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História It: Reverse - Capítulo 3


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Notas do Autor


AVISO: capítulo confuso!

Capítulo 3 - Trauma de infância


Fanfic / Fanfiction It: Reverse - Capítulo 3 - Trauma de infância

1947, Casa da família Robbins – Derry

Já passavam das nove e meia da noite, enquanto Constance ouvia a sua mãe acabar de fazer as malas. Embora que fosse ainda muito pequena, Constance conseguia ouvir perfeitamente a conversa pouco saudável entre o seu pai e o seu avô.

— A sério que você quer obrigar a sua neta a ficar quando ela quer vir connosco, pai?! – inquiriu Rudolf ao homem septuagenário, da sala de estar.
Constance – que já tinha um dom e uma inteligência fora do vulgar – mantinha-se atenta ao que a rodeava.

— Em tantas gerações desta família, nunca faltámos com as oferendas! Você não será o primeiro a fugir... – Gritou o homem autoritário.

— Mas quais oferendas pai? Já não existe essa coisa de monstros. Estamos no século XX e não no século XVII ou XIX. – Argumentou o filho por sua vez. — Já não há assim tantos circos ambulantes para que as crianças sejam levadas do jeito que você fala!

Nas últimas noites, era sempre assim. Qualquer conversa entre Ernest e Rudolf terminava sempre com os dois brigando feio. O único consolo de toda a situação era sua avó, que tentava a todo o custo demover as ideias do marido...

— Ainda está de pé, querida? – perguntou Marie, cujo entrara de surpresa no quarto. — Já é tarde...

— Não tenho xono. – respondeu a pequena Constance. — Porque é que o avô não quer que eu vá com os pais, vó? – perguntou a criança tristemente. — Porque é que ele acha que eu sou má? Eu nunca fiz mal a ninguém... – continuou, enquanto a mulher se sentava a seu lado. — E se alguma vez o fiz, não foi po’ mal! Eu posso pedir de’culpa...

Marie olhara a neta com um misto de ternura e preocupação. Ela não sabia como dizer a verdade para uma criança da idade da menina. Sentia que aquela verdade era demasiado cruel para qualquer pessoa... principalmente quando era alguém do seu próprio sangue. Nisso, ela compreendia o ponto de vista do seu filho!

— O seu avô não te acha má, querida. – respondeu, abraçando a garotinha. — Ele só tem um ponto de vista, que ninguém consegue compreender bem... entende? – continuou, ao passo que Constance acenara negativamente com a sua cabeça e com os olhos chorosos. — Ele te vê como alguém especial. Assim como os irmãos dele eram...

Pensativa, a menina de quase 4 anos, se acalmou ao ver uma foto antiga do seu avô com os irmãos, no pensamento de Marie. Era uma das poucas habilidades que Constance não conseguia controlar. Nisso ela tentou procurar mais a fundo na cabeça do avô. Ela sabia que já tinha visto aqueles rostos em algum lugar... mas de onde seria?
Enquanto Marie tentava apaziguar a garota, Constance procurava as respostas que queria. Mesmo sendo novinha, ela sabia que sua avó estava a mentir-lhe... não que o quisesse fazê-lo, mas porque precisava. Alguém precisava de proteger aquela criança das maldades do mundo... e a única pessoa que poderia fazer frente ao velho Ernest Robbins era, de facto, a sua mulher.
Mas ela não conseguia obter todas as respostas naquela noite. Tudo o que conseguiu ver foi o seu avô deixando para trás o seu irmão mais novo, Rupert, cujo acabara por morrer nas mãos de uma figura misteriosa. Também, na mesma lembrança do homem estava a irmã mais velha deste, Claire, que – segundo parecia – ter sido sacrificada de uma forma brutesca pelo mesmo.

Constance não queria acreditar que o avô tivesse sido capaz de tamanhas atrocidades... mas ela tinha de admitir que as coisas que ela via, muito raramente, estavam erradas!
Mas não tinha muito o que fazer. Inconformados, os seus pais tiveram de partir para Houlton, deixando-a com os avós paternos...

