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História Jackspot - Capítulo 1


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Notas do Autor


chegando com uma markjin porque eu ainda não tinha escrito

pra quem não conhece esse lugar, é uma pizzaria nos eua direcionada mais pro público infantil, e rolam várias teorias sobre esse lugar, e uma delas é sobre a reciclagem de pizzas, então por que não fazer um plot aparti disso?

espero que gostem

p.s.: MINHA QUERIDA AMIGA MARI @kinobam DEU A IDEIA PARA O TITULO

Capítulo 1 - Let's go get some pizza


 

“-Chuck E. Cheese, seria apenas um restaurante comum voltado com uma programação para o público infantil, ou há algo a mais por trás dos serviços de pizzas e jogos de arcade? A reciclagem de comida é real? Os jogos são uma amostra dos casinos de Las Vegas para viciar crianças? E o que realmente são aqueles bonecos animatrônicos bizarros? Será que eles criam vida como conta um jogo aí? Aposto que ficarão de queixo caído com o que eu presenciei essa noite-”

“E… corta!” A voz de Jackson soou.

“A intro ficou boa?” Jinyoung perguntou de trás da bancada, e depois de um aceno de cabeça de Jackson, foi em direção ao espaço de filmagem que foi improvisado ali na cozinha.

“Na parte da edição vou acrescentar algumas filmagens que fizermos, misturadas com as outras que achamos, e vai ficar perfeito.” Jackson, além de seu melhor amigo e colega de apartamento, era o editor de seus vídeos, então Jinyoung nem precisava se preocupar.

Estava tudo em boas mãos.

Era mais um daqueles dias onde Jinyoung tinha ideias malucas para os vídeos do seu canal no YouTube. Tudo começou com uma brincadeira besta de adolescentes, quando eles ainda estavam no ensino médio, envolvendo uma filmagem amadora, fotos de arquivos pesquisados da internet e a Área 51. Não é preciso dizer muito que a operação Em Busca de Extraterrestres não havia sucedido, mas o conspiracionista que existia dentro de Jinyoung não se deixou abater. Pediu ajuda a Jackson, que tinha um conhecimento até que considerável em edições, para transformar o material que tinham em um documentário digno do History Channel. Decidiram criar um canal, o JR’s Conspirations, e lançaram o vídeo.

Demorou um pouco até ganharem visibilidade, mas a cada vídeo, as visualizações iam aumentando cada vez mais. Jackson foi melhorando na parte de edição, depois de começar um curso na faculdade sobre, e Jinyoung, que nunca perdeu seu excêntrica essência de investigador, largou o curso de teatro, e fez disso o seu ganha pão. E desde então, não há um dia que ele não fique grato pela sua decisão arriscada.

“Certo, vamos então pegar os meninos.” Park alcançou as chaves do carro, indo para a porta.

“Você não acha errado usar o seu sobrinho pra fazer isso?” Perguntou já dentro do elevador.

“Você concordou com isso.” Depois de muita persuasão, claro. “E também, seria suspeito ir dois adultos para um lugar de crianças sem um a criança.”

“Eu sei, mas pensando melhor parece um pouco antiético…”

Jinyoung rolou os olhos. Ele não era do tipo que se preocupava com o meio como que arrancava informações das pessoas, ou usava da influência delas. Pegava o que precisava e pagava uma refeição em agradecimento. Ninguém o havia processado até então, e isso não ia partir de alguém da própria família. Pelo menos, rezava para que a criança não contasse para o pai advogado a real intenção por trás disso tudo.

“Jackson, não se preocupa. O Hyunjin não ia ter nada de aniversário mesmo. Do que custa alegrar o garoto com uma festa no Chuck E. Cheese?” Encarou o amigo com aqueles olhos pidões, que soube muito bem como usá-los para o mal.

“Tudo bem. Ele tá passando por tempos difíceis mesmo.” 

Depois que a família recebeu a notícia que uma de suas irmãs mais velhas tinha entrado com um pedido de divórcio, Jinyoung notou a ausência do sobrinho nas datas comemorativas, e também não se lembra de ter sido convidado para nenhum aniversário da criança nos últimos dois anos. Okay, talvez tenha sido um pouco antiético da sua parte se aproveitar da falta de interesse do sobrinho no próprio aniversário, para persuadi-lo a ir um lugar que era o seu alvo. Mas esperava que ele ao menos se divertisse com os amigos.
 

(…)

 

“Meninos, andem logo!” Buzinava excessivamente. A sua adrenalina estava alta por se encontrar a caminho de mais uma conspiração.

