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História It: Minha Doce Humana - Capítulo 33


Escrita por: pennywiselove27

Capítulo 33 - Ei, casa comigo?


Fanfic / Fanfiction It: Minha Doce Humana - Capítulo 33 - Ei, casa comigo?

Torre Negra🌹

Finalmente, de volta a mordomia. Era isso que a Guardiã Cássia pensou ao colocar os pés de volta em seu querido quarto, colocando sua bolsa de couro cuidadosamente em sua cama. Ela estava cheia de frascos de poções.

— Eba, finalmente estou fora daquele lugar nojento. Grr, pessoas asquerosas!—Disse Cássia, se esticando até seu ossos estalarem sem ao menos perceber que havia alguém sentado na sua poltrona com uma xícara de chá, a esperando.

— Se pensa assim sobre seus semelhantes, imagina o que pensa de nós Guardiões— Se pronunciou quando ela se virou, paralisando seu corpo assustada ao chocar seus olhos acinzentados com olhos de cores vermelhos alaranjados.

— Sr.Maturin! Oh...Não o vi aqui— Disse ela, sorrindo com nervosismo enquanto dava passos lentos até sua cama. Os olhos de Maturin rolaram agilmente na direção da bolsa.— E como vai a nossa querida coelhinha? Sei que a visitou durante esse tempo que estivesse sozinha.



—Você uma beldam, e a beleza exterior não ocultava a feiúra do seu terrível interior— Disse Maturin, fazendo uma pausa para pousar seus lábios na xícara.— E está satisfeita?

— Satisfeita? Satisfeita de que?— Ela perguntou, arregalando seus olhos ao ver a xícara, praticamente, explodir na mão de seu líder.

Maturin se levantou ferozmente, fazendo Cássia se jogar para trás e se sentar em sua cama. Era isso que ela queria, ficar perto dos frascos.

— Você quase separou duas pessoas que se amavam! E fez um ser inocente ter medo até do seu nome!— Gritou ele, e pela primeira vez...ele perdeu sua postura e paciência com ela.— você está satisfeita com isso!?

Maturin foi até ela, entregando-se completamente à raiva pela primeira vez no convívio que viveu ao lado dela. Tudo estava guardado dentro dele, borbulhando e corroendo como ácido, ele queria libertar com suas exclamações e gritos, as vezes, sem sentidos.

— O que? O senhor deve está blefando...— Riu com nervosismo, logo sendo interrompida pelo mais velho.

— Blefando!? Não. Eu não estou blefando, Cássia Clarke, eu estou falando o que já estava na cara!— Enfrentando ela como nunca antes, tendo o impulso de dar um passo para frente. Ela o olhava estatelada, no entanto com um leve sorriso nos lábios.— Grrh! Apartir de hoje, você cuidará do seu feixe sozinha, sem qualquer ajuda do seu parceiro, Navius, além de está proibida de sair dessa Torre!— Ele bufou—Essa será a sua punição por ameaçar um de nós...

O silêncio se instalou, com apenas as respiração ofegante de Maturin a quebrando e Cássia, por sua vez, apenas o encarava com um semblante completamente surpreso. Mas não durou por muito tempo. Ela começou a ri, balançando a cabeça de um lado a outro com uma das mãos tocando a testa.

— Você é desequilibrada, Elfa. Tantas vezes lhe disse que não a via além de uma amiga, e você sempre insistia em me seduzir e fazer mal a quem estava ao meu arredor.— Ele passou as mãos no seu cabelo, tirando alguns fios que caíram em seu rosto quando gritava.

Cássia se levantou da cama, com uma risada de deboche solta pelo ar. Maturin não sentiu energias boas vindo daquelas risadas.

— Você deve ter se achado um gostosão— Comentou ela alegremente, causando um semblante supreso no rosto de seu líder.— "Uau, duas fêmeas me quebrarem"— Emitiu uma voz fina ao dizer aquelas palavras.— Mas está totalmente enganado, líderzinho, pois eu nunca quis você. Na verdade só queria me divertir com o senhor. Pular em você, sabe?

— O que está querendo dizer com isso, Cássia!?— Indagou confuso com a revelação da Guardiã, a qual ousou chegar mais perto e toca-lo em seu lábio inferior.

