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História Jail Birds - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi amgs, hoje eu aqui humildemente trouxe uma idéia de longfic que eu planejo fazer (não vou abandonar as one shots ok?), eu espero que gostem pq essa idéia que eu tive é tipo uma filha pra mimKKJKKK é isso, boa leitura !!

Capítulo 1 - August 13


Fanfic / Fanfiction Jail Birds - Capítulo 1 - August 13

Seul, Itaewon - 13/08/2016(Thursday)


21:45


Era o dia do aniversário de Na Jaemin e, por isso, os quatro garotos andavam pelas ruas iluminadas e movimentadas de Itaewon afim de encontrar algum bar em que pudessem finalmente comemorar a maioridade do Na. Usavam roupas caras e esbanjavam sorrisos convencidos nos rostos, sabiam que estavam chamando atenção e, sinceramente, adoravam aquilo.


Depois de longos minutos caminhando naquela ruas, finalmente chegaram na frente de um barzinho pequeno, mas consideravelmente movimentado, se levassem em conta que estavam no meio da semana. Poderiam ir para bares caros e badalados, com milhares de pessoas e atrativos que adolescentes como eles iriam adorar, tinham dinheiro e energia para aquilo, afinal eram jovens e todos vinham de famílias ricas e influentes, mas, no momento, apenas queriam curtir esse "início da vida adulta", adoravam festas, adoravam conhecer pessoas, beijar pessoas, transar com pessoas, beber, dançar e etc, mas naquele dia em questão queriam apenas ser eles mesmos ali entre os quatro, sem ficantes, sem meninos ou meninas dando em cima de si, sem bebidas coloridas malucas, talvez apenas algumas garrafas de soju e uma boa conversa jogada fora, como adultos provavelmente fariam, era quase uma tradição aquilo. Fizeram o mesmo quando Renjun completou a maior idade, porém apenas o chinês bebeu soju, pois os outros três ainda eram menores, logo chegou a vez de Jeno e também fizeram a mesma coisa, dessa vez apenas ele e o Huang bebendo soju, enfim chegou a vez de Donghyuck e o mesmo aconteceu, deixando Jasmin sozinho com seu refrigerante, até o dia em questão que estavam em que finalmente poderiam beber todos juntos.


꒰⊹ ・ .˚ ˚. ・ ⊹꒱


Já estavam na sétima garrafa da bebida transparente, Donghyuck já estava debruçado sobre a mesa de madeira, resmungando algumas coisas sem sentido, Renjun com os olhos fechados e a cabeça apoiada no ombro de Jeno enquanto esse último citado bebia todas com o Na que se descobriu ótimo em beber, já tinha bebido tudo aquilo praticamente sozinho e ainda estava consideravelmente sóbrio, o mesmo não poderia ser dito de Donghyuck, que agora roncava e babava sobre a mesinha, fazendo os outros três rirem alto.


Risadas. Provavelmente as últimas que escutariam durante um bom tempo. Logo os risos, e as conversas paralelas das outras pessoas presentes no bar, foram cortados por um som alto e grave, acompanhado pelo barulho estridente da vidraça do bar se quebrando.


Primeira bala.


O pedacinho de metal voou pelo local inteiro, até acertar bem na testa de um dos garçons, esse que caiu no chão duro na hora, deixando sua bandeja com os copos que carregava caírem no chão e se estilhaçarem em mil pedaços, arrancando gritos das pessoas que ali estavam, principalmente ao verem o buraco certeiro no meio da testa do homem.


Segunda bala.


Mais um disparo soou, agora acertando uma mulher qualquer que estava ali apenas curtindo sua vida com as prováveis amigas, a bala acertou bem em seu pescoço, provavelmente na veia principal, uma hemorragia talvez não demorasse a acontecer, e então ela também caiu no chão, arrancando mais e mais gritos das pessoas.


E então foi: terceira bala, quarta bala, quinta bala e etc. No total, foram 23 disparos, segundo os cálculos de Renjun.


A esse ponto, os quatro garotos já estavam debaixo da mesma, encolhidos e completamente assustados. Era para ser apenas mais uma noite normal em que comemorariam o aniversário de Jaemin, depois dormiriam na casa de Jeno e talvez fossem para a casa de Donghyuck no outro dia, mas haviam acabado de presenciar uma chacina bem em frente aos seus olhos. Ficaram com receio de sair do "esconderijo", mas precisavam ajudar caso alguém ainda estivesse vivo, mas muito machucado.


