konoha com o casaco de Hatake em seus ombros. Não lembrava muito do trajeto e nem de como havia chegado até ali, os rostos e vozes pareciam confusos em sua cabeça. Lembrava de Sasuke enlaçando os dedos nos dela de maneira protetora antes de ir embora, ele falou alguma coisa antes de baixar a cabeça, mas não fazia menor ideia do que. As lágrimas voltaram a rolar em seu rosto no mesmo momento que seus pais correram preocupados em sua direção. Tudo voltou a si. Os homens armados invadindo a festa, os carros fugindo, as pessoas gritando, os tiros. Naruto sendo baleado, Ino tentando chegar até eles, mas sendo segurada por Gaara.  - Aninhou-se neles, abraçando-o com toda força que tinha, sentindo o cheiro familiar e a sensação de segurança que tanto lhe faltava agora.

            A distancia, no fim do corredor Kakashi observava Sakura ser acolhida nos braços dos pais. Tinha tanta coisa na cabeça, mas não conseguia evitar querer ter certeza de como ela estava. Contou ao Sasuke sobre o envenenamento de Itachi enquanto o levava para casa e assim que o deixou lá, voltou para o hospital.  - Escorado na parede, olhando-a agora, não tinha tanta certeza se tinha sido uma boa ideia. O som de um suspirar pesado e forte fez com que o grisalho olhasse por sob o ombro para encarar Madara Uchiha com seu sobretudo sob os ombros e a empáfia natural, pelo cheiro do tabaco devia ter fumado antes de entrar, por mais que tentasse fingir devia estar nervoso:

– Se for bancar o suicida de novo eu mesmo vou fazer você se arrepender. – Ameaçou, o outro apenas conteve o sorriso, mantendo seu olhar de falso desinteresse. – Fui, claro?
            - Sim, padrinho.
            - Ótimo! Ah... outra coisa. – Madara parou no meio do caminho sem se virar. - Se quer saber, agora eu não me oponho mais. – Disse em um tom baixo, fazendo o mais novo engolir em seco, ele o conhecia demais.

“Você chuta as folhas e a magia se perde.”*


Notas Finais


* - Trechos negrito retirados de Bad Day (Daniel Powter)


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