História Italian Shot - BUGHEAD - Capítulo 11


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Clifford "Cliff" Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Ethel Muggs, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Frederick "Fred" Andrews, Ginger Lopez, Hal Cooper, Hermione Lodge, Hiram Lodge, Jason Blossom, Joaquin, Josephine "Josie" McCoy, Kevin Keller, Mary Andrews, Penelope Blossom, Polly Cooper, Pop Tate, Reginald "Reggie" Mantle, Trev Brown, Valerie Brown, Veronica "Ronnie" Lodge, Xerife Keller
Tags Bughead
Visualizações 130
Palavras 2.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OEEEE BRASEL
amanhã começa minha correria diária, então, se caso eu sumir por alguns dias, vocês estão sabendo. Mas farei o possível para que não aconteça.

Sobre este capítulo: Aguardem...

Sorry por ter feito muitos sofrerem no último sksksksk

Capítulo 11 - Chapter 11


Fanfic / Fanfiction Italian Shot - BUGHEAD - Capítulo 11 - Chapter 11

Não é adorável, ficar sozinho,

Coração feito de vidro, minha mente de pedra

Rasgue-me em pedaços, pele e osso,

Olá, seja bem vindo ao lar.

Lovely - Billie Eilish 

[...]

Meu. Deus.

Eu estou na empresa dele.

Ou talvez não seja.

Mas tem muitos prédios.

Cristo!

— Jughead... — Ofego, arregalando os olhos, olhando os prédios espelhados, todos em tons de preto e prata.

— A matriz fica na Inglaterra. Estamos apenas em uma parte da empresa dentro da Itália. Venha. — Ele inclina a cabeça.

— Eu estou... Desleixada? — Tento, mas ele apenas ri.

— Você nunca é desleixada. — Ele admite e eu o sigo, sem saber muito bem o que fazer. Os prédios me circundavam cada vez mais. Jughead vestia paletó, sua clássica camisa polo branca, sua calça social e sua gravata devidamente colocada. Wow. — Não iremos passar pela ala principal, quer dizer, se você quiser podemos, você quem está no comando. — Nego suavemente e ele sorri, e então, entramos no local.

Uma sala enorme é apresentada, com dois elevadores, toda em cinza escuro. Assim que um deles chega, entramos neles. Tem espelhos por todo o mesmo, e ele é automático, falando coisas em italiano que eu acabo não entendendo nada. O chão é preto, assim como o teto, e os botões prateados também. Quando chegamos finalmente, me deparo com um corredor, cheio de executivos, acho eu, andando pra lá e pra cá. Assim que saímos, ele coloca a mão encaixada em minha cintura, me fazendo formigar na região. Um grupo desses executivos vêem até nós, e começam a falar.

Quindi, questa è la bionda dei siti? — Encaro Jughead, e ele pressiona minha cintura.

Oh, è lei. Dì a mio padre che ho delle persone nel mio salotto. Di 'a Cheryl di chiudere l'account del New Jersey. — Sua voz no italiano é aguçada, mas grossa e poderosa de qualquer forma. Eles assentem e se vão, então, continuamos a andar.

Ao contrário do que eu pensei, aqui há mais harmonia do que as empresas de LA, mas lógico, não há uma comparação com esta, que é enorme e populosa. Em tons escuros, mas mesmo assim, há natureza no local, equilibrando tudo suavemente. Andamos mais alguns minutos, e então, ele abre uma enorme porta. Quando digo que era enorme, é enorme mesmo, daria umas cinco de mim no mínimo. A sala era maior do que a sala de estar da Vee. Uma mesa se estendia no quase final, junto a cadeiras de atendimento e uma giratória linda para se sentar, provavelmente, quem irá atender ou sei lá. Há muitos arquiveiros, folhas na mesa bem organizadas e três porta-lápis onde deve ter muitas coisas para escrita. Pastas cobrem a mesa, e quadros decoram as paredes. Uma enorme janela de vidro cobre de um lado da parede até o final do outro lado, atrás da cadeira giratória, mostrando toda Arezzo e redondezas. Um tapete no meio é muito confortável, e há poltronas, além de uma mini-biblioteca com livros de economia e outras coisas da empresa como books de relatórios. Lindo, harmônico, e equilibrado. Ele sorri, se apoiando na mesa em minha frente.

