História Jailhouse - Capítulo 3


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Categorias Cosmic Girls (WJSN), Girls' Generation, Loona, Pristin, Red Velvet, TWICE
Personagens Chaeyoung, Cheng Xiao, Chuu, Dahyun, GoWon, Hyoyeon, Irene, Jessica, Jihyo, JinSoul, Joy, Jungyeon, Kim Lip, Kyungwon, Mei Qi, Mina, Momo, Nayeon, Nayoung, Olivia Hye, Pinky, Sana, Seulgi, Tiffany, Tzuyu, ViVi, Wendy, Xuan Yi, Yeri, Yoona, Yuri, Yves
Tags 2yeon, Chuuves, Jeongmo, Joyri, Michaeng, saida, Twice
Visualizações 281
Palavras 4.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Hentai, LGBT, Orange, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar migonces

Bom, vocês devem ter reparado que há uma caralhada de personagens listados nessa fic, então teremos várias subtramas e algumas delas vão ser iniciadas a partir desse capítulo.

Espero que gostem e façam suas teorias.

Boa leitura

Capítulo 3 - No banho


 

Tzuyu limpava o chão de  um dos corredores. Junto dela estava sua mais fiel companheira:Cheng Xiao, e Zhou Jieqiong, a garota morena, que junto de Vivian Wong havia cometido bullying contra Chaeyoung mais cedo.

Cheng Xiao era uma garota forte e alta, tinha cabelos negros presos em um rabo de cavalo e franjas. Ela e Tzuyu eram as únicas de seu grupo que se conheciam antes da prisão.

As três faziam seu trabalho em completo silêncio, quando ouviram passos se aproximando, e a silhueta de uma conhecida figura ganhar forma: Yoo Jeongyeon.

A guarda parou há poucos metros das chinesas, que prosseguiram com seu trabalho, como se não houvesse ninguém diferente ali.

Jeongyeon pegou a algema que estava presa em seu cinto e começou a rodá-la nos dedos.

“Visita para você, Chou.” As palavras da guarda fizeram a garota parar e lhe olhar com surpresa, afinal, não era do feitio da família de Tzuyu visitá-la fora de fins de semana.

Ela só conseguiu imaginar que algo de muito ruim pudesse ter acontecido, principalmente agora que ela estava a par da situação de sua mãe, Nian Zhen, que havia descoberto há poucos meses que estava com câncer no útero.

“Venha, não tenho o dia todo!” Jeongyeon chamou sua atenção de forma brusca, e a garota colocou a vassoura de lado, e tirou o jaleco ensebado que era obrigada a usar para fazer suas tarefas. “As patinhas.”

Tzuyu revirou os olhos, e estendeu as mãos, para que Jeongyeon pudesse lhe algemar e a levar dali.

Num corredor solitário, Jeongyeon se aproximou de Tzuyu, segurando em sua cintura, mas a garota logo se desvencilhou em um movimento brusco.

“Não toque em mim!” Tzuyu esbravejou, virando-se para encarar a guarda. “Não banque a engraçadinha para cima de mim, Yoo, eu posso estar presa, mas não sou nenhuma dessas putinhas viciadas que você adora, e além do mais eu tenho conecções fora daqui.” A garota a ameaçou séria. “Mantenha suas mãos bem longe do meu corpo, ou alguém que você gosta muito pode acabar se machucando.”

“Vaca.” Jeongyeon a xingou baixo, engolindo em seco depois da ameaça. “Vai, logo! Siga em frente!”

Tzuyu virou-se e voltou a caminhar em direção ao bloco da sala de visitas, com um pequeno sorriso satisfeito no rosto.

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Na cozinha, Chaeyoung penava para conseguir arrancar alguns pedaços de uma carne muito dura do osso.

Yeri se aproximou dela, e ficou olhando seu trabalho por alguns segundos, e balançou a cabeça em reprovação.

