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História It's You. - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Oooie, Pessoal! Cheguei! 🤭❤

Então, trouxe mais esse capítulo super especial que eu amo muito!

Ah, mas antes de deixarem vocês lerem o encontro, eu tenho que agradecer ao novo favorito, afinal, chegamos em 30 favoritos! 💖🤭

Muuuito obrigada! ❤

Podem ir ler! 💖

Bjs 💋💋

Capítulo 9 - O encontro.



Paramos a moto em um dos vários estacionamentos subterrâneos existentes em Nova York e, confesso, eu amei pilotar a moto dele. Mesmo que no início eu estivesse nervosa. 


Assim que chegamos na rua, nos entreolhamos e eu sorri para Sebastian. 


-Então... Eu piloto bem? 


Sebastian sorriu e concordou com a cabeça. 


-Olha, eu fiquei impressionado! Você tem mais algum talento escondido que queira compartilhar? 


Dei uma risada e dei de ombros. 


-Até tenho... Mas só revelo de você me contar algum. 


Sebastian começou a andar entre as pessoas, coçando a nuca e pensando. Segui ele de perto, o analisando e pensando na coincidência de nós dois estarmos vestidos de vermelho. 


Ele era bonito. Incrivelmente bonito. 


-Olha, eu tenho dois talentos que quase ninguém sabe. 


-Quais? 


Sebastian me esticou o braço para a gente atravessar a rua e eu aceitei, sentindo por baixo do casaco os músculos do bíceps contraídos. 


-Um: Eu cozinho muito bem e gosto, até. É quase terapêutico. E é por isso que acabo cozinhando uma vez na vida e outr na morte! 


Sorri. 


-Vai ter que cozinhar para mim para eu ver se é verdade! 


Sebastian riu e concordou. 


-Claro. O que você gosta de comer, Boo? 


Informei meus tipos de comida preferida e ele prometeu, um dia, fazer uma lasanha ao molho bechamel com brócolis. 


Continuamos caminhando sem rumo aparente. 


-E o outro? - Questionei. 


-Que outro? 


-O outro talento... 


Ele assentiu e ficou vermelho. 


-Ah... Não é bem um talento. É mais um hobby. Eu fazia muito quando era mais novo, mas... Sei lá... Depois que a Claire apareceu, eu não desenhei mais... 


Parei e o encarei, surpresa. 


-Ai, caramba! Você desenha?! 


-Desenho. - Sebastian usou a mão livre para coçar a nuca, meio constrangido. - Não é tão incrível quanto parece... 


Neguei e o puxei para perto de uma barraquinha de cachorro-quente. O cheiro estava enlouquecedor e eu não tive tempo antes de vir para comer nada. 


-Como assim não é tão incrível?! Eu sempre quis desenhar, mas nem pintar dentro da linha decentemente eu sei! Você desenha o que? Flores? 


A careta que Sebastian fez me fez dar uma risada alta e aguda e todas as pessoas da fila olharam para mim. Ele negou com a cabeça e suspirou, me encarando de frente. 


-Digamos que... Flores são a única coisa que não desenho! Pelo amor de Deus! Também não sou nenhum "fado" das flores! -Ele fez uma pausa, rindo. - Quero dizer, a Claire achava isso com quatro anos... Mas, enfim... Digamos que eu desenho tudo! 


Pegamos os cachorros-quentes e eu fiz questão de pagar a minha, mas Sebastian foi mais rápido, então, paguei para nós dois o refrigerante. Chegamos para o lado e o encarei. 


-Qualquer coisa? 


-É... 


-Você me desenharia um dia? 


Sebastian engasgou tão violentamente, que chegou a ficar roxo. Consegui fazer ele beber o refrigerante e dei um tapa tão forte nas costas dele, que a salsicha saiu voando de dentro da boca dele. 


Isso me fez ter um ataque de risos durante algum tempo, e no fim, ele estava rindo também. 


Um sorriso meio tímido, mas fácil e bonito. 


-Olha... Eu vou te desenhar, tá? 


-Quer que eu marque um dia para isso? - Perguntei, interessada. 


Ele negou e olhou nos meus olhos. Tão intensamente, que eu perdi o ar dos pulmões. 


-Eu não preciso te olhar para te desenhar, Brooke. Eu sei cada traço seu de cabeça... 


Arregalei levemente os olhos. Ele riu, ficando vermelho. 


-É que eu tenho memória fotográfica, Boo! Não sou psicopata, eu juro! 


Comecei a rir e soltei o ar, sentindo meu pescoço esquentar. 


-Isso não é o que um psicopata diria? 


Ele deu de ombros. 


