História Jailhouse 2.0 - Capítulo 2


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Categorias Loona, Red Velvet, TWICE
Personagens Chaeyoung, Choerry, Dahyun, Jeongyeon, Jihyo, Joy, Mina, Momo, Nayeon, Olivia Hye, Sana, ViVi, Yeri, Yves
Tags 2yeon, Joyri, Michaeng, saida, Ships Originais
Visualizações 108
Palavras 4.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, LGBT, Policial, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar, migos

Primeiramente muito obrigada a todos pelos favoritos e comentários. A opinião de vocês é muito importante pra mim, e eu valorizo muito todas elas. Obrigada.

O nome da música é um trecho da música "Planet Hell" do Nightwish

Espero que gostem do capítulo e boa leitura

Capítulo 2 - Welcome to hell, little saint



Yeri saiu do banheiro após dar uma surra na detenta que havia lhe assediado.

Não sabia se ela iria morrer ou não, mas sentia o coração batendo forte em seu peito e suas mãos ainda estavam trêmulas. Felizmente não havia sangue nelas.

“Kim Yerim.” Ao ouvir o seu nome ser chamado daquele jeito, ela até deu um pulo de susto e virou para trás, vendo que a guarda que estava lhe chamando era a oficial Yoo Jeongyeon, uma mulher de cabelos curtos, alta, truculenta e uma das mais temidas e violentas guardas ali dentro. “Vem comigo.”

“Pra onde? Pra quê?” Yeri questionou a guarda, que riu.

“Sem perguntas, só venha.” Ela respondeu de forma ríspida. “Anda, princesa!” Disse e deu um tapa na bunda de Yeri.

A detenta que estava, mais uma vez, sendo assediada, queria fazer com a guarda o mesmo que acabara de fazer com a outra mulher no chuveiro, mas naquela situação, ficava impotente, e isso lhe enchia de ódio.

Se tentasse agredir a oficial Yoo iria se dar mal, muito mal.

“Não toque em mim, eu sei andar sozinha.” Ela disse, se desvencilhando da guarda, que colocou as mãos em seus ombros, para guiá-la.

“Você é muito bravinha, detenta.” A guarda falou baixo e com um sorriso malicioso. “Gente com esse gênio aqui dentro, acaba se ferrando.”

Yeri se segurou para não mandar aquela mulher ir a merda e provocar nela uma reação violenta. Ficou satisfeita por Jeongyeon lhe acompanhar o resto do caminho em silêncio e sem toques.

Quando finalmente chegou na sala da psicóloga, a dra. Tiffany Hwang, Yerim viu que ali havia uma jovem vestindo o uniforme cinza da instituição, segurando um travesseiro e um saco plástico com alguns pertences pessoais.

“Kim Yerim, essa é Son Chaeyoung, e ela será a sua apadrinhada aqui dentro.” A jovem psicóloga, de cabelos castanhos, olhos negros e que usava um óculos, disse.

“Como é que é? Que negócio é esse de apadrinhada?” A detenta questionou.

“Estamos fazendo reformulações na forma como as coisas funcionam aqui dentro, e a partir de agora toda detenta que aqui chegar será apadrinhada por uma outra “veterana”, digamos assim, para lhe ajudar e se estabelecer em Park Geunhye.” A psicóloga explicou simpaticamente, mas Yeri soltou um riso debochado.

“E por que logo eu tenho que ser a primeira desse seu experimentozinho, doutora?” A loira perguntou com certa impaciência. “Por acaso eu lá tenho cara de rato de laboratório pra fazer papel de cobaia nas suas experiências?”

“Olha que tem.” Jeongyeon sussurrou e riu baixo, mas Tiffany preferiu ignorá-la, mesmo detestando aquele comportamento da guarda.

“As detentas são escolhidas por conterem alguma semelhança com as novatas.” A mulher respondeu, e isso fez Yeri olhar com extremo nojo para Chaeyoung.

A mais nova detenta, naquele instante, se sentiu pior que um saco de lixo fedorento.

“Você não será a única a passar por isso, e eu espero o seu comprometimento com a sua nova colega.” Tiffany disse, tentando manter a calma e a cordialidade, apesar da resistência por parte de Yeri, que mais uma vez riu de forma irônica.

“Mas é claro que sim, doutora.” Ela respondeu e deu os ombros.

