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História It's You. - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Ooie, pessoal! Voltei com mais um Capítulo! 🥰

E queria agradecer aos quatro novos favoritos! 💖🤭Vcs são uns fofos!

Ah, espero que gostem desse capítulo! Ei tava meio sem criatividade para ele, mas eu gostei bastante! 🥰❤

Bjs 💋💋

Capítulo 17 - Assumir ou não?


Fanfic / Fanfiction It's You. - Capítulo 17 - Assumir ou não?


Primeiro, achei que Sebastian ia acabar tendo um derrame ou um infarto. Ele ficou imóvel no sofá, me encarando com os olhos esbugalhados e a boca aberta. 


-Sebby? Você está bem? 


-Grávida?! - Sebastian passou a mão pelo rosto, até o cabelo e voltou a me encarar. - Como isso aconteceu? 


Abaixei a cabeça, encarando minhas unhas e tentando controlar a vontade de chorar. 


-Eu... Acho que o anticoncepcional falhou. 


-Mas a gente transou sem camisinh...? - Ele balançou a cabeça. - Ah, deixa! Lembrei! 


-É... 


Ficamos em silêncio. Me virei para ele e segurei as duas mãos de Sebastian, encarando ele no fundo dos olhos. 


-Eu vou entender, Sebby, se um bebê não estiver nos seus planos. Não vou te obrigar a ser pai, ou... 


-Brooke, pelo amor de Deus! 


-Não, Sebby. Eu tô falando sério! Me escuta! - Vi Sebastian assentir. - Eu sei que todo mundo me falou que você tem obrigação de assumir, mas... Você já foi pai obrigado uma vez e eu não vou forçar você a ser de novo. Eu tenho condições psicológicas, financeiras e familiares de criar esse bebê sozinha. Foi um acidente e eu levei um susto enorme quando vi o positivo, mas vou entender se quiser sair por aquela porta e nunca mais falar comigo. 


Sebastian ficou em silêncio. Depois, esfregou o cabelo e apoiou os cotovelos sobre os joelhos, encarando a porta. 


Desviei o olhar. Sebastian se ajeitou no sofá e puxou meu rosto até que meus olhos tivessem nos dele. 


-Esse bebê é meu? Tem certeza? 


-Absoluta. - Afirmei, segura. - Como eu disse, tem no mínimo seis meses que eu não tenho outro parceiro sexual sem ser você. 


Sebastian assentiu e começou a sorrir. Franzi a testa sem entender. Uma das mãos dele saiu do meu rosto e parou à centímetros da minha barriga. Continuei olhando para ele. 


-Eu posso? 


Levei um tempo para entender o que ele queria dizer, mas acenei que sim, levando a mão dele à minha barriga. Eu ainda estava assustada e confusa, afinal, ele não ia mesmo sair correndo? 


-Ainda não dá para sentir nada, Sebby. Só esse volume aqui... Mas é pouco, tem só onze semanas


-Mas já está aqui, ué. - Sebastian sorriu largo, quase chorando. - Isso é...? 


-É, é ele. - Confirmei, sorrindo de volta. - Você está sentindo? 


Sebastian assentiu e vi algumas lágrimas rolando pelo rosto dele. Estiquei minha mão e o puxei para mim. 


Ficamos quietos, em um abraço nervoso, ao menos da minha parte. 


Sebastian me encarou e foi a vez dele segurar minhas duas mãos, as beijando. 


-Agora você pode me escutar, Brooke? 


Assenti.  


Ele se ajeitou no sofá e puxou minhas pernas para cima do colo dele, fazendo carinho nos meus joelhos, enquanto abria e fechava a boca, sem saber, exatamente, o que dizer. 


Então, ele respirou fundo, observando Sirius subir no sofá e se esfregar no braço dele. 


-Brooke, você não vai criar esse bebê sozinha. Olha para mim. - Obedeci. - Eu quero ter esse filho com você. Não só porque eu fiz, mas... Porquê você é importante para mim, Boo. E se veio, então... 


Ele suspirou de novo, sorrindo. 


-Quero dizer, eu não estava planejando ser pai de novo e nem achei que seria de outra pessoa além da Claire, mas eu já tô todo animado para conhecer ele e... 


-Tem certeza, Stan? - Perguntei, segurando a mão dele. - É muita responsabilidade... 


-E eu não sei? - Sebastian riu e eu tive que agompanhar a risada dele. - Pelo menos, você vai ter alguns meses para se preparar para ser mãe. Vai conhecer o bebê, ver os primeiros passos, as primeiras palavras, conhecer a personalidade... 


Esfreguei o braço dele em um carinho. Sebastian apoiou a cabeça no meu ombro e ficou brincando com a minha mão. 


-Eu tive que aprender do dia para a noite o que cada choro significava, como distrair uma criança, o que ela comia, assistia, brincava... Eu nunca tinha visto a Claire e horas depois, eu estava saindo da minha cama para ela dormir e indo no mercado, comprando vários potes de danone... E tentando interagir com uma criança que levou quase um mês para falar comigo. 


-Você ficou com raiva? - Perguntei. 


-Da Anne, sim. Da claire? Nunca! Ela nunca teve culpa, entende? Eu era um estranho... E ainda tive que lidar com a pergunta "Por quê eu não tenho mãe? A amiguinha disse que eu era estranha porquê não tinha mãe..." - Pausa. - Como eu ia explicar que a mãe dela sumiu no mundo? 


Sebastian virou para mim e nos encaramos nos olhos. 


-Eu sei a dificuldade de criar uma criança sozinha. Eu nunca vou deixar nenhuma mulher criar um filho meu sem a minha presença. Especialmente, você. Somos amigos, Brooke. Não tanto porquê ainda estamos nos conhecendo, mas eu realmente adoro você! De verdade! 