Os três garotos logo saíram pela porta, e atrás deles, sua irmã vinha também, provavelmente para passar algumas regras e avisos. Os dois amigos do seu sobrinho, Minho e Jeongin, não podiam estar mais agitados, como se eles estivessem prestes a ir para a terra mágica dos brinquedos com comida a vontade, e Jinyoung prezou pela inocência daquelas crianças, que não faziam ideia de nada.

“Quem aí está animado para uma festa no Chuck E. Cheese?” Jackson invocou sua voz de apresentador, fazendo Jinyoung rir com os gritos animados em resposta.

O local pôde ser visto da esquina. Jinyoung avisou a Jackson que ele já poderia começar a fazer filmagens do local. O letreiro em vermelho e a imagem de um rato usando boné brilhavam, deixando Park mais animado do que as crianças do banco de trás.

“Garotos, vocês poderiam conversar um pouco mais baixo? Vou começar a gravar.” Interrompeu a conversa sobre a nova coleção de insetos que Hyunjin começou, que parecia no mínimo emocionante para os dois amigos.

“Começando… agora!” Jackson deu o sinal. Jinyoung entrou no personagem com uma voz um pouco mais carregada de suspense.

“-De longe, ele parece um estabelecimento comum. O rato, o personagem da franquia, nos recebe com o seu olhar um pouco subliminar demais, como o de alguém que sabe o que nos aguarda, nos seduzindo para gastar em seus variados jogos, e-”

“APOSTAS!”

Assustaram-se com o grito que Minho deu ao ouvir sobre os jogos. Voltaram os olhares em direção a criança, que tinha uma expressão exagerada de determinação, como se estivesse se preparado para uma competição onde sua vida dependesse disso. Ele era um exemplo perfeito de uma criança viciada nos jogos de arcade.

“Que isso, garoto!? O que eu avisei sobre o silêncio?” Jinyoung ralhou, mas tomando cuidado com o tom, enquanto procurava uma vaga para estacionar. “Não quero nenhum de vocês me fazendo passar vergonha lá dentro.”

“Claro, a gente que vai fazer o hyung passar vergonha.” Hyunjin soou irônico demais para uma criança da sua idade.

“Eu não entendi o que você quis dizer com isso, mas não importa.” Preferiu dar por encerrada aquela conversa. Jinyoung não iria discutir com uma criança de 10 anos. Pelo menos, não agora.

Depois de mais alguns takes do lado de fora, Jinyoung foi obrigado a parar o que fazia, as crianças começaram a ficar impacientes, e partiram para um pega-pega barulhento. Jackson afirmou que já tinham conteúdo o suficiente, então foi a deixa para entrarem.

Se Jinyoung não fosse um jovem adulto e não tivesse pensando nos diversos germes que estava prestes a entrar em contato, ele acharia, de longe, o lugar mais legal que já tinha ido comer. Todo aquele barulho de jogos eletrônicos, as cores vibrantes e os personagens por todo lugar, o cheiro de massa assando no forno, e um sentimento de nostalgia que ele não sabia de onde vinha, o fizeram se sentir bem recebido. As crianças dali corriam de um lado para o outro, imersos naquele mundo, segurando suas pizzas, e às vezes esbarrando em alguns garçons.

“Hyunjin, o que você vai querer?” Chamou a atenção do sobrinho. “O kit festa completo, ou apenas o buffet?”

“O kit festa! O kit festa!” Os dois amigos da criança gritaram qual o garoto deveria escolher. Jackson também havia entrado na onda deles.

“Ficamos com a primeira opção.”

Pagou o valor, e incluso, estavam fichas para os jogos. As crianças mal esperaram pela permissão de Jinyoung, e saíram correndo em direção às máquinas. Jackson só estava ali ainda porque eles tinham um trabalho a fazer, senão, apostaria que o amigo já teria se juntado ao grupo de Hyunjin.

“Só aguardar de 30 a 40 minutos para os pedidos ficarem prontos.” A recepcionista acrescentou. “E também, no pacote está incluso que vocês têm direito a um host particular. Irei comunicá-lo”

Jinyoung estava realmente impressionado com o serviço profissional do estabelecimento. Pelos comentários que havia visto, muitos falavam como o lugar parecia ser nojento, viciavam as crianças e a pizza era péssima. Entretanto, estava presenciando uma experiência diferente, que se saia tudo bem até o momento.

“Esse é um dos nossos hosts mais bem treinados, Mark.”