— Não se finja de idiota, você sabe muito bem o que eu estou falando.

— Olha como se referi a palavra a mim!

A de cabelos castanhos sorriu, antes mesmo de declarar a sua futura vitoria que teria naquele dia.

— Oh, perdão senhor! Eu não devia ter dito que você é um idiota, eu deveria dizer que é um imbecil— Confrontou ela, o insultando com aquele sorriso crescendo em seu rosto.— Um imbecil que acha que os lábios de sua coelhinha nunca foram tocados antes.

E por alguns segundos, Maturin ficou paralisado por conta de um terror que nunca, nesses anos todos de existência, ele havia sentido. Algo em seu cérebro fez o imaginar outro alguém tocando no rosto sua amada, a acaricando antes de aproximassem seus lábios e a amasse.

Então, quando essa paralisação se abrandou, ele se virou, abrindo a boca, mas só conseguiu ter uma visão dos frascos brilhantes na mão de Cássia. Mas o que era aquilo?

— O que foi? Está sentindo ciúmes por eu ser a primeira?— Implicou ela, sem medir suas palavras para revelar que havia feito com a ex-guardiã da Torre. O Guardião Tartaruga voou para cima dela, a prendendo em um dos cantos do quarto, tomando cuidado para não quebrar os fracos. Eles pareciam perigosos— Argh!

— Como assim a primeira? Me diz logo o que fez com a Owena!?

NovamenteCássia deu um breve sorriso, satisfeito com o que havia feito só com algumas palavras.

— Ora, Maturin. Eu a beijei— Revelou ela passando a língua nos lábios, um movimento que realçou mais a raiva de seu líder por ela— Lembra quando me mandou cuidar dela? Digamos que sentir algo a mais do que ódio quando a vi tremer de medo enquanto eu a ameaçava. Ela é tão fofinha, tão irresistível que acabei experimentando seus lábios com gostinho de moranga— Disse, em um tom de lamento antes de continuar— Agora entendi porque a quis em vez de mim, até eu me trocaria por ela falando a verdade.

— Está dizendo que estava esse tempo todo arranjando alguém para sua diversão?— Maturin a encarava, estupefato. Ela havia causado essas terríveis situações só tentar se deleitar com ele, no entanto já que ele não caia em suas armadilhas, ela havia partido para outra presa mais fácil, a Owena.— Você é mais perversa do que uma sucubo.— Ele fez uma pausa, suspirou e continuou— Mas o que adianta fazer todas essas coisas estapafúrdias? Por acaso ganhou carinho, proteção ou mesmo o essencial amor?

A Guardiã arqueou as sobrancelhas, sentindo talvez magoa por nunca ter nada disso que ele havia falado. Amor? Por que nunca tive esse sentimento?.... Talvez porque amar seja para os fracos!, pensou ela, pegando rapidamente um dos pequenos fracos e o quebrando o rosto do esverdeado. Sangue voou.

O cheiro do líquido atingiu-o primeiro e Maturin recuou, nauseado. Apoiou-se na cabeceira da cama e tentou cobrir a boca. O ar lhe queimava a garganta, sentindo pontadas em seu corpo que se tornavam mais prolongadas e dolorosa. O líquido dentro daquele frasco atuava como um veneno para o corpo do esverdeado, até fazendo ele perder o equilíbrio é cair de quarto no chão.

Ele estava sentindo um medo tomar conta de seu ser. Um sentimento surgindo depois da pancada.

— Quer saber de uma coisa! Eu não preciso de ninguém, e sabe o que preciso... é de poder!— Exclamou ela, repentinamente, se abaixando e agarrando os cabelos verdes do Líder. Ele estava com os olhos acinzentados, praticamente sem brilho algum, mas ele conseguiu ver a marca na mão direita dela. A marca da loucura, a lua.— Agora eu que mando nessa porra! Eu serei a nova Líder desse lugar!

