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História It's late - fanfic Jikook - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


TANTANTANTANTANTAN
TANTANTAN TANTANTAAAAAN
ah, oi. Eu não vi você aí, (insira aqui uma jogada de cabelo e um risinho discreto) queride.
Sente-se, tome um café; o programa já vai começar

Capítulo 3 - Três


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- Bom, você sabe. - Ele descansou o queixo na palma da mão, enquanto virava mais uma garrafa de bebida. Eu não saberia dizer qual era. Não conseguia ver seu rosto. Mas, tinha certeza; era o garoto das meias azuis. - Não é como se nós fôssemos o centro do mundo.

- Onde você quer chegar? - Perguntei, rindo, tragando com meu cigarro. Sinto muito se a ficha demorar a cair; existem drogados, no mundo. O cigarro claramente era maconha.

- Tipo, você me entende. - Ele riu. - Acho que somos mais os figurantes da festa. Pessoas conversando, no fundo da cena principal.

Me curvei para frente, intrigado.

- E onde estaria acontecendo essa tal cena principal? - Perguntei.

Ele deu de ombros.

- Não sei. - Apontou para um casal trepando, no meio da festa. - Mas eu apostaria uma boa grana de que são eles. Vão acordar, no outro dia, sem se lembrar do que aconteceu, e tentar descobrir quem comeram na noite anterior, porque vão pensar que, caralho, foi ótimo. - Eu gostava do jeito como ele falava, escondendo risos entre as palavras. Era como se tudo fosse uma grande piada, para ele.

- Isso não é um pouco específico demais? - Sorri, erguendo uma sobrancelha. Ele revirou os olhos.

- Essa coisa de específico demais não existe, meu caro. - E o garoto das meias azuis também se curvou para frente, encarando-me. Nossos narizes estavam há menos de cinco centímetros de distância. Eu sentia sua respiração em meu rosto. Estava com vontade de tragar, mas presumi que se trataria de falta de educação. - Quanto mais específico, mais prazeroso é quando você acerta.

- E mais improvável. - Completei, com um sorriso.

E ele passou a mão pela minha bochecha, levando-a até a nuca, sem pressa. Manteve-a nos meus cabelos, puxando-me para frente, até que nossos narizes deixassem a distância de cinco centímetros e se atualizassem para a de zero. Estávamos nos beijando. Um beijo calmo, provocante, maravilhoso. Eu desconfiava que fosse o meu melhor beijo, até o momento.

E então, eu acordei. Daquela vez, pelo menos, havia sido um sonho. Uma lembrança, mas um sonho.

Estiquei-me até a cômoda, pegando o celular, que não parava de vibrar. Cento e vinte e cinco mensagens de Yoongi, que ainda estava digitando. Apertei no botão do áudio, deixando gravar enquanto ia até o guarda-roupa, me trocando.

- Cara, eu acabei de acordar. Nem fodendo que eu vou ler tudo isso.

Enviei.

Suga: É para isso que servem os amigos, então? Para mandar mensagens que nunca serão lidas?

Revirei os olhos.

Eu: Vou atrás da lista de convidados da festa, hoje. Você me dá uma carona?

Suga: Tá, tanto faz. Passo na sua casa em dois minutos.

Yoongi morava na mesma rua que eu. Ele tinha a chave da minha casa, e eu tinha a chave do carro dele. Ele passava o tempo todo na minha casa, e eu, por consequência, passava o tempo todo no carro dele. Eu não tinha uma carteira de motorista; ele, não tinha um apartamento decente. Pagava o aluguel daquele barraco apenas para ajudar a velha dona do prédio em que morava, uma doce senhora que vendia torta de maçã e alugava apartamentos que ninguém queria - ninguém, além de crackudos, fugitivos da polícia e Yoongi - para comprar seus remédios de controle para o diabetes.

Suga podia ter todos os defeitos do mundo, mas seu coração - o membro bombeador de sangue do qual as pessoas atribuem sentimentos sem motivo nenhum - era enorme. Não literalmente, já que corações são do tamanho de um punho fechado, mas... Você me entendeu. Não sou bom com analogias, à menos que esteja drogado.