-Eu também gosto muito de você. - Admiti. - Então, você quer? 


Ele não pensou nem dois segundos antes de sorrir e me abraçar, com força. 


-Eu quero, sim! - Sebastian começou a rir. - Eu não acredito... Eu vou ser pai! Caramba! Você sabe o sexo? 


Neguei e comecei a explicar tudo que a obstetra tinha dito quando fui fazer o ultrassom. Peguei de dentro da minha bolsa para mostrar para ele e os olhos de Sebastian se encherem de lágrimas de novo. 


-É pequeno, né? 


Tive que sorrir com o sorrisinho bobo dele. 


-Como é a sensação? De estar grávida, sabe? É estranho? 


-É, sim. - Dei de ombros. - Até agora eu não senti nada por dentro porquê, como você falou, é pequenininho demais. Mas eu tenho tido muito enjoo e sono.  


-Interessante. - Ele parou e me encarou. - Seus irmãos já sabem? 


Assenti, levantando do sofá e o puxando para a cozinha, onde comecei a fazer um lanche. 


-Inclusive, o Jay disse que se você não assumisse, ele ia enfiar um buquê de flores você sabe onde. 


Sebastian deu uma risada e voltou a me encarar. 


-Então, o Chris também sabe? 


-O Anthony e o Paul também. - Suspirei. - Era por isso que eu estava com pressa de te falar, porquê o Paul podia dar com a língua nos dentes... 


Ele concordou e fez uma careta, olhando para meu sanduíche. 


-Não é meio cedo para você ter desejos de grávida? 


Dei de ombros, mordendo o pão. 


-Eu sempre comi pasta de amendoim com achocolatado. Quer? 


-Dispenso... - Ele sorriu. - Espero que você não queira comer flores! Se não, vou sair no prejuízo! 


Dei uma risada, enquanto ele começava a implicar com o que eu estava comendo. 




☆☆☆ 



Tinha sido um choque tão grande descobrir que Brooke estava grávida, que eu nem mesmo consegui a  interromper com aquele discurso sobre "ser muita responsabilidade e ela não querer jogar isso em cima de mim". 


Tudo bem, o que eu tinha dito foi verdade: Eu nunca deixaria ninguém criar um filho meu sozinha, mas... 


A Brooke é diferente. 


Eu, literalmente, a conheço dos meus sonhos e me apaixonei em pouco tempo. E agora, a gente ia ter um filho. 


Era surreal! Eu podia ter ficado com raiva, acusar ela de ter feito de propósito, podia ser um babaca... Mas eu nunca a magoaria dessa forma. 


Depois que passou o susto, acabei indo dormir com Brooke, na cama dela, mas dessa vez, não rolou nem um beijo. 


Acho que nenhum dos dois tinha psicológico para isso. Quero dizer... Como eu ia contar para minha mãe que engravidei outra mulher? E como a Claire ia reagir, já que ela não queria falar comigo? 


Seria tudo mais fácil se Anne não tivesse voltado sabe-se-lá do inferno que saiu. 


Revirei os olhos, me ajeitando na cama, enquanto mantinha Brooke perto de mim. Minha mão parou na barriga dele, de novo, enquanto eu sentia a suave curva da barriga. 


Mínima. Quase não dava para sentir. Mas da última vez que passei as mãos e a boca por alí, aquela curva não existia. 


Comecei a sorrir feito um idiota. Não éramos um casal, éramos amigos que iam ter um filho. Mas quem sabe, em alguns meses, isso não pudesse mudar? 


Eu encarava o teto, agitado demais para dormir, e usando a imaginação para imaginar o bebê. Será que seria outra menina? Ou, dessa vez, eu teria um menino? 


Será que ele ou ela ia gostar de mim? 


-Você está pensando em que? 


Estremeci de susto e só então, percebi Brooke brincando com a gola da minha blusa. Suspirei longamente. 


-No bebê. - Dei de ombros. - Na reação da minha mãe e da Claire... 


Brooke sentou de uma vez na cama, me olhando alarmada. 


-Ai, meu Deus! Eu vou ter que conhecer sua mãe, não vou? 


Assenti, sentando e segurando as duas mãos dela. 


-É a lógica, Brooke! Mas acredite, minha mãe é uma avó incrível e... 


-Não, não é isso! - Brooke respirou fundo e deu um sorriso nervoso. - É que.... O que ela vai achar de mim?! Eu só vi sua mãe de vista umas duas vezes, aí na primeira vez que você sai comigo, você some! E depois, eu engravido depois de passar meses fora e... 


-Brooke! - Dei uma sacudidela nos ombros dela, quando Percebi que ela ia entrar em colapso. Segurei a risada. -Calma, mulher! Meu Deus... Minha mãe é legal, ela vai adorar você. E não se preocupa, Brooke, ela não vai pensar nada que você tenha que se preocupar. Na verdade, eu garanto que sou eu que vou apanhar. Quer apostar? 


Brooke deu um leve sorriso. 


-Essa é uma cena que eu gostaria de ver. 


Ergui uma sombrancelha, o que fez Brooke rir e deitar em cima de mim de novo. 


-Eu tô fazendo tempestade em copo d'água, não estou? 


-Não, Boo. - Respirei fundo. - Você só está preocupada. É normal... 


Ficamos em silêncio novamente até que Boo tivesse dormido. 



Notas Finais


Tadinha da Brooke, toda nervosa e sem saber que ele tava amando! 🤣🤭💖👀

Ai, gente... A REAÇÃO DA DONA GEORGETTA QUANDO DESCOBRIR! KKKKKKKKKK Ainda bem que tenho essa cena já escrita! Eu ri demais! 💖👀🤣

Espero que tenham gostado!

Bjs 💋💋


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