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História Ivory Shield - Capítulo 2


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Notas do Autor


Tá aí mais um capítulo dessa bela saga que me custa criatividade, atenção e os dedos.

Capítulo 2 - Etiqueta é essencial


Fanfic / Fanfiction Ivory Shield - Capítulo 2 - Etiqueta é essencial

Eu definitivamente estava paralisado com aquilo, já que eu nunca havia conhecido aquele homem direito, ele nos visitou alguns anos atrás e logo após esse tempo ele aparece e acha que pode me tirar da minha casa assim?. Com toda a indignação que em mim eu havia me levantado e olhado no fundos olhos daquele barbudo, bati na mesa e elevei minha voz ao máximo que poderia naquele momento.

—Eu não vou a lugar nenhum com você!! Você não vai me tirar dos meus pais, ESTA OUVINDO?!—Tolo, como eu era tolo, talvez aquilo que tenha causado linha ruína na época.

Como resposta o homem apenas se ergueu, se direcionou a uma das empregadas da casa e lhe disse algo que não pude escutar de jeito algum. Logo se voltou para mim e avançou com seus passos pesados e barulhento em minha direção, pegando assim o meu fino braço e me lançando contra a escadaria da casa, me fazendo atravessar seu estrado e me deparar com seus degraus de madeira clara e polida.

—Olhe como fala comigo rapaz, serei eu seu responsável durante longos anos, então não irei aceitar nada além de respeito, entendeu?!—Sua voz ribombante se espalhou por toda a casa como se fosse um trovão. Aquele era um general do exército?

Meu corpo praticamente se recusava a responder meus comandos, mantendo-se paralisado enquanto eu agonizava em dor. Ao longe aquele tanque de guerra vivo caminhava em minha direção com uma carranca bem presente, ele me erguia pelo braço, como se eu não pesasse nada.

—Aprenderá boas maneiras meu rapaz, nem que seja por mau. —Essas foram as últimas palavras que eu ouvi sair de sua boca, afinal eu havia desmaiado momentos depois disso.

.....

Acordei deitado no banco de uma das carruagens da família, estava totalmente vazia e eu estava totalmente desnorteado e confuso. Me lancei contra a janela para ver onde estava, e apenas encontrei neve e árvores sem folhas, “Iah!!!”, eu ouvia um grito do lado de fora, talvez fosse o cocheiro com o cavalo. E foi aí que eu me toquei que estava viajando para o interior, já que era a única possibilidade existente, amenos que meus país tenham mudado de ideia e me mandado para a casa de inverno que por coincidência também fica no interior do país. Por fim eu apenas havia desistido te tentar descobrir e me deitei novamente no banco e adormeci com a esperança de acordar em meu quarto e... Talvez ter a oportunidade de rever aquela bela garota.

Acordei com o ribombante grito daquele homem a quem eu deveria me dirigir como senhor ou Tio, já que no momento era meu responsável pelo resto dos tempos, ou até eu voltar pela casa. Ele me puxou com uma delicadeza que nem parecia ser aquele monstro que havia me lançado contra a escadaria da minha própria casa. Me ajudou a caminhar até uma colina próxima, ali eu notei que estava aonde eu tinha certeza que estaria, a casa de inverno da família, um enorme chalé feito de madeira de carvalho negro e pinheiros, tinha cerca de três andares e uma sacada logo de primeira vista, além dos estábulos e o lago congelado na esquerda da casa, esse rio que se passava logo abaixo de uma ponte que levava para o pequeno vilarejo de Tepes. Não que eu me interessasse, mas aquele vilarejo me dava arrepios quando garoto.

—Vamos, melhor não ficarmos muito ao céu aberto, você pode pegar um resfriado.—E lá foi ele, me carregando como uma criança recém nascida em seus braços.

Seus passos pesados pareciam não sofrer qualquer alteração sobre a neve, não afundava ou sofria qualquer mudança em sua postura. Ele mantinha a mesma carranca de sempre, porém ela estaria um pouco mais serena em comparação ao dia em que nos conhecemos. Ao atravessar aquela enorme e grossa porta de carvalho, ele me levou para próximo da lareira acesa, para esquentar o meu gélido corpo, já que eu não posso pegar um resfriado. Era notável o extremo cuidado que ele estava tendo comigo, acho que talvez eu o tenha julgado mau já época, porém essa parte da narrativa fica para o futuro.