“Você está fazendo tudo errado, garota.”  Yeri falou sem paciência, fazendo Chaeyoung parar na hora, e a olhar quase que pedindo socorro. “Por que caralhos foram botar essa garota aqui? Para nos atrasar?”

“Yeri, relaxa, okay?” Mina interviu, largando o que estava fazendo, e indo observar Chaeyoung, que a olhou sentindo-se uma verdadeira inútil. Ninguém havia dito nada, mas Chaeyoung notou que aquela garota era a líder ali dentro, todas as outras respeitavam qualquer coisa dita por ela, e por esse motivo Chaeyoung estava morrendo de medo de aborrecê-la.

“Eu sinto muito, acontece que eu não tenho muito pratica e essa carne é muito dura e...” A pequena começou a se explicar nervosa.

“Também com esses bracinhos de hobbit, vai conseguir fazer o quê?” Joy, que mexia a panela com os legumes, falou, fazendo as garotas caírem na gargalhada e Chaeyoung corar.

“Ah, mas a Yeri também tem bracinho de hobbit e consegue, isso é questão de prática.” Sana respondeu, aumentando ainda mais as risadas, menos Yeri, obviamente, que olhou para a garota com desprezo.

“Ha ha ha, que engraçado.” A coreana falou, e então voltou a fazer o seu trabalho.

“Apesar da brincadeira, Sana está com a razão.” Mina comentou, se posicionando  atrás da garota e segurando em suas mãos. “Você está segurando a carne e a faca do jeito errado... Segura com mais firmeza.”

Mina mudou a posição do pedaço de carne e segurou firme a mão de Chaeyoung e colocou a faca rente.

“Carne aqui é luxo, então é preciso se aproveitar absolutamente tudo.” Mina falou baixo, cortando a carne bem rente ao osso, e com isso a manga de seu uniforme baixou um pouco, deixando a mostra uma tatuagem de dragão verde com detalhes em vermelho.

“...Não arrume brigas, e não se envolva com nenhuma gangue.”

As palavras da diretora Bae ecoaram em sua mente.

O nome japonês, o sotaque e o modo como aquela garota se portava e era tratada pelas demaissomados àquela tatuagem não mentiam: aquela garota era uma Yakuza.

A pequena coreana sentiu um arrepio percorrer sua espinha, e nem foi pela outra estar tão próxima dela, que era possível sentir  a respiração quente dela em seu pescoço.

“Tente sozinha agora.” Mina praticamente sussurrou, soltando a mão da outra jovem, que suspirou fundo e continuou a cortar a carne do jeito que a outra havia lhe dito para fazer. “Isso... Desse jeito mesmo... É tudo questão de prática.”

Chaeyoung engoliu em seco, e então virou-se um tanto nervosa. Mina estava tão próxima, que foi impossível para ela não notar a beleza delicada da garota que lhe olhava de uma forma estranha, os seus olhos negros haviam se fixado nos lábios rosados da menor.

“É... Obrigada pela ajuda.” Chaeyoung agradeceu sentindo as bochechas arderem e com a certeza de que estava mais vermelha que o tomate que Momo picava.

Ela deu um passo para trás, para quebrar aquela proximidade estranha, e acabou batendo as costas na piae quase caindo, tendo que rapidamente se apoiar com as duas mãos para evitar algo pior.

O barulho, claro, chamou a atenção das outras detentas ali, mas Mina se manteve imóvel e séria. Completamente inabalável.

“De nada.” Mina respondeu baixo e abriu um sorriso pretensioso, quase canalha. “Seu cabelo tem um cheiro muito bom.”

“O-obrigada.” Chaeyoung agradeceu e deu um sorriso muito rápido, porém forçado, então Mina se afastou, e ela finalmente se ajeitou e voltou ao trabalho.

Suas mãos estavam trêmulas, mas ela deu o melhor de si para cortar a carne da maneira como Mina havia lhe ensinado.

