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História It's Not Because I Like You - Capítulo 2


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Notas do Autor


Voltei! Se estiverem gostando, pfvr, comentem. Isso me anima mt a continuar escrevendo XD
Perdoem os erros de digitação se encontrarem algum, juro que revisei mas vcs sabem como é né kjkklj
Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 02


Já atrasada no seu primeiro dia de aula, Adora subia as escadas para o segundo andar, onde aconteceria sua primeira aula. Com seu cronograma em mãos, tentava ler enquanto intercalava seu olhar entre o papel e o número nas portas. Por mais que tivesse tentado dormir noite passada, não conseguiu. Não parava de pensar no quão péssimo foi seu reencontro com Catra e no quanto ela a odiava naquele momento. Sabia que Catra era muito rancorosa, mas já havia passado tanto tempo…

Decidiu que não levaria suas coisas para o apartamento. Não queria ser escorraçada de lá. Seria cruel e envergonhoso. 

— Ei! Ei! — Uma voz fina a chamou. Adora olhou para trás e logo viu a garota de cabelo roxo do apartamento.

Parecia que ela tinha corrido uma maratona. Estava ofegante e com o cabelo um tanto bagunçado. Arrastava uma mochila preta com rodinhas e Adora compreendia totalmente, pondo em vista que a mochila estava com tantos livros pesados que as pontas das capas duras faziam relevos no tecido. Nunca alguém daquele tamanho conseguiria colocar aquilo nas costas e não se machucar.

— Ah! Oi, Entrapta! — Ela deu um leve sorriso, continuando a andar assim que a garota a alcançou.

— Pensei que você deixaria suas coisas antes da aula. — Disse, pensativa, fazendo bem mais esforço para caminhar do que Adora.

— Oh… — A loira abaixou a cabeça por alguns segundos, envergonhada. — Acho que vou ter que procurar outro lugar para ficar. — Afirmou sem jeito, parando assim que viu a porta com o número escrito em seu cronograma.

— Por que? — Perguntou, a olhando atentamente.

— Scorpia me aceitou lá mas…

— Quem? — A interrompeu.

— Scorpia? — A respondeu com uma outra pergunta. A expressão de Entrapta não mudou, continuou a encarando. — Não é o nome dela? — Adora arqueou umas das sobrancelhas. A outra ficou parada. — A grandona de cabelo curto? — Ela tentou, encolhendo os braços em insegurança.

— Ah! — Entrapata soltou uma gargalhada exagerada. — A grandona, eu sei quem é! — Ela parecia bem feliz com aquilo.

Adora fez menção em falar alguma coisa, mas não sabia o quê. Seu rosto demonstrava o quão confusa estava com aquele diálogo. De repente, a outra se calou e apenas ficou a olhando.

— É-É...Eu… vou… — Adora apontou desconcertadamente para a porta que deveria entrar…

— Claro! Nós vemos mais tarde. Tchau, she-ra! — Antes que a loira pudesse falar alguma coisa, a garota saiu correndo ao ver um homem ao longe.

— O que? Mas o meu nome é Ado… Esquece. — Suspirou, balançando a cabeça de um lado para o outro, entrando na sala.

A primeira aula foi divertida. Professora Castaspella era bem animada e comunicativa, fazia todos rirem. Adora conheceu Glimmer e soube que ela era a sobrinha da professora. Depois disso, ambas não prestaram muita atenção na cantoria da mais velha e continuaram a conversar. No final da aula, Adora já tinha uma amiga.

O dia seguiu tranquilo, sem maiores preocupações a não ser as anotações que tinha que copiar rapidamente.

Adora estava sentada em uma mesa no pátio com Glimmer e mais um que logo foi apresentado a ela como Bow. Ele fazia História e, por algum motivo desconhecido, parecia combinar com ele aquele curso.

Enquanto Bow engolia um hambúrguer em plena manhã, por mais que Adora quisesse fazer o mesmo, optou por apenas tomar um suco como Glimmer. Não queria passar vergonha e ser conhecida como a comilona já no primeiro dia de amizade.

Se assustou ao sentir mãos enormes e segurando por trás, a abraçando e logo um corpo se sentando ao seu lado.

— Adora! Por que não foi mais cedo no apartamento? Eu já preparei tudo.— Era Scorpia. — E aí, Glimmer? — Comprimentou a outra e piscou para Bow.

— Preparou? — Adora perguntou surpresa. — Depois do que aconteceu, eu pensei que… — Ela não completou, mas Scorpia tinha estendido.

— Que nada! — A maior falou, sorridente. — Ah! Me perdoa por aquilo, não vai se repetir. Eu juro! — Ela juntos as palmas da mão, lançando um olhar doce para a loira.

— Mas e a Catra? — Perguntou receosa, tomando um gole do seu suco de abacaxi.

— Ela foi super compreensiva. Nós conversamos amigavelmente e ela topou. — Scorpia tinha seu cotovelo na mesa e a mão apoiando o queijo. Sorria abertamente. 

Adora estranhou. Não era para menos.

Flash back on

— Você tá louca se acha que eu vou aceitar viver no mesmo teto que aquela traidora! — Os berros de Catra em seu quarto dava para ouvir até nos outros andares. Ela estava furiosa. Muito furiosa.

Scorpia, esticada na porta com uma expressão apavorada, tentava acalmá-la.

— Mas não podemos continuar assim. O aluguel está aumentando e…

— Eu não me importo! — Da cama, Catra jogou um globo de neve em direção a amiga, que se esquivou rapidamente. — Sai daqui! Agora! — Sua voz poderia estar forte, mas era visível o nó na garganta.

