História It's My Baby - Frerard - Capítulo 36


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Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Abo, Frank Iero, Frerard, Gerard Way, Mpreg, Omegaverse
Visualizações 42
Palavras 1.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - I'll come back for you.


     P. O. V. Gerard

   Uma casa digna de filmes, com um lindo gramado, detalhes incríveis e uma porta bem bonita, toco a campainha espero. Penso no que dizer mas nada me vem a cabeça, a minha vontade de ver Cherry, Lily e Frank me atrapalham e logo escuto algo como "Calma, meninas". A porta se abre e eu encontro Dallon, o mesmo me olha surpreso e fica boquiaberto.

    — G-Gerard? O que faz aqui? — Me pergunta e sorrio, ficando satisfeito com sua reação.

     — Vim ver a Lily e a Cherry, onde estão elas? — Pergunto tentando enxergar algo atrás dele.

      — Estão aqui. — Ele sorri estranhamente e dá passagem pra mim entrar.

     Entro na casa e olho em volta, tudo uma maravilha, uma casa grande e espaçosa,  bem decorada e elegante. Logo escuto um diálogo com palavras "diferentes", um diálogo de bebês. Ando até as vozes e encontro Cherry e Lily brincando num tapete colorido com um telefone de brinquedo e uma escova, elas sequer percebem a minha presença.

     Meus olhos marejam grudados nelas, tão lindas e inteligentes. Estão crescidinhas e já estão até falando, os dentinhos já nascidos e uma animação sem igual. Meu coração derrete ao ver elas de novo, Dallon se aproxima e as chama.

    — Queridas? — Ele chama e elas me notam, ficando um tanto quietas. — Esse aqui é o Gerard.

    — Papai, tô ca medo. — Cherry diz se levantando e se aproximando de Dallon com certa distância de mim.

    Dallon pega Cherry no colo e ela se esconde em seus braços, minha filha está com medo de mim? Por que ela chamou Dallon de papai? Percebo uma pulseira em seu pulso, com o nome dela, assim como Lily, mesmo ainda me olhando de longe.

     — Tá tudo bem, papai tá aqui. — Ele diz segurando ela e franzo o cenho ficando irritado.

     — Você não é o pai dela, porque tá dizendo isso?

     — Gerard, as coisas mudaram. As meninas não gostaram de você, melhor ir embora.

     — As meninas são minhas filhas, não suas. — Digo levantando a minha voz.

    — Amor, quem t... — Frank me aparece e para perplexo me olhando, Lily aproveita a brecha e corre para as pernas dele.

     Frank Iero, quem diria que nos viriamos novamente. Com os cabelos mais compridos, roupas mais casuais e seu rosto mais lindo do que nunca, meu coração acelera.

     — Cabeio veimelho, papai. — Ela estende os braços para Frank, que a pega no colo.

     — O que tá fazendo aqui? — Ele me pegunta se aproximando e olho as meninas.

     — Vim ver minhas filhas. — Digo e Frank ri não acreditando.

     — Ver as... Suas filhas? E por acaso você tem filhas? — Ele pergunta e cruzo os braços indignado.

     — Tenho duas filhas, Cherry e Lily, e você sabe muito bem disso. — Digo e ele fica sério.

     — Amor, pode subir com as meninas? — Ele pergunta a Dallon que assente colocando Cherry no chão e pegando Lily para colocar no chão também.

     Antes de subir ele sussurra algo com Dallon e eles dão um selinho me fazendo revirar os olhos, Frank é muito infantil. Ele volta a me olhar e também cruza os braços.

     — Você só pode estar brincando comigo né? Ficou comigo e com as meninas, depois nos deixou pra "seguir seus sonhos" e agora depois de um ano e cinco meses você vem e me diz "vim ver as minhas filhas"?

      — É, eu fiz isso e agora eu vim ver as minhas filhas. Eu mudei de ideia tá legal? — Digo soltando os braços.

      — Gerard, nós fizemos um acordo e você aceitou o apartamento e o dinheiro, mesmo tendo desistido do apartamento depois.

      — Eu devolvo tudo que já me deu, te dou dez apartamentos e milhões, e você me devolve as meninas. — Digo e ele sorri fraco.

      — Elas nem te conhecem, elas foram criadas por mim e pelo Dallon, nós somos a família delas. — Ele diz me enfurecendo.

