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História Já Chegou O Disco Voador - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Adolescentes Em Filmes De Terror


Bakugou não queria demonstrar isso a Kirishima, mas estava ficando desesperado. Para onde quer que olhasse só havia mais árvores e mais escuridão, os dois sequer sabiam onde estavam pisando.

— Ai! — exclamou Kirishima ao tropeçar e bater com a cabeça nas costas de Bakugou pela terceira vez. — Que droga, eu não consigo enxergar nada.

Bakugou tateou o espaço vazio atrás de si até encontrar uma das mãos de Kirishima e entrelaçar seus dedos nos dele enquanto dizia:

— Vê se não solta. Vou deixar você aí se se perder!

— Não vai nada e eu não vou soltar! Para que lado nós vamos?

— Eu não sei… temos que sair dessa floresta, achar a estrada ou algum lugar com pessoas que possam nos ajudar.

— Tudo bem se estiver se sentindo assustado, Bakugou — falou Kirishima acolhedoramente.

— Não estou assustado!

— Sua mão está tremendo.

— É a sua que está!

— Também, porque eu estou assustado pra caralho!

— Vamos deixar de conversa e ir andando.

— Espero que não tenha uma cobra por aí no chão.

— Eu preferia que não tivesse dito isso, Kirishima.

— Por que? Você tem medo de cobras?

— Claro que não, seu idiota!

Bakugou "conseguia" lidar com discos voadores e uma floresta escura, mas seu medo de animais peçonhentos era quase tão grande quanto o medo dos sentimentos que tinha por Kirishima.

____________________

Chegaram os dois de mãos dadas a um campo aberto cheio de vacas. Bakugou olhou para os tênis enlameados e constatou que aquele era somente um dos problemas — havia rasgos em suas calças feitos por galhos de árvore e ele tinha certeza de que havia levado uma picada de inseto na perna. Kirishima, agora ao seu lado, tinha os joelhos ralados de tanto que tropeçou e caiu, havia também um corte em seu rosto, mas era superficial e não estava mais sangrando.

— Se tem vaca tem gente — disse Kirishima começando a andar. 

Bakugou percebeu que suas mãos ainda estavam unidas, mesmo que eles não estivessem mais no escuro. Deixou estar, ainda havia a possibilidade de um dos dois se perder do outro.

— Aposto que tem um celeiro depois daquele relevo — falou Kirishima. — Finalmente estaremos salvos!

— Eu não ficaria tão certo disso se fosse você — rebateu Bakugou. — Tem alguma coisa errada, esse vento…

— Você acha que aquela coisa ainda está atrás da gente?

— É provável. — Bakugou arrependeu-se um pouco de alarmar Kirishima, o rosto dele ficara realmente pálido por trás daquelas marcas de suor e terra. — Nós vamos sair dessa, Kirishima, achei que você fosse mais másculo.

— Eu sou, mas… prometa que não vai largar da minha mão?

— Ah, Kirishima…

— Isso é sério, Bakugou!

— Está bem, eu prometo. Olha lá o celeiro! — exclamou ao ver uma construção de madeira junto de uma humilde casinha. — Viu só? Eu disse que sairíamos dessa.

Bakugou não sabia dizer se era ele ou Kirishima quem estava mais aliviado. Passaram a sorrir um para o outro, felizes por encontrarem uma forte possibilidade de ajuda, por estarem praticamente salvos.

Isto é, até o momento em que o vento piorou e eles ouviram um barulho peculiar logo atrás. 

— Não olhe, Kirishima, só corra! — gritou Bakugou arrastando o outro consigo. — Rápido!

Não correram nem um metro e Kirishima já tropeçou derrubando também Bakugou, este foi o primeiro a levantar enquanto o outro olhava hipnotizado para trás — as luzes coloridas refletindo em seus olhos vermelhos. 

— Kirishima, levanta! Caralho, que merda! Vamos! — berrava Bakugou. 

— Cara, olha só aquilo!

Bakugou não resistiu e olhou para onde Kirishima estava apontando. Uma das vacas flutuava dentro do feixe de luz verde liberado pelo disco voador, ela subia lentamente, subia e subia… 

— Vamos, Kirishima! — Bakugou chacoalhou a cabeça e voltou a si. — Eu prometi que não soltaria sua mão, mas você também tem que colaborar!

Kirishima finalmente levantou-se e os dois puseram-se a correr em direção ao celeiro. A porta estava aberta e eles não hesitaram em entrar e fechá-la com a enorme tranca de madeira. Ambos respiravam ofegantemente, sentaram-se no chão um ao lado do outro, totalmente exaustos.

— Caramba, que droga de noite é essa? — indagou Kirishima. — Eu sinto muito por antes, não sei o que acontece comigo, me sinto atraído por aquela coisa quando ela aparece. Parece que algo faz o meu corpo paralisar e esperar por aquela luz.

— Ficou maluco, é? Eu não vou deixar aquilo levar você de jeito nenhum! — esbravejou Bakugou sem notar o olhar que Kirishima lançava-lhe ao som daquelas palavras. — Me sinto um idiota, quero dizer, por que corremos pra cá quando tem uma casa com pessoas logo ao lado?

— Ah, na hora da adrenalina a gente não tem um raciocínio muito lógico. — Kirishima encostou a cabeça em seu ombro e Bakugou ficou sem reação, em dúvida de expelia ou se aceitava o afeto, olhou novamente para suas mãos ainda entrelaçadas e permaneceu calado. — Você acha que aquela coisa vai esperar a gente sair ou que vai destruir esse lugar todo?

— Eu acho que não, se fosse assim o ônibus teria sido detonado naquela hora.

— Como será que o pessoal está? Espero que estejam bem.

— Vamos descansar um pouco e então vamos sair e bater na porta daquela casa, pedir ajuda. 

— Eu estou com muito sono, Bakugou, me deixe dormir por uns minutos. Eu só queria estar em casa, na minha cama, abraçado com o meu travesseiro. 

— Eu queria estar lá também… na minha casa, claro, não na sua. Kirishima?

Ele já havia adormecido, aguentou o cansaço por muito tempo. Bakugou também, mas não conseguiria dormir, ainda estava preocupado com a ideia de que Kirishima poderia ser atraído pelo disco voador — não deixaria que isso acontecesse, não soltaria a mão dele de jeito nenhum.

Uns trinta minutos se passaram com Kirishima roncando em seu ombro, então houve um baque na porta e depois outro. Kirishima despertou e os dois levantaram-se em alerta.

— Abram ou eu vou meter bala!



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