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História It's Not Because I Like You - Capítulo 22


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Notas do Autor


Nota incial apenas para agradecer os mais de 500 comentarios na fanfic. Muito obrigada, vcs não sabem como isso me deixa feliz e me faz sentir valorizada <33

Capítulo 22 - Capítulo 22


As mãos de Weaver seguraram os braços de Catra com força, a levando para dentro da sala vazia mais perto delas.

— Eu sei que foi você quem fez aquilo com o meu carro! — Weaver alterou a voz, dando um empurrão na garota ao soltá-la.

— Ah! Não me diga! Como descobriu? — Catra ria em provocação e isso só deixava a mulher mais irritada.

— Você não faz ideia do que eu sou capaz. Com um estalar de dedos, eu acabo com a sua vida... — Seu tom era ameaçador, mas não abalava Catra naquele momento. Ela a conhecia muito bem, mais do que queria.

— E você vai fazer o que? Vai na administração e falar que eu acabei com o seu carrinho? Vai me denunciar para a polícia? — Indagava com deboche, encenando estar assustada.

— Eu poderia fazer isso, — Weaver foi se aproximando lentamente de Catra. — mas não vou fazer. Sabe por quê? — Perguntou, mas a outra não respondeu. — Eu sei que Adora estava com você. — Afirmou, fazendo a expressão de Catra mudar e se tornar rígida. — Se você estivesse sozinha, eu acabaria com você com o maior prazer do mundo. Mas você teve que se esconder atrás de Adora, como sempre fez. Você é uma covarde. — As palavras saiam entredentes, mostrando o quanto Weaver estava segurando sua raiva.

— Você é ridícula, não é a toa que é amargurada e sozinha. — Disse sentindo seu ódio por aquela mulher ganhar forma.

— E você, Catra? É o quê? Olha pra você. É uma decepção, fracassada. Sempre precisa escorar e usar os outros. Você é exatamente como eu. — Ela deu um pequeno sorriso, se aproximando mais ainda da garota, a fazendo dar passos para trás até suas costas tocarem na estante de livros.

— Eu não sou igual a você! — Sua voz saiu mais alta, mas ela não estava ligando.

— Norwyn teria vergonha de ter adotado você, assim como eu tenho. — Weaver conhecia os pontos fracos de Catra e gostava de machucá-la. — E Adora, bom, ela sempre quis ter uma animalzinho de estimação e você não passa disso para ela. — Ela queria machucar, já que não poderia fazer nada judicialmente. Não queria prejudicar Adora também.

A relação que tinha com os pais da loira era uma das melhores, até seu marido, Norwyn, morrer. Os pais de Adora mudaram de cidade depois do ocorrido e a solidão fez Weaver descontar toda a sua raiva em Catra que, aliás, já não era tão querida mesmo quando Norwyn ainda era vivo. Weaver tinha ciúmes do relacionamento que eles tinham. Várias vezes tentou se livrar de Catra, mas por algum motivo desconhecido, ela sempre conseguia se safar. Enquanto pensava incansavelmente em como sua vida seria melhor com Adora sendo sua filha ao invés de Catra, as duas garotas criaram um forte laço de amizade e foi assim que Weaver desistiu de ter Catra longe.

Pelo corredor, Glimmer estava no celular. Ela sempre se atrasava para as aulas, mas dessa vez, ela tinha motivos reais para dar à professora.

Por que você sempre esquece isso? O que custa colocar na mochila? Eu duvido que ainda esteja lá de qualquer forma. — Ela suspirava diante a ligação com Mermista. — Não, eu já estou chegando. Você perde totalmente a noção quando está com Hawk. — Ela brigava enquanto abria a porta. — Mas voc-

Ela parou de falar ao dar de cara com Weaver e Catra no fundo da sala. Nenhuma das duas notou a sua presença ali e, como uma boa futriqueira, desligou a ligação e encostou a porta, tentando escutar a conversa.

— Eu vou fazer você se arrepender de tudo o que fez a mim. Você vai sofrer tanto que vai pedir para os céus nunca ter cruzado o meu caminho. Se não fosse por você, Adora seria minha filha agora. Mas como de costume, você nunca passou de um ingratazinha carente clamando por atenção de quem só faz o mínimo por você. Você não foi especial para Norwyn e nunca vai ser para Adora. — O tom com que falava era tão natural que nem parecia estar falando aquelas coisas.

A respiração de Catra desregulou e a mesma desviou o olhar para o chão. Agora sim a tinha pego em cheio. Ela sentiu um bolo na garganta e se segurava para não derramar nenhuma lágrima na frente de Weaver.

Glimmer rapidamente pegou o celular novamente. Estava incrédula com as coisas que ouvia da professora. Logo mandou uma mensagem, voltando a sua atenção para a cena.

— Oh! Você vai chorar? — Weaver, zombando, segurou o rosto de Catra e a obrigou olhá-la nos olhos. — Onde está aquela postura irritante? Não conseguiu sustentar ao ouvir a verdade? — Ela ria satisfeita.

— Me deixa em paz! — Catra tentou sair dali, mas foi impedida.

— Te deixar em paz? E a minha que você tirou desde que surgiu na minha vida? Você tem sorte que estamos aqui, ou eu-

— Já terminou, senhora Weaver? — Uma voz masculina vindo da porta fez as duas olharem para lá.

Micah estava sério, encarando a mulher. Atrás dele, estava Angella, de braços cruzados, e Glimmer.

— Ah! Micah, eu… — Weaver se afastou de Catra, que mantinha sua cara fechada, sem olhar para ninguém. — eu estava conversando com a minha filha. — Ela olhou para Catra, que bufou.