— V-você está doente, eu conheço essa marca. Ela vai acabar com sua sanidade — Sussurrou ele, compreendendo o porque dela querer tomar o seu lugar tão precocemente. Todos que possuíam e possuia a marca são obcecados por ser dominantes, assim sendo mudando todo o seus comportamentos e planos futuros.— Eu p-posso te ajudar...Argh!— Gemeu ao sentir o chão gelado. Cássia gargalhou como se estivesse drogada.

— Cale a boca e faça o que eu mandar!— Berrou, no entanto se calou para sentir melhor uma energia que chegou até a porta fechada. Um erro jeito— Você a trouxe? Que bom, pois vou te mostrar o que fiz com ela naquele dia.

Então Cássia saiu correndo do quarto, abrindo a porta e imediatamente encontrando Owena agarrada a um coelho de pelúcia. Maturin a trouxe de volta pois imaginou que podia resolver tudo, como Cássia havia pensado que ele iria fazer.

Owena correu, Cássia vez o mesmo.

— Você ainda não consegui ocultar sua energia muito bem. Ownt...que peninha— Falou Cássia, invocando seu chicote de Luz. Owena gritou, se teletransportando para tentar despistada-la— Não fuja de mim, pequenina...pois eu não vou te machucar...vem meu bem, vem que mamãe cuida...

***

Por que!? Por que os outros tem que me perseguir como se eu fosse uma...uma presa fácil?, Pensou Owena, tentando se manter calma para não deixar que sua energia fosse sentida, e agradeceu mentalmente por não ter visto os outros Guardiões até esse tempo, pois certamente eles a parariam.

Ela correu para outro canto. Um azar, ou sorte, alguém a agarrou pela cintura enquanto tampava sua pequena boca com uma mão enorme, ela quase se sentiu sufocada. E se Owena fosse humana, com certeza a falha de seu coração se assemelharia com um leve infarto.

— Shhh...Eu não vou te machucar, flor— Murmurou esse alguém, fazendo a híbrida se acalmar um pouco e relaxar seus músculos. Ela o deixou levar dali, sentindo um vento gelido indicando que estavam se teletransportando para outro lugar. 

***

Flor...

Ela se lembrava muito bem desse apelido carinhoso, que recebeu por causa que passava muito tempo nas flores e rosas no Jardim Can'-Ka No Rey.

***

Derry– O Barrens.💙

— Vamos esperar mais um pouco, por favorzinho— A morena juntava as mãos, imploram para o ruivo que já se encontrava sem sua rara paciência.— Ela disse que me ensinaria a voar!

Ambos estavam esperando Maturin e Owena, que prometeram a Lucy que a ajudaria a controlar suas novas habilidades.

Sua nova realidade.

— Já se passaram duas horas, Lucy, eles não vêm mais— Disse Pennywise, pousando suas mãos nos ombros delicados de sua amada. Lucy sem intensão mexeu as asas.— Talvez estão trazan...

— Não, Owena não é desse tipo— Interrompeu Lucy, se cruzando os braços. Ela se encontrava com o cenho frizado para mostrar sua irritação. —Owena é do tipo tímido, inocente. E-e nem deve pensar em...

— Os tímidos são os piores— Dessa vez foi ele que a interrompe com um sorriso no rosto, mostrando que estava apenas implicando com a situação.

Os dois se entreolharam, e imediatamente começaram a ri. E pela primeira vez em sua existência, Pennywise sentiu uma conexão perfeita entre eles, como se suas mentes estivessem ligadas por uma linha vermelha invisível, que só eles podiam sentir. Ele nunca queria que essa linha se arrebentasse.

O palhaço segurou a mão dela, a puxando para um abraço sem jeito,as asas atrapalhavam muito quando ele fazia isso. Lucy ficou surpresa com aquele abraço, ele nunca a abraçou daquelo jeito tão carinhoso.

— O que vamos fazer, já que eles não vão vim?— Perguntou ela, quando ele cessou o abraço e a puxou pelas mãos. Os dedos entrelaçados nos dela como um casal de enamorados.

— Caçar alguma coisa para você comer. Sei que você acordou essa manhã com sede de sangue, já que queria morder enquanto dormia.

Os olhos da morena arregalaram e a dor da sede regrediu, deixando apenas o espanto em seu lugar.

