História It's My Baby - Frerard - Capítulo 52


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Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Abo, Frank Iero, Frerard, Gerard Way, Mpreg, Omegaverse
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Palavras 1.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 52 - I thought I knew you.


  

   P. O. V. Gerard


    Depois da noite agitada de ontem eu acordo um caco. Três crianças no quarto ao lado e um silêncio infernal é difícil de lidar quando se quer gemer alto e não pode acordar as crianças. Frank e eu brincamos de recém casados, mas uma hora a realidade iria bater na porta.

     Ele sai com as crianças para a sorveteria e marco me de encontrar com ele depois de conversar com o Nikki, Cherry insiste pra ir comigo e não nego já que ela quer tanto.

     Uso um dos carros do Frank pra ir até meu apartamento com Cherry, confesso que estou um tanto receoso quanto a isso de repente. Será que ele descobriu sobre mim e o Frank? Droga, o que eu vou dizer? "Eu só passei o dia com as meninas e usei uma roupa dele, não transei com ele nem beijei"?

     Desço no estacionamento com minha filha e subimos até o apartamento, meu coração acelerado, nunca fui pego assim no flagra. Eu devo mentir? Confessar? Eu abro a porta e entro com minha baixinha, ela sorri vendo Nikki sentado no sofá e corre pra abraçar ele.

      — Nikki! — Ela grita prolongando os "i".

      — Oi Cher. — Ele abraça ela sorrindo.

     Vou até a sala de estar com eles e selo os lábios com os do Sixx, logo me dirijo até a poltrona e me sento.

      — Ai... — Sinto uma ardência me incomodar.

      — Cu doendo. — Cherry aponta pra mim e não sei aonde esconder a minha cara.

     Coro colocando as mãos no rosto e rindo de nervoso, agora essa?

      — Cherry, não pode dizer isso. — Digo pra ela e Nikki franze o cenho. — Não quer ir brincar no quartinho do Mi pra eu conversar com o Nikki?

      — Tá bom, papai. — Ela diz animada e corre pra lá.

       — Uau, desde anteontem? — Ele abre um meio sorriso orgulhoso.

       — É, sequelas né. — Rio fraco. — O que queria me dizer?

    O sorriso do Nikki desaparece em questão de segundos, ele desvia o olhar do meu e junta as mãos parecendo ficar mais pensativo. Me sento mais próximo dele e pego sua mão, ele já sabe sobre a minha traição, ele deve me odiar. Droga.

        — Gee, eu acho que... Nós devemos terminar. — Ele diz rápido demais e eu demoro um pouco pra processar a informação.

       — M-mas por que você acha isso? — Pergunto receoso.

        — Eu nunca fui fiel, Gee. Eu não te mereço. — Nikki confessa com os olhos marejados.

        Não foi fiel? Então o Nikki me traía antes mesmo de eu dormir com o Frank?

         — Me traía? — Olho para o nada chateado.

      Eu gosto do Frank, eu amo o Frank, mas eu pensei que o que eu tive com o Nikki fosse real. Nunca foi fiel. Então o chifre me pesava e eu sequer imaginava, maldito Sixx.

        — Me desculpa, e-eu nunca menti sobre os meus sentimentos em relação a você e as crianças. — Ele diz e me levanto ainda desacreditado.

 

       — Nikki, meus sinceros vai se foder. — Digo e ele se levanta também.

    

       — Vai me dizer que nunca deu uma fora? — Ele diz e eu rio não acreditando.

      — Pra você saber, eu me casei ontem. — Digo e ele franze o cenho. — Não de verdade mas mesmo assim, minha noite de núpcias foi muito melhor do que todas as vezes com você. — Digo indo até o corredor dos quartos.

       — Como assim? — Ele pergunta e sorrio.

       — Ontem eu me casei com o Frank, nós dormimos juntos e agora aqui pensando... Ele é o melhor pra mim e sempre foi. — Digo deixando ele sem palavra alguma pra discutir. — Vem Cherry, vamos embora. — Grito.

        — E agora você vai ficar com ele? — Ele cruza os braços.

        — Não sei, eu só sei que eu não vou ficar com você. — Digo pegando na mão de Cherry que volta com um carrinho do Miles.

        — Papai, posso levar?

        — Claro querida. — Digo sorridente e olho Sixx. — Vou vender esse lugar, é melhor levar as suas coisas daqui e devolver a chave pro síndico.

    Eu saio escutando ele reclamar e vou direto pro elevador com Cherry, sem olhar pra trás. Eu gostava muito do Nikki, mas no fundo eu acho que sabia o que acabaria acontecendo já nossos amigos em comum eram os piores.

     Entro no carro com Cherry e vou até a casa do Bert, quando as coisas ficam confusas eu preciso escutar meu melhor amigo e pedir conselhos. Cherry brinca animada com o carrinho e olho pelo retrovisor.

     — Filha, aquilo que você disse. Onde aprendeu aquilo? — Pergunto voltando meus olhos pra estrada.

     — Com o pap... Com o Dallon. — Ela diz.

     — Não pode falar essas palavras, só quando for adulta. — Eu digo trocando a macha.

     — E quando eu vou ser adulta, papai?

     — Quando tiver o meu tamanho. — Respondo e ela fica com uma carinha triste rodando as rodinhas do carrinho.

