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História It's Okay not to be Okay - Imagine Kim Taehyung - Capítulo 23


Escrita por: Sunshine_Ming

Capítulo 23 - Palavras mentem


Fanfic / Fanfiction It's Okay not to be Okay - Imagine Kim Taehyung - Capítulo 23 - Palavras mentem

Arregalei meus olhos.

- Mandato? Você... Com todo respeito, senhor, mas ele tem aval para estar aqui. Licença médica e judicial

- A denúncia é em anonimato, não podemos informar, temos que o levar para a delegacia e investigar - disse o policial já irritado.

Não faz o menor sentido. O próprio Doutor Hwang, responsável pela clínica, tinha os papéis legais sobre Taehyung.

Tae - O que está acontecendo? - Ele aparece atrás de mim.

- Nada não, espera lá dentro eu já resolvo, Tae - falei um pouco desesperada. Isso não pode acontecer ainda mais no aniversário dele.

- Kim Taehyung, você tem uma denúncia, precisa me acompanhar - diz o policial

Taehyung me olha confuso

Tae - Mas, qual a denúncia?

- Isso não vem ao caso - o policial sorri estranho.

Aqui tem algo muito errado. Não faz o menor sentido, nem a denúncia ele quer falar, a causa de estar sendo levado.

- Ele não irá a lugar nenhum, até porque ele não fez nada de errado e está sobre licença médica- disse irritada

Tae - Não, amor... Eu vou - falou passando na minha frente

- Tae, não... - disse o segurando em seu braço

Tae - Está tudo bem, só vou ir para lá e depois volto, não fiz nada... - sorriu parecendo tranquilo.

O policial que estava acompanhado de mais dois outros policiais pega a algema e coloca em Taehyung. Para que isso? Ele não é um criminoso, não fez nada de errado e já cumpriu a pena dele.

Eu queria chorar. Estou com tanta raiva e ao mesmo tempo confusa com tudo que está acontecendo, ainda mais hoje, no aniversário dele isso teve que acontecer?

Colocam ele dentro do carro e já foram indo rapidamente. Eu preciso ir também, algo está muito errado.

Corri para a sala pegando meu celular ligando para o Hwang, e ao mesmo tempo pegando meus documentos junto com os papéis do Taehyung.

- S/N? O que aconteceu - Hwang atendeu a ligação rapidamente.

- Doutor, me perdoe te ligar agora, mas aconteceu uma urgência - disse desesperada já

- Calma, me fale o que aconteceu

- A polícia veio aqui na minha casa e levou o Taehyung, eles disseram que tinham um mandato

- O que? - ele praticamente gritou- Eu estou indo para sua casa te buscar, vamos resolver isso, não esqueça de pegar os documentos de licença dele. Me manda seu endereço por mensagem - desligou a chamada não me deixando dizer nada.

Por que isso acontece sempre com ele? Por que o Taehyung não pode ser feliz? Toda vez que ele está bem alguma coisa tem que acontecer!

Enviei meu endereço e não demorou para Hwang chegar. Rapidamente entrei no carro. Estou tão nervosa e preocupada com o Tae.

Hwang - Então, eles falaram pelo menos sobre a causa?

- Não, por isso estou mais nervosa. Eles simplesmente chegaram e levaram ele, alguém denunciou o Taehyung, mas ninguém da família dele sabe que ele saiu então descarto essa possibilidade. Quem faria isso?

Hwang ficou pensativo.

Hwang - Com toda certeza é alguém que odeia ele... Mas ele não tem contato com ninguém, isso torna tudo mais misterioso... Mas calma, vamos chegar lá e resolver tudo.

(...)

Aconteceu tudo tão rápido que mal deu tempo de raciocinar tudo. Chegamos depressa na delegacia, o policial disse que ele estava sendo interrogado. O doutor Hwang pegou as papeladas para resolver tudo e comprovar a veracidade da licença dele.

E eu? Bem, fiquei sentada o tempo todo. Não podia fazer nada, nem vê-lo. Apenas fiquei quieta, pensando sobre tudo. Preciso descobrir quem foi o infeliz que o odeia tanto a ponto de destruir tudo.