-Talvez... 


Começamos a rir e voltamos a caminhar pelas ruas, devagar, mas sempre conversando. 


Ele era uma pessoa engraçada e legal de papo mesmo. Conseguia falar sobre qualquer assunto e o tornava interessante. Até mesmo fez com que ao descrever meu trabalho, ele parecesse mais importante e legal do que realmente era. 


Era claro que tinha muita coisa que eu queria perguntar ele. Muita mesmo. E parecia que uma noite só não daria. Afinal, quando percebi, já faziam duas horas que estávamos caminhando e conversando e nem as minhas pernas sentiram. 


Mas de qualquer forma, paramos para descansar próximo em um banco, próximo de uma banca de jornal, em uma rua mais calma. 


Percebi, quando sentamos, que meu corpo estava grudado no dele e essa proximidade não me incomodava nenhum pouco. Sebastian tinha o corpo quente e acolhedor. 


E era tão de boa, que quando apoiei a cabeça no ombro dele, a única coisa que ele fez, foi me abraçar pelos ombros e apoiar a cabeça na minha, sem interromper a fala sobre Claire. 


Eu estava completamente apaixonada pelo jeito que ele falava da filha. Dava para perceber, de longe, que ele a amava e que Claire era o orgulho da vida dele. 


Você encontra muitas mães falando assim dos filhos. Mas era muito raro encontrar um pai falando assim. Especialmente, um pai tão novo. Ele não tinha nem quarenta anos e no meio do ano, Claire já ia para a faculdade. 


Encarei ele, enquanto Sebastian suspirava e me olhava. 


-Você não vai me perguntar nada sobre a mãe da Claire ou como descobri que ia ser pai? 


Tentei não ficar vermelha, porquê eu já sabia. Só dei de ombros, catando um fiapo de linha inesxistente no joelho dobrado dele. 


-Se quiser me contar, tenho certeza que vai me contar agora, não é? 


Sebastian assentiu e suspirou, falando baixo.  


-Eu... Não costumo contar isso para as garotas que eu saio. Entende? Mas... Eu gostei de você. De verdade. E acho que você é confiável, não é? 


Acenei que sim. Fiquei quieta, esperando. Sebastian resumiu bem. 


-Eu e a Anne, que é a mãe da Claire, tivemos um caso de uma noite na faculdade. Depois, nunca mais nos vimos, mas eu "conhecia" ela dos corredores e de alguns amigos em comum. Vi que ela ficou grávida e até dei os parabéns... Depois, ela sumiu! 


Fiquei quieta, mas busquei a mão dele e sorri. Ele sorriu de volta e, por segundos, alternou o olhar entre meus olhos e minha boca. Depois, desviou e voltou a falar. 


-Aí, eu estava para voltar para Londres, indo fazer o último ano. Quando ela, simplesmente, apareceu na minha porta, com uma menina de quase dois anos no colo dizendo que era minha filha. A gente teve uma briga feia que fez Claire chorar e, enquanto eu fui dar atenção a ela, porque me senti mal de fazer ela chorar, a Anne saiu da minha frente, entrou em um carro e sumiu no mundo. 


Meu queixo caiu de novo. Eu não sabia que tinha sido exatamente assim. 


-Jura? 


-Mas... A Claire acha que ela morreu. - Sebastian deu de ombros. - Foi mais fácil falar isso para ela do que explicar que a mãe dela a abandonou só com a roupa do corpo. 


-Você fez o teste de Paternidade? 


Sebastian me encarou e sorriu. 


-Fiz, é claro! Mas... Quando ela chorou e eu me desesperei, eu já sabia que ela era minha filha. E no tempo que levou para ficar pronto, se ela não fosse, eu teria adotado ela.  


Sorri toda boba. 


-Jura? Mesmo? Você adotaria ela? 


-Adotaria, sim... Por quê? 


Encarei ele e sorri. 


-Eu sou adotada. Minha irmã e meu irmão também. 


O queixo dele caiu. 


-Sério?! Nossa, eu não sabia... Que legal! 


Concordei e comecei a explicar que fui abandonada na porta de um orfanato com mais um bebê, que ninguém sabia se era meu irmão ou não. Eu era loira, ele moreno... 


Mas ele morreu de pneumonia meses depois e eu contei sobre como meus pais apareceram e se apaixonaram por mim no mesmo segundo. 


Acho que cheguei a me emocionar um pouco demais, relembrando meus pais. Especialmente, meu pai que já tinha falecido. 


Sebastian sorriu para mim, ternamente, e enxugou as lágrimas que não percebi que caíram. 


