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História I've Been Thinking About You (TodoDeku) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Vamos vir as minhas desculpas kkk Entt eu tive uma leve crise terça e não consegui mandar o capítulo e ontem eu passei mal, ent só consegui terminar o cap hj

Sorry :')

Eu ainda não revisei o cap, ent desculpe pelos erros e boa leitura

Capítulo 8 - Capítulo 8


 O cocheiro ouviu o barulho de Haru caindo em cima de um conjunto de folhas e se levantou por um momento para ver o que havia causado o barulho. O homem parou imediatamente a carruagem, puxando as rédeas dos cavalos. Ele bateu freneticamente na porta da carruagem, estava preocupado com as formalidades mas não teria tempo para amarrar os cavalos na árvore mais próxima e ir correr até Haru. 

    Todoroki se assustou com as fortes batidas na porta, mas não demorou nem um segundo para abrí-la e descer da carruagem para ver o que estava acontecendo e sua emergência. 

— Senhor Todoroki, olhe para lá. 

     O homem, ainda confuso, ergueu seu olhar ainda mais e olhou para a direção que o cocheiro havia indicado. Haru estava no chão e a chuva estava começando a pingar com mais força. 

    Ele se inclinou para frente e correu rapidamente até o garotinho. Ele pegou Haru no colo e colocou sua mão em sua testa, ele estava muito quente e febril, o que explicava a vermelhidão em seu rosto. Todoroki levantou um pouco a cabeça do garoto e viu algumas manchas vermelhas em suas luvas de tecido marrom, seus olhos se arregalaram e ele se levantou em um sobressalto, ainda com o filho em seus braços. 

— Koda, iremos voltar para casa imediatamente. 

— Já andamos mais da metade do caminho, seria melhor terminar e arrumar um médico próximo a propriedade dos Midoriya. 

— Entendi. 

     Todoroki parou um segundo para pensar, não poderia se dar ao luxo de gastar seu tempo pensando, seu filho precisava urgentemente de ajuda médica. Então ele se aproximou do cocheiro e lhe entregou seu filho, desamarrou um dos cavalos da carruagem e subiu nele. 

— A carruagem irá me atrasar. Koda, pode voltar para casa e depois voltar para buscar a carruagem, se ela ainda estiver aqui no meio da estrada.

— Não prefere que eu fique aqui e espere por ajuda? 

— A chuva está começando a engrossar, faça como quiser. 

— Ficarei. 

— Tentarei mandar algum dos empregados de senhor Midoriya para ajudá-lo. 

— Certo. 

     Koda ajudou Todoroki a colocar Haru em cima do cavalo, a sua frente, com a cabeça enfaixada de forma improvisada com o pano de seu traje. Todoroki agradeceu com um aceno de sua cabeça e avançou com o cavalo, deixando o cocheiro para trás. 

     Todoroki segurava a crina do cavalo com uma de suas mãos e com a outra abraçava Haru para que ele não escorregasse e caísse.

    A chuva estava cada vez mais forte, Todoroki havia cobrido Haru com seu casaco antes que ficasse ainda mais e mais forte. Sentia os pingos caindo em seu corpo e causando um leve desconforto em suas costas pela força com que caiam. 

     Podia ouvir o barulho da lama ao cavalo passar rapidamente por cima, um tronco cair no chão ao longe e algumas trovoadas que tremiam o céu. O céu não estava muito escuro mas as nuvens escuras como a fumaça mais densa estava tampando tudo que podia se ver ao longe do horizonte. 

    Não poderia se distrair e continuava olhando firme para o caminho que teria que percorrer, uma hora a mais pela carruagem seria diminuída se continuasse em seu ritmo. Tinha que tomar cuidado, qualquer movimento errado que fizesse, poderia assustar o cavalo e cair junto de Haru, não se perdoaria se algo acontecesse ao seu amado filho. 

    Ele avistou uma grande casa um pouco longe e não hesitou em direcionar o animal para lá, não sabia se era a casa dos Midoriya, nunca prestava atenção quando viajava mas tão pouco se importava de quem seria a casa, precisava encontrar um médico, imediatamente. 

