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História Its a Match - Capítulo 5


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Notas do Autor


Espero que gostem e estou gostando das recomendações que estão fazendo pelos comentários. Muito obrigada.

Capítulo 5 - Aprendendo a conviver


Uraraka pov.

Depois da briga com o Midorya. Tudo que fiz foi dormir, não lembrei de despertador nem de nada, agora estou pagando preço por causa de disso. Acordei que num pulo com a ligação do Todoroki, por isso me arrumei com as primeiras roupas que vi. Uma blusa de botão branca, uma calça social preta e blazer preto. Nem cogitei em pegar o carro. Peguei o trem mesmo e que pra minha sorte quando cheguei na estação ele também chegou. Em 12 minutos cheguei na empresa e nem pude parar, fui direito para a sala de reunião ver os Watanabe.

-Então senhores, isso é tudo. Novamente desculpe me pelo atrasado – Me curvei um pouco enquanto escute varias palmas, levantei a cabeça e o Josuke se levantou.

- Por essa razão sempre faço meus prédios aqui – Ele veio para o meu lado – Essa mulher é melhor de todas no que faz – Agradece – Por hoje é só, mas em breve nos veremos novamente, senhorita – Fiz minha saudação e o vi se retirar juntamente com seus assessores. Levei a mão ao pescoço o estralando.

-E como foi ontem? – Olhei para o Todoroki e apenas segui para a mesa, começando a arrumar o local – Pelo visto, não foi nada bem.

- Foi excelente, disse tudo que tinha para dizer ao Midorya e ele fez o mesmo – Falei enquanto colocava os lápis dentro do pote.

- Foi tão ruim assim? – O heterocromático estava encostado na mesa, apenas o encarei – O que foi que ele disse?

-Que assim como ele, vocês não acham que eu consiga sozinha alguém por conta própria e por isso ficam em cima de mim para que eu arranje alguém – Falei como indiferença. Peguei meu notebook e alguns papeis e os abracei – Apenas isso e no fim o coloquei para fora da minha casa – Caminhei em direção a porta, mas o Todoroki continuou parado – O que foi?

- Primeiro, depois irei conversar com o Midorya quanto a isso e segundo quero lhe pedir um favor – Ajeitei as coisas em meus braços – Um amigo meu, me pediu um favor e dessa vez acho que preciso cumprir – Assenti – Teria como você fazer a planta da nova casa dele?

- Poder, eu posso, mas o que houve?

- Sabe a louca da Camie – Assenti – Então, no dia do meu casamento, ela apareceu no final da festa, ai meio que a apresentei para meu amigo e disse que ele estava solteiro e desde então ela vem atormentando ele, acredito que seja por isso que ele queira se mudar.

- Está bem, mais vamos logo, pois isso aqui está pesando – Caminhamos até a minha mesa – Então, eu e seu amigo já nos conhecemos?

-Não, pelo menos acho que não – Ajeitei as coisas na mesa – Ele já deve estar aqui, se quiser vai indo para a sala de reunião – Assenti – Peguei meu bloco de notas e segue para a sala de reunião, atravessei os corredores vendo meus colegas correndo de um lado para o outro. Entrei no ambiente e peguei a garrafa de água e a coloquei em cima da mesa, me sentei e fiquei no celular. Até que ouvi a porta abrir, me levantei ajeitando a roupa. Levantei o olhar e ainda não acredito no que meus olhos veem.

- O que você, está fazendo aqui?

- Sou o amigo do Bicolor de merda - Assenti, não nego que essa foi um golpe baixo do destino.

- Desculpe-me, por favor se sente – O vi se senta na minha frente – Então, o que o senhor quer na sua casa?

-Quero que tenha uns 4 quartos, uma sala média, 5 banheiros e que de preferência um deles fique perto da piscina e quero um lavabo pra quando tiver visitas, elas poderem usar – Anotei todos os detalhes.

- Com um andar ou dois? – O vi se ajeitar na cadeira.

- Dois, gosto da ideia de privacidade – Assenti.

- E onde será essa casa?