Enquanto cortava a carne, Chaeyoung só conseguia pensar em que tipo de crime aquelas mulheres que estavam ali com ela haviam cometido, e principalmente, Mina, afinal, se ela fazia parte dos Yakuza, provavelmente havia feito muita coisa pesada... Talvez até matado.

Chaeyoung virou rapidamente e observou a garota que estava concentrada enquanto mexia uma enorme panela com macarrão. Ela pareceu sentir o olhar da coreana sobre si, e então também virou o rosto e seus olhares se cruzaram por um segundo, e Mina logo sorriu, enquanto Chaeyoung olhou para frente e continuou com seu trabalho.

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Tzuyu chegou na sala de visitas e encontrou sua avó paterna, Ling Mei lhe esperando sentada em uma mesa.

A mulher era magra, tinha cabelos grisalhos e usava um qipao vermelho escuro. As rugas em seu rosto e a expressão sofrida escondiam bem a sua verdadeira personalidade.

A jovem se aproximou da avó, juntos as mãos e abaixou a cabeça em um cumprimento respeitoso.

“Nai Nai, eu estou por vê-la novamente, mas confesso que me assusta essa visita surpresa.” A jovem comentou, sentando do lado oposto de sua avó. “Notícias de minha mãe?” Ela perguntou, temendo qual seria a resposta.

“Zhen está bem, o tratamento é agressivo, às vezes ela acaba por passar mal, mas nada do que já não estamos acostumados.” A mulher respondeu de forma um tanto fria. “Eu trago é notícias de seu pai.”

Chou Yijun, o pai de Tzuyu era um dos mais respeitados da Tríade chinesa. Graças ao seu negócio, ele tinha muito dinheiro e deu uma vida repleta de luxo para a sua única filha, mas uma operação muito bem armada da polícia chinesa conseguiu pegá-lo, mas não antes que ele pudesse mandar sua esposa, mãe e filha para a Coreia do Sul, onde Tzuyu acabou por seguir com seus negócios e foi por isso que ela terminou em Park Genhyue.

“Ele está bem?” Tzuyu perguntou, surpresa por ouvir sobre o pai.

“Bem e a par de tudo o que acontece por aqui, inclusive dentro desse presídio.” A mulher respondeu calmamente. “Ele me contou que há membros da Yakuza por aqui, e que uma das maiores fontes de dinheiro dos japoneses que estão na Coreia sai desse presídio.”

“Eu acredito que ele esteja certo quanto a isso.” Tzuyu concordou, e abaixou os olhos, já imaginando o tipo de coisa que viria a seguir.

“Tzuyu, você tem que acabar com isso e tomar esse ponto para a Tríade.” Ling esclareceu. “Você falhou com seu pai e a Tríade uma vez, não poderá falhar novamente.”

“Eu não vou.” Ela assegurou. “Eu farei o que for necessário para que essas ratas japonesas sejam exterminadas aqui dentro.”

“Não perca tempo, tempo é dinheiro.” A mais velha a alertou.

“Eu entendo, NaiNai.” A garota concordou, e a mulher começou a se levantar, quando Tzuyu segurou em sua mão. “NaiNai, diga para minha mãe que a amo, e ligarei nessa semana quando receber minhas fichas.”

“Eu direi.” A mulher respondeu friamente, e assim deixou a sala, e Tzuyu sentada sozinha na mesa, comprimindo os lábios enquanto pensava na informação que acabara de saber.

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Após voltar para o Bloco A, Tzuyu foi direto para a sua cela, que estava vazia, e lá ficou andando de um lado para o outro, pensando em como poderia derrubar as garotas da Yakuza.

Ela sabia muito bem quem eram as membros, e por isso sabia que não seria algo tão fácil, então seu plano precisava ser minucioso, mas não lento, pois o que ela não tinha era tempo de sobra.

