1. Spirit Fanfics >
  2. It Just Happens >
  3. Capítulo 2

História It Just Happens - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oi meu povo, cheguei com mais um capítulo!
Espero que gostem,
Boa leitura :)

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction It Just Happens - Capítulo 2 - Capítulo 2

Era janeiro de 2001 e eu tinha acabado de voltar a Nova York por conta do início das aulas. E, como eu temia, Tony não havia me ligado. E esse fato me mostrou o quão triste e cruel a realidade tendia a ser.

Minhas aulas retornariam na semana seguinte, então eu teria que procura-lo e abrir o jogo com ele. Eu ainda não tinha decidido o que fazer, mas por enquanto, eu continuaria em Nova York trabalhando e estudando, e com calmo eu planejaria os próximos passos.

Eu já sabia o caminho para o apartamento de Tony de cor, de tantas vezes em que Happy, seu motorista fez para me levar até ele. Quando eu cheguei e o encarei, ele parecia diferente, não era o mesmo Tony que eu conheci. Eu sempre me sentia confortável, protegida ao seu redor, mas olhando para ele agora... parecia que éramos completos estranhos. Havia uma barreira invisível entre nós e eu senti meu estômago revirar só de me aproximar dele.

- O que deseja, Srta. Potts? – seu tom era frio e ríspido, completamente diferente do Tony que eu conheci há um mês atrás.  Ele agia como se fôssemos dois estranhos.

- Eu preciso conversar com você um assunto sério. – alguns moradores passavam pela entrada principal tranquilamente, um ou outro curioso nos encarava, e eu senti minhas bochechas arderem de vergonha.

- Não temos o que conversar. – ele disse com uma expressão séria e eu não podia acreditar naquilo. Ele estava mesmo me dispensando?! – Um tempo precioso da minha vida foi gasto enquanto começamos um projeto que nunca dará certo, e eu preciso focar na minha empresa.

Aquelas palavras me atingiram como um soco, e senti meu peito doer com tudo aquilo. Eu conseguia escutar a voz do meu pai ecoando na minha mente, e eu nunca imaginei que tais palavras seriam capazes de me atingir.

“Ninguém vai querer uma mulher fácil como você!”

Era difícil para mim entender que o mesmo homem carinhoso que eu conhecera era de frio e cruel. Mas eu deveria estar preparada para isso, afinal, a mídia já o descrevia assim há tempos, além das inúmeras mulheres que contavam o quão impessoal e frio ele as tratava após uma noite de sexo. Mas a verdade era que no fundo, eu imaginava que eu era diferente para ele, que o que tivemos havia sido especial para ele. Mas agora, sentindo na pele tudo que já haviam descrito sobre ele, eu havia descoberto que eu ainda sido só mais uma em sua vida, e que em duas semanas ou menos Tony Stark teria me esquecido. Respirando fundo, alinhei minha postura, e não me permiti desmoronar. Não na frente dele.

- Eu compreendo, Sr. Stark, se é isso que o senhor deseja, não lhe incomodarei mais. – eu agradeci internamente por ter criado forças e ter mantido minha expressão neutra, porque a última coisa que eu queria era que ele me visse chorar.

Na época eu não sabia dos demônios que assombravam Tony, não sabia sobre a pressão que o braço direito dele fazia em sua vida, que algumas armas vendidas pela Stark Industries haviam matado inocentes, eu era apenas uma mulher com o coração partido e abandonada.

Se Tony queria focar em sua empresa e não ter nada mais comigo, era óbvio que ele não iria querer um filho. Assim que entrei no táxi, pedi de maneira ansiosa que o motorista me levasse para qualquer longe dali.

Anthony Edward Stark não saberia nunca mais de mim, muito menos do filho que eu carregava.

 

 

 

-//-

 

 

Depois desse dia, minha vida começou a mudar. Conversei com meus pais, que obviamente odiaram a ideia de eu ter um filho sozinha, meu pai me chamou de irresponsável, inconsequente, fácil entre muitas outras coisas. Não contei sobre a identidade do pai do meu filho, o que deixou meu pai mais louco ainda. Eles surtariam ainda mais se soubessem que eu carregava um filho de Tony Stark, o grande gênio da tecnologia. Minha mãe e meu irmão me apoiaram e disseram que sempre ficariam do meu lado e do meu filho. Minha mãe havia dado a ideia de eu trancar meu curso, voltar para Liverpool e quando meu filho estivesse um pouquinho maior, eu voltaria a estudar.