- Estou pensando em Hokkaido – Assenti – Gosto da ideia de ser uma casa para passar as minhas férias.

- Está bem, vamos procurar lotes para fazer a casa – Me levantei e me curvei leve mente – Muito obrigada pela paciência.   

-Não precisa agradecer, o Bicolor de merda, está me devendo um favor – Assenti – Mas não deixa de ser surpreendente te ver aqui – Encarei a mesa, enquanto fechava meu caderno – Sabia que o nerd de merda, me ligou?

-Nerd de...? Está falando de quem? – Não seja o Midorya, não seja.

- O seu ex- É o infeliz – Na realidade, nunca me passou pela cabeça que alguém como você sairia com um merda que nem ele.

- Primeiramente, ele te ligou? E o que ele disse? Segundo alguém como eu? Eu e o Midorya estudamos juntos durante o ensino médio e a faculdade, não consigo entender o que teria de tão diferente entre nós – Ele se encostou na mesa e deu risada.

- Sim, ele disse para me afastar de você, só disse a ele que quem deve decidir isso é você – Assenti – Você é alguém com muita personalidade. Não tem cara que conseguiria aguentar o nerd de merda – Encarei o loiro num questionamento – No primeiro dia que nos conhecemos, você não ficou calada quando tirei sarro com a sua cara, sua reação foi o oposto e aquele merda me conhece desde sempre e até hoje se eu der um grito ele se borra todo – Falou como se aquilo fosse divertido.

-Você e o Midorya se conhecem desde pequenos? – O encarei – Então você é o Kacchan? Ele tentou nos apresentar durante anos. Parece até piada – Quando descolei meu corpo de perto da mesa. O loiro estava ao meu lado me encarando. Estava aperto demais.

-Olha, me chama do que você quiser menos dessa merda – Assenti – Temos que conversar.

-Já estamos conversando – Olhei para o meu relógio – Você tem cinco minutos, preciso voltar para mesa e começar o seu projeto. Sem falar que o fofoqueiro do Todoroki deve estar querendo me ver – O loiro passo a língua pelos lábios, parecia nervoso.

-A que horas você sai?

- Às oito, mas... – Não consegui terminar a frase, o loiro passou por mim dizendo para espera-lo enfrente ao prédio. Dei de ombros e voltei pra minha mesa.

E com isso passei horas no projeto. Procurei por lotes já que aquele idiota não disse nada sobre ter um lote ou não. Juntei todos que estão a venda em uma pasta para que na próxima reunião passe pra ele. Como se não bastasse tive que ajudar a Yukina a terminar sua planta, pois a infeliz desinstalou o autocad.

Olhei para o relógio e já eram sete horas. Será que eu deveria passar algo no rosto? Ou ele só quer vir aqui falar o que tem que falar e ir embora? Mas quem em sã consciência iria sair do conforto da sua casa, para ir num local somente falar alguma coisa e ir embora?! Ele deve quer me levar em algum local ou me dar carona para casa. Mas e se ele pedir pra subir?

Porque estou pensando nisso? Ele é um idiota, tosco e prepotente que foi um imbecil comigo no fim de semana. E por conta dele e do idiota do Midorya não fiz nada de bom na minha folga. Mas se ele me levar pra jantar, eu deveria estar um pouco arrumada, né? Uraraka Ochako! Se toca, ele deve está querendo se desculpar por ser um idiota, só isso!

Minha mente está um pequeno inferno. Soltei um suspiro e então comecei a arrumar as coisas, colocar tudo em seu devido lugar para que amanhã envie as coisas para o Todoroki. Olhei pela Janela e estava chovendo. Soltei um suspiro. Desliguei o computador, peguei minha bolsa e fui em direção ao elevador. Olho para o lado e vejo a Yukina e o Sonasuke da contabilidade, entrando na sala do almoxarifado. Essa é a hora de fingir que não viu nada e ir embora. Se o Todoroki pega esse povo aprontando.  Entrei no elevador. Mas sinto meu coração palpitar. Estou ansiosa? Não posso estar ansiosa por estar indo encontrar aquele imbecil.