-Eu adoraria um neném, sabe? - Sebastian comentou. - Se eu já não tivesse a Claire... 


Dei um sorriso e apoiei de novo a cabeça no ombro dele. 



☆☆☆ 


Eu não fazia idéia porquê eu tinha contado aquilo tudo para a Brooke, mas... 


Ela me deixava confortável e eu gostava muito da companhia dela. Não era só por querer beijar aquela boca desenhada, e isso eu queria muito, a noite toda. Ma porquê ela era leve, divertida, me inspirava confiança. 


Olhei para o relógio e percebi que já eram onze horas da noite. Ainda tinha muito movimento em Nova York, afinal, essa é a cidade que nunca dorme. 


Mas eu tinha que conferir se estava tudo sobre controle na loja, antes de decidir ficar mais um pouco. 


-Desculpe, se importa se eu ligar...? 


-Claro que não! - Brooke sorriu. - Vai em frente! 


Sorri de volta. E me afastei um pouco para poder ligar sem ter o risco dela escutar alguma piadinha. 


Falei com Anthony e com Amber. Eles tinham fechado a loja dez minutos antes e já estavam preparando a janta. Depois, Anthony ia ajudar ela com o dever de matemática e eles iam assistir um filme parar dormir. Suspirei, aliviado.  


Desliguei minutos depois, e voltei para o lado da Brooke. Acabamos conversando mais um pouco, mas fiz questão delevar ela para casa assim que percebi que ela escondeu um bocejo. 


Dessa vez, fui eu que dirigi a moto e nem ia sair dela, ia só esperar ela entrar no prédio, mas confesso que levei um pequeno choque quando ela veio se despedir de mim e perguntou, com a voz bem leve: 


-Você quer entrar, Sebastian? 


-Entrar? 


Ela se aproximou um pouco de mim e eu confesso que fiquei nervoso. Especialmente, quando percebi que ela também estava um pouco nervosa. 


-Ah... Boo, você quer ficar comigo, é isso? 


Observei ela ficar completamente roxa e recuar uns dois passos, falando rápido. 


-Ah, não precisa! Quero dizer... Eu achei que... Bem, não, eu só... Ai, meu Deus! Que vergonha! 


Brooke tampou o rosto com as mãos e eu só consegui rir. Pulei da moto e encarei ela, puxando os pulsos de Brooke para fazer ela olhar para mim. 


-Brooke, escuta... 


-Desculpe! Eu não queria parecer uma tarada ou aproveitadora ou sei lá... É só que eu achei que você queria e... 


Me peguei sorrindo idiotamente, pensando no quanto ela era fofa. Suspirei e a fiz olhar de novo para mim. 


-Hey, olha... Eu juro que não estou pensando nada a não ser que você é muito fofa e que eu queria muito entrar agora e te dar uns beijos... 


Ela me encarou, meio assustada, talvez. Continuei falando. 


-Mas é que se eu ficar ou dormi com você, vamos ter que parar de nos vermos e... 


-Por quê? - Ela perguntou. 


Respirei fundo. 


-Eu fui honesto, Boo. Eu gostei muito de você, como amiga. Mas não posso negar que tô louco para te beijar! O problema é que eu não quero que você crie expectativa e se machuque porque se você se apaixonar, a chance de eu me apaixonar também é mínima! 


Brooke suspirou e me encarou, menos constrangida. 


-E se eu prometer não me apaixonar? 


Respirei fundo. 


-Boo... 


-Eu também não quero nada sério, Sebby. Eu tenho aversão à relacionamento, sabe? Mas não posso negar que você é muito atraente e que eu também quero beijar você. 


Encarei ela. E a puxei pela cintura. 


-Sem se apaixonar? 


-Sem se apaixonar. 


-Continuamos amigos depois de tudo? 


-Continuamos. 


-Só uma única vez? 


-Só essa vez. 


Encarei a boca dela e ergui o olhar de novo. 


-Só beijo ou...? 


-Por quê você não descobre? 


Sorri.  E a puxei mais ainda pela cintura juntando minha boca à dela. 





Notas Finais


Eita, gente... Descobrimos um pouco mais sobre o Sebastian e, especialmente, sobre a mãe da Claire! 🙂😬

E a Brooke pedindo para o Sebastian desenhar ela, sendo que ele tem vaaaarios desenhos dela em casa? 🤣🤣🤣🤦🏻‍♀️

Agora... Esse final? Vocês já esperavam, né? 🤣🤣🤣 Cês acham que vai ter hot no próximo capítulo? 😏🤭

Espero vocês nos comentários e no próximo capítulo! ❤

Bjs 💋💋


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