— Por favor, me acompanhe até a minha sala. — Disse simples, virando de costas e saindo com Angella.

— C-Claro. — Ela deu uma última olhada em Catra, passando por Glimmer, encarando-a com irritação.

— Você tá bem? — A de cabelo rosa perguntou quando ficaram sozinhas. Catra ainda estava no mesmo lugar, como se estivesse em transe.

A pergunta não teve respostas. Então, um tanto sem jeito, Glimmer foi se aproximando, a vendo limpar as lágrimas com as costas das mãos. Assim como a garota estava, Glimmer se encostou na estante de livros.

— Acho que ela vai se dar mal… — Glimmer falou, balançando um dos pés. — Queria ser uma mosquinha para saber o que está acontecendo na sala do meu pai. — Confessou sua curiosidade, fazendo Catra finalmente a olhar.

— Você é muito fofoqueira. — Falou um tanto baixo, mas Glimmer escutou e sorriu.

— Fofoqueira não, produtora de biografias orais não autorizadas. — Disse com um ar brincalhão de superior, fazendo Catra rir.

— Eu preciso ir. — A morena se desencostou da estante.

— É, eu também. — Falou, indo com Catra até a porta.

— Obrigada. — Ela deu um leve sorriso em agradecimento, que foi retribuído.

— Eu não gostava dela mesmo. — Glimmer deu de ombros.

***

Sentada em uma das mesas no refeitório, Adora batia seus dedos histericamente no metal, nervosa e preocupada. Depois que Glimmer contou o que aconteceu, não conseguia relaxar.

— Acho que vou atrás dela. — Decidiu, fazendo menção em levantar.

— Não. — Glimmer deu um gole rápido no seu suco. — Ela precisa de um pouco de espaço. Ficar sozinha ajuda a pensar. — Afirmou, tentando tranquilizar a amiga.

— Ela tem razão. — Concordou Bow. — Dá um tempo, ela vai fazer bem. — Ele segurou as mãos inquietas de Adora, que assentiu.

Assim que os três se separaram, Glimmer indo encontrar Angella e Bow para a aula, Adora foi procurar Catra, estava muito angustiada para estudar.

Antes que pudesse sair do prédio, esbarrou com Weaver na entrada.

— Adora… — A mulher se aproximou.

— O que você fez com a Catra? —     Perguntou rude, sentindo raiva.

— Eu não fiz nada, querida. Catra é dramática, você já deveria saber. — Ela dizia calmamente, nem parecia a mulher de antes.

— O que eu sei é que você é louca e se ousar a chegar perto de Catra novamente, eu acabo com você. — Esbravejou, a encarando firmemente.

— Não deixe Catra te manipular… — Ela se aproximou, tocando no rosto de Adora que, rapidamente, afastou bruscamente a mão da outra de si. — Você vai se arrepender disso. Catra é uma bomba-relógio. Não vai demorar muito para ela arruinar você. Mas eu estarei aqui, de braços abertos, pronta para cuidar de você. — Ela ergueu os braços, como se quisesse que Adora a abraçasse.

— Você é nojenta. — A loira fez uma cara enojada. — E está avisada. Toque um fio de cabelo de Catra e você verá quem arruinará quem. — Finalizando sua ameaça, Adora a deixou plantada ali.

A loira começou sua procura pelo jardim, onde a encontrou da última vez, mas ela não estava lá. Foi até o estacionamento e subindo a escada de cinco degraus, seguiu pela caminho de pedra, por onde ficava uma das saídas da faculdade.

Dentre algumas árvores e bancos de concretos, avistou a única pessoa que estava ali, de costas para si. Suspirou aliviada, se aproximando.

Catra estava sentada em dos bancos mais distantes, com fone de ouvido na tentativa de fazer a música tranquilizá-la. Gostando ou não, Weaver ainda tinha o poder de desestabilizá-la e ela se odiava por isso.

Adora se sentou ao seu lado e, calmamente, Catra tirou o fone, evitando olhá-la. Nenhuma das duas sabia o que dizer. Catra encolheu as pernas, olhando para as árvores.

— E se a gente quebrar as pernas dela dessa vez? — Adora brincou, fazendo Catra rir.

— Não seria uma má ideia. — Afirmou, ainda sem olhá-la.

O silêncio veio novamente. Catra estava claramente incomodada com algo, mas Adora esperaria ela dizer. Não queria invadir sua privacidade. Se passaram alguns minutos até ela finalmente dizer.

— Você acha que Norwyn ficaria decepcionado comigo se ele ainda estivesse vivo? — Perguntou um tanto baixo.

— O que?! — Adora indagou surpresa. — Claro que não. Ele estaria bem mais orgulhoso de você agora. Ele te amava e tenho certeza estaria feliz com as coisas que você tem conquistado. — Ela se sentou mais perto de Catra, colocando uma mecha de cabelo da morena para trás da orelha.

— E você? — Finalmente, a olhou.

— Eu o que? — Adora franziu o cenho, fazendo carinho no cabelo da garota.

— Você acha que eu sou uma pessoa ruim? — Perguntou, olhando para baixo.

— Você não é uma pessoa ruim. Eu acho que as pessoas costumam errar e isso é normal. Ninguém nasce sabendo fazer tudo certo. — Disse e Catra assentiu, inclinando sua cabeça na mão de Adora, a fazendo sorrir. Virando o rosto da “amiga”, ela lhe deu um selinho demorado. — Vem, eu vou te levar a um lugar. — Se animando, ela levantou, segurando a mão de Catra.

— Onde vamos? — Catra sorriu, sendo puxada por Adora.

— Você verá. — Falou mantendo segredo.



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