“Ei, princesa!” A voz junto com uma pancada de cassetete na grade da cela aberta, fez Tzuyu de assustar. A guarda que estava ali era Lim Nayoung, uma mulher de pele acastanhada, cabelos castanho escuro liso e com um corpo atlético. “Posso saber por que está aí fazendo corpo mole ao invés de estar limpando os pavilhões que é a sua função?”

“Eu não estou me sentindo bem.” A garota mentiu, e a mulher abriu um sorriso irônico.

“Você sabe as regras: se não se sente bem, tem que ir para enfermaria, e eu não sou idiota, sei que você está ótima.” Nayoung respondeu e Tzuyu bufou. “Esse não é o seu castelinho, princesa, agora mexa essa bunda e volte ao trabalho, antes que eu te dê uma advertência e você não receba suas fichas no fim-de-semana.”

Tzuyu encarou a guarda por alguns, mas saiu da sala e seguiu para encontrar suas companheiras e continuar com seu trabalho.

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A hora do almoço estava chegando, e com isso as detentas responsáveis pela comida já se arrumavam para servir as demais.

Logo elas começaram a chegar ali e uma enorme fila se formou.

As coisas estavam fluindo normalmente, até que uma garota de cabelos longos, negros e bagunçados que foi servida por Chaeyoung começou a encará-la.

“Espero que essa gororoba esteja boa, se não eu vou jogar essa bandeja na sua cara.” A garota a ameaçou, olhando com os olhos arregalados, deixando Chaeyoung totalmente assustada.

“Anda logo e não empaca a fila, porra!” Yeri interveio, falando de forma bastante grosseira com a outra garota que abriu um sorrisinho sacana.

“E você vai fazer o quê? Putinha do Seungri!” a garota retrucou e riu. A ofensa fez o rosto de Yeri ficar vermelho e ela ficou visivelmente desconcertada.

Mas Lim Nayoung, logo se aproximou e bateu de leve com o cassetete no braço da garota.

“Detenta, quer voltar para solitária? Não quer, né? Então sai logo daí.” A guarda falou e a garota então saiu, e após alguns passos, voltou a olhar para trás e rir debochadamente de Yeri.

“Filha da puta.” Yeri murmurou, com os olhos fixos na garota que se sentava em uma mesa sozinha.

“Ignora esse demônio.” Sana falou dando tapinhas nas costas da garota que suspirou, e continuou a servir as outras detentas.

E as coisas seguiram normais, até Chaeyoung reconhecer a sua colega de cela, Chou Tzuyu, que pareceu surpresa ao vê-la ali, mas se manteve calada, como era de costume e então sentou-se junto da garota que havia insultado Yeri.

Chaeyoung também reconheceu Vivian Wong, que fez questão de ser servida por ela, mas não falou nenhum impropério, apenas deu uma piscadela, que a jovem fingiu não ter visto.

E quando a fila toda finalmente foi servida, as garotas puderam voltar para a cozinha.

“Ah, eu vou matar a Xuan Yi!” Yeri esbravejou, extremamente irritada.

“Para de falar isso alto, depois se essa vadia louca aparece morta, vai dar merda para você, você sabe bem disso.” Sana a alertou, mas Yeri deu um soco na pia da cozinha, e pegou uma faca, voltando-se para a porta.

“Eu vou é rasgar a jugular daquela puta!” Yeri falou, fazendo Chaeyoung se encolher e Joy segurar seu braço.

“Yeri, não faz isso, não vale a pena!” Joy argumentou, e Mina, que observava a cena calada, andou calmamente até a garota e parou em sua frente.

“Me dá essa faca, Yeri.” Ela ordenou falando baixo e calma, estendendo a mão, a garota abaixou os olhos e mordeu o lábio inferior. “Eu disse para me dar a faca.” Ela insistiu de forma mais incisiva, e então Yeri lhe entregou o objeto. “Joy tem razão, não vale a pena você se foder e pegar uma pena ainda mais pesada por causa de Xuan Yi. Aja com inteligência, Yeri, inteligência.”