A garota que atendeu Jinyoung, voltou risonha com alguém que parecia ser da mesma idade que eles, e enquanto ela explicava mais alguns benefícios, o tempo a sua volta parou. Park não conseguia prestar atenção em mais nada, a não ser na cabeleira ruiva bagunçada e no sorriso afiado mostrando os dentes, que mais se assemelhavam a pequenas presas, da pessoa à sua frente. Ele estava diante do cara mais bonito que já tinha visto, até mesmo com o uniforme ridículo, ele era quase uma amostra do paraíso.

E se Jinyoung tinha um ponto fraco: caras com boa aparência.

“Jiny?” Precisou de Jackson para fazê-lo voltar a realidade, e não deixou passar despercebido o sorriso sacana que o amigo tinha marcado no rosto. Jackson era uma cobra que conseguia pegar as coisas no ar quando queria. “Vamos pra mesa?”

Não conseguindo pronunciar alguma frase coesa, apenas concordou com um aceno de cabeça, em seguida sendo guiados pelo tal Mark, que por sinal, cheirava muito bem, na humilde opinião de Jinyoung. Jackson precisou segurar o riso, e com isso recebeu um olhar assassino do outro.

“Espero que essa mesa seja boa.” Mark pronunciou pela primeira vez desde que foram apresentados, e Jinyoung pôde jurar que seu coração falhou uma batida ao ouvir a voz grossa.

“Aqui tá perfeito.” Foi Jackson quem respondeu por si, já que Park estava ocupado travando uma batalha interna contra o seu cérebro.

“Já volto com as bebidas.” Antes de Mark sair da área da mesa deles, virou-se para os dois, mais especificamente para Jinyoung. “Assim podemos nos conhecer melhor.” E piscou.

Não foi preciso muito tempo depois da saída de Mark, bastou apenas segundos para que Jackson começasse a gargalhar como uma hiena, curvando o corpo e dando tapas na mesa para aliviar. Jinyoung olhava na direção em que o host tinha ido, preocupando-se se ele ouviria o escândalo do melhor amigo, mas voltou com um olhar fulminante para Jackson, precisando se controlar para não estapear-lo ali mesmo.

“Você pode calar a boca!” Ditou ríspido.

“Cara, ele tá querendo muito você!” Wang tentava falar em meio às risadas.

“Já acabou?” Perguntou, tentando ignorar o calor que subia para o seu rosto depois de ouvir que o amigo disse.

“A sua cara foi impagável!” Não, ele ainda não tinha terminado sua sessão de humilhação. “Ele não parava de te olhar um segundo, e você todo meu deus o que devo fazer.”

Depois da imitação ridícula que Jackson fez, julgando ser o Park, apertou o tronco com os dois braços, sentindo a barriga doer de tanto rir, e recuperando aos poucos o fôlego. Jinyoung tinha uma expressão emburrada no rosto, se recusando a encarar o melhor amigo. Poxa, o que tinha de mais em ter achado o host bonitinho? Okay, talvez seu pensamento havia o levado um pouco além disso, mas sua carência falava mais alto, e a falta de proximidade com outros caras nessa linha o estava deixando afetado.

“Ele tá vindo. Só, por favor, fica quieto.” Sentou no estofado, massageando as têmporas, e se preparando para o que mais pudesse vir.

Mark chegou com uma bandeja em mãos e um sorriso bonito no rosto, e isso foi o bastante para o coração de Jinyoung dar outro looping. Passou um copo personalizado para o chinês, e outro para Park, que pode ter sido impressão sua, mas o ruivo talvez tenha feito isso para que suas mãos entrassem em contato, por mínimo que fosse. Apenas esperava que suas bochechas não o entregasse.

Mark 1 X 0 Jinyoung

Jackson fazia um placar mentalmente enquanto desfrutava de sua bebida do copo com a estampa da Helen Henny.

“Nesse meio tempo que a pizza não fica pronta, vocês podem aproveitar pra me contar a real intenção de terem vindo aqui.” Mark disse, correndo seus olhos pelos dois, que o encararam com surpresa, porém encenaram a melhor cara de taxo que conseguiram.

“Não sei do que você tá falando.” Jinyoung era ótimo em se fazer de sonso.

“Acha mesmo que eu vou engolir que dois caras dessa idade estão aqui com três crianças só para fazer uma festa, que nem mesmo o aniversariante tá tão animado assim?” Os dois amigos se encararam, com medo de terem sido pegos e correrem o risco de expulsão. “E com esse tipo de câmera ainda?” Apontou para o eletrônico que Jackson tentava inutilmente esconder.