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Uma vez no corredor, Chaeyoung caminhava em total silêncio ao lado de Yeri, para quem ela nem se atrevia a olhar, enquanto a guarda que as guiava vinha logo atrás.

“Acho que eu já entendi qual é a semelhança que a doutora Hwang viu entre vocês duas.” Jeongyeon começou a falar em um tom provocativo. “A altura.” Ela riu sozinha de sua própria piada sem graça, enquanto Yeri revirou os olhos e Chaeyoung se manteve em silêncio.

Quando chegaram no bloco A, Chaeyoung quase teve um ataque ao ver o local. Paredes cinzas, sem vida, e um monte de mulheres que lhe encaravam, algumas com cara de quem iria lhe agredir fisicamente se ela abrisse a boca, e outras com cara de quem queriam agarrá-la para satisfazer seus desejos sexuais.

E ambos os casos eram de embrulhar o estômago e deixá-la ainda mais apavorada.

Mas o que realmente lhe deixou de olhos arregalados, foi ver uma detenta sendo levada inconsciente e com o rosto todo machucado e cheio de sangue em uma maca, que passou ao lado dela.

Era a detenta Ya Hasun, que havia sido espancada por Yeri, no chuveiro há poucos minutos.

Diante daquela imagem horrendo, Chaeyoung acabou olhando por instinto de lado, e viu no rosto de Yeri um pequeno sorriso e um olhar de satisfação.

“Tá me olhando por quê?” Yeri perguntou de forma agressiva, assim que notou o olhar da outra sobre si. “Me achou bonita?”

Chaeyoung rapidamente voltou a olhar para o chão e sentiu as bochechas arderem. Ela, provavelmente, estava mais vermelha que um pimentão naquele instante.

“Isso, novata, é o que acontece quando você não entende o seu lugar aqui dentro.” Yeri prosseguiu de forma ameaçadora, e a outra sabia que ela estava falando da mulher agredida. “Fica na sua pra não ser a próxima.”

Chaeyoung apenas concordou balançando a cabeça, sem dizer uma única palavra e de repente saiu caminhando para longe, sem nem se importar com o seu dever de apadrinhar a outra.

Jeongyeon riu alto com aquilo.

“Você não vai durar um mês aqui dentro.” A guarda sussurrou para a detenta, que estava tão assustada que nem podia discordar. “Vem, que eu vou te mostrar os novos aposentos reais da princesa.”

Chaeyoung seguiu a guarda por um dos corredores, e foi levada para uma cela que estava vazia.

Uma vez sozinha, Chaeyoung se sentou na cama debaixo do beliche, e ficou algum tempo imóvel, ainda tentando compreender toda aquela situação e sua nova realidade.

Mesmo com os meses, ela ainda parecia não ter se adaptado a ideia daquela sua vida, pois todos os seus sonhos e planos haviam desabado de forma repentina e violenta.

Parecia até um pesadelo, e a qualquer momento ela iria acordar, ao lado de Namjoon e voltar a rotina de amor com o seu namorado, prontos para se casarem, terem filhos, formarem uma família comum, porém, feliz.

Não foi possível conter as lágrimas, e então ela abriu o saco plástico e tirou uma foto que estava junto de Namjoon, deitando-se na cama, ao lado da imagem.

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Mas Chaeyoung não era a única novata que estava começando a cumprir sua sentença em Park Geunhye. Uma jovem menina, de apenas 18 anos, também estava chegando ali naquele dia: Olivia Hye.

A detenta escolhida para apadrinhar Olivia foi Yabuki Nako, e a similaridade entre as duas era bastante óbvia: a religiosidade.

Olivia era a filha mais nova de um pastor neopentecostal sueco, Lucas Hye, que foi pego em um esquema de desvio de dinheiro da própria igreja. Por ter consciência do crime e se beneficiar do dinheiro roubado, tanto Olivia, quanto seu irmão mais velho, Henry, foram presos e condenados, porém por um tempo menos do que o de Lucas.

Yabuki Nako havia sido presa por uso de drogas, e se converteu dentro do presídio. Ela era japonesa e atualmente era a líder do coral da irmã Yoonah.

“As coisas não são nada fáceis aqui dentro, mas eu vou fazer o máximo que puder para ajudar na sua adaptação, Olivia.” A japonesa falava, enquanto andava lado a lado com a nova detenta, sendo muito mais cordial e aberta a ideia da doutora Hwang que Yeri.