Não demorou para que eu escutasse a buzina, do lado de fora da casa. Peguei uma maçã, guardei o celular no bolso e entrei no carro.

- Bom dia. - Apertei o cinto. Eu ia no banco do carona.

- Está de bom humor, é? - Sorriu, tirando o carro, começando a dirigir. - Alguma coisa à ver com o garoto misterioso?

- Garoto das meias azuis. - Murmurei, em correção.

- O que disse?

- Que eu gosto de balas de alcaçuz.

Ele ergueu as sobrancelhas, como se pensasse: aleatório demais para ser mentira.

- Deixo você na boate?

- Sim. Não vou demorar, me espere do lado de fora. - Pedi.

Não demoramos muito para chegar. Ele estacionou e eu entrei no local, que parecia, agora, apenas um salão aberto, limpo. Ninguém olharia para aquilo e pensaria que aconteciam coisas como as pelo que eu passei, ali. Antes de tudo, bem rente à porta, havia um balcão com uma mulher atrás, falando ao telefone fixo do salão e anotando coisas demais, às pressas, em uma prancheta. Ela fez sinal para que eu esperasse com a mão que não usava para escrever - direita; ela era canhota -, e eu obedeci.

Quando ela terminou de falar no telefone, olhou para mim e sorriu.

- Pois não?

- Bom dia, moça... - Eu não sabia como elaborar aquela frase. Não ia a salões de festas para procurar por garotos com quem eu havia transado na noite anterior com tanta frequência. - É que, hã, eu queria saber se você pode me mostrar a lista de convidados da festa de anteontem.

Ela ergueu as sobrancelhas, largando a prancheta.

- Por que você precisa disso, garoto? - Perguntou, desconfiada.

Eu pigarreei.

- Eu preciso muito descobrir se alguém que eu conheço estava na festa. - Menti. - Por favor.

Ela me encarou, suspirando, pegando a prancheta, mais uma vez, voltando a anotar algo.

- Esse tipo de coisa é informação confidencial, garoto. - Eu não sabia o que ela tanto anotava.

- É questão de vida ou morte, moça! - Insisti. - Por favor!

Mais uma vez, prancheta no balcão.

- Querido, você quer saber se algum famoso estava na festa. Eu sei que quer. - Disse.

- Não é nada disso! Eu só...

- Se não era, me dê o nome desse amigo.

E eu me virei, indo embora.

Entrei no carro.

- Como foi? - Perguntou Yoongi.

- Não foi. - Suspirei.

- Então, vamos. - E ele me puxou, mais uma vez, para o salão. Mandou que eu esperasse do lado de fora e entrou. Disse que era para que eu prestasse atenção no timing, seja lá o que isso significasse.

- Posso ajudar? - Escutei a moça perguntar, do lado de fora.

- Eu gostaria de ver se o local é ideal para a festa de quinze anos da minha filha, por favor. - Sua voz era sonhadora, um tanto perdida. Não conseguia vê-lo, de onde estava, mas imaginei que estava fazendo movimentos e expressões um tanto teatrais. - Eu tive ela tão jovem... Tinha treze, acredita? Nem sei porque estaria fazendo essas coisas com treze anos. Minha namorada morreu no parto, e agora só me resta cuidar da pequena Xia. - Quanto drama, Yoongi! - Então, é claro, quero dar a ela uma festa de quinze anos perfeita, como ela merece.

A mulher fungou, como se estivesse chorando.

- Claro, senhor. - Soluçou. - Venha comigo.

De onde eu estava, vi a sombra de Yoongi fazendo um joinha.

E eu entrei em ação. Fui o mais rápido que podia, suando tanto quanto pensei ser possível, pegando a determinada folha da prancheta e correndo para o carro.

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Continua, u.u


Notas Finais


bom, espero que tenham gostado
até a próxima...? ;^:


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