    O corte na cabeça de Haru era pequeno, pouco sangue saia mas ainda estava saindo sangue. Todoroki estava nervoso e desesperado, seu filho estava em perigo e tentava não pensar em todas as coisas negativas que poderiam acontecer adiante, uma tarefa impossível. 

    Ele passou pelo portão da frente da casa que estava aberto e foi atendido por alguns homens de roupas simples, empregados da casa. 

— Quem é o senhor? — Um dos homens perguntou. 

— Cala-te — O outro sussurrou — Senhor Todoroki, é um prazer lhe ver. Gostaria de conversar com a senhora Midoriya? 

— Eu estava passando por perto, meu filho se acidentou. Preciso urgentemente de um médico — Ele respondeu, cansado. 

    Os empregados trocaram algumas palavras rápidas entre si e ajudaram a descer Haru do cavalo e o carregar para dentro da casa. Todoroki desceu do animal e o entregou para um dos empregados que estava reclamando sobre a chuva enquanto limpava um pouco da lama na barra de sua calça, devido ao cavalo ter balançado suas patas e jogado um pouco de lama nas roupas do homem. 

    Os homens acompanharam Shoto até um dos cômodos da casa, colocaram Haru sob a cama e saíram apressados afirmando que iriam voltar com um médico ou alguém que pudesse ajudar, além de avisar sobre os repentinos convidados para os donos da casa, a família que não tinha nem ideia da história entre Todoroki e Midoriya, talvez fossem negar ajuda se soubessem, mas este era um questionamento para outra hora e ocasião.

     O pouco sangue que ainda estava no tecido envolto em sua cabeça manchava o travesseiro com a rubra cor de sangue, o sangue cor de rosas e rubis. A cor da luta, da guerra, mas também do amor. A luta por um amor? Todoroki não tinha tempo para passagens poéticas, pensava sobre como seria a recuperação de Haru. 

     Segurava as mãos do garotinho, ele estava se tornando cada vez mais pálido, quase totalmente branco, como os inúmeros tecidos do vestido de uma pura mulher indo em direção ao altar. Branco, a cor da pureza, como uma criança. Branco, a cor do nada, um vazio morto. 

     Ao passar de alguns instantes, os empregados voltaram com um outro homem que foi dito como um médico que estava trabalhando em algumas pesquisas na casa dos Midoriya, por ser amigo da senhora de cabelos esverdeados. Ele começou a olhar a cabeça de Haru e pediu para que Todoroki deixasse o quarto junto dos outros empregados, restando apenas alguns que o ajudariam e o próprio médico, obviamente.

     O homem de cabelos bicolores se sentou em um banco que havia ao lado da porta do quarto e encarou a parede à sua frente, branca e vazia por cima e com adereços dourados em baixo. Ele encarou um vaso dourado com uma grande planta dentro, ela caia para baixo mas era verde, viva. Nascera para baixo, mas estava forte como se houvesse estado em cima em algum momento e sentia falta da sensação, apesar de ainda ter a esperança que a sustentava para continuar com seu ardor e cor penetrante, vibrante. 

     Todoroki estava ansioso, precisava saber se seu filho estava bem e se ficaria bem. Não podia perdê-lo, com certeza enlouqueceria. Não deveria pensar sobre isso, deveria parar de imaginar futuros cenários desastrosos, mas não podia controlar-se, ele temia o pior e sempre o temeu.

     Ele tinha medo do futuro. O futuro tinha um espírito astuto e sorrateiro, se fosse o descrever, provavelmente, ele seria uma raposa. Uma raposa que diminuísse e aumentasse de tamanho de acordo com as consequências dos problemas. O futuro era consequências, sempre foi. Entretanto, no fundo de seu âmago, desejava que as consequências sumissem por um instante e tudo o que lhe sobrasse para o futuro fosse mudança. Mudança de quem um dia havia sido e fora se tornar.

     Ele não era um caçador, não um daqueles que já experientes poderiam matar os animais rapidamente, sem ousar sentir remorso, afinal precisava de comida para sobreviver. Ele era covarde demais para manusear armas, covarde ainda mais para tentar ao menos acertar uma raposa. 