“Eu agradeço muito a sua gentileza, Nako.” A garota de cabelos negros agradeceu com um tímido sorriso.

“Eu agradeço muito a sua gentileza, Nako.” A garota de cabelos negros agradeceu com um sorriso tímido, tentando não ter um ataque de pavor. Nako estava sendo totalmente gentil, mas Olivia sabia que a sua vida ali dentro tinha tudo para ser bastante complicada.

Yoo Jeongyeon levou Olivia para a cela onde ela iria ficar, com Nako fazendo questão de acompanhar tudo de perto, e ao chegarem ao seu destino, Jeongyeon começou a rir.

“Boa sorte, novata carola, você vai precisar já que vai dividir a cela com Minatozaki Sana.” A mulher disse, deixando Olivia completamente assustada e de olhos arregalados, e quando ela olhou para Nako e viu a expressão preocupada no rosto da baixinha, teve certeza que aquilo não se tratava apenas de uma tática de tortura psicológica por parte da guarda.

Sentiu o coração bater tão forte que refletia na garganta. O seu medo tomou proporções maiores e ela só conseguia pensar em sair correndo, mas sabia que não teria para onde fugir.

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Chaeyoung teve uma noite terrível, passando boa parte dela em claro. O sono demorou a vir e, quando chegou, ela acordava a todo o momento, até aquele sinal horrível, alto e assustador tocar as sete da manhã, fazendo a garota pular da cama.

Estava aliviada, ao menos temporariamente, que sua cela estava vazia.

Ela vestiu aquele uniforme horroroso e seguiu para o refeitório, para tomar seu primeiro café-da-manhã naquele lugar terrível.

Entrou numa fila enorme, tentando não ficar olhando demais para os lados, tinha medo de que alguma daquelas mulheres pudessem achar que ele estava encarando demais e arrumassem briga com ela.

Ouviu alguns gracejos de outras detentas, mas manteve o silêncio e a calma, fingindo que não era com ela.

Após pegar sua bandeja com um pãozinho, meia maçã e uma caixinha de leite, ela caminhou por entre as mesas, procurando um lugar mais afastado e seguro para se sentar, coisa que ela não achou e acabou se aproximando de Yeri, assim que viu o rosto conhecido no meio daquela multidão de mulheres mal-encaradas.

“Com licença, eu posso me sentar aqui?” A garota perguntou, tentando ser cordial, mas o olhar de Yeri sobre ela, a fez até dar um passo para trás e engolir em seco.

“Vaza daqui, garota.” A detenta respondeu, e voltou seus olhos para frente, encarando uma Joy confusa.

“Quem é essa?” A morena grandona perguntou, enquanto lançou um olhar para Chaeyoung, que permaneceu parada, esperançosa de que aquela garota mal-humorada pudesse mudar de ideia.

“Coisa da dra. Hwanf, aquela desocupada.” Yeri respondeu, e deu os ombros. “Agora as novatas são apadrinhadas por alguma detenta para ajudar na adaptação ao ambiente.” Ela continuou explicando, ignorando Chaeyoung e agindo propositalmente como se ela não estivesse ali.

“Por favor, me deixe ficar aqui, esse lugar é horrível.” A garota insistiu, já sentindo o desespero bater. Yeri era sim hostil, mas já era uma hostilidade conhecida pela outra jovem, enquanto todas as outras detentas eram uma caixinha de surpresas.

Impaciente, no entanto, Yeri colocou as duas mãos sobre a mesa, fazendo barulho, e se levantou para encarar a outra, ficando frente a frente com ela.

“Preste bem a atenção, porque é a última vez que eu falo: eu sei que, supostamente, devemos agir como amigas, mas nós não somos e eu não dou a mínima pra você aqui dentro, mas aqui vai um conselho: arrume uma arma, aprenda a dar uns socos e não deixe ninguém foder com você, está bem? É isso, agora, tchau!”

Chaeyoung abaixou a cabeça e decidiu procurar outro lugar para se sentar, já que estava claro que se ela insistisse com Yeri, as coisas não iriam acabar bem para ela.

Ela deu mais alguns passos, quando ouviu alguém assoviando para ela, o que a fez olhar para a direção do som, e viu uma garota de cabelos loiros descoloridos e sorrindo maliciosamente para ela. Ela tinha um rosto estranhamente familiar.