— Eu? Caçar? Não quero comer criança!— Rebateu ela assustada, já imaginando Pennywise a obrigando comer um braço, no entanto Pennywise conseguiu ler a sua expressão.

— Vai caçar, o que quiser caçar— Explicou ele, dando um sorriso de motivação para ela.— e não se preocupe, caça algo é fácil. Instinto.

Lucy fez uma careta. É claro que ela não queria aquilo. A morena estava fora de controle? Sim .Confusa? Com certeza. Facilmente desconcentrada, talvez. Mas perigosa? Seria se não concentrasse em se controlar.

Ela balançou a cabeça, aceitando o que teria que fazer.

Então caçar é fácil...

E

***

Ela era péssima. Respirava alto demais, suas asas mexiam sem a dona mandar, seus passos eram pesados e desengonçados. A morena não conseguiria nada com aquilo.

— Ok, me cace então— Disse ele repetidamente, assustando um cervo que passava por ali. Uma presa fácil havia ido embora. Lucy o olhou confuso e um pouco irritada.

— Por que?

— Para você treinar, já que sempre espanta os animais.— Explicou o ruivo, se enclinando para frente e tocando seus narizes.— Você senti o meu cheiro, não é?— Ela assentiu, afirmando.— Então boa sorte...

Depositando um selinho nos lábios da meia humana ,e sumindo como a névoa da floresta ao amanhacer.

Lucy sorriu, amarrando seu longo cabelo para que não a atrapalhasse, no entanto seus crifres que atrapalhava ela naquele momento. E quando conseguiu prender seus fios negros, ela começou a correr, e menos de um segundo, começou a mexer suas asas, saindo lentamente do chão.

Mentalmente ela gritou em triunfo, e o voou baixo foi estranho, estonteante, eletrizante, uma coisa pequena que deixou a meia humana eufórica. Ela podia sentir a floresta, viva e esvoaçante passar por seu rosto e asas, ouvia pequenas criaturas que ela jamais pensou existirem em abundância em seu arredor. E se Pennywise estivesse ali, perto dela, com certeza a pediria para manter o foco e não se distrair-se com meros bichinhos nojentos.

Lucy resolveu subir mais para o alto, já que podia muito bem ver tudo de cima.

Espera, eu não sei parar!, seus pensamentos gritaram, a deixaram com pavor e fazendo ela parar de estimular as asas a baterem.

Ela comecou a cair de mais de doze metros, recebendo alguns galhos em seu rosto até um em seu olho esquerdo que lacrimejou.

— Cuidado, Lucy— Disse alguém com a voz conhecida, calma e serena. Ela se virou, dando de cara com esferas de cores de chocolate.— Suas asas são bem mais fáceis de se machucarem.

No mesmo momento que ele falava, os seus olhos observavam a nova Lucy que estava indiscutivelmente linda, tão linda quanto uma deusa cósmica. Ela era graciosa até mesmo estando assustada, e seu rosto impecável era pálido corado como a lua de sangue contra a moldura de seu cabelo escuros como a noite. Suas asas eram suaves e fortes como a de uma águia, seus crifres pequenos e enrolados eram graviosos e fofos.

Quem era essa bela mulher? A mente dele se perguntou na primeira olhada, ele não conseguiu achar o rosto da doce Lucy de imediatos naquelas feições suaves, de seus planos perfeitos.

— Nhero!— Exclamou ela, sorrindo simpaticamente para mostrar o quanto estava alegre de vê-lo. Finalmente pisando no chão— Obrigada por me pegar...

— Nossa, você está graciosa— Sussurrou Nhero repentinamente, fazendo Lucy ficar mais vemelhas que seus belos lenços bordados com fios de ouro, que o qual carregavam sempre em seus bolsos. Ele imediatamente percebeu seu erro.— Me perdoe, não queria ser tão intimo.

— N-não foi, apenas foi educado— Sorriu sem jeito, observando ao arredor  antes de continuar— E sabe...eu que deveria te pedir perdão. Eu não o ouvir, e ainda por cima reatei com o Pennywise.