Jin - S/N? - ouvi a voz de Jin no corredor, ele estava vindo correndo - Vim assim que soube, o que aconteceu? - se aproximou ofegante

- Alguém denunciou ele, mas ainda não sei a acusação... - falei cabisbaixa.

Jin - Quem foi o filho da... Aish... - passou a mão sobre o cabelo irritado - Calma, vai dar tudo certo... - se aproximou de mim para me abraçar, mas recusei.

- Estou bem... Não se preocupe. Mas obrigada - disse me levantando.

Estou calma? Não, na verdade, estou quase explodindo. Mas mostrar fragilidade nunca.

Jin me olhava confuso mas logo voltou a normalidade.

Hwang - Ele vai ficar essa noite aqui... - falou atrás de mim logo me virei para ele

- Então, o que aconteceu? Perguntou sobre a denúncia? Ele vai ficar quanto tempo? - falei rápido preocupada.

Jin - Depois diz que está calma... - murmura e eu o olho em repreensão.

Hwang - O delegado disse que ele é uma ameaça para a segurança pública... - disse visivelmente irritado - Ele vai ter que voltar para a clínica

Meu mundo desmoronou.

Kim Taehyung

Por que ficar surpreso? Era bem óbvio que algo daria errado.

Após ouvir alguém à porta da casa de S/N, fiquei curioso para saber quem era. Policiais. Minha namorada estava visivelmente confusa e irritada, prestes a chorar, então eu apenas tentei parecer tranquilo naquela situação, embora por dentro compartilhasse dos mesmos sentimentos.

Não sabia, muito menos fazia ideia do que estava acontecendo, dessa vez tenho certeza de que não fiz nada para merecer estar aqui. Inclusive, quando peguei licença na clínica, o Doutor Hwang me garantiu que estava tudo bem, ele mesmo disse isso.

Agora na sala de interrogação, sozinho com uma algema prendendo minhas mãos, com policiais me observando por trás daquele falso espelho, relembro todas as vezes que já estive em um lugar semelhante, eu odeio estar aqui, ainda mais sem saber o motivo.

Queria ver a S/N, e dizer que estou bem, ela deve estar surtando agora, disso eu tenho certeza.

É curioso o fato de que mesmo em tão pouco tempo de convívio eu já saiba que ela esconde o que sente de mim. A minha namorada prefere manter o silêncio, talvez queira parecer forte ou não consegue desabafar. Porém, eu sei que não está tudo bem, ela esconde suas emoções mais profundas e confusas, algo está acontecendo eu não sei o que é, o pior é que eu não me sinto no direito de perguntar nada. Já acordei na alva do dia encontrando ela chorando baixinho, ou olhando para a janela estática, outras vezes respirando fundo, contando para se acalmar, lendo o mesmo livro várias vezes. Eu me sinto o pior namorado, aliás, eu sou a pior pessoa, não sou capaz nem de retribuir algo de bom para a única pessoa que se preocupa comigo, tinha tanto medo de estar invadindo o que chamamos de '' privacidade'' perguntando o que estava acontecendo, ou simplesmente oferecendo um abraço, eu não sei como ser uma pessoa compreensiva, como amar alguém, mas agora, a única coisa que posso dizer sentir é arrependimento, por ter acreditado, por ter ficado ao lado de uma pessoa tão incrível, sendo que sabia que tudo daria errado no final. Eu disse a ela que talvez, fosse melhor outra pessoa no meu lugar, contudo, ela mostrou realmente me amar, eu não consigo entender isso, um doente, antigo presidiário, assassino, não tenho ao menos um emprego, não posso dar presente para a mulher que amo.

Sinto meus olhos arderem, minhas lágrimas ameaçam descer, com dificuldade, devido às algemas, pego a foto no bolso do casaco. Era uma das fotos que ela colocou no mural. Todas nossas fotos naquela parede e eu peguei a foto de quando saímos da clínica; na fotografia eu estava distraído olhando para os prédios sorrindo feito bobo, e ela... Ah, ela... Estava tão linda com aquele sorriso que somente ela sabe dar, naquele dia ela estava feliz, e eu compartilhava daquele sentimento, embora cresse que nunca mais sentiria isso. Eu amo essa mulher, essa é a única convicção que posso ter agora.