Mina então saiu de perto da garota, que começou a chorar e foi abraçada por Joy, que lhe deu um beijo na testa.

“Não fique assim.” A morena falou e depois deu outro beijo na garota, dessa vez em sua bochecha. “Vem, vem aqui comigo, vamos conversar.”

E assim, Joy levou Yeri para o pequeno almoxarifado que ficava no fundo da cozinha.

“Eu queria ter uma relação como a delas: parceiras no crime e na cama.” Sana brincou e riu.

“Mas seriamente, Yeri deveria procurar ajuda, falar com a doutora Hwang ou mesmo com irmã Yoonah sobre esse passado que ela não esquece.” Momo comentou, sentando-se próxima de Chaeyoung, que mantinha silêncio e fingia não estar ouvindo a conversa.

“Se você quer esquecer uma coisa você vai falar dela com os outros? Isso não tem sentido, Momo.” Sana protestou e Momo revirou os olhos e fez uma careta.

“E o que você acha que ela deveria fazer então, espertona?” Momo retrucou e Sana riu.

“A verdade é que a ciência não acompanha os pensamentos de Sana, e por isso não inventaram uma pílula do esquecimento ainda.” A loira respondeu como se fosse dito algo genial. Momo e Mina, no entanto, riram daquela idéia. “Estão rindo de quê? Isso seria muito útil, uma pílula e um copo de água, e pabum: todos os seus problemas do passado desapareceriam da sua mente.”

“Nossa, aí você acorda, tá numa cadeia e nem sabe o motivo? Essa sua idéia é idiota, pelo o amor.” Momo continuou discutindo. “Eu só relevo essas bobagens porque você é louca de pedra, porque olha, você fala muita besteira.”

Sana ficou encarando Momo por alguns segundos e depois olhou para Mina.

“Mina, você não falou que era para a Momo parar de me chamar de louca?” Ela perguntou ofendida e Mina soltou um suspiro alto.

“Momo, não é para você chamar a Sana de louca.” Mina falou num tom arrastado e claramente debochado, fazendo Momo rir e Sana cruzar os braços, fechando a cara.

“Pois saibam vocês que todos os grandes gênios da ciência, da música e artes foram chamados de loucos antes de terem seus méritos reconhecidos? Também riam do Einstein, também riam do Beethoven... do Van Gogh, do Picasso.”

“Você já tá inventando coisa, né, Sana?” Momo debochou. “E outra: você não é um novo Einsten, para de falar esse tipo de coisa, porque se alguém de fora ouvir, você vai virar chacota.”

“Acho que já está bom de discussão por aqui.” Mina falou alto. “Vocês estão brigando por um problema que nem é de vocês, e sim da Yeri, portanto, se ela quiser procurar a doutora Hwang ela vai, se não, ela não vai, e acabou a discussão!”

“Mas você obrigou ela e a Joy a fazerem o...” Sana começou, mas Mina fez sinal para ela se calar.

“Eu falei que essa discussão acabou.” Mina insistiu, e Sana engoliu as palavras que diria. “Além do mais, vocês estão assustando a nossa nova colega: Chaeryoung!”

Nesse instante Chaeyoung levantou a cabeça, e viu que era o alvo dos três olhares. Ela abriu um sorriso tímido.

“É Chaeyoung, na verdade.” Ela corrigiu Mina, que sorriu. “E vocês ... Não precisam se incomodar comigo, podem conversar sobre o que quiserem.”

“Me desculpa por errar o seu nome.” A japonesa falou, ainda sorrindo.

“Tudo bem, eu acho que é mesmo um nome um pouco difícil de pronunciar.” A garota disse, e voltou seus olhos para baixo.