“O que tá querendo insinuar, já que é tão espertinho assim?” Nem Jinyoung sabia de onde havia tirado coragem para o confrontá-lo assim.

“Óbvio que vocês vieram pra gravar algum tipo de vídeo sobre esse lugar.” Mark era experiente o bastante para reconhecer, mas também ele não precisava de muito. O pessoal que geralmente fazia isso não era lá tão discreto. “E eu conheço o seu canal.”

Pronto, foi o ápice do constrangimento para Jinyoung. Ele apenas desejava se esconder debaixo da mesa no momento. Não que seus vídeos fossem motivos para se envergonhar, mas só de pensar na possibilidade de Mark o assistir, era incomoda demais.

Quer dizer então, que esse cara gostoso já viu os meus gritos histéricos e meu lado íntimo que eu mostro para os meus inscritos? Por que não me dão um tiro agora mesmo?

Enquanto Jinyoung tentava não ter um derrame, Mark ocupou o lugar vazio ao lado do youtuber, o assustando assim que seus olhares voltaram a se cruzar, fazendo questão de deixá-lo à beira de um gay panic. O host segurava a porra de um sorriso cheio de segundas intenções. No meio disso tudo, Jackson Jackson sorria por trás do seu copo, não se importando de segurar a maior tocha olímpica para o amigo.

Mark 2 X 0 Jinyoung

“Digamos então que eu queira gravar um vídeo, hipoteticamente falando, você cederia um pouco do seu tempo para algumas dar algumas informações?” A cada palavra, Jinyoung se afastava poucos milímetros do outro.

“Minha função é entreter as crianças e cuidar dos pedidos, como elas não estão aqui, e não tem nada pronto, talvez eu possa. Hipoteticamente falando.” Mark descansou o rosto bonito na mão, e Jinyoung teve vontade de dar um soco naquela cara perfeita e cínica.

“Sendo assim, vou pedir que se comporte como um profissional sério.” E não tente me enfraquecer com esses sorrisos. Foi o que Jinyoung queria ter dito, mas coragem era o que mais lhe faltava no momento.

C’mon, sweetie~ não torne as coisas tão difíceis entre nós dois.”

Ao mesmo tempo que Jackson engasgou-se com a bebida, quase que instantaneamente, ao ouvir o apelido, Jinyoung encarava o ruivo com os olhos arregalados. Podia sentir o sangue do seu corpo inteiro concentrado em seu rosto. Tinha a certeza que estava tão vermelho quanto a cabeleira bagunçada a sua frente.

Mark 3 X 0 Jinyoung

A deixa para mudarem o foco, foi a aproximação das crianças até a mesa.

“Jackson hyung, precisamos de alguém bom no basquete pra gente pegar mais tickets!” Hyunjin falava alto devido a sua animação.

“É! Têm uns garotos tentando quebrar nosso recorde!” Minho completou com todo o lado competidor que conseguiu reunir, e um pouco de fogo nos olhos.

“E eles pegaram as minhas fichas, e isso não é justo...” Jeongin disse baixinho, com um tom choroso em sua frase.

Jinyoung, que até aquele momento esqueceu da presença das crianças, precedeu a desgraça que viria a seguir, e conhecendo o amigo de pensamentos maquiavélicos que tinha, ele estava fudido.

“Isso me soa como uma emergência.” Imitou uma voz heróica, levantando-se do lugar. “Me levem até o seu inimigo, o tio Jackson vai cuidar disso.” Seguiu o trio de amigos, não antes de sibilar um boa sorte para Jinyoung.

Demorou um tempo até Park se acostumar com o olhar constante de Mark sobre si. Ele não sabia se seguiriam com a entrevista para o seu vídeo, ou apenas ficariam intimidado com a aproximação e jogadas de flertes do outro.

“Com o seu amigo fora, agora podemos nos conhecer melhor.”

É, com certeza a segunda opção.

“Antes que você volte a me envergonhar, preciso saber de algumas verdades desse lugar.” Jinyoung estava determinado.

Anything you want, sweetie.”

Talvez isso seja mais difícil do que eu imaginava.

 

(…)

 

“Espera. Como assim você pediu para nos atender?”

Antes de Mark chegar com a pizza, — coisa que Jinyoung precisou ignorar os pedaços cortados irregulares, como se não se encaixassem —, perdeu totalmente o foco de sua missão. Conseguiu respostas para duas perguntas, mas depois, Mark jogou um pouco mais do seu feitiço, instigando o Park a contar mais sobre si e o que levou a tudo isso.