E com uma risada baixa, ele a olhou e disse algo que fez Lucy sentir que ele estaria sempre ao seu lado, seja ela certa ou errada em seus atos:

— Se o seu coração falou mais alto, o siga, não importe com o que eu disse e apenas o siga, pois eu estarei sempre aplaudindo, vibrando e torcendo pela sua vitória. Vai, voe alto e seja feliz.

— Sniff...não fale essas coisas. Eu sou muito sentimental— Fungou ela, querendo o abraça-lo, no entanto algo se mexeu dentro do mato, assim a fazendo desistir desse ato. Nhero odiou o coelho selvagem que a assustou. — Vá, vá logo ,antes que Pennywise ache que é hora de explodir.

— Então, até mais ver , senhorita Lucy. AH, antes que me esqueça, sua mãe me pediu para dizer que se prepare, ela está voltando— Informou ele, antes de sumir e deixar Lucy confusa, se perguntando mentalmente como ele conhecia sua mãe.

Os pássaros cantaram, como se estivesse a encorajando a descongelar e voltar a procurar o palhaço. Que nesse momento ele se encontrava em uma boa distância daquele lugar.

Já que não conseguia voar tão alto, ela resolveu correr. Sentindo cada músculo de seu corpo se estender e encolher ao mexer as pernas com velocidade e clareza. Fazendo o seu cabelo se desamarrar com o vento que a qual fazia.

—Sinto seu cheiro....— Disse ela, olhando pelas árvores, galhos e folhas. Como as coisas eram lindas agora.— Pennywise?— Perguntou ao ver o ruivo de costas, parado atrás de uma enorme moita.

Com passos lentos ela se aproximou dele, parou ao seu lado e olhou na direção que ele olhava.

Pennywise curiosamente encarava um altar cheio de flores de diferentes cores, onde se encontrava um casal em seu matrimônio esperando que o padre falasse a última frase para que eles finalmente se beijasse, assim juntando suas almas até que a morte os separe.

Lucy achou aquele ato lindo, observando as várias pessoas sentadas em suas cadeiras, sorrindo com felicidade para o casal.

— Sabe, Lucy— Começou Pennywise, chamando a atenção da morena, que após bater os olhos no rosto do palhaço, conseguiu ver um semblante tristonho.— a duas décadas atrás, eu conheci uma humana diferentes dos outros de suas espécies, e eu tentei me aproximar dela...— Ele fez uma pausa, sentindo sua amada ganhar uma áurea negativa. Lucy se encontrava com ciúmes.— Não se preocupe, doce Lucy. A única que tocou meu corpo e lábios é você e sempre será.

— Então, por que você queria se aproximar dela?— perguntou ela,olhando para os olhos azuis dele, impaciente. E refletindo bem, ela sentiu sua fome aumentar.

— Grrh!Por que foi ela que usou sua mágia em mim, me deixando mais curioso com aquele suas mãos mágicas e poderosas.— Ele suspirou, pegando na mão dela e a puxando para si, parecendo que ela se encontrava mais irritada— Eu apenas queria conhecer alguém estranho igual a mim, mas ela me enganou, me machucou. Disse que ninguém nesse universo iria...me amar— Sussurrando a última palavra, ele alisou carinhosamente os cabelos negros da garota.

Lucy pegou uma das mãos do palhaço e o pôs sobre sua bochecha e o beijou suavemente na boca.

— Felizmente, ela errou, pois eu estou aqui. Te amando para sempre e te ensinando a ter sentimentos, não ver isso?

— Eu sei, e por isso que não quero que me abandone nunca...pois sem você, acho que não sei mais viver.— Disse Pennywise, devolveu o beijo e sentindo seu coração acelerar. Uma ideia havia surgido em sua cabeça e nada iria tirar.— Ei, casa comigo?

E pela segunda vez naquele dia, Lucy Morris ficou congelada em seus pensamentos entretanto. ela sempre queria ouvir aquele pedido, mas não repentinamente e precocemente.

Mas como ela se rendia fácil.

— Meu Deus, eu...eu—ela fez uma preve pausa, colocando suas duas mãos na frente da boca e continuou.— Sim! Eu aceito!

E ,sem explicação aparente, algo voou na direção dela e com seus sentidos mais aguçados sua mão agilmete se levantou e o pegou.