“Eu quero que saiba que você me pareceu uma garota legal, e eu realmente apreciei a forma como você se esforçou e deu o seu melhor, mesmo não tendo muita experiência na cozinha.” Chaeyoung sentiu as bochechas arderem com o elogio, e sua vontade foi de levar as duas mãos ao rosto, mas ela pensou que seria uma cena ridícula, então se conteve.

“Ah... Não foi nada... Muito... Muito obrigada.” A jovem coreana agradeceu, e sentiu o olhar penetrante de Mina em cima dela.

Aquela garota tinha uma vibe diferente. Ela era charmosa na forma de falar e no jeito de agir, mas ao mesmo tempo haviam sinais que indicavam que embaixo de toda aquela cordialidade havia uma pessoa perigosa.

“Uau... Você já pode se sentir muito especial, Chaeyoung, porque Mina nunca elogia ninguém. Mesmo.” Sana brincou, deixando a pequena ainda mais envergonhada.

“Isso não é verdade, Sana, o que acontece é que eu só elogio quem realmente merece.” Mina respondeu e sorriu novamente para Chaeyoung, que sorriu rapidamente de volta, mas queria mesmo era sair correndo dali.

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Do lado de fora da prisão, as detentas chinesas tomavam seu banho de sol. Vivian Wong, Xuan Yi, Mei Qi e Jieqiong sentaram juntas em uma mesa.

“É tão bom ter você de volta.” Falou Jieqiong animada, batendo nas costas de Xuan Yi.

“Não vou mentir, dessa vez achei que você ia para uma vala.” Continuou Mei Qi, uma detenta de cabelos castanhos e rosto fino.

“E eu quase fui mesmo.” Xuan Yi respondeu. “As cadelas me bateram tanto, achei que fosse morrer espancada.”

“Mas também, você tentou fugir, óbvio que ia dar merda, essa porra é cheia de segurança.” Vivi a repreendeu. “E não faça mais isso, hein?”

“É, não mesmo, você sabe que a Tríade não seria a mesma coisa sem você.” Jieqiong falou e Xuan Yi riu.

“Eu sei que todo mundo me ama, eu sei.” Xuan Yi se gabou com um sorriso ensandecido, no momento em que Tzuyu e Cheng Xiao chegaram ali.

“Ei, meninas, que tal um jogo de pôquer com a Tríade inteira para matar o tempo?” Jieqiong sugeriu, mas Tzuyu recusou com a cabeça.

“Agora não, Xiao e eu temos algumas coisas importantes para tratar.” Ela respondeu.

“Aconteceu algo?” Vivi questionou.

“Ainda não, mas logo as coisas poderão mudar de figura aqui nessa merda.” Xiao disse e sorriu para Tzuyu.

“Uou... Isso parece interessante... É sobre as putas japonesas?” Mei  Qi perguntou.

“Mas é claro, sobre o que mais poderia ser? Essas malditas estão trazendo drogas para dentro desse presídio, conseguindo grana, e nós precisamos tomar o posto delas.” Xiao esclareceu.

“Grana? Mas isso só pode significar que alguém do staff está envolvida nesse negócio, só elas têm dinheiro, nós temos essas porras de fichas que não valem bosta nenhuma.” Reclamou Vivi.

“Alguém ou vários alguéns.” Corrigiu Tzuyu.

“Eu tenho a certeza que a Yoo está no meio disso, ela é uma filha da puta, e é bem a cara encher o rabo de drogas.” Mei Qi falou com raiva.

“Eu consigo imaginar isso também, mas nós precisamos ter a certeza de todas as que estão envolvidas nisso, e por isso precisamos agir com cautela, porque se essas guardas descobrirem nossos planos, elas fodem com a gente e nós não vamos nunca conseguir tomar esse ponto das Yakuza.” Tzuyu prosseguiu.

“Por isso, precisamos de todas vocês focadas e sem mais tentativas de fuga.” Xiao continuou e olhou para Xuan Yi. “Certo?”