     Então seu futuro era vegetativo, não andava nem mexia, pouco se sabia se pensava. Era como uma planta caída em um vaso no canto do corredor encostada na parede, incerta de que estaria morta pela manhã por negligência de alguém ou se ela mesma deixasse de tentar se erguer com suas madeixas para cima. Mas agora, Haru estava sofrendo por negligência e negligência de seu próprio pai. 

     Shoto estava se culpando, mais do que nunca. Nunca havia sido um bom pai e tinha vergonha de relembrar sobre o seu passado. Sua mente era como um labirinto com a saída vedada, sempre indo para o mesmo lugar e  repetindo o contínuo ciclo. Sua mente o inclinava para a vergonha e decepção. Era um homem sem direito até a pena, abandonou seu filho. Sua responsabilidade era ao menos se preocupar em dar-lhe de todo o bom, todo o melhor e com algumas restrições, curiosidade era a chave para o saber mas também a entrada que acessa a loucura. 

     Estava cansado, muito cansado. Seu corpo pesava para o lado, queria repousar sua cabeça, deveria ter sido por conta da viagem. Suas pernas doíam e seus dedos estavam machucados, correndo apertando o cabelo do cavalo que friccionava e machucava sua pele. 

     Seu coração estava acelerado, tão acelerado quanto o cavalo em que veio. Não conseguia pensar muito bem e se concentrar em apenas um pensamento, pois de tanto pensar lhe doía a cabeça e nada fazia sentido para ele. Tantos pensamentos para pouco tempo, resultaram em um grande nada que não se concluía. O vazio não tinha conclusão, ele era apenas vazio e seguiria, vazio.

     Já não sabia se a água que escorria de seu rosto era por conta de tanto suor ou apenas a água que havia lhe encharcado durante a forte chuva. Ele estava com as mãos mais frias e elas estavam molhadas. Molhadas em sua palma por seu suor, era nervosismo, lhe embrulhava a garganta, prendia-lhe a mente e punia tua alma. 

     Sua boca estava seca e ele engolia sua saliva com certa dificuldade. Foi-lhe entregue por um dos empregados um copo com água e toalhas para se secar. Apontaram para o quarto ao lado e disseram ter providenciado um banho quente e já informado os anfitriões sobre sua presença. Ele se levantou, um pouco tonto e foi se lavar. 

    Haviam algumas roupas postas ao seu lado, então ele se esticou, pegou e colocou-as. A roupa lhe coube perfeitamente. Um casaco de coloração verde lhe lembrou sobre o motivo da viagem, mas nem conseguia mais pensar nisso, estava somente pensando em Haru. 

     Ele saiu do quarto, já com novos sapatos e se deparou com o homem de cabelos esverdeados que o olhava receoso, ele estava acompanhado por duas mulheres, ambas com o mesmo cabelo e olhos, Todoroki reconheceu Inko imediatamente, então presumiu que a outra mulher fosse a tia. 

     Eles se aproximaram e se cumprimentaram. Izuku não conseguia levantar a cabeça e olhar nos olhos do homem de cabelos bicolores, ele olhava para baixo e estava indeciso sobre continuar tentando se distrair brincando com seus dedos ou tentar levantar a cabeça e baixá-la logo em seguida. 

— Eu agradeço imensamente por terem me ajudado.

— Claro que ajudaríamos, o senhor estava vindo para ver Izuku, certo? — Inko perguntou com um sorriso simpático.

— Exatamente, não havíamos encerrado nossos assuntos e gostaria de me desculpar se por acaso tiver feito algo que não o agradou.

— N-não, você não fez nada de errado… — Midoriya disse ainda olhando para baixo.

— Podem resolver estes assuntos depois, no momento é impertinente pensar sobre. Devemos esperar saber sobre o pequeno Haru — Inko rebateu.

— Concordo. 

     Todoroki encarava a porta de madeira do quarto ansioso. Estava com medo sobre o que o médico falaria, todavia estava pronto para assumir a responsabilidade que tinha por ter sido descuidado e não ter esperado Haru entrar em casa antes de partir para sua longa viagem. Não podia imaginar sobre como o garotinho havia se sentido e muito menos como estava se sentindo. 

