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História .it's ok, he won't know - renmin - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


yoo, lindes! demorei um pouquinho? 🥺

certo, certo, a verdade é que eu não queria escrever o último capítulo por estar com um carinho enorme por essa fic, mas aqui está! espero que gostem!

qualquer erro, será ajeitado com o tempo.

boa leitura. szsz.

Capítulo 5 - .it's ok, jun


Era o vigésimo mês de namoro de Renjun e Jeno. O chinês encarava seu celular enquanto relia várias vezes a mensagem que seu namorado havia lhe deixado antes de sumir do mapa e até mesmo desligar o Wi-fi.

Amor: Neném, não consegui faltar o treino de hoje, sem chances de saímos essa noite.

Amor: :(

Amor: Amanhã não tenho treino, podemos comemorar juntinhos no Karaokê!

E depois não disse mais nada, sumindo de tudo, onde sua última visualização foi às sete e pouco da noite. Renjun estava hiper chateado com Jeno. Era sábado, as ruas de Seul estava lotadas e cheia de coisas para fazer uma hora dessas e sequer viu seu namorado hoje. Sempre dando desculpas de que estava ocupado ou fazendo algum trabalho de escola, se esquivando.

Seu coraçãozinho não queria aceitar que tinha alguma coisa de errada e tentava se convencer arduamente que ele estava montando uma surpresa incrível para si. Mas as horas iam passando e nada de surpresa, nada de flores ou presentes. Nada de companhia. Deitado numa cama agora que não era sua, sentiu a garganta se fechar e a vontade de chorar veio a tona.

— Jiji, o que eu faço?

Era irônico em como Renjun acabou se tornando super próximo de Park Jisung, ex ficante de Jaemin – este que foi bastante compreensível e deu espaço para o Huang quando o mesmo disse que precisava de um tempo para decidir o que queria de sua vida –, e Jisung sabia exatamente como o ajudar, afinal, ele passou pela mesma coisa.

Jisung sempre fora um moleque ácido e áspero, mas tinha o coração enorme e adorava ajudar as pessoas o máximo que podia.

— O Jaemin não te passou um endereço? Acho que deveria ir lá.

— E se eu me arrepender e ver algo que eu não quero? Só de pensar em ver o Jeno metido em encrenca, me enche de muita ansiedade.

O mais novo se manteve em silêncio, sentado na cadeira de rodinhas de couro preto, batucando os dedos descalços no chão de madeira.

— O que você sente pelo Jaemin e pelo Jeno? Seja sincero.

Renjun piscou algumas vezes antes de se sentar no colchão, abraçando seu próprio corpo. A jaqueta surrada de Jaemin lhe deixava quentinho – esta que ele tentou devolver mas o Na insistiu em dizer que agora era dele. Encarou suas meias brancas nos seus pés, mexendo seus dedos num ritmo não sincronizado.

— Eu amo o Jeno. Muito. Muito mesmo. Mesmo que na maioria das vezes ele seja um completo merda e sem noção comigo, Jeno sempre foi a única pessoa que sempre esteve comigo nos meus piores momentos. – Suspirou profundamente, brincando agora com sua mão. – Já o Nana, eu sinto que gosto sim dele desde muito tempo, além de que com ele eu me sinto protegido, acolhido, e acima de tudo, me sinto confortável perto dele. Quando a gente… Transou a algumas semanas atrás, eu me senti amado. Amado de verdade. Eu me senti especial.

— Você não acha o seu relacionamento com o Jeno um pouco… Abusivo?

— Sinceramente? Um pouco. – O chinês voltou a se deitar, abrindo seus braços no colchão macio. – Eu odeio quando ele faz jogo psicológico comigo ou quando tenta me controlar em tudo o que eu faço. Às vezes me convenço de que só estou com o Jeno por carência e a necessidade de se estar com alguém ao meu lado, e o Jaemin conseguiu suprir toda essa carência com a porra de uma noite.

— Ele é realmente um cara incrível, e se você está disposto a arriscar tudo por ele, ainda sente medo de descobrir os podres do Jeno?

Renjun sorriu em escárnio. Se levantou da cama super espaçosa de Jisung e correu até seus tênis que estavam na porta do quarto vasto.

— Vem comigo? Por favor.

— Vou ligar pro meu motorista.