“Certo.” A garota concordou.

“Se conseguirmos esse ponto para a Tríade, nossa vida vai mudar aqui nessa merda.” Tzuyu explicou. “E ainda temos o bônus de ter as cadelas em nossas mãos, e aí eu quero ver elas darem uma de valente e ficarem nos ameaçando e assediando com suas armas e cassetetes.”

“E poderemos chutar a bunda das Yakuza.” Xuan Yi falou com um sorriso satisfeito.

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Após terminar seu trabalho, Chaeyoung voltou para a sua cela, e lá ficou por uma quantidade de tempo que pareceu infinito, e quando havia caído num sono, acordou assustada com o barulho de uma pancada nas grades.

Ao se sentar, ela viu que era Jeongyeon.

“Está na hora do banho, detenta.” A guarda disse com um sorriso pervertido.

“O quê?” Chaeyoung perguntou assustada, e Jeongyeon entrou na cela, lhe deixando ainda mais nervosa.

A guarda se curvou, colocando as mãos no joelho e encarando a novata, que estava com o olhar apavorado.

“Tirar a roupa, jogar uma água no corpo, se ensaboar e depois de tirar o sabão se vestir novamente, conhece?” Jeongyeon ironizou e Chaeyoung apenas fez que sim com a cabeça. “Bem, aqui as coisas são um pouco diferentes, muitas garotas nuas, tomando banho juntas, se esfregando uma na outra... Algo bem quente, não acha?”

Chaeyoung ficou imóvel, e então Jeongyeon voltou a ficar em pé novamente.

“Vai logo! Vem um minuto para sair dessa cela ou te dou uma advertência por falta de higiene.” A guarda ordenou, antes de deixar o local.

A jovem fechou os olhos e suspirou.

Ela estava temendo aquele momento, mas não teria escolha, então ela simplesmente se levantou e pegou uma toalha e um uniforme limpo.

Ela caminhou até os chuveiros de cabeça baixa, e chegando no vestiário, começou a tirar a roupa, meio ressabiada. Não quis olhar para ninguém, com medo de arrumar alguma confusão.

Pelo menos Jeongyeon não estava ali, mas com certeza ela deveria espiar.

“Tarada.” Chaeyoung murmurou baixo e com raiva.

Chaeyoung saiu do vestiário e chegou aos chuveiros cobrindo os seios e a vagina, causando risos em outras detentas.

“Boceta é tudo igual, menina, não seja tão puritana.” Falou uma mulher com uma aparência de uns cinqüenta anos que passou por ela, andando nua sem nenhum pudor.

Mas Chaeyoung nem teve tempo de se importar com aquilo, porque ficou assustada ao ver Joy e Yeri debaixo de uma ducha, abraçadas e se beijando calorosamente.

Yeri estava encostada na parede e com a perna direita entre as pernas de Joy, que estava se esfregando nela, literalmente como Jeongyeon havia dito. E elas nem se importavam com aquele monte de gente ali.

“Sapatonas nojentas!” Gritou Xuan Yi, ao passar por elas, e Yeri ainda beijando Joy lhe mostrou o dedo do meio.

A chinesa passou por Chaeyoung, que estremeceu, e deixou o chuveiro, indo para o vestiário.

Após ficar ali, Chaeyoung que o melhor a se fazer era tomar logo seu banho e sair dali o mais rápido possível.

E assim ela andou até o final dos chuveiros, que estava mais vazio, e olhando para a parede e de costas para todas as outras, ela o ligou.

Ela deu uma tremida com a água fria que saiu por ali. Algo que ela não estava acostumada. Apesar de não ser de família rica, Chaeyoung havia crescido em um ambiente confortável e seguro, muito diferente da realidade de Park Genhuye.

Após algum tempo ali, ela percebeu que o barulho das outras mulheres foi gradativamente diminuindo, e ao olhar para trás rapidamente, viu que não havia mais ninguém ali para o seu alívio.