Era um lindo bugue de rosas vermelhas e brancas. Lucy levantou as sobrancelhas, impressionada com o destino, no entanto ficou mais supresa com seu amado palhaço transformado em Bob.

— Sabe que prefiro me casar com o Pennywise, ele foi meu primeiro amor.— Ela sorriu, vendo seu querido palhaço voltar com seu visual usual. Ele se aliviou por ela não querer o Bob— Agora...repita comigo, ok?— Ele sorriu como resposta, entrelaçando seus dedos nos dela e repetindo o que ela diria.— portanto...eu declaro, aqui e agora, que meu corpo e alma será seu. Que prometo que vou ajuda-lo a amar a vida. Ir contra a natureza por ti. E com toda certeza do mundo, te proteger.

Agora

Pode

Beijar

A

Noiva.

Ele apertou Lucy, agora sua esposa, contra o seu corpo. O ruivo pôde sentir uma suave e agradável fragrância vinda dela. Pôs os braços em volta da garota, primeiro na cintura, depois uma das mãos foi em encontro a sua nuca, enquanto a língua de Lucy começava a dançar levemente com a sua.

Por fim houve uma pausa no beijo e Lucy disse um tanto decepcionada:

— Que pena que não temos as alianças.

— Quem disse que precisamos de ouro para finalizar o nosso ritual?— Perguntou Pennywise, beijando as dobras dos dedos de sua amada. Lucy o olhou curiosa.— Toque seu em pescoço.

Ela o obedeceu, tocando cuidadosamente seu pescoço e sentindo um colar com um pingente de forma arredondada. Lucy o balançou, ouvindo o familiar som de sininhos tocarem.

— São uns dos meus sinos— Disse ele, colocando a mão dentro dos seus babados e tirando um colar semelhante.— E eles estão amarrados nessa linha vermelha por um nó que nunca irá se desfazer, e caso se desfaça é por que eu morri pensando em você.

Lucy deu uma cotovelada nele. Ele gruniu.

— Não diga em morte no nosso dia, pois nosso ritual ainda não acabou...

— Hm. Você. deveria. está. me .caçando— Sussurrou ele, dando alguns beijos na face da garota a cada palavra dita. Lucy lambeu os lábios dele, o provocando.— Não me provocando...

— Eu? Te provocando?— Perguntou ela sorrindo maliciosamente, fazendo suas asas cobrir ambos.— Não estou fazendo nada, é você que está maliciando a situação.

— Você é minha paz e meu caos...— Disse ele, novamente tomando seus lábios com fervor.

***

Lucy se encontra deitada em meio as folhas de outono, usando apenas o cordão. Pennywise a admirou um pouco, observando as asas plumadas com suas penas negras como os fios de seus cabelos -que se encontravam esparramados no chão e brilhavam com os últimos raios daquela tarde–, seus olhos pareciam redondas joias, ansioando pelos toques futuros.

— Sempre serei delicado com você minha querida, só com você— Disse ele, descendo sua boca até o pescoço da morena, fazendo caminhos com chupão até seus seios, afim de deixar marcas, para todos que a olhassem, percebam que ela o pertencia.

Lucy arfar ao sentir os lábios frios do ruivo em um dos seus seios, ao mesmo tempo que ele usava sua mão para dar atenção ao outro. As asas se abriram ainda mais quando Pennywise resolveu deslizar o nariz em sua barriga.

Como seus toques são frios como o gelo... 

— P-penny...— Gemeu o nome do seu amado, o qual havia deslizado sua boca rapidamente a sua intimidade, a estimulando com sua língua que fazia movimentos lentos, no entanto aumentaram a cada arquear da morena.

Lucy mordeu os lábios, tentando de alguma forma abafar um gemido involuntário quando ele intruduziu, sem aviso prévio, dois dedos em sua intimidade, em seguida fazendo movimentos contínuos de vai e vem. Estava tão intenso, que rapidamente sentiu o calor sem igual passar por todo o seu corpo, e um inexplicável a preencher.