Pensando em tudo, resolvi continuar em Nova York estudando e trabalhando. Eu havia conversado com o reitor da faculdade, e após o nascimento do bebê eu teria aulas a distância, e como eu era uma aluna exemplar, ele me disse que quando minha licença maternidade acabasse, a universidade pagaria uma creche para meu filho. Já na cafeteria onde eu trabalhava, eu teria a licença maternidade e poderia trabalhar em horário reduzido até o nascimento. Além do mais, eu tinha May, que me ajudaria durante a gestação e na criação do bebê.

Minhas consultas e pré-natais eram feitos por Ben, namorado de May, que por sinal era um médico bom e de confiança, e eu tinha medo que alguém pudesse de alguma forma descobrir que eu havia tido um envolvimento com Tony Stark. Eu ainda tentava esquecer do dia em que vi milhares de sites de fofocas publicaram uma foto nossa saindo de um restaurante, e felizmente não conseguiram me identificar devido a qualidade da foto. A última coisa que eu queria era um repórter atrás de mim e perguntar sobre isso, e de quebra descobrirem a minha gravidez, e eu não precisava que Tony descobrisse sobre a gravidez, afinal ele saberia ligar os pontos, assim como toda a mídia. Se eu viesse atrás de mim agindo como um idiota como antes, eu não se do que seria capaz.

Eu passei toda a minha gestação entocada no meu apartamento, saindo apenas para fazer o básico e limitei o contato com meus vizinhos. As vezes eu recebia a visita da minha mãe e de Scott, e todos os dias May ia na minha casa e só ia embora quando tinha certeza de que estava tudo bem, e que eu estava dormindo. May e Scott eram os únicos que sabiam toda a verdade.

- Ele é um babaca Pep, quem seria idiota de fazer isso com você? – Scott havia ido me visitar levando presentes para o sobrinho, incluindo um body que lembrava um terno, me fazendo rir ao ver o vestuário. – Eu deveria ir até quela empresa e dar uma surra nele.

- Pare com isso Scott, ele não me forçou a nada, eu quis assim como ele. – admiti me acomodando na poltrona reclinável que ficava no quarto do bebê. Aquela havia sido a melhor de minhas aquisições, e eu admito que passava mais tempo no quartinho do meu filho do que no meu. – E ele nem sabe do bebê, então vamos esquecer isso.

Eu tentei ignorar a expressão de choque e surpresa que Scott fez, porque eu omiti esse detalhe dele de propósito.

- Pepper, você está com seis meses! Não passou pela sua cabeça contar a ele?! – eu já era expert em ignorar meu irmão quando era conveniente, e foi que eu fiz, enquanto encarava um catálogo sobre bebês que estava na minha mão. – E se o Stark quiser?

Aquele questionamento estava em minha mente durante esses meses, me atormentando. Eu pensava em como seria para meu filho não ter o pai consigo, se ele iria me perguntar sobre o pai e até querer conhecer Tony um dia... Mas só de pensar em ser rejeitada de novo, me fazia ser firme em minha decisão.

- Nós tivemos um caso por menos de um mês, e além disso, ele tem uma empresa para comandar. – alisei minha barriga, sentindo o bebê se movimentar apenas mais uma vez em meio a tantas naquele dia, ele simplesmente ficava inquieto quando eu resolvia parar. – E eu não preciso dele, posso muito bem criar uma criança sem um homem, estamos no século vinte e um.

- Você sabe que não foi isso que eu quis dizer, Pep. – eu sorri compreensivamente para ele, eu sei que ele não tentou me ofender. – E você tem 23 anos! Assim como você ele também fará sacrifícios... Mas não é direito dele saber que será pai?

- Eu de verdade tentei contar a ele, mas ele disse que não precisava de distrações, pois pretendia focar na empresa. – eu fiz uma expressão de desconforto devido um chute um pouco mais forte. – Enfim, teve todo esse discurso de que não tínhamos nada sério, imagine a reação dele se eu falasse do meu pequeno John Lennon.

- Você não vai dar para o seu filho o nome de um cantor qualquer. – ele revirou os olhos inconformado que estivéssemos tendo a mesma discussão pela centésima vez.

- Mais respeito com o cara, ele é incrível. É isso ou Harrison Ford. – eu testei a sonoridade dos dois nomes. – John Lennon Potts soa melhor, acho que vou chamar ele assim mesmo.

Eu havia ganhado de May um body dos Beatles assim que descobri sobre a gravidez, e ficariam adoráveis nele.

- Você vai colocar de canção de ninar o álbum dos Beatles par ele ouvir?

Fiz uma pausa dramática, considerando tal sugestão, o que levo Scott a soltar um suspiro em derrota por provavelmente ter me dado uma ideia.