Engatinharam por aquele lugar todo, não tinham coragem de ficar de pé sendo que a qualquer momento poderiam levar um tiro nas costas. Os olhos de todos lacrimejavam, lágrimas rasas escorriam por suas bochechas enquanto olhavam cada corpo ali, notando que estavam todos, absolutamente todos sem vida, mas o que mais intrigava eles era: porque apenas eles quatro haviam ficado vivos?


Os pensamentos logo foram cortados pela sirene alta da polícia, fazendo os garotos suspirarem aliviados e finalmente levantarem, indo até a saída e correndo até os guardas, mas logo parando quando viram todos apontarem as armas para si, gritando secos e grossos "mãos para o alto!", foi aí que todos perceberam a enrrascada que haviam se metido.


꒰⊹ ・ .˚ ˚. ・ ⊹꒱


A sala de espera da delegacia era gelada pelo ar-condicionado, mas os garotos temiam que na verdade os calafrios que sentiam eram puro medo do que poderia acontecer ali. Ouviram seus nomes serem chamados por uma voz autoritária que fazia todos os pelos dos corpos dos quatro se arrepiarem, os fazendo ir sem contestar.


— Então, nos mandaram uma ligação estranha, um número desconhecido ligou para nós sem se identificar e disse que um tiroteio havia acontecido em Itaewon, um grupo de quatro jovens entrou em um bar, atirou e matou todos os presentes ali, achamos estranho já que a pessoa não quis se identificar e descobrimos que o celular era um celular descartável, então imaginamos que talvez fosse uma brincadeira de muito mal gosto, até que uma mulher nos ligou, Jung Hye-ri, ela disse a mesma coisa que o cara desconhecido e então achamos melhor ir ver, quando chegamos lá, encontramos vocês quatro sujos de sangue e um monte de pessoas mortas. - o policial se encostava na grande mesa de madeira, encarando os quatro jovens seriamente com os braços cruzados.


— Está dizendo que acha que foi a gente? - Donghyuck soltou, olhando incrédulo para aquele guarda, que apenas riu soprado e bebeu um gole da água que estava na caneca próximo a si.


— Bem, todos estão mortos menos vocês, vocês estão sujos com o sangue deles e também estão se tremendo igual vara verde sendo que o ar-condicionado nem está tão gelado assim, então sim, é exatamente isso que eu estou dizendo. - sorriu de lado, logo se desencostando da mesa e indo em direção a porta da sala, mas antes de sair, se virou para os quatro garotos e disse meio entediado. — Vou mandar homens aqui para levar vocês para o interrogatório. - e, enfim, saiu, fazendo os meninos soltarem o ar, que nem sabiam que tinham prendido, ao mesmo tempo, assim rindo juntos.


꒰⊹ ・ .˚ ˚. ・ ⊹꒱


— Na Jaemin, coreano, 20 anos, aniversário dia 13 de agosto, no caso hoje, 1,77 de altura, tipo sanguíneo AB, cabelos naturalmente castanhos, mas agora tingidos de azul. É filho de Na Seong-Ho e Na Hye-mi, sim, os donos da Na's Corporation Center(NCC), filho único, tem um cachorro chamado Boris, estudava na Yonsei High School e era bastante popular segundo os pais, nunca namorou seriamente alguém e, geralmente, só sai com os outros três ali, perguntei a várias pessoas e disseram que eram como sanguessugas, não se desgrudavam por nada nesse mundo. - o homem alto com farda policial falava enquanto entregava o papel com os dados pessoais de Jaemin para o outro homem sentado na cadeira atrás da mesa, este que encarava aquilo com uma expressão de puro tédio.


— Hm, tudo bem, próximo. - deu apenas uma olhada por cima na folha que lhe foi entregue e então cruzou os braços, voltando o olhar para o rapaz moreno a sua frente.


— Lee Donghyuck, coreano, 20 anos, aniversário dia 6 de junho, 1,74 de altura, tipo sanguíneo AB, cabelos naturalmente loiro escuro, agora com mechas tingidas de roxo. Filho de Lee Young-ae, sim, a atriz famosa, pai não registrado, os pais se divorciaram quando ele tinha 10 anos e a guarda ficou inteiramente para a Srta.Lee, filho único, sem animais de estimação. Também estudava na Yonsei High School e também era bastante popular, e assim como Jaemin, não se desgrudava do triozinho. - entregou a folha com os dados de Donghyuck, e o outro homem pegou, olhando por cima e pronto para deixá-la de lado, mas logo arregalou os olhos e olhou com atenção para aquela folha.