— Bem, é isso que você pensa que escondi de você. Não escondi. — Ele parece gélido, nervoso, tenso...

— Então o que fez? — Pergunto maravilhada com os livros.

— Digamos que eu tenha omitido. — Estreito os olhos para ele, causando uma risada gostosa de ambos — Eu devia ter pensado melhor sobre o baile. Não sabia que precisaríamos necessariamente passar pelo tapete. Falha minha. — Ele encolhe os ombros.

— Por que me trouxe aqui, Jughead? — Passo os dedos pela estante, depois pelos arquiveiros.

— Archie disse que Veronica estava raivosa. Imaginei o mesmo da senhorita, mas não jogou um jarro de água na minha cabeça então... Acho que não está tão brava.

— Estou nervosa, Jughead. Meus pais viram e... Não estão felizes em saber que a filha deles está em site de fofocas.

— Oh, sites... Passei a ignorar essas notícias falsas que saem. Semana passada estavam falando que eu estava noivo. Bem,  estou sem alianças até hoje.

Notícias falsas.

— Wow. — Rimos juntos — Você gosta? Daqui?

— Gosto do trabalho, Elizabeth. Não consigo ficar parado sem ter terminado algo, entende? — Ele senta na cadeira de atendimento, e eu encaro-o confusa — Quem está fazendo perguntas não sou eu. Por favor. — Ele aponta para a cadeira giratória, e eu assinto tímida, indo até ela.

Era acolchoada, preta brilhante, toda em couro. Ela ia além do topo de minha cabeça, e como uma criança divertida, girei nela umas duas vezes, sorrindo sozinha, imaginando Jughead aqui. O seu perfume maravilhoso predomina a sala, de um jeito bom. Tudo na dosagem certa... Coloco os braços no apoio dela,  me sentindo importante de repente.

— Por que escondeu isso?

— Amizades falsas. Não gosto que fiquem comigo pelo que ganho, e sim pelo que sou. A imagem que a mídia tem não é a mesma que eu sou por dentro. E eu não escondi.

— Explique, por favor.

— Eles pensam que... Eu sou um homem de trinta e poucos anos que sabe das ações da agência e tem um FBI particular. — Rio pensando em como seria, e ele se deixa sorrir olhando para meus olhos — Eu sou um garoto por dentro, só que no trabalho preciso ser firme.

— Deve ser difícil...

—Bem, eu sei separar as duas vidas mas... Enfim, é uma longa história. Entende agora o meu lado?

Seu tom de súplica era evidente. Jughead me mostrou seu outro lado, o lado do garoto despreocupado que sai com o carro do pai escondido. Aqui, ele é um empresário, lá fora, um jovem que quer se divertir sem ter a mesma identidade.

— Acho que sim... — Ele alivia a expressão — Mas você mora com seus pais, aqui?

— Oh, eles são separados, como já deve saber. Meu pai é casado com Mary. Na verdade, eu nasci, e depois de um ano, Archie. Minha mãe fica em Londres, e está casada com um empresário que eu nunca recordo o nome. Mas respondendo a pergunta, não.

— Wow. Mora em Arezzo?

— Moro no meu apartamento, em Londres. Gosto de lá, mas meu pai precisava de uma ajuda com as campanhas, e então resolvemos passar um tempo aqui.

— Começou a trabalhar cedo.

— Gosto do que faço, Elizabeth. É como um "descanso".  E antes que pergunte, vinte anos.

— Que? — Quase grito com a surpresa. Ele ri com minha reação.

— Pois é, vinte anos. Você tem dezoito, segundo fontes.

Veronica.

Oh, eu te mato, Veronica.

— Vai voltar para Londres?

— Semana que vem. Tenho que dar uma revisada nas coisas, então voltarei. Tenho que dar um jeito na matriz, eles não conseguem viver muito sem algum Jones. — Ele sorri e eu assinto, então, rimos normalmente.