Memória, a pior inimiga de um amante distante. Enquanto eu só queria deixar minha mente vazia, ela é capaz de me fazer recordar de tudo que vivemos, mesmo que foi somente por alguns poucos dias, como uma leve brisa, mas esses dias foram capazes de marcar a minha história para sempre. As danças, os sorrisos, as brincadeiras, os filmes, os beijos, os amores, as pequenas conversas, cada detalhe.

Olhando o sorriso dela na fotografia cheguei a uma conclusão, brutalmente dolorosa, agora? Sim, o mais rápido possível, antes que seja ainda mais difícil deixá-la ir. Eu amo, sim, muito, é impossível medir o meu afeto por ela, e é por amá-la que preciso reconhecer que ela será muito mais feliz longe de mim.

Minha cabeça parece querer explodir, são tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que sinto o mundo pesado à minha volta.

- Eu disse que você era um fraco… - a voz que eu mais temia nesse universo se fez presente ao meu lado. Faz tanto tempo que não a ouço, não é possível, eu tomei os remédios, por que estou ouvindo isso?

Respirei fundo fechando os olhos, não posso demonstrar nenhuma reação, é apenas uma falsa situação criada na minha cabeça, nada disso aconteceu - Repito para mim mesmo, na tentativa de não ter outra crise.

- Nem tente me ignorar, estou aqui de novo, seus medos me permitiram voltar - disse rindo e meu corpo inteiro se tomou por um tremor aterrorizante.

A sala incorporou a cor escura de sua sombra, isso não pode acontecer. Eu não quero ver isso de novo, eu não suporto mais sentir isso, eu estava ficando melhor, por que de novo?

- Parece que está sozinho de novo, com medo, abandonado, não foi capaz de ficar com a vadia que diz amar - se aproximou e eu me recusei a olhar - Estava ficando bem? Se poupe, Kim Taehyung. Você nunca vai ficar bem, eu já lhe disse, você não merece a felicidade. O próximo passo é matar sua doutora, namorada, seja lá o que você a considera....

Com os olhos banhados e ardentes por lágrimas eu ergui o olhar umedecendo os lábios.

- Você tem razão, eu sei, não precisa ficar toda vez repetindo o quanto eu sou desprezível. S/N, a mulher que eu verdadeiramente amo, é tudo, e eu não permito que a chame… Desse jeito. Eu aceito meu destino, só me leve embora, okay? O que você é? Por que simplesmente não para de me importunar e acaba comigo? Não é isso o que você quer? - gritei as palavras.

- Oras, eu sou a sua pior versão de você, já lhe disse isso. Eu não posso ‘’ acabar’’ com sua vida, só você pode fazer isso - proferiu simples - Seus medos e confusões são maiores do que você, e sabe porque eu digo que você nunca ficará bem? Pois você é patético, não consegue superar seu passado idiota, você tenta fugir de você mesmo, e é impossível ser feliz remoendo o que já aconteceu… - riu - Você tinha tudo em suas mãos, ser feliz aceitando tudo o que já passou, ou acabando com tudo afundando na sua própria melancolia, e é claro, você vai escolher a segunda opção… Nem preciso mais te ‘’ torturar’’ com as minha doces palavras, você mesmo diz isso de você…

Senti um peso dentro do meu coração. As sombras desapareceram, assim como a voz. Eu tinha tudo em minhas mãos… Não sou capaz nem de lutar por mim mesmo. Já me acomodei na inutilidade, estou preso por correntes nesse inferno, por um instante eu vi a luz de esperança mas ela se fechou porque eu mesmo a neguei. Não tenho forças, eu não vou conseguir mudar, eu cansei de tentar. S/N é um motivo, na verdade o único motivo, mas eu sou fraco, reconheço, não posso ser egoísta prendendo ela ao meu lado, sei que ela só se machucará se resolver me amar, eu não posso. Não posso. Me nego a deixar ela triste de novo, eu amo mas a verdade é que não fomos feitos um para o outro, nem aqui, nem em outra vida. Eu adoraria dizer assim como os mais românticos dos escritores que eu a procuraria e a amaria em outra vida, porém sei que nada me dará outra chance pois eu já feri a muitos nessa vida.