— Por que ele está sorrindo na foto, Doyoung? - perguntou desacreditado ao homem alto, que agora os meninos descobriam ser Doyoung, enquanto intercalava o olhar entre o moreno e Donghyuck, que olhava para a cena tentando prender o riso.


— Bem, ele disse que ficava mais bonito sorrindo, preferi não contestar. - o tal Doyoung olhava para o chão, apertando as outras folhas entre os dedos, pedindo aos céus para que não levasse bronca, e tudo que recebeu foi um "próximo" vindo do homem a sua frente, o fazendo suspirar aliviado.


— Lee Jeno, coreano, 20 anos, aniversário dia 23 de abril, 1,77 de altura, tipo sanguíneo A, cabelos naturalmente castanhos. Filho de Lee Tae-hwan... - sua fala foi cortada pelo outro homem que se levantou com pressa da cadeira e encarou Doyoung com os olhos arregalados em pura surpresa.


— Lee Tae-hwan, tipo, o Lee Tae-hwan? O almirante da marinha coreana? - perguntou levemente desesperado, afinal, como o filho de um homem tão respeitado pelas forças policiais e jurídicas poderia fazer aquilo que ele e os amigos fizeram? Atirar em todas aquelas pessoas naquele bar daquela forma tão fria? O homem olhou para Jeno com um olhar quase assustador, quase, pois, afinal, Jeno era filho de Lee Tae-hwan, o sério e frio almirante da marinha coreana, Jeno já estava mais que acostumado com aqueles olhares. — Tudo bem, próximo. - disse voltando a se sentar em sua cadeira, ainda encarando o Lee do outro lado da sala.


— Bem, onde eu estava? Ah sim, filho único, a mãe faleceu quando ele tinha apenas 5 anos, foi criado mais pela tia, Lee Ah-ra, já que o pai era ocupado com o trabalho. Tem um gato chamado Bongsik. Também estudava na Yonsei High School e tudo mais que eu disse dos outros dois. - entregou a folha para o homem, o vendo analisar a mesma agora com cuidado, parecendo ver cada mínimo detalhe daquilo que estava escrito, mas logo deixando de lado e encarando novamente Doyoung.


— Último. - disse, dobrando as mangas da blusa social até os cotovelos e retirando o relógio em seu pulso, o jogando sobre a mesinha e se encostando na cadeira, cruzando os braços em seguida.


— Huang Renjun, chinês, 20 anos, aniversário dia 23 de março, 1,70 de altura, tipo sanguíneo O, cabelos naturalmente castanhos, mas agora tingidos com...não sei que cores são essas, parece uma mistura de laranja, rosa e roxo, enfim, filho de Huang Xiao-ming e Huang Yi-jun, CEOs da maior rede de bares da china, e com algumas filiais aqui na Coréia, a Huannin, tem uma irmã mais nova de 12 anos, Huang Mei-lin, todos que conhecem dizem que os dois tem uma ótima relação, são irmãos muito próximos. Também estudou na Yonsei e etc, etc. - o tal Doyoung dizia enquanto entregava o papel para o outro, este que olhou o papel também cuidadosamente, assim como fez com o de Jeno, logo se levantando e andando até os meninos, parando com uma certa distância deles, tendo sempre Doyoung em seu encalço.


— Kim Doyoung-ssi, prepare eles pro interrogatório, cada um para uma sala diferente e chame Taeyong, Johnny e Kun, por favor. - o homem forte e alto dizia, encarando os quatro garotos uma última vez antes de sair por uma porta próxima, depois de ouvir a voz de Doyoung dizer:


— Sim senhor, Jaehyun! - e assim o Kim saiu correndo, provavelmente indo chamar os outros caras que o tal Jaehyun tinha mandado, deixando os jovens ali sentados suspirando cansados. Realmente não acreditavam que estavam vivendo aquilo, era um pesadelo!


꒰⊹ ・ .˚ ˚. ・ ⊹꒱


— Olá, você deve ser Lee Donghyuck, eu me chamo Lee Taeyong, irei lhe interrogar hoje. - o homem de cabelos vermelhos entrava na sala com uma pasta nas mãos e um sorriso pequeno, mas simpático no rosto. Por que ele estava sorrindo? Havia motivos para sorrir? Donghyuck tinha certeza que não.