•°•


Jisung estava sendo seu maior porto seguro naquele momento. Além das palavras reconfortantes, ele prometia que iria cuidar de si se algo ruim acontecesse. O local que Jaemin lhe passou era perto da entrada da cidade, onde um bairro mais humilde reinava por ali; mesmo sendo perto das onze da noite, Renjun conseguia ver algumas crianças no meio da rua, brincando de bola ou apenas sentadas na calçada desgastada conversando.

O destino parecia nunca chegar. Não havia nada por aquele bairro. Tudo só fazia a ansiedade do Huang triplicar; o oxigênio se tornava pouco e as mãos suavam no bolso da jaqueta de couro. Renjun tentava normalizar sua respiração, dizendo que estava tudo bem, pensando e repensando inúmeras vezes se deveria mandar alguma mensagem para Jeno enquanto encarava seu celular quase descarregado.

— Ah, merda.

Ouviu Jisung resmungar enquanto encarava o lado de fora do carro com o vidro fumê, percebendo finalmente que estavam estacionados em frente a uma casa simples, porém bem organizada. O Park balançava sua perna, analisando o endereço que Jaemin passou muito mais que o necessário.

— O que foi, Jisung?

— Eu sei onde a gente está… Puta que pariu, eu realmente sei… – Os sussurros quase não foram ouvidos quando Renjun simplesmente desceu do carro e se preparou para tocar a campainha.

Sentiu o mais novo segurar seu pulso no mesmo instante, o impedindo de tocar aquele botão. As atitudes de Jisung eram reclusas, hesitantes demais para alguém que, a alguns minutos atrás, havia o incentivado a vir atrás de Jeno, não importasse a situação que ele estivesse.

— O Jaemin já me trouxe aqui, tá legal? E a gente foi embora no mesmo instante quando vimos que tinha… – O garoto travou. Engoliu suas palavras com muita força. Jisung parecia branco igual uma folha de papel, quase no mesmo tom que a Branca de Neve. – Só… Tenha certeza que você está preparado.

— Eu nunca me senti tão preparado, Jisung.

— Eu… Vou te esperar no carro. Qualquer coisa, me grita.

Renjun viu Jisung abrir a porta do veículo chique e caro, se enfiando lá dentro e tentando demonstrar um boa sorte encorajador para o chinês, forçando um sorriso e murmurando algo impossível de se compreender.

O mais velho ajeitou sua postura, respirou fundo, e sentiu tudo em si começar a tremer, em completa hesitação, onde todo o seu sistema nervoso o insistia incansavelmente para não fazer isso. Para apenas aceitar que Jeno era um mentiroso. Para apenas ir embora dali se quisesse salvar seu psicológico. Mas no fundo, o coração de Renjun implorava pela verdade, por simplesmente não aguentar sofrer por alguém que não fazia muita questão. Ele queria paz. Queria ficar ao lado da pessoa que realmente estava disposta a lhe amar verdadeiramente.

Queria estar ao lado de Jaemin.

Piscando e pedindo forças aos céus, tocou a campainha duas vezes. Enfiou as mãos nos bolsos da jaqueta e aguardou, esperançoso e, ao mesmo tempo, desesperado. Precisava tomar uma água e, quem sabe, um banho gelado para se acalmar totalmente.

Seus olhos estavam vidrados na porta de madeira, e sua garganta ardeu quando quem abriu a porta foi a pior pessoa que poderia ser.

Mark Lee não tinha uma blusa em seu corpo, seus olhos estavam num vermelho perceptível, além da expressão morgada e algo entre seus dedos que ele julgou já saber o que era.

— Ah! Você… Que surpresa agradável. – O tom de ironia fez com que Renjun ficasse enjoado. – O que tu quer aqui, garoto?

— Eu queria saber se… – Analisava todo o canadense. Da cabeça aos pés. Até mesmo tentava decifrar o ambiente atrás de si. Havia fumaça, estava com uma luz azul e tocava uma música indie de fundo, lenta e sensual. – Se… O Jeno está aí.

— Quem? – Uniu suas sobrancelhas, se fazendo total de desentendido.

— O Jeno.

— E por que você acha que ele estaria aqui?

— Só me responde de uma vez.

— Ei, neném, tá demorando com a pizza por que? Eu estou com-

Já ouviram falar da Teoria Triangular do Amor? É uma teoria desenvolvida pelo Robert Sternberg. A teoria triangular consiste em três coisas simples sobre o amor: paixão, intimidade e compromisso. O compromisso é uma parte fundamental, importantíssima em um relacionamento que, hoje, estaria comemorando seu vigésimo mês. Para Renjun, aquela teoria não valia de nada caso seu namorado fosse Lee Jeno, alguém que enfiou a parte do compromisso em sabe-se lá onde.