— Oh, ocupado. — Ele assente e eu sorrio, entendendo mais sobre tudo isso — Me desculpe por... Você sabe.

— Sem problemas. Qualquer um ficaria nervoso. Irei resolver sua situação assim que amanhecer, e então, os sites nem lembrarão das imagens — Dá uma piscadela se levantando — Quer dormir em casa? Está tarde.

Quase nego, mas repenso algumas vezes. Alguém está atrás do homem em minha frente, então, é melhor pensar duas vezes em deixá-lo sozinho, ou melhor, ficar sozinha. Tenho certeza de que Vee ficará com Archie. Absoluta. Me levanto e vou ao seu lado, enlaçando meu braço ao seu.

— Na verdade, acho que tem razão, lógico, se não for incomodo...

— Não é incomodo algum. Mas se prepare, a viagem é um pouco longa.

— Não há problema, então. — Sorrimos e fomos conversando, saindo de um dos prédios.

Assim que entramos no carro, Jughead dirige a Lamborghini por aí, chegando em ruas desconhecidas por mim. Repouso minha cabeça no recosto do banco, muita coisa para digerir, minha energia está desgastada. Meus pés doem, e o banco é bem mais confortável. Fecho os olhos, imaginando coisas como meus pais e Vee. Até que o sonho vem novamente em minha cabeça, como um pequeno flash. Não atrevo a por minha mão na cabeça, então, continuo ouvindo o silêncio da estrada e o carro se movimentando silenciosamente. Meu corpo cede, e então, eu apago.

[...]

Coloco a mão na cabeça, apoiando-a num local claro. A luz do lustre me faz fechar os olhos, e...

Espera, lustre?

Olho envolta do local onde estou, e então percebo que estou em um quarto, sem o casaco e saltos. Jughead está, acho eu, tomando banho, vulgo a neblina no quarto e a porta fechada do banheiro do quarto. Não reparo nos detalhes, mas a cama é grande, e muito confortável. Ele sai do banheiro, vestido com uma calça moletom e o abdômen exposto, com gotículas de água, além do cabelo úmido. Seus olhos claros me encontram, e parecem confusos.

— Lhe acordei?

— Não... Er... Que horas são?

— Uma da manhã. Chegamos faz trinta minutos... Você dormiu no carro, te trouxe pra cá. — Ele explica brevemente antes de se virar — Creio que esteja desconfortável com este vestido. Posso lhe emprestar uma camisa e uma calça, se quiser.

— Não, é muito incômodo para você, já fez demais por mim.. — Ele sorri para mim, me dando as roupas.

— Nenhum incômodo se for para você. — Dá uma piscadela e eu reviro os olhos, sorridente, indo até o banheiro.

A camisa já fica até um pouco abaixo da metade das minhas coxas, e a calça fica comprida, o que me faz dobrar duas vezes a barra. Não estou ruim, e o cheiro do perfume de Jughead estão nestas benditas peças de roupas, o que é incrível. Saio do banheiro tentando não tropeçar nos pés com meu sono estranho, e me sento na cama novamente. Jughead não está, e sinto calor. Como ajuda, retiro a calça que até estava a me incomodar um pouco. Dobro-a e coloco em cima da cômoda clara, me enfiando novamente no edredom fresco com cheiro de lavanda.

Inspiro fundo e tento voltar a dormir, até que a luz desliga por completo. Ele me levou até aqui, ah meu Deus... Merda, agora eu não consigo dormir? E aliás, que quarto é esse? É dele? Não, ele saiu, não deve ser. Ouço passos, um barulho de porta e o abajur apagando. Logo a cama se afunda ao meu lado, e um frio percorre-me dos pés à cabeça. Cristo, ele está do meu lado. A cama é grande o suficiente para deixar-nos separados mas... Merda.

— Está dormindo? — murmuro, e após alguns segundos, ele responde.

— Não. Não durmo. — Me viro para encarar o teto, acho eu. Não consigo enxergar muita coisa no escuro.

— Por que?

— Vários fatores. — Ouço-o virar — E você?

— Durmo bem, eu acho. — Mentira. Na maioria é verdade, mas sempre existe uma parte ruim de sonhos. Ou pesadelos. — Você não falou com muita sinceridade comigo. Por que esconderam a empresa? 