— Oi. - foi tudo que o Lee mais novo disse, virando a cabeça para o lado e encarando a parede. Estava em uma situação deplorável, os olhos cansados, o rosto inchado, as mãos algemadas, a barriga doendo de fome, o cabelo bagunçado, o brilho que sempre habitava em seus olhos agora não existiam mais, a expressão sempre risonha e divertida havia morrido há algumas horas, assim como todas as pessoas daquele bar que os quatro meninos deram o azar de estar naquela noite. Donghyuck sabia que nem ele e nem seus amigos eram culpados, mas tantas pessoas já tinham jogado isso em sua cara que o coreano já começava a duvidar se não tinha sido mesmo sua culpa.


— Então, Donghyuck, por que fez isso? Você é um jovem tão bonito, saudável e me disseram que é alegre também, completou seus 20 anos recentemente, por que se meteu em uma furada dessas? Sabe, o mundo do crime não leva ninguém a lugar nenhum, Donghyuck, principalmente jovens como você que tem a vida toda pela frente. Então, por que fez isso? - o ruivo perguntava, se sentando sobre a mesa onde as mãos de Donghyuck estavam algemadas, observava o mais novo encarando o chão, e seu olhar para aquela cena era de pura pena, mas logo uma expressão confusa nasceu em seu rosto ao ouvir um pequeno risinho vindo do Lee, observando o mesmo levantar o rosto e lhe encarar.


— Bem, por que eu quis. - o de mechas roxas deu de ombros, rindo em seguida. Não tinha culpa daquilo, sabia que não tinha, nem ele e nem seus amigos, era só quatro jovens em um bar curtindo a maioridade e sendo vítimas de uma injustiça misteriosa, mas também sabia que mesmo se dissessem que não era sua culpa, que ele não fez aquilo e era tudo apenas um grande mal entendido, iriam brigar com ele até que ele dissesse "a verdade", porém a verdade nem sempre é, de fato, a verdade, as vezes, para algumas pessoas, a verdade é só aquilo que elas querem ouvir.


— Por que você quis?! Tudo bem, Donghyuck, e por que quis isso? - o tal Taeyong perguntava com um meio sorriso, fazendo o riso de Donghyuck morrer. O Lee se achava esperto, mas ali a sua frente presenciou uma cena um tanto nova e estranha para si: alguém lhe deixando sem uma resposta na ponta da língua.


Na sala ao lado, Jaemin e Johnny riam alto das piadas contadas pelo americano, até o celular do mesmo tocar em seu bolso e ele respirar fundo para enfim atender, ouvindo a voz estridente de Doyoung gritar em seu ouvido.


Johnny Seo! Não é pra você fazer amizade com o detento! É pra você interrogar ele, seu tapado! Faça seu trabalho direito antes que eu te dar um soco, seu idiota. - e então a chamada desligou, fazendo Johnny rir mais uma vez antes de guardar novamente o celular no bolso e enfim encarar Jaemin.


— Parece que agora eu tenho que te interrogar, então vamos ficar sérios. Bem, como você sabe, me chamo Johnny Seo, e você é Na Jaemin, mas então, Jaemin-ssi, por que fez isso? - perguntou cruzando os braços, Jaemin por um momento quis rir, mas quando notou a mudança da água pro vinho do americano, que antes estava sorridente e agora parecia que enxergava sua alma de tão sério, o coreano parou e encarou a seriedade.


— Simples, eu não fiz isso. - o Na disse, olhando no fundo dos olhos do americano, que por um momento acreditou naquelas palavras, mas, mesmo que Jaemin tenha sido um ótimo amigo de piadas por uns bons 15 minutos, Johnny já tinha lidado com aquele tipo de pessoa várias vezes.


— Então qual dos seus amigos fez? - perguntou se levantando e indo para a frente do coreano, o encarando ainda mais seriamente, fazendo o mesmo gelar por completo.


— Nenhum de nós fez isso, é só um grande mal entendido. - o Na gaguejava pelo nervosismo de ter um cara grande feito uma muralha a sua frente lhe encarando como se fosse lhe matar, fazendo o americano rir soprado.


— Um mal entendido, 'okay, se você quer dificultar as coisas, tudo bem, Na. - e assim o Seo se sentou na cadeira livre que havia ali, jogando a pasta na mesinha com força, fazendo Jaemin pular de susto. O Na só queria que aquilo acabasse logo, só queria que seu aniversário de 20 anos fosse feliz e ficasse tudo bem, estava assustado e só queria seus amigos ali consigo.


Na sala da frente, a cena era um tanto cômica, enquanto todos esperavam que Kun dominasse aquela situação como o bom agente que sempre se mostrava ser, logo conheceram Huang Renjun, o chinês baixinho e esquentado que realmente não estava dando a mínima para aquela situação.