- Eu posso deixa-lo ouvir Mozart de vez em quando, sou uma mãe bem tolerante.  Colocarei para ele dormir “Beautiful Boy”. Pode parecer louco, mas eu amo ouvir essa música enquanto aliso minha barriga. Acho que essa música vai combinar com ele. – a discussão não se estendeu pois ouvi a porta se abrindo e May e Ben entraram no meu apartamento dando um boa tarde e May veio em minha direção e beijou minha barriga como ela sempre fazia.

- Pepper, desculpe o atraso, nós tivemos que passar na loja para pegarmos as encomendas que a May comprou para o bebê. – disse Ben soltando as sacolas no chão do quarto.

- Tudo bem Ben, e eu já disse pra você me chamar de Pep, você já é da minha família. – ele sorriu para mim e me abraçou logo em seguida.

- Scott, esse é o Dr. Ben Parker, meu obstetra e namorado da May. – indiquei o elegante rapaz que estava pegando as sacolas novamente. – Ben, esse é Scott, meu irmão mais velho.

Scott se prontificou em ajuda-lo com as sacolas, enquanto May veio até mim e me arrastou para a sala, apontando para a mesa, que tinha algumas pastas.

- Não, eu não quero me irritar com esses projetos idiotas, não vou me estressar, estresse faz mal para o John. – eu notei que os três reviraram os olhos diante o meu drama.

May interferiu me lembrando que se eu não mantivesse ativa em minhas atividades, eu me atrasaria na faculdade. Eu simplesmente odiava como ela sempre estava certa e como ela parecia a minha mãe falando isso, mas isso também era a razão principal dela ser minha melhor amiga, ela se preocupava comigo.

E antes que ela iniciasse mais um de seus sermões, eu peguei um copo de suco e juntei as pastas e sai com elas em direção ao terraço do apartamento, o meu local favorito daquele lugar.

Em breve eu não conseguiria ficar subindo ali.

 

 

 

-//-

 

 

Uma das piores coisas da gravidez, principalmente na reta final, era a quantidade louca de hormônios que agiam no meu sistema, que acabavam com meu emocional e com meu senso de ridículo. E devo admitir que quanto a isso eu fui fraca.

Revirando meu armário, peguei um dos suéteres que Tony havia deixado comigo uma noite em que saímos para caminhar e estava frio demais, sabendo que o cheiro dele ainda estava ali, presente como se eu estivesse em seus braços ontem. Eu inalava seu cheiro enquanto fechava os olhos, minha imaginação me guiando enquanto eu pensava que era Tony quem estava li, me abraçando.

E ao final, com a satisfação vinha a culpa e a vergonha da minha fraqueza. E eu infelizmente sabia que acabaria cedendo novamente mais uma vez. Isso foi diminuindo próximo a data do parto, talvez pela ansiedade sabendo que dia 10 de agosto eu teria meu filho em meus braços.

Quando o dia finalmente chegou, Ben felizmente tinha amigos que eram discretos, então eu pude me sentir segura quanto ao segredo. Depois de duas horas em trabalho de parto – o que é considerado muito pouco tempo, já que as mulheres ficam até 12 horas em trabalho de parto! – eu fui capaz de escutar um chorinho ecoar pela sala de cirurgia.

- Parabéns Srta. Potts, é um menino. – o médico disse, passando o bebê para uma enfermeira que o aproximou de mim.

Desta vez eu não pude segurar as lágrimas, elas escorriam livremente enquanto estendi a mão tocando o rosto tão pequeno, seus pequenos lábios tremendo com o choro recente. Eu me inclinei apenas um pouco, beijando sua testa sem me importar com o sangue.

- Olá Peter, eu sou sua mãe. – eu murmurei acariciando seu rosto, antes da enfermeira ter que afastá-lo de mim para fazer sua limpeza e pesagem.

Pois é, no fim das contas eu não o chamei de John Lennon, na verdade eu não considerei realmente chama-lo assim. Quando fui levada para o quarto eu pude ver minha mãe, meu irmão, May, Ben e até mesmo meu pai, que na reta final da minha gestação, após ver uma filmagem da ultrassonografia do Peter onde era possível escutar seu coraçãozinho, não resistiu os encantos daquele serzinho e acabou aparecendo para acompanhar seu nascimento. Eu sorri verdadeiramente, orgulhosa do meu pequeno garoto, daquela minha vitória.

No terceiro dia fomos liberados e eu pude voltar para minha casa, o que me deu um alívio sem igual.