Ela respirou fundo, e lavou bem o rosto e molhou seus cabelos antes de ver um sabonete velho que estava no chão. Quando ela se abaixou para pegá-lo, no entanto, sentiu alguém agarrando seu quadril e encostando sua vagina nas nádegas da coreana.

“Nunca aprendeu que não se deve pegar um sabonete assim, delícia?” A voz conhecida fez Chaeyoung pular, e num impulso, ela se pôs de pé, encarando Vivian Wong que ria, mas parou e começou a observar minusciosamente o corpo da outra, passando a língua pelos lábios. “Você é tão gostosa.” Chaeyoung novamente cobriu os seios e a vagina.

“Por favor, vá embora!” Chaeyoung implorou, querendo sair correndo.

“Por quê? Eu acabei de chegar, e aqui não é seu banheiro particular.” A garota respondeu encurralando Chaeyoung, que deu um passo para trás, e sentiu a parede gelada contra o seu corpo.

“SOCOR..” Chaeyoung tentou chamar por ajuda, mas hábil, Vivi lhe agarrou e prensou ainda mais a garota contra a parede, tapando sua boca.

“Está louca? Nada de bancar a espertinha comigo, senão as coisas vão ficar piores.” A garota a ameaçou. Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Chaeyoung. “Shhh... Não chora, delícia, eu prometo que você vai gostar disso também.” Vivi deu um beijo no rosto de Chaeyoung e tirou a mão de sua boca.

“Por favor, não me machuque.” A coreana implorou, mais Vivi continuou lhe encarando com cara de quem não iria parar por ali, ela começou a passar a mão pelos cabelos negros da outra, e a apalpar seu corpo. “Eu tenho namorado...”

Vivi riu da última sentença.

“Quer saber de uma coisa? Seu namorado deve estar chupando uma dúzia de paus, e você vai chupar a minha boceta!” Chaeyoung arregalou os olhos, imaginando Namjoon sendo violentado por presos mais fortes que ele, como provavelmente iria acontecer com ela e em seguida, quando Vivi tocou seus ombros e a forçou a se ajoelhar, ela fechou os olhos e comprimiu os lábios. “Anda logo que não temos todo o tempo do mundo!”

“Deixe a garota em paz!” As palavras fizeram o coração de Chaeyoung se aliviar, e então ela sentiu Vivi lhe soltando, mas manteve os olhos fechados. “Saia daqui agora!”

“Mas eu ainda não tomei meu banh...” Vivi tentou argumentar.

“Eu mandei sair!” Chaeyoung abriu o olho esquerdo primeiro ao ouvir a segunda ordem, e para a sua surpresa quem estava ali era a sua colega de cela: Chou Tzuyu.

Vivi então apenas abaixou a cabeça e saiu do banheiro, deixando Chaeyoung aliviada.

“Você está bem?” Tzuyu perguntou, enquanto Chaeyoung ainda se mantinha ajoelhada e encolhida, e apenas fez que sim com a cabeça. “Eu já disse para a Vivi parar com essas coisas, meu pai não quer ter nosso nome envolvido com esse tipo de gente.”

A pequena engoliu em seco ao ouvir aquilo, e então, ainda trêmula, se levantou apoiando-se nas paredes.

“Obrigada.” Ela agradeceu a outra, mas decidiu que o melhor a se fazer era terminar seu banho o mais rápido possível, e virou-se de costas para a outra.

Chaeyoung começou a ensaboar os braços, quando sentiu uma pancada forte e rápida.

Tzuyu agarrou sua cabeça e a bateu contra a parede de forma violenta, fazendo Chaeyoung soltar um grito misto de susto e dor.

“Escuta aqui garota, eu tenho negócios para fazer, e você vai me ajudar, entendeu?” A mais alta sussurrou de forma ameaçadora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até a próxima


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