     Tinha medo do que poderia acontecer e admitia isso. Se perdesse seu filho, toda a sua esperança no futuro iria junto. Ele não podia perder Haru, não deixaria que seu querido filho partisse naquela situação, não queria que fosse o culpado. Ele gostaria de encontrar algo para depositar a culpa, o futuro incerto e amedrontador, o passado que lhe corroía a alma e machava suas mangas, o presente que continuava assombrado pelo passado e que não conseguia seguir em frente. Ele estava começando a melhorar, a seguir em frente, não poderia perder tudo. 

    Seu filho era seu mundo e sua vida dependia disso. Ele era tudo que Todoroki precisava ver quando se afundava na escuridão de sua mente e tentava fugir da realidade, a última e vívida lembrança de sua mulher, a pessoa que conseguiu o reerguer de sua profunda falta de esperança, Haru havia o motivado para correr novamente atrás de um motivo para continuar andando sobre a terra, um eterno viajante das experiências.

     Ele amava seu filho e não suportaria vê-lo partir, partiria junto e não haveria nada no mundo que pudesse o impedir. Durante anos sentiu-se desgosto pelo pai que havia se tornado, por ter abandonado Haru em grande parte de sua infância. Se sentia culpado por não ter sido tudo o que Haru merecia, ele não havia sido um péssimo pai, mas não era um pai excelente. Ele sabia que não poderia ser perfeito, não existe perfeição se tratando de vidas humanas, mas ele sentia que tudo que Haru merecia não conseguia nem ser preenchido pela palavra perfeição, a palavra lhe soava pequena demais.  

     Não conseguia parar de arranhar o seu braço, menos sob a manga de seu casaco. Ele precisava fazer algo, precisava que alguém fizesse algo. Seus olhos estavam lutando para se manterem abertos, ele estava tonto, sua visão já estava começando a embaçar, estava prestes a desmaiar. Ele passou a mão por seu rosto e apertou um pouco seu cabelo. 

     Os olhos de Todoroki se arregalaram ao ver a porta se abrindo e o médico saindo do quarto junto dos outros empregados, estes que foram andando após cumprimentar as outras pessoas presentes, deixando os Midoriya junto de Shoto e o doutor. 

— Senhor Todoroki, sobre seu filho — Ele parou por um momento — Tentamos tudo que estava ao nosso alcance, el- 

— ...Poderiam me dar um momento?... — Todoroki olhou para os presentes.

— Eu te acompanho… — Midoriya olhou para cima. 

— Não precisa, eu gostaria de ficar um pouco sozinho. Me perdoem pelo inconveniente… 

— Fique à vontade — A tia de Midoriya concordou. 

— Eu agradeço. 

     Todoroki se afastou pelo corredor e começou a andar sem rumo pela casa. Ele estava perdido. 

     Ele olhou para cima e refletiu por alguns segundos antes de desabar no chão. Ele caiu de joelhos sob o carpete vermelho, olhava para o teto como se estivesse esperando por algo. Ele estava perdido. Seus olhos estavam molhados e suas mãos tremiam. 

    Estava desamparado e desesperado. Havia realmente perdido seu filho? Seu adorável e alegre, Haru? Ele era responsável pela morte de seu menino...Ele havia levado seu filho à morte por um descuido irresponsável. 

    Todoroki estava perdido e isso se repetia em sua cabeça e ecoava por sua mente. Ele estava perdido. Ele não poderia viver em um mundo sem a presença da única pessoa que havia conseguido lhe salvar, ele não poderia viver sem seu filho, ele não poderia viver sabendo que agora estava sozinho. 

    Ele se abraçou e tentou chorar, gostaria de chorar até que toda a água em seu corpo se esgotasse, entretanto nada caia. Ele sentia seus olhos molhados, mas  seus pensamentos estavam se dissipando lentamente, estava perdendo seu raciocínio e sua vista ficando cada vez mais embaçada até seus olhos se fecharem e ele sentir pela última vez seu corpo apenas cair no chão. 

 

[...]

 

    Todoroki abriu seus olhos e estava em um jardim seco, rodeado de árvores inclinadas e mortas. Ele levantou o olhar e o céu estava escuro e limpo, nenhum sinal de nuvens, estrelas ou até mesmo da lua. Apesar de não haver um meio de luz natural, havia luz ao seu redor e ele podia olhar tudo e seus detalhes. 