Mas, na semana seguinte eu me encontrava exausta, precisando de um banho e de principalmente, dormir, mas Peter estava incrivelmente manhoso naquela noite. Eu já havia dado banho, trocado, amamentado e mesmo assim o choro não diminuía. Seus olhinhos tinham lágrimas acumuladas, seu rostinho estava vermelho e seu lábio inferior tremia, e eu era uma mãe de primeira viagem, desesperada sem saber o que fazer.

Meus pais e meu irmão tinham voltado para Liverpool depois do nascimento de Peter, e eu sentia uma falta enorme da minha mãe, sentia saudade de quando ela ficava com Peter para que eu pudesse dormir, e parece que não só eu sentia saudade dos cuidados dela, mas Peter também.

Em uma manobra desesperada, eu sai do meu quarto e andei com Peter pela sala, em meu colo ele ficava mais calmo, mas ainda sim não era suficiente. Ele parecia exausto, precisava dormir um pouco. Com cuidado, eu o coloquei no bebê conforto, percebendo o choro aumentar, e logo o trouxe para o meu lado, próximo do piano que meu pai havia me dado assim que me mudei para Nova York. Ele sabia o quanto eu amava música.

- Vamos Pete, a mamãe está muito cansada. – sussurrei enquanto iniciava uma canção. – Nós dois estamos cansados, então pare de chorar. – eu pedi enquanto meus dedos começavam a deslizar pelas teclas.

Eu comecei a tocar “Beautiful Boy”, do John Lennon. Eu encarava o pequeno enquanto arriscava cantar a música junto, por mais que eu achasse minha voz péssima. Foi aliviante quando em certa altura da música o choro parou, porém ele ainda soluçava um pouquinho por conta do choro demorado de outrora.

- Beautiful, beautiful, beautiful, beautiful boy. – seus olhinhos se fecharam sonolentos e eu me senti aliviada. – Beautiful boy...

Mesmo depois de terminar a canção, eu continuei tocando a melodia até perceber que ele havia dormido. Eu precisaria de uma solução para a manha noturna dele, ou teria que tocar piano todas as noites.

Eu estava muito relutante em ceder a ideia que rondava minha mente desde o momento que percebi que Peter chorava a noite, mas tive que engolir meu orgulho pelo meu filho, afinal, eu precisava que ele dormisse a noite sem ter uma crise de choro antes.

Acomodado no meio da minha cama, no qual Peter dormia mais do que em seu próprio berço, o pequeno chorava fielmente toda as madrugadas. E eu simplesmente acabei pegando o suéter de Tony e coloquei na cama ao lado dele. E com alivio – e um pouco de surpresa – eu notei ele se acalmando com o cheiro assim como quando eu tocava e cantava para ele.

- Como se você já não me lembrasse ele o suficiente com esses olhinhos castanhos enormes, seu pestinha. – resmunguei vestindo o suéter antes de pegá-lo no colo, vendo-o deitar a cabeça no meu peito e parecer tranquilamente sonolento. Ele me encarou com os olhos castanhos escuros, esfregando na minha cara o quão parecido com Tony ele era. – Não posso te culpar por gostar do cheiro do seu pai, eu fiquei apaixonada na hora. – admiti passando os dedos pelos fios castanhos – mais uma característica herdada do pai.

 

 

-//-

 

 

Os meses se passaram até que foram convertidos em anos, Peter era uma criança curiosa e com orgulho digo que se mostrava um gênio enquanto montava seus brinquedos. Quando eu tirava os olhos dele May chamava minha atenção avisando que ele estava mexendo em algum eletrônico, isso com apenas três anos, e eu o deixava ir comigo ao consultório onde eu trabalhava e até o deixava ajudar com o que fosse seguro.

Depois que me formei comecei a trabalhar em um hospital como clínica geral, então eu tinha mais tempo com o Peter, e isso o tornou muito colado comigo, assim como eu dele.

Eu passei pelo primeiro susto com ele quando ele tinha quatro anos. Alguém nos reconheceu em um restaurante onde eu estava com Peter, May e Ben, e quando saí um repórter me cercou.

- Mamãe... – ele choramingou baixinho devido aos flashes, e eu o acomodei melhor no meu colo escondendo seu rostinho contra meu pescoço.

- Calma Pete, a gente já vai voltar para casa. – sussurrei o tranquilizando antes de ir até o carro, May e Ben mantinha o fotógrafo e o repórter afastados do melhor modo possível.

- Srta. Potts, essa criança é sua com o Sr. Stark? – eu suspirei baixo, bastante frustrada. – O Sr. Stark sabe da existência dessa criança?! Ele assumiu a paternidade? Foi por isso que você e o Stark terminaram o relacionamento? Você ainda mantém contato com ele? – eu entrei no carro, apertando Peter nos meus braços.