— Então...por que fez isso? - Kun perguntava, olhando várias e várias vezes os papéis ali em cima.


— Por que eu tava afim de brincar de tiro ao alvo, e pare de olhar esses papéis, já deve ter decorado tudo que está escrito aí de tanto que já olhou eles. - o Huang estava praticamente jogado na cadeira, totalmente relaxado e despreocupado, enquanto o mais velho a sua frente o encarava com raiva.


— Você acha que essa situação é uma brincadeira? E ajeite-se na cadeira, você não está em casa, e eu exijo respeito, com quem você pensa que está falando? - o Qian rebatia, apertando os punhos para não bater naquele chinesinho abusado que estava ali o encarando em puro deboche.


— Olha, a situação eu não sei, mas você parece uma piada pra mim, e eu acho que estou falando com um policial que não sabe se controlar e quer bater no seu detento só porque ele é mais inteligente que você. Como assim eu me ajeitar na cadeira? Isso é a escola por acaso? E pelo que eu saiba, não importa o que eu diga, eu sei que vocês vão prender a gente, então tecnicamente eu estou, sim, em casa. - o Huang dizia com um sorriso de lado no rosto enquanto observava o outro chinês ali se levantar bufando e ir em passos pesados até a porta, saindo dali e deixando um Renjun rindo baixinho para trás.


Aparentemente parecia estar "tudo bem" por ali, se levasse em consideração o que estava acontecendo lá atrás, na última sala daquele extenso corredor onde estava Jeno e o tal Jaehyun "conversando", entre aspas sim, já que apenas podia-se ouvir os gritos do Jung de longe.


— Você sabe quem seu pai é?! Como você pôde fazer isso sendo filho do seu pai?! Seu pai é a porra do Lee Tae-hwan, o almirante da marinha coreana que nesse momento deve estar decepcionado pra caralho por saber que o próprio filho é a porra de um assassino de merda! - os gritos eram altos e graves, fazendo a cabeça do Lee doer. Estava cansado, só queria que aquilo tudo terminasse logo ou que, pelo menos, aquele cara parasse de gritar em seus ouvidos.


— Por favor, pode parar de gritar? - dizia baixinho, encarando as próprias mãos algemadas, fazendo o outro coreano ali presente rir soprado e lhe acertar um tapa na cara, sim, um tapa.


O Lee sentiu seu rosto arder e uma lágrima solitária escorrer pela bochecha, quando aquele pesadelo iria acabar? Quando ele iria acordar em sua caminha quentinha e confortável e perceber que aquilo tudo não passava de um sonho ruim? O moreno temia com todo seu corpo que a resposta fosse: nunca.


— Você merece muito mais que isso, moleque, mas vou poupar você, aposto que vai sofrer muito na prisão com seus queridinhos amigos. - Jaehyun dizia em puro escárnio, com um sorrisinho vitorioso no rosto, andando em passos calmos até um pequeno frigobar que havia ali naquela sala, mas que Jeno só foi perceber naquele momento em questão, e retirou uma garrafa de soju, fazendo o Lee o encarar confuso, principalmente depois do Jung lhe estender a garrafa já aberta.


Sem pensar duas vezes, Jeno bebeu um bom gole da bebida, suspirando após engolir e limpar a boca com as costas da mão, sentia a garganta arder pela força da bebida, mas realmente não ligava para aquilo agora, se sentia mais leve depois daquilo.


— Qual é o gosto que isso tem, garoto? - o Jung perguntava com os braços cruzados e Jeno sabia bem do que ele estava falando, por isso o encarou com um sorrisinho e disse:


— Está doce. - Jaehyun riu soprado da afirmação do mesmo e pegou a garrafa, se dirigindo até a porta, saindo enquanto murmurava um "maluco desgraçado".


Mas a verdade é que aquela bebida nunca esteve tão amarga quanto aquela vez, a garganta ainda ardia, principalmente por causa do amargor que ainda era presente em sua boca. 


Mesmo que soubesse que aquilo era realmente a vida real e não poderiam voltar atrás, os quatro garotos ainda tinham a esperança de que aquilo poderia ser apenas um sonho muito, muito ruim.








Notas Finais


.coitado dos meus bichinhos só sofrem, não foi fácil escrever isso, estou profundamente triste ngm fala comigo agora :((
.eu amei fazer o renjun todo😎😎😎
.tudo um bando de burguês safado gostaro
.comentem, por favor, me deixa muito feliz saber o que vocês acharam e se querem que eu continue


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