     Ele se levantou com certa dificuldade e olhou ao seu redor, não havia ninguém. Ele cambaleou um pouco até começar a andar normalmente, estava sem rumo e a paisagem ao seu redor não mudava. Sempre as mesmas árvores, as mesmas plantas e flores secas e o mesmo chão rachado. 

    Ele fechou seus olhos por breves segundos apenas para poder pensar por um instante em algo e sobre o que estava acontecendo. Estava tendo um sonho lúcido? Estava morto? Poderia ter se matado e não se lembrava? 

    Quando Shoto abriu seus olhos olhou para seus pulsos e se assustou ao se deparar com correntes grossas que também prendiam seus pés ao chão. Ele andou para trás enquanto encarava as correntes ainda transtornado e pasmo. De repente estava caindo em um buraco, ele bateu suas costas no chão e grunhiu baixo, pela dor. 

     Não havia nada em volta, tudo era escuro do mais profundo preto. A única luz que podia ver era da entrada do buraco que estava lentamente se fechando. 

    A abertura tinha se fechado completamente e tudo estava no mais lúgubre preto, havia cheiro de morte, o cheiro de melancolia que Shoto estava acostumado e que passava toda a sua vida ao seu redor. Ele sentiu um forte cheiro de sangue e isso o lembrou de Haru. 

     Ele colocou suas mãos em seu rosto, tampando seus olhos e sentiu algo molhar e escorrer por seu braço. Estava chorando e não conseguia parar. Ele passou longos minutos assim, chorando desesperado, minutos que pareciam longas horas, horas que pareciam anos, que pareciam uma eternidade. Estava cansado, porém as lágrimas não cessavam. 

    Ele viu algo brilhando ao longe e olhou para a direção da luz, ainda com lágrimas em seu olhar. Alguns pássaros passaram voando ao seu redor, pássaros pardos, cor de um velho pergaminho ou papel manchado de café. Eles rodearam Todoroki que tentou pegar um dos animais. 

    Os pássaros se afastaram e sumiram, deixando somente a antiga escuridão. O homem de olhos heterocromáticos suspirou melancólico, o ambiente subitamente se iluminou e ele sentiu alguém o abraçando. 

    Haru estava abraçando as pernas de Shoto, enquanto olhava para o homem com um sorriso largo em seu rosto.

— H-haru?...

— O que foi papai? Por que está chorando? 

— Você está bem...Que alívio— Ele arfou e sorriu levemente. 

— Papai, você tem que me deixar ir — Haru diminuiu um pouco o seu sorriso, mas não deixava de sorrir. 

— D-do que está falando? — Todoroki riu desajeitado.

— Você precisa me deixar ir. 

— Te deixar ir?...

— Não pode esperar sempre ser salvo e desistir sempre que não tiver alguém para te ajudar. 

— O que quer dizer?...

— Tem que aprender a me deixar ir. 

     Haru se soltou do abraço de seu pai e começou a andar para trás enquanto ainda olhava para Todoroki. Shoto tentou segurar o garotinho por seu braço mas atravessou, não queria deixá-lo, ele não poderia deixá-lo sumir. 

— H-haru, você não tem que ir. Eu não fui um bom pai para você, não é? E-eu posso mudar! E-eu juro que serei o melhor pai que eu puder...Só não me deixe…

— Eu não posso estar sempre aqui. 

— E-eu não estive muito presente, é isso? Eu vou mudar, vamos sair todos os dias para passeios. Eu juro que não vou ficar até tarde trabalhando e lerei algum livro para você dormir, todas as noites. Eu vou te abraçar todas as vezes que acordar de um pesadelo e eu nunca vou brigar com você novamente...Eu juro que vou fazer o meu máximo para que você fique ao meu lado. 

— Você não pode fazer isso, papai — Haru disse choroso.

— E-eu vou ser o melhor pai...Eu juro.

    Shoto iria correr até seu filho mas não conseguia se mover, as correntes estavam lá, mas não podiam ser vistas. Suas lágrimas não caiam e isso doía ainda mais. Haru estava cada vez mais longe, mas ainda podiam ouvir um ao outro.

— Você é o melhor pai.  



 

      


 

    

 

      


 

  

 



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