Renjun sentia como se algo dentro de si tivesse trincado, e qualquer sopro poderia o quebrar. É como se uma música da Naiara Azevedo tocasse de fundo como trilha sonora da sua desgraça, vendo então seu agora ex-namorado cheio de marcas no pescoço, marcas essa que Renjun definitivamente não fez. O cheiro forte de cigarro e uma outra coisa que ele preferia não descobrir era predominante e insuportável vindo dos dois.

— Isso responde a sua pergunta? – Mark era um filho da puta nato. Conseguia ser o pior em qualquer das hipóteses.

— R-Renjun? Olha, eu juro que posso explicar! – Jeno saiu detrás de Mark, tentando se aproximar do Huang que não conseguia esboçar nenhuma reação. Não conseguia chorar por mais que estivesse com vontade; não conseguia gritar e muito menos brigar com Jeno. Ele só… Não estava expressando nada. Era como se todos os seus sentimentos tivessem entrado num colapso e decidiram não dar lugar pra nenhum e ficar nesse impasse.

— Você me subestima, não é, Jeno? – O máximo que apareceu em seu rosto angelical, foi um sorriso inconsciente. Estava puto e triste, de verdade, mas ele não daria esse gostinho. Não ali. – Huang Renjun é muito burro e sonso o suficiente ao ponto de achar que ele nunca descobriria o bosta que você é?

— Ei, não é assim que funciona, me escuta, por favor. – Jeno tocou o braço de Renjun e este rapidamente se esquivou, apertando seu nariz enquanto tentava formular sua linha de raciocínio. – Junnie, não faz assim…

— Escuta aqui você, Jeno. – Se permitiu apontar o dedo na cara do mais novo. – Eu estou pouco me lixando se você enfiou o nosso relacionamento nesse seu rabo justo hoje, o que mais me deixou decepcionado com você, foi te ver se metendo com essa porra dessa galera. Qual é o seu problema? Você mentia sobre o basquete pra vir botar um baseado na boca?

— Renjun…

— Fodam-se todos vocês, entendeu? Eu quero mesmo é que vocês queimem no inferno. – Os olhos lacrimejaram e o Huang foi se aproximando cada vez mais do carro atrás de si. Jeno continuava tentando ter seu local de fala, tentando explicar uma situação que era muito mais que óbvia. – Vocês se merecem.

— Renjun, espera!

E o chinês se enfiou dentro do carro, vendo Jeno bater incansavelmente no vidro do veículo. Só deu um sinal pro motorista de que eles podiam ir embora, e, quando estavam longe o suficiente, ele desabou.

No fundo, Renjun já sabia que seria algo extremamente ruim, e ele necessariamente não estava triste pelo seu relacionamento conturbado ter finalmente se encerrado; ele estava triste porque se sentia insuficiente e um completo substituível, onde ficar com Mark Lee parecia ser muito mais interessante do que ficar com ele. Estava procurando em todos esses meses onde foi que havia errado. Jisung entendia Renjun, entendia demais, e se permitiu se aproximar de si apenas para lhe dar um abraço desajeitado, sussurrando frases que pudessem lhe reconfortar mesmo naquela situação.

— Quer ir lá pra casa? Não quero te deixar sozinho nesse estado.

Renjun apenas concordou, tentando aos poucos voltar ao seu estado normal. Não percebeu de novo quando chegaram no casarão enorme de Jisung, onde os dois saíram do carro um pouco em choque com tudo o que aconteceu. O celular do Huang descarregou e isso foi a melhor coisa que havia o acontecido, com certeza Jeno vai estar o flodando de mensagens e chamadas daqui alguns minutos.

O Park levou o mais velho até seu quarto, o ajudando a se deitar. Estava tarde e Renjun precisava descansar e se desligar de tudo o que havia acontecido recentemente. Não pensar em Jeno agora era uma questão necessária.


•°•


No dia seguinte, a cabeça de Renjun doía, como todo o seu corpo. A claridade era pouquíssima, com certeza Jisung havia fechado as cortinas. Os olhos e o rosto inchados eram o contraste principal do chinês hoje, além da expressão impassível. A boca estava amarga e ressecada, mas um único brilho em seus olhinhos fora feito quando os abriu totalmente, vendo então, alguém que ele realmente não esperava ver deitado ao seu lado.