Minha agonia é rompida ao ouvir a porta se abrir, por algum fato curioso era Jin.

Jin - Taehyung? - disse se sentando à minha frente.

Engoli seco confuso, mas é preferível ele do que qualquer delegado babaca.

- Não sabia que era policial nas horas vagas… - murmurei e ele riu um pouco.

Jin - Não sou, apenas vim ver como você está… E parece que está péssimo - encostou-se na cadeira.

- Apenas disse o óbvio… - suspirei

-

Jin - Você recebeu uma denúncia anônima. A pessoa ligou para polícia, investigaram o seu caso e viram que… A licença que estava com a S/N era falsa, o seu período de tratamento ainda não estava cumprido. Resumindo, é como se você tivesse ‘’ fugido da cadeia’’. É, eu sei, é muito para se raciocinar - disse simples e eu franzi o cenho ainda mais confuso, como assim a licença era falsa? O próprio Hwang falou sobre ela comigo, foi ele que recorreu à justiça e conseguiu.

- Mas a licença é verdadeira - disse convicto

Jin - Eu também pensava que era, até a polícia dizer o contrário. A sorte é que você é reconhecido como um paciente não como um criminoso, mesmo assim recebe o título de ‘’ ameaça a segurança pública’’. Vai voltar para a clínica amanhã cedo…

- Tudo bem… - respirei fundo - Eu não esperava sair de lá mesmo…

Jin - A S/N pode perder a CRM

- O que? Por quê? - gritei assustado - Ela não fez nada de errado

Jin - Não é o que a polícia disse, foi ela que te tirou de lá. E não, o Hwang não é o culpado. Mas não se preocupe, eu consegui resolver isso, ela ainda será psiquiatra

- Que susto… - fechei os olhos, por um momento senti como se eu tivesse acabado com tudo.

Jin - Mas ela vai precisar sair da clínica, e ir para outra…

‘’ Ir para outra’’ foi como um terremoto em meu coração. Eu nunca mais a veria, ele praticamente disse isso. Essa história não faz o menor sentido, e agora ela sairá de lá?

Jin… Mas… Isso é totalmente injusto e…

Jin - Vocês estão juntos, não é? - perguntou diretamente

- Por que quer saber?

Jin - Já sabia… Ela já errou se relacionando com um paciente - suspirou passando a mão sobre os cabelos - Você não pode sair de lá, pois é onde a justiça colocou você para cumprir a pena, e ela não pode ficar lá, o ‘’ relacionamento’’ de vocês acaba aqui - disse irritado - Você não pode simplesmente se concentrar em você? Por que agora quer namorar alguém? Ainda mais a S/N?

- O que você quis dizer com ‘’ ainda mais a S/N’’? - perguntei confuso, Jin está alterado, acho que estou entendendo, ele gosta dela.

Jin - A S/N é muito imatura, é óbvio que ela se apaixonaria por um rosto bonito como o seu. Você deveria ter negado os sentimentos dela, ou acha que vai conseguir se casar com ela estando em uma clínica? - jogou suas palavras tomado pela raiva.

Eu não tinha o que dizer, ele tem razão, eu deveria ter negado os sentimentos dela. Entretanto, ela não é imatura, e tenho certeza que ela se apaixonou por quem eu sou e não por um rosto, aliás, eu estou acabado.

- O que você pretende? Que eu termine com ela para você poder ficar com a S/N? - O olhei sério.

Jin - Não disse isso, mas você deve e vai terminar com ela, pelo próprio bem dela. Veja, só faz dois meses que vocês se conhecem e olha o tanto de problema que já aconteceu, ela quase perde o emprego dela por sua causa. Você tem noção do que é perder a medicina? Dez anos de faculdade, dez anos de lágrimas e um sonho indo por água abaixo por causa de um paciente que não soube se controlar - gritou

- Eu… Eu vou terminar com ela… - sussurrei com meu coração partido


Notas Finais


Parte 1 do Capítulo " Palavras mentem";
Capítulo não revisado;


Espero que não tenham chorando, porque eu estou morrendo por dentro com meu próprio capítulo....
Creio que o próximo já sai hoje


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