.....

Após alguns dias de “adaptação” ao modo de vida que ele toma, ele me chamou para termos uma conversa seria para começar o meu treinamento, aquele vai mudar a minha vida.

—Está pronto? Hoje começaremos o seu treinamento, começaremos com etiqueta, como se comunicar e se portar na mesa, se estiver apto para isso, por favor sente-se na cadeira da biblioteca que eu estarei indo logo atrás.

Nem me deu a oportunidade de responder, apenas saiu andando me deixando sozinho na frente da lareira acesa, seu brilho iluminava praticamente toda a casa, além dos seus estalos frenéticos. Sem muita opção eu avancei até a biblioteca, essa que se localiza no andar de cima, porém também tem uma entrada no andar de baixo, mas o tio deixa ela sempre lacrada. Ao entrar na biblioteca eu visualizei uma mesa, cadeira e um jogo de chá completo sobre o móvel largo de madeira lustradas, apenas fui e me sentei, aguardando o tio chegar. Após algumas poucas horas, ou foram 3 horas? Bem, de qualquer jeito ele demorou e eu acabei adormecendo ali onde estava, acordei apenas com o toque dele em meu rosto, algo que me deixou um tanto desnorteado.

—Pronto? Começaremos com o chá, como se portar durante a hora do chá.—Diz ele despejando o chá em minha xícara, voltando a olhar para mim com um sorriso.—Tome o chá com decência e elegância.

Lembro-me de assentir e levar a xícara de chá lentamente, porém quando a porcelana tocou meus lábios, aquele brutamontes me presenteou com um potente soco em meu rosto, oque me arremessou a 10 metros da biblioteca. Não falou nada, apenas apontou para a cadeira solicitando minha volta para a cadeira e refazer o processo. Mantivemos esse mesmo processo durante toda a tarde, um soco mais dolorida que o anterior, até eu finalmente conseguir concluir o teste, erguendo o mindinho durante a movimentação da xícara.

—Já está tarde, amanhã teremos bons modos durante a comunicação, acorde cedo por favor.

Me abandonando ali, sem nenhum cuidado médico, eu tive que me esforçar o máximo para ir em direção a meus aposentos e desmaiar antes de chegar na cama.

Nos dias, ou melhor, anos seguintes eu já havia sido totalmente esculpido, já havia me tornado um homem elegante, respeitoso e cavalheiro, um exemplo de poder e fragilidade com um perfeito equilíbrio. Saímos para a carruagem e iniciamos uma viajem surpresa. Eu já estava com meus 18 anos e com muita experiência o suficiente sobre o mundo a fora.

—Aonde vamos tio?—Curiosidade sempre foi a minha maldição, acho que isso era a minha pior característica.

—Vamos voltar para a casa dos seus pais, vamos mostrar o homem que você se tornou e... O orgulho que representa para todos n...

De repente suas palavras foram interrompidas por uma tosse, essa que o fazia cuspir sangue, e então caindo sobre meu corpo eu notaria a flecha em suas costas. Sentindo seu corpo perder o calor, eu saí rapidamente da carruagem. Minhas mãos estaria um antigo livro de magia de meu tio, esse que portava grande poder e importância em certas partes do país. Eu estava totalmente cercado por mercenários, todos armados com espadas, lanças, manchados e arcos com aljavas cheias de flechas. Meu coração doía, sentia uma grande ausência daquele rude homem, daquele que se mostrou ser um pai para mim, então abri o livro que emitia uma grande luz, essa que na época não saberia o por que, mas agora eu sei.

—Turbulentas águas que permitem a vida, essa que também tem a capacidade de retirá-la, permita-me a vingança contra esses que eliminaram o meu prezado senhor!!! Expurgue-os com uma TSUNAMI!!!

Deste ribombante grito que saía de mim e liberava o meu maior ódio, toda a neve ao meu redor se ergueu, formando uma grande onde e limpando qualquer rastro de existência daqueles em um estrondo que movera até mesmo as grandes e gélidas colinas do norte.

Cansado, estava extremamente fraco por usar magia daquele nível, então apenas caminhei em direção a casa de meus pais, já que junto daqueles malditos, toda a carruagem e os corpos de meus amigos se foram.


Notas Finais


Oq acharam?


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