      — Mas papai, você é muito alto. Não posso ser adulta quando eu crescer igual o papai Frank? — Ela pergunta e acabo rindo.

     — Não, alta igual eu.

     — Então ele não é adulto?

     — Sem discussão, Cher. — Digo ainda risonho.

     O trânsito quase inexistente me ajuda a chegar rapidamente no Bert antes de me encontrar com o Frank e as crianças na sorveteria. Saio do carro e tiro meu cinto, abro a porta de trás e tiro o cinto de Cherry.

     Encontro Bert sentado na escada da entrada da casa, tomando uma limonada como se não houvesse o amanhã. Rio me aproximando.

     — O que v... — Meu coração quase para ao ver um pitbull enorme correr pelo quintal.

      — Vem Linda. — Bert chama a cadela que corre até ele quase o derrubando e lambendo ele. — Olha quem mais eu adotei, Gee.

     — Bert, esse monstro vai comer a Cherry! — Grito pegando a minha filha no colo.

     — Ela não é um monstro, ela é carinhosa. — Ele diz.

      — Papai, quero brincar com ela. — Cherry pede.

      — Solta ela, a Linda não morde. Seu medroso. — Ele diz rindo e a cadela gigante deita em seu colo brincando com a sua mão.

   Coloco Cherry no chão receoso, minha garota chama Linda e a mesma vem correndo, fico preparado pra pegar minha filha e eles começam a brincar. Suspiro aliviado e vou até Bert.

       — Que susto, pensei que aquela fosse a Cleopatra. — Me sento ao seu lado.

      — Não, ela já está a caminho. — Ele diz e pego o copo vazio enchendo ele de limonada.

     

     — Quero estar aqui quando ela chegar. — Digo animado e ele sorri assentindo. — Eu e o Nikki terminamos.

      — Quem admitiu a traição primeiro? — Ele pergunta sem me olhar e cruzo os braços indignado.

       — Então sabia da traição por parte dele?

       — Tentei te avisar, mas você se fingia de enganado. — Bert me olha. — De qualquer modo, você combina mais com o Frank. Alias, quando traiu o Sixx com ele?

        — Ontem eu passei o dia com o Frank e as crianças, as meninas planejaram um casamento de mentira. — Sorrio. — Sabe, eu me senti realmente casado. Teve até as núpcias. — Ele ri.

         — Vocês estão juntos?

         — É tudo o que eu mais queria, mas eu... Não sei, algo que diz que não mas eu quero muito. — Digo receoso. — E se o Dallon voltar?

        — Frank assinou o divórcio no mesmo dia que você chegou com o Mi. — Ele acena pra Cherry que brinca com uma flor colocando na coleira de Linda.

        — Sério? — Sorrio mais aliviado.

        — É, e eu cansei de escutar ele perguntando de você indiretamente toda vez que vinha mesmo quando estava casado com o Dallon. — Bert diz.

       — Sabe, eu devo muito a você. — Digo bebendo do meu copo.

       — O que? Não, eu que te devo muito.

       — Bert, se você não tivesse me mandado ir falar com o Frank antes de me desfazer das meninas. Nossa, eu não consigo nem me imaginar mais sem elas. — Sorrio. — A gente tem uma família linda hoje, a sua vai aumentar e... Uau, de solitários pra integrantes de famílias. — Digo emocionado e rimos.

     Bert me abraça, nós dois vencemos nessa vida. Quem diria que um dono de lanchonete e um cantor de bordel qualquer virariam pais de família, duas pessoas que não tinham mais que um ao outro.

       Minha vida mudou completamente, o destino me juntou ao Frank e com isso veio as coisinhas mais preciosas da minha vida. Eu era egoísta, individualista, eu nunca imaginei sequer criar uma família e hoje é a coisa mais importante na minha vida.

       — Tenho que ir... — Digo me levantando e sorrindo. — Obrigada, tomei minha decisão.

       — Que?

      — Vamos Cherry. — Grito e vou até o carro, ela vem comigo.

     Coloco o cinto nela e entro colocando em mim também, dou partida no carro e passo a dirigir até a sorveteria. Dessa vez o trânsito me atrapalha, buzino tentado sair da avenida e ninguém se mexe. Suspiro, logo com a oportunidade eu pego qualquer outra rua que não seja mais a avenida.

      Depois de virar ruas e ruas, finalmente me encontro e a sorveteria aparece na minha visão. Já é final de tarde, eu devo ter me atrasado um pouco, mas finalmente cheguei.

      Estaciono e saio com Cherry, ao encontrar a mesa deles. Apresso meu passo me sentindo um tanto nervoso, meu coração acelerado e meu sorriso insistente entregam a minha emoção.

      Frank me percebe chegar e sorri se levantando, vou andando e segurando a mão de Cherry. Quando estamos próximos da mesa eu solto a mão dela.

       — Nós estavam... — Eu o interrompo.

       — Frank, quer casar comigo? — Pergunto um tanto alto chamando a atenção de algumas pessoas das mesas próximas.

      Ele sorri e quando fica prestes a me responder, escutamos som alto de arma de fogo. Um tiro pra cima.

        — Todo mundo pro chão! — Um homem mascarado grita com a arma ainda apontada pra cima.

        

 

      

   

    



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