      — Que se foda o Dallon, eu fui embora pra te ajudar, e você no mesmo ano já me esqueceu com ele né? Tudo o que a gente passou não existe mais?

      — Eu te amava tanto, eu faria o possível e impossível pra te ter comigo e com as meninas, nós nos esforçamos pra te manter com a gente e você foi um idiota egoísta com a gente. — Ele diz com os olhos vermelhos, seguro a minha vontade de chorar e fecho os olhos.

      — Me desculpa, eu fui um idiota... Mas eu preciso das minhas meninas. — Abro os olhos ficando firme.

      — Então Gerard, vamos ter que decidir isso no tribunal. — Frank diz desviando o olhar de mim. — Porque eu não vou te entregar as minhas filhas, você não quis a responsabilidade antes e agora não vai ter.

     — Frank, por favor.

     — Vai embora, como você sempre faz. —  Ele me pede e uma lágrima solitária desce por meu rosto.

     — Vou voltar não só por elas, mas por você também, Frank. — Digo e finalmente saio.

   

     P. O. V. Frank

   Não sei o que está acontecendo comigo, tudo voltou a doer novamente. Meu coração que se recuperava agora voltou ao estado zero, o cara que eu jurei odiar está de volta e pior, querendo me tirar as minhas filhas.

   Gerard não tem esse direito, ele nunca teve desde o momento que virou o rosto pra elas naquele parto, desde que ele se recusou a ser o pai delas. Eu cuidei delas, dei tudo de mim e mesmo com um pouco de sua ajuda, eu as criei. Dallon passou a me ajudar quando voltamos a nos falar, nós envolvemos novamente e isso aconteceu.

    Assim que ele sai eu sinto meu rosto molhar com as minhas lágrimas, Gerard Way é uma bomba. Depois de tanto tempo voltou, logo tão próximo do meu casamento.

    — Amor? Você tá bem? — Dallon aparece preocupado e me abraça.

    — Eu não sabia que ele tinha voltado, não vou entregar as meninas. — Digo com os braços presos em sua cintura.

    — Ele não vai tirar as nossas filhas da gente. Eu não vou deixar. — Ele diz me dando um beijo calmo. — As meninas estão com a Mei, temos uns minutinhos só pra nós, esquece essa besteira do Gerard.

     — Mas eu... — Ele coloca um dedo na minha boca me impedindo de continuar e me beija.

    Dallon sabe que eu ainda sinto algo por Gerard, sempre deixei bem claro os meus sentimentos e mesmo assim ele quis se casar comigo. Desde do dia em que Gerard partiu, eu passei a acreditar que um dia ele voltaria, mas logo as esperanças desaparecem e no lugar dela me surgiu o Dallon, como um anjo na minha vida.

    Ele e Gerard são pessoas completamente diferentes, em todos os aspectos. Agora eu vou me casar e viver com a minha família, a minha verdadeira família. Gerard não vai estragar tudo como sempre acaba fazendo, ele não me tem mais em suas mãos.

     

      (...)

    Um pesadelo me acorda, fazendo minha respiração perder o ritmo normal me fazendo ofegar. Meu estado assustado acorda Dallon, que se senta preocupado.

     — Querido, teve um pesadelo? — Ele segura a minha mão e assinto tentando controlar a respiração.

     — Eu só... Tive um pesadelo estranho mas não me lembro muito bem.

     Meu pesadelo foi Gerard me deixando, isso me assombra todos os dias. Noites com o pensamento nele sempre me traziam pesadelos, eu notei a falta que as meninas sentiram dele.

      — Olha, eu sei que Gerard ter voltado mexeu com você. — Ele diz ainda sonolento. — Mas você sabe que eu sempre vou estar aqui, você e ele não passou de uma... Brincadeira, não foi pra frente. Agora nós vamos nos casar e diferente dele, eu nunca vou deixar você nem as meninas. — Dallon sorri me fazendo sorrir também.

      — Obrigado por tudo que está fazendo por mim.

   

      — Somos noivos, é meu dever te ajudar em tudo.

    E no final Dallon sempre me acalma, como camomila, diferente de Gerard que só me confundia e me deixava triste. Mas por que eu ainda espero que ele volte?



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