Parecia um sonho de tão bonito que aquele garoto era, mesmo que, ao o olhar por completo, as roupas despojadas ainda o davam um charme fora do normal.

— Bom dia. – A voz rouca de Jaemin foi baixa, enchendo o peito de Renjun de uma paz estranha e repentina, essa que ele queria sentir todos os dias. – Jisung me ligou ontem a noite e me contou o que aconteceu… Como você está?

— Sinceramente? – Jaemin assentiu. – Decepcionado. Completamente decepcionado com o Jeno.

— Talvez eu deveria ter ficado calado…?

— Não, de jeito nenhum. – O mais velho se aproximou e tocou no rosto do Na, sorrindo mínimo quando teve uma reação positiva vinda do mesmo, que rapidamente segurou sua mão de volta, acariciando a pequena mancha que havia em sua pele. – O que você fez me ajudou muito a não ser feito de idiota. Obrigado, de verdade.

Ficaram num silêncio confortável, apenas aproveitando a companhia um do outro, se encarando intensamente como se aquela fosse ser a última vez que se veriam pro resto da vida, aproveitando cada momento, cada segundo de suas presenças.

— E o que você quer fazer agora? – Jaemin o puxou pela mão para lhe dar um abraço, escondendo o pequeno em seus braços e peito.

— Eu quero ficar com você, mas talvez… Seja um pouco cedo pra isso. – Renjun apertou o garoto o quanto pode, não querendo que aquele abraço acabasse. – Você me entende, né?

— Lógico, você tem todo o tempo do mundo, e eu vou estar te esperando até que esteja pronto.

O Huang ergueu minimamente sua cabeça e alcançou os lábios do Na, iniciando um beijo um pouco tortinho por estarem de lado – além de que, nenhum dos dois tinham o dente escovado –, sorrindo gigantesco quando Jaemin deslizou suas mãos até sua nuca. Porém, a porta do quarto foi aberta de uma vez, com um Jisung afobado, fazendo os dois pombinhos se afastarem na hora.

— Jun… O Jeno está aí.

O chinês mais velho suspirou pesadamente, e antes que pudesse perceber, Jaemin estava se levantando da cama, indo em direção a porta, provavelmente querendo ver Jeno também. Seu punho estava cerrado e ele não tinha uma cara muito boa.

— Nana, eu resolvo isso, fica aqui, se ele descobrir que foi você quem me contou e que a gente tá ficando, é capaz de-

Tá tudo bem, Jun, ele não vai ficar sabendo.

E quando Jaemin saiu do quarto junto de Jisung, Renjun viu ali pessoas que realmente se importavam consigo, assim como o Na, principalmente. Alguém que ele nunca pensou que o trataria de maneira tão doce e com tanto cuidado; alguém que ele nunca viu se tendo algum tipo de interação que não fosse uma simples conversa entre amigos; alguém que ele é grato por ter o livrado de um completo babaca a tempo.

E era com ele que Renjun queria ficar, talvez não por agora, não tão cedo, ainda havia uma caminhada longa até ele se sentir preparado para um novo relacionamento. Ele sabia que o Na iria o esperar e o ajudar todo momento.


Afinal, ele tinha total noção e certeza que era Jaemin quem faltava em sua vida para se sentir completo novamente.


Notas Finais


e chegamos a mais um fim de uma fic! 😭😭😭 muitas lágrimas, por favor

eu realmente não tenho uma habilidade incrível de escrita, it's ok he won't know foi uma experiência incrível que eu com certeza quero fazer algo semelhante no futuro, mesmo que short fic ou long fic exijam um pouco mais de trabalho e responsabilidade. essa é a primeira fanfic minha que passa de 2 capítulos e eu realmente estou ENCANTADA pela positividade que recebi e pelo apoio de vocês que me ajudaram a continuar com essa fanfic! eu só tenho a agradecer por terem lido e por todo o carinho que recebi, vocês são incríveis!

não sei quando vou voltar com algum projeto nesse estilo, mas eu sei que vou acabar adotando muito esse estilo de fanfic, curtinha e objetiva, sem muita enrolação e sem muitos detalhes de todo o ambiente.

obrigada por tudo, gente, e até a próxima! 🧡

PS.: vou manter a fanfic como terminada até eu aparecer com o bônus, então paciência!


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