— Nã...não me faça espera, me tome para si!— Exclamou ela, ligeiramente recuperando seu fôlego, sorrindo com ternura. Pennywise também está a sorrir, vendo ela se pôr de costas para ele— Me faça todas as vezes me sentir sua.— Suas asas se mexeram inquietas, levantando algumas folhas em seu arredor.

Ele agarra os quadris, posicionondo na entrada de sua intimidade e lentamente deslizar para dentro dela, em seguida,apertando firmemente a cintura da morena, começou a se movimentar cada vez mais rápido, provocando pequenos gritos estrangulados enquanto ela arranhava o chão com suas unhas em formato de garra.

E então, sentindo lentamente ela a apertar, enrolando em torno de si. Ele rosna, ambos os climax chegando, sua libertação prolongando a dela, enquanto se misturavam para se tornar um só.

— Sabe, querida...— Sussurrou Pennywise, a pegando em seus braços, sentindo os espasmos das asas ainda acontecendo— Acho que se continuasse batendo suas asas, você sairia voando!

Ela ri, seu corpo se esfregando contra o dele. É uma sensação estranha ter asas ainda mais quando está se fazendo tais atos.

— Que som encantador— Sussurrou Pennywise, também estava rindo com ela, no entanto parou. Ajeitando ao seu colo, com uma das mãos apontando para um animal que acabou de parecer— Olha, será que consegui pega-lo?

Lucy direcionou seus olhos no pequeno animal na árvore mais próxima. Era um esquilo de coloração caramelo, olhos redondos e de bochechas inchadas.

— Quer apostar o que?— Perguntou ela, pegando apenas sua blusa para vestir. Pennywise a ajudava, já que havia buracos no tecido para colocar suas asas.

— O que você quiser — Murmurou ele, a vendo se lançar para frente e abocanhar sua presa.

*******************
Muito longe dalí, uma mulher dona de belas curvas se contrava irritada e louca para saber o paradeiro de sua filha. E quando a encontrar-se, a afastaria daquela cidade.

— Onde está ela?— Perguntou Lucinda, avistando Nhero descer do céu e pousar a poucos posso de si. Ele a olhou, um tanto desanimado.— Me responda LOGO!

— No Barrens, parece que está treinando suas habilidades.— Respondeu ele, passando as mãos no cabelo. Estava sentindo um mal está em seu corpo.— Ela tentava caçar...ou fazer algo semelhante.

— O que? Minha princesinha está caçando!?— Exclamou Lucinda, praticamente berrando ao saber que sua filha estaria se sujando.— Isso é inaceitável. Ela é uma dama, uma princesa do submundo, e não deveria ter esses modos.— Ela fez uma pausa, começando a andar de uma lado para o outro.— Tenho que tira-la dos braços dele logo, e já tenho algo em mente...e você, vai me ajudar

— Eu!?

— Não, minha avó!

— Que coisa mais infantil!

— Cale a boca, antes que eu corte sua língua— Murmurou, tirando agilmente um punhal de suas mangas— E você sabe muito bem que Akuma te mandou segui minhas ordens, não é?— Nhero assentiu. Ela sorriu, devolvendo o punhal para a manga com um simples movimento.

— Mas pensei que Bryan te ajudaria com isso— Retrucou irritado.

— Ele está despedindo do humano Wilian no hospital, dizem que ele fez uma pequena operação no coração.— Uma careta se estampava em seu rosto, mostrando que não gostava nem um pouco do garoto. Nhero sentiu o ciúme evaporar pela pele da mulher

—Espero que esse humano melhore, pois tenho certeza que Bryan ficaria triste se algo de ruim acontece com seu amado— Implicou ele, não se importando com o tipo de relacionamento o futuro Rei estaria tendo.

E com essas palavras, ele percebeu que o  que impedia dela partir para cima dele era a absoluta surpresa por ouvi-lo falar o que Bryan sentia pelo humano. E ela deve apenas a audácia de alfineta-lo com os olhos, nada semelhantes com os da filha.

Essa mulher realmente não parece com a filha,Pensou Nhero, observando o jeito vaidoso e medido da feiticeira. mesmo colhendo a juventude dos outros...nunca chegará a beleza de sua descendente. Nunca.

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Amada, querida, doce humana...tantos apelidos que posso lhe chamar!
Pennywise


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