- Está tudo bem filho, já passou. Ninguém vai te machucar. – eu passei os dedos por seus fios castanhos, seus pequenos dedinhos agarravam minha blusa com tanta firmeza que eu acabei não o colocando na cadeirinha.

- Esse bando de abutres, não posso acreditar que acharam vocês! – May entrou no carro acompanhada de Ben, começando a dirigir lentamente. – A cadeirinha Pep.

- Eu já vou colocá-lo, May, espero ele se acalmar um pouquinho. – eu suspirei acariciando suas costas.

Quase não saíamos de casa, e eu pensei que depois de tanto tempo ninguém mais lembraria de mim. Peter não era acostumado a ter tantas pessoas em torno dele. Eu não conseguia entender como descobriram sobre ele, aquela maldita foto minha e do Tony não estava nítida! Então, como poderiam saber sobre meu filho?! E o pior, Tony iria descobrir sobre Peter através da mídia! Tudo isso estava me causando um pânico absurdo.

Quando cheguei em casa, coloquei Peter para dormir e estava conversando com May e Ben, chorando no colo dos dois sobre o ocorrido de horas antes.

- Não se preocupe Pep, meu pai é um juiz influente, eu liguei para ele e pedi que ele nos ajudasse. Ele conversou com o diretor da revista que fotografou você e Peter e pediu que ele não publicasse a matéria. – Ben acariciava meu cabelo enquanto me contava. – Ele disse ao Jamerson que você não conhecia Tony Stark, e que a criança era meu filho e de May, por esse motivo não era bom expor a criança. O diretor não publicará foto nenhuma do Peter.

- Obrigada Ben, não sei o que faria sem você. De verdade, obrigada. – disse aos prantos e o abraçando fortemente.

- Você sabe que não precisa agradecer. – ele sorriu para mim. – Eles excluíram a foto, eu mesmo verifiquei.

Ficamos conversando até que os dois foram embora e eu resolvi descansar.

No dia seguinte minha mãe me ligou de manhã cedo e eu acabei contando para ela sobre o ocorrido do dia anterior, e ela me deu a ideia de ir morar em Liverpool novamente, pois lá não teria paparazzis atrás de mim e Peter, e não teria também Tony Stark. Eu poderia ter uma vida normal com meu filho. Ela também disse que o hospital da cidade precisava urgentemente de um neurocirurgião, então disse a ela que pensaria e daria a resposta a ela no dia seguinte.

Liverpool era uma cidade menos movimentada que Nova York, não teria nenhum sinal de Tony e sua empresa, e eu poderia criar Peter mais livremente, além de cria-lo perto dos meus pais e meu irmão, o que seria ótimo, já que meu pai sempre reclamava eu e Peter íamos pouco para lá e que ele não queria que o neto crescesse longe dele. Liguei para May e Ben e pedi que eles fossem a minha casa.

Eles chegaram no apartamento em tempo recorde, e Peter estava sentado na sala vendo desenho e montando legos quando May o capturou e ficou com ele no colo. Contei a eles sobre a conversa que tive mais cedo e disse que estava pensando realmente em me mudar. Os dois me apoiaram na decisão e May disse que ela e Ben iriam se casar.

- Se você for para Liverpool nós iremos também, Pep. – May disse colocando Peter sentado em seu colo. Não consegui disfarçar minha reação de surpresa e os dois sorriram. – Não precisam fazer isso! Eu sei que vocês me ajudaram muito com o Peter todo esse tempo, e eu serei eternamente grata, mas a vida de vocês está aqui.

- Pep, nós somos uma família, e aonde um for, os outros vão atrás. Não vamos deixar vocês dois sozinhos, principalmente nosso Pete. – ela disse o apertando em seus braços e beijando o topo de sua cabeça, e como resposta recebeu uma gargalhada dele. – Na verdade nós meio que demos essa ideia pra sua mãe, ela nos ligou ontem e explicamos o que havia acontecido. Será ótimo para você e Peter respirarem novos ares, mudarem de vida.

Então estava decidido, eu e Peter iríamos nos mudar para Liverpool.

Depois que May e Ben foram embora, eu havia colocado Peter para dormir quando escutei a campainha. Eu gelei quando vi quem estava do outro lado da porta.

- Tony?!

 

Merda, mil vezes merda. 


Notas Finais


Não se esqueçam de votar e comentar, me ajuda e incentiva bastante :)
Até a próxima att :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...