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Ernest parecia cada vez mais doentio, com o passar dos dias. Parecia que ele gostava de a maltratar e, muitas das vezes, Constance percebia que o velho fazia as coisas de forma proposital.

Ao fim de alguns meses, Constance andava inquieta. Andava a sonhar demasiado com mortes, mas não conseguia entender de quem se tratava. Os seus sonhos mostravam sempre a perspetiva da pessoa que morria e não de um panorama geral, aonde a pessoa poderia ser encontrada. Tudo o que via era o seu avô junto da pessoa e em seguida uma figura estranha, acabando por fazê-la acordar de susto, durante as noites...

E o facto de não saber a identidade daquela pessoa a deixava apreensiva. Ela queria ajudar. Mas como? Falando com o seu avô seria impossível. Constance passou a evitar ficar demasiado perto do homem, por todos os seus motivos válidos e mais alguns... Ernest não tinha uma mente limpa e isso incomodava a sua neta.

Nada daquilo fazia sentido!
Tudo parecia normal. Tirando, obviamente, os seus pesadelos e de ouvir alguns dos pensamentos do seu avô... estava tudo tranquilo. A sua avó costumava chamá-la de estrela cadente, porque Constance – inconscientemente – sabia como “brilhar” na altura certa. Mas, numa certa noite, havia nevado de uma forma tão forte, que Constance não se atrevia quase em sair do quarto... mas a uma dada altura, a criança ouviu algo invulgar. Era um som estranho e repentino... cujo tinha vindo acompanhado com algo ainda mais estranhos: Constance não conseguia ouvir ou sentir a presença da sua avó.
Ao percorrer o corredor, Constance sentiu uma onda de frio. Longe de seguir o seu senso comum, voltou a seguir caminho, encontrando um escaravelho... o que não era hábito. E depois mais um e outro, indo na direção da garagem. Estava frio, portanto não era comum ver aqueles animais caminharem até ao frio, pois Constance conseguia sentir o vento gelado que passava pela brecha, debaixo da porta.

Ao abrir a porta para a garagem, o som dos escaravelhos estava maior... e ainda assim, Constance sentia que não estava sozinha.

— Avó? – chamou a criança, um tanto receosa. — Avozinha, aparece. Isso nã’é engraçado... – pediu ela, telepaticamente, sem obter qualquer tipo de resposta.

Repentinamente, um corvo poisara no gradeamento da porta da garagem, cujo estava aberta, porém começava a ficar bloqueada devido ao monte de neve que se formava. Constance assustou-se por um momento, mas não deixou o susto tomar conta de si. Estava com todos os sentidos em alerta...

Então, ela procurou acender a luz do lugar. No entanto, algo lhe chamara a atenção: um reflexo de luz, brilhou com a luz dos postes da rua, juntamente com um vulto escuro. A criança dera um passo atrás, acendendo a luz seguida e acidentalmente.
O vulto correra, refugiando-se na penumbra da noite, enquanto a garota se deparava com o corpo da sua avó, suturado de escaravelhos e larvas. Um grito de horror saiu da sua pequena garganta. Em seguida, Constance fugira com todas as suas forças pelas ruas de Derry, pela fria madrugada. Apesar do frio, Constance não desistira de correr, nem tinha intenções de voltar para casa...

Atrás de si, o seu avô a vira correr no meio da tempestade. A seu lado, pingos de sangue salpicavam a neve branca em frente da porta. A partir daquele instante, ninguém impediria que o destino da sua neta se realizar da mesma forma que acontecera na sua adolescência. Ninguém se atreveria a fazê-lo, novamente! 


Notas Finais


Eu sei, eu sei. O capítulo está confuso, mas como eu estive a trabalhar nele duranta as últimas duas semanas, optei por postá-lo mesmo assim! Espero que me desculpem, mas tive que introduzir uma parte do passado da Constance... e saiu isto. Prometo que o próximo não será tão confuso...
Talvez, eu reescreva este capítulo numa outra altura, mas por agora, fica assim! Beijos <3

créditos da imagem/banner: Igor Stepovik/ 123rf.com


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