— Senão temos que procurar outro lugar… — Catra continuava jogando travesseiro, revistas e até comida na mais alta, que driblava perfeitamente tentando se aproximar.

— Não! — Berrava.

— Ou você aceita ou paga o aumento do aluguel sozinha! — Scorpia segurou as mãos de Catra a tempo de impedir que ela jogasse um caderno em sua direção.

Scorpia nunca foi de ser durona. Muito pelo contrário. Naquele momento estava firme por fora, mas por dentro gritava de desespero pedindo desculpas para a amiga. Catra, de joelhos na ponta da cama, tendo suas mãos presas, soltou o caderno e olhou incrédula para a de cabelos curtos.

— Ótimo! Outra traidora! — Disse sentida. — Eu não quero ver a cara daquela infeliz. E se eu cruzar com ela pela sala ou algo do tipo, que você a proteja do belo tapa que pode sair sem querer das minhas palmas e ir parar na cara dela. — Determinou, se soltando bruscamente.

— Você não vai se arrepender de aceitá-la! — Scorpia pulou em cima da amiga, a abraçando e beijando o rosto dela.

— Para! — Gritou, tentando sair dali.

Rapidamente, Scorpia a obedeceu.

A porta abriu abruptamente, fazendo surgir uma garota com uma máscara que cobria todo o rosto, segurando uma bandeja de biscoitos. Deu um berro antes de olhar para as duas amigas e falar:

— Alguém quer biscoitinhos? — Entrapta balançava a bandeja alegremente.

— Eu quero! — Scorpia correu para a porta.

— Oi, Deus. Sou eu de novo… — Catra, ainda de joelhos na cama, fez um gesto de oração, respirando fundo e fechando os olhos.

Flash back off

— Hum… Se você diz… — Adora se deu por vencida.

— Ótimo! — Scorpia se levantou. — Me espere no estacionamento no final das aulas. Vou te ajudar a buscar suas coisas. — Afirmou e Adora assentiu.

***

Como combinado, a loira esperou Scorpia no estacionamento. Não sabia exatamente onde ficar, então, optou por ficar na entrada.

— Aqui está você! Vem! — Aparecendo do nada como Adora já estava se acostumando, Scorpia a levou até um carro preto. Um carro que, definitivamente, não era o dela, já que o estilo era completamente diferente e ela não pareceu confortável ao sentar no banco do motorista. Precisou de alguns ajustes até ligar o carro.

— E a Entrapta e… Catra? — Adora perguntou vendo que Scorpia já estava movimentando o carro.

— Entrapta vai ficar mais um pouco. Ela tá obcecada pela criação de robôs e tá estudando o máximo que pode para construir alguns. — Explicou calmante. — E Catra, bom, em algum momento ela vai aparecer em casa. — Riu sem jeito. Adora não disse nada, apenas concordou com a cabeça.

A loira não tinha muita coisa grande, mas tinha muitas caixas. Umas de roupas, outras de estudos e de objetivos decorativos. Demorou quase três horas para voltarem. Não por culpa de Adora. Scorpia, mesmo sabendo que a loira já tinha morado na cidade antes, quis mostrar como estava atualmente. Elas se divertiram muito e depois de um lanche, voltaram para casa.

As caixas foram deixadas na sala para que não tivessem que ir e vir do carro para o quarto, assim fazendo um trajeto mais longo. Scorpia e Adora conversam alegremente quando a porta se abriu do nada. Era Catra e não estava nada feliz. Por impulso, Adora se virou de costas rapidamente, fingindo pegar alguma coisa em uma das caixas.

— Oi, Catra! E ai? — Scorpia ousou falar, mas a outra apenas a ignorou e foi direto para o quarto sem nem olhar para as duas ali. 

As caixas foram levadas em silêncio para o cômodo da loira, até que apenas mais uma caixa sobrou e o celular de Scorpia tocou.

— Oi!....sim… não… em casa… ok… estou indo. — Scorpia desligou a ligação. — Tenho que ir pegar Entrapta. Eu já volto. — Afirmou, saindo do quarto.

— Espera, espera! — Adora correu para a sala, vendo Scorpia já abrir a porta. — Eu vou com você! — Disse apressadamente.

— Besteira! É rapidinho. Não se preocupe, arrume seu quarto e logo faremos algo nós três juntas, ok? — Scorpia deu uma piscadinha, mas Adora não desistiu.

— Por favor, por favor! Não me deixa aqui… com ela… — Com um olhar expressivo, Adora olhou para o corredor onde ficavam os quartos.

— Ela não vai sair do quarto, relaxa! — Tentou passar confiança, em vão. 

Mesmo assim, Scorpia saiu e fechou a porta. Adora correu até lá, pondo as duas mãos na madeira, receosa.

Demorou alguns segundos para criar coragem e se mexer. Tinha que admitir, estava com medo de Catra a atacar. Em sua mente, já estava tentando se lembrar dos números de emergência.

— Para com isso, Adora. Ela não é nenhuma psicopata e deve saber a realidade dos presídios. Certamente, não vai querer parar lá... — A loira disse para si mesmo, baixinho.

Tirando sua testa da porta, respirou fundo. Já tinha seu plano: pegar a última caixa e correr o mais rápido possível para o quarto. A coragem veio. Ao se virar, quase desmaiou ao ver Catra, esticada na bancada que dividia a cozinha da sala. Ela encarava Adora enquanto bebia água. Não era um olhar amigável e isso deixou Adora mais apavorada ainda.



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