— O que? — Acendo a luz do abajur ao meu lado, e me viro para ele, desta vez, sentada.

— Por que fizeram isso com nós? Não era mais fácil contar? — Ele se senta — Agora estamos em muitos sites. E tem pessoas que não vão esquecer. Vocês são famosos, e... Qual foi o intuito da festa? Mais audiência?

— Pelo amor, Elizabeth. — Ele resmunga, e eu como teimosa, continuo.

— Foi, não é? Querem que a mídia foquem em vocês, ainda mais. O que você quer, Jughead? — Ele me olha, incrédulo, e eu percebo então, o que disse. Droga.

— É isto que pensa? — Ele pergunta baixo, quase num sussurro — Me responda, Elizabeth. É isto que pensa sobre mim?

— Não sei o que pensar. Você omitiu algo muito importante uma vez, o que garante que não fará novamente.

— Eu me importo com você. — Suas palavras fazem o mesmo efeito de um balde de água fria em minha cabeça — Não menti porque quis. Menti porque necessitava.

— Jughead, você é um empresário famoso mundialmente. Tem tanto dinheiro que pode queimá-lo para fazer uma lareira. Por que me quer ao seu lado? — Ele senta na beira da cama, do meu lado, de cabeça baixa. Me levanto, e fico em sua frente — Por que se importa com uma garota tão comum?

— Porque foi uma das únicas que ficou. Depois de tudo. Você foi a que ficou.

Ele levanta a cabeça, e faço uma pequena comparação com Mare Barrow e seu amante, se bem que ela tinha dois... Oh, tão confusa quanto eu. Ele inclina a cabeça devagar para trás, mostrando seu cabelo brilhar com a luz fraca do abajur, e o pescoço. Seu abdômen se expõe ao brilho da luz, e faz com que fique mais definido do que já é — se é possível — com a sombras. Ele inspira fundo por dez segundos, solta o ar, e me deixa tensa.

— Fique. — Ele pede, e coloca a mão em minha cintura, devagar, se encaixando lentamente com a curva. O formigamento se espalha, me deixa tensa, mas relaxada. Eu fiquei. As outras não.

Mas existem as outras.

Outras.

Ele me encara, seus olhos parecem cor do fogo com o abajur, e coloca a mão do outro lado da minha cintura. Meus braços pendem lentamente, se descruzando. Respiro rápido, não tenho fôlego, e parece que algo me envenena aos poucos. Meus olhos se fundem aos dele, ele desce as mãos e sobe devagar, fazendo um tipo de carícia no local. Após uns três segundos, finca os dedos ali, sem força, mas o suficiente para me impulsionar para a frente.

— Jughead...

— Diga-me, Elizabeth. O que preciso fazer? — Ele pergunta, e depois sussurra rouco — O que, Elizabeth?

Suspiro, e coloco minhas mãos em seus ombros rapidamente, montando em cima dele. Suas mãos agem com urgência em meu quadril, e minha mão passa de seus ombros para sua nuca e cabelo, diante de seus lábios roçando aos meus. Ofego, e ele sorri devagar.

— Diga, Elizabeth... — Ele sussurra me olhando nos olhos e nos lábios.

Avanço em seus lábios, quentes, carnudos, e por fim molhados. O gosto de menta se instala em minha boca, e sua língua roça a minha. O beijo é urgente, desejoso para ambos. Meus dedos se enroscam em seu cabelo, e ele me aperta na cintura. Suspiro entre o beijo, mexendo os quadris um pouco, facilitando-me para conseguir ficar ali com ele, sem deslizar no tecido da seda. Ele puxa meu lábio inferior com os dentes, e eu suspiro, arqueando-me levemente.

— Elizabeth...

O que você fez comigo?

[...]

Pensei em ter encontrado um jeito,

Pensei em ter encontrado um jeito, sim,

Mas você nunca vai embora

Então acho que tenho que ficar agora.

Lovely - Billie Eilish 



Notas Finais


shipp no ar.

o que acharam? Tô perdoada? Sksksksk


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