Sai do elevador e fui para a parte de fora do prédio esperar o ser humano. Olhei para o relógio e já era oito e dez. Comecei a procurar por uma cabeleira loira e arrepiada pelos cantos, mas nada dele aparecer. Me encostei em uma pilastra e ali fiquei. Peguei o celular pra mandar mensagem pras meninas e então olhei novamente pra o celular e são oito e quarenta e cinco. Soltei um suspiro. Só pode ser brincadeira.

 Se ele não chegar em até as nove, vou embora. O prédio começa a ficar vazio e o frio começa a piorar. Olho novamente pra o relógio e são nove horas. Chega! Enrolei o celular no Blazer e os coloquei dentro da bolsa. Encarei a chuva grossa que caia, suspirei e comecei a andar indo em direção a estação de metrô.

-Aquele miserável me deixou plantada e nem teve a decência de mandar mensagem, eu sou muito burra mesmo – Senti as gotas grossa de chuva baterem contra meu corpo, enquanto caminhava ouvi uma buzina. Ignorei. Foi então que vi um carro parar do nada na minha frente. Senti o sangue gelar. Foi quando o vidro preto abaixou e então vi uma cabeleira loira. Resolvi ignorar e continuar meu trajeto até o metrô.

-Uraraka! – Ignorei, quem ele pensa que é? Pra achar que vou olhar pra ele? – Cara redonda? – Ignorei novamente – Cara redonda?

- O que foi caralho?! – O vi arregalar os olhos e senti que fiz a mesma coisa. O vi sair do carro e vir até mim. O encarei e então do nada ele me coloca no ombro ignorando minhas reclamações e me joga no banco de trás do carro e então fecha a porta. O encarei com raiva – Você sabia que está me sequestrando? Até onde me lembro isso é crime.

- Olha, eu sei que está puta com meu atraso, mas a culpa dessa merda não foi minha, o filha da puta do meu assessor me prendeu após as gravações e sobre o que eu fiz ser crime, foda-se, se eu não fizesse isso você não estaria aqui – Ele não está errado, eu ainda estaria na chuva e no frio.

-Você poderia ter mandado mensagem – Me ajeitei no banco.

- Eu não tenho o caralho do seu celular.

- Tem sim, lá vem você se fazer de desentendido outra vez. Diz que não tem o meu celular, mas vai num encontro comigo e me faz de idiota. Eu joguei pedra na cruz, só pode– Soltei um suspiro.

-É sobre isso que eu queria falar. Não era eu falando com você – Olhei para ele confusa – Foi o Kirishima. Ele criou o tinder pra mim e conversou com você, só soube disse depois de tomar um banho de café.

-Velho,pare de mentir – O ouvir soltar uma risada sarcástica.

-Façamos assim mande mensagem pra sua amiga e a questione sobre isso – Peguei o celular dentro da bolsa e digitei a mensagem – Já estamos chegando.

-Chegando onde?

- Na minha casa - escutei o celular vibrar.

Mina: Como você descobriu?! O Kiri não fez por mal, ele só queria ajudar o Bakugo  

- OK, acredito em você, a Mina respondeu minha mensagem. Isso não torna sua conduta menos imbecil – Senti o carro parar.

-Chegamos – Ouvi o carro destravar e sai do mesmo. Estávamos numa garagem bem grande com mais 3 carros de luxo. Sai do carro e o loiro estava me encarando – Sutiã maneiro em cara redonda – Levei os braços em direção seio na hora – Venha, vamos nos secar.

- E depois você me leva? – O vi parar e se voltar para mim.

- Amanhã te levo cedo – Foi abrir a boca pra falar, mas ele já foi logo me interrompendo – Hoje está tendo um tufão, não olhou o jornal?- Neguei – Não vou te levar pra casa num tempo desse é uma ideia de merda e perigosa. Tenho muitos quartos. Você dorme em um. Amanhã cedo te levo em casa e de lá pro trabalho. Está bem cara redonda?

- Está, mas para de me chamar de cara redonda – Levei as mãos ao rosto e o notei olhando os meus seios e então voltei a tampar os seios. Essa noite será longa. 



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