Long story short; a garota que te recebeu, entrou na cozinha se segurando pra não gritar, porque não acreditava que o tal Park Jinyoung estava bem na frente dela. Então apenas pedi pra ser o host particular de vocês. Ela, sabendo que eu acompanho seus vídeos, e digamos que, meu ponto fraco por você não é segredo pra ninguém, concordou.”

Parece que o dia havia sido escrito por um roteirista de comédia romântica. Jinyoung não pensava em ir ao Chuck E. Cheese, gravar sobre as teorias do estabelecimento, dando como desculpa o aniversário do sobrinho, que agora parecia se divertir como se não houvesse preocupações, mas esquecer toda essa história ao se deixar levar pelos encantos de Mark, um fã.

Talvez fosse muito cedo para supor qualquer coisa, mas era o destino jogando verde.

“Não podia deixar essa chance escapar.” Mark continuou, limpando a sujeira depois de comerem. “Sabe, eu queria mesmo me aproximar de você, sweetie.”

Mesmo depois de Jinyoung sentir-se um pouco mais a vontade com o mais velho, ele não tinha se acostumado ainda com o apelido carinhoso, que fazia passar uma corrente fria em sua barriga.

“Bom, está na hora do parabéns. Preciso pegar o bolo.” Mark saiu, ao mesmo tempo que os outros voltaram para a mesa.

“Conseguiu algo?” Jackson aproximou-se de Park de modo afobado.

“Meio que sim.” Quis fugir do assunto.

Mark retornou com o bolo, e mais os outros hosts para o parabéns. Jinyoung perdeu-se nos traços angelicais do ruivo, e como admirá-lo fazia um rebuliço dentro de si. Não iria admitir que perdeu metade da festa por ficar encarando Mark, e nem lembra de quando Jackson o fotografou várias vezes, possivelmente com a expressão mais abobalhada. 

Nem de quando Mark chamou o cara com a fantasia do mascote para tirar foto com o pequeno Hyunjin, fazendo-o sorrir de orelha a orelha, pronunciando vários obrigados em direção ao tio. Porém, ele se lembra de segurar a mão calorosa de Mark junto a sua.

Jinyoung era quem estava mais agradecido.
 

(…)

 

No final da noite, Park não encontrava Mark, e não queria ter que ir embora antes de se despedir. Já sem esperanças, e com uma criança adormecida em seu colo, ele e Jackson seguiram para o estacionamento.

“Onde pensa que está indo sem meu pagamento, sweetie?”

Assustou ao ouvir a voz grossa vindo do escuro. Animou-se ao saber que Mark ainda não tinha ido embora, apenas esperava que ele não estivesse falando da gorjeta, a final, deixou uma bem gorda para o outro.

Ao que ele se aproximou da iluminação vinda do poste, Jinyoung notou o sorriso afiado, e entre os dedos, um cigarro.

Ele é fumante, tudo bem, dá pra concertar isso.

Pensou, mas também foi além ao imaginar como seria o sabor do beijo de Mark depois de tragar um cigarro e tentar disfarçar o gosto da nicotina com um chiclete de menta. Talvez Jinyoung tenha ficado um pouco ofegante com esse pensamento. Mas só talvez.

“Seu amigo contou que você costuma pagar suas fontes com uma refeição.” Mark sorriu vitorioso. Jinyoung praguejou para si mesmo, olhando para Jackson como se quisesse estrangulá-lo, mas o chinês seguia para o carro com as outras duas crianças assobiando, como se nada acontecesse.

“B-Bem, se você n-não se importar…” Nem sabia por quê gaguejava, mas devia ser por causa do efeito Mark em si.

“Você pode me manter como uma fonte fixa.” Deu outra tragada. “Talvez eu já tenha visto coisas piores em outros lugares que trabalhei. E quem sabe eu tenha vários contatos por aí.” Deu de ombros, como se não tivesse conquistado o lado conspiracionista de Jinyoung.

“Eu entrarei em contato.”

Tentou soar sério, mas era impossível, principalmente depois que Mark se aproximou, com todo aquele cheiro de nicotina, colocando um papel amassado, com o número dele provavelmente, no bolso de trás do jeans de Park, recebendo um olhar arregalado dele e orelhas vermelhas como um pimentão, possíveis de serem vistas mesmo com a pouca iluminação.

I’ll be waiting, sweetie.” Mark sorriu.

Jinyoung pôde não ter adquirido o material completo para o vídeo, mas ele conseguiu algo muito melhor, e que se sobrepunha aos seus julgamentos sobre o Chuck E’ Cheese.

 



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