“Vem, senta aqui no meu colinho, senta.” Ela falou para Chaeyoung, batendo nas coxas.

A garota não soube se sentia nojo ou pânico daquela abordagem agressiva.

“Senta aí, novata.” Ela ouviu alguém falando mais alto, e então olhou para frente, vendo uma garota de cabelos negros e longos, que acenou brevemente.

Primeiramente ela ficou um tanto receosa quanto aos interesses daquela jovem, que podia ser outra assediadora, porém, naquela situação ela acabou por se sentar próximo da outra.

“Obrigada.” Ela agradeceu tímida, e a outra apenas assentiu.

“Por nada.” A outra respondeu, e voltou sua atenção ao café-da-manhã.

“Meu nome é Son Chaeyoung.” Ela se apresentou, após concluir que aquela jovem não parecia perigosa.

“Ha Sooyoung, mas pode me chamar de Yves.” A outra respondeu de forma cordial, quando a garota que havia cantado Chaeyoung anteriormente, passou por ali, e deu uma piscadela para ela. “Não esquenta, ela faz isso com todo mundo.”

“Quem é ela? É estranho porque eu tenho a impressão de que o rosto é um tanto familiar.” Chaeyoung comentou e Yves soltou um risinho.

“Deve ter visto na TV há uns anos atrás.” A garota explicou. “Lembra de um caso de uma modelo chinesa que matou os pais junto com o namorado? É ela, Vivian Wong.”

Chaeyoung deixou até o queixo cair um pouco. Aquele caso havia ficado famoso em toda a Coreia, e ela nunca imaginou que algum dia dividiria o mesmo ambiente que uma assassina.

“Caramba...” Murmurou para si mesma, ainda atônita com a situação.

Estava no meio de assassinas, traficantes e outras tantas coisas que ela preferia nem imaginar, e agora a sua ficha estava começando a cair.

Há alguns poucos metros dali, Olivia seguia Nako até a mesa onde as garotas do coral da irmã Yoonah estavam sentadas.

“Bom dia, meninas.” A japonesa cumprimentou suas colegas, que olharam para Olivia. “Essa é a Olívia, ela chegou aqui ontem.”

Olivia cumprimentou as garotas com um sorriso nervoso e depois se sentou a mesa e notou que nenhuma delas havia começado a comer ainda.

“Antes de fazermos a refeição, nós sempre rezamos um Pai Nosso e uma Ave Maria para agradecer os alimentos que temos a mesa.” Nako explicou. “Reza com a gente?”

Olivia engoliu em seco e ficou receosa de início, mas decidiu falar.

“Me desculpem, mas eu sou cristã protestante, não adoro Maria, apenas Deus.” Ela falou, e recebeu olhares mortais por parte das garotas da mesa, a única exceção era Nako.

“Cadela!” Uma das garotas, baixinha de cabelos castanhos e rosto cheio a xingou, para o horror de Nako e a total surpresa da própria Olivia, que corou violentamente.

“Seungyeon!” Nako chamou a atenção da garota. “Olha a boca, isso não é forma de se falar com outra pessoa!”

“E você vai permitir desrespeito com Maria?” Foi Xiyeon, uma garota que estava sentada do lado da outra, que perguntou. “Ela foi a escolhida por Deus!”

“Não me entendam mal, eu respeito a fé de vocês, só não rezo a Ave Maria.” A garota tentou se explicar, completamente envergonhada.

“Está tudo bem.” Nako interviu. “Cada um tem a sua fé, e nós não devemos implicar com ninguém. Eu não vou admitir isso, entenderam?”

As garotas assentiram, mas Olivia podia sentir a animosidade em seus olhares e estava com a impressão de que elas não aceitariam sua presença com bons olhos.

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Yeri entrou em sua cela para pegar algumas coisas, quando ouviu passos, o que a fez olhar para trás e ficar um tanto assustada ao ver ali Ya Hasun, com o rosto todo cheio de hematomas e machucados. Com ela havia outras duas jovens, duas chinesas, que Yeri conhecia pouco: Mei Qi e Xuan Yi.

Ela abriu um sorriso maldoso para a loira, que mesmo diante da clara ameaça, não se acovardou.

“Que merda você está fazendo aqui? Quer levar outra surra?” A garota questionou, e a outra riu em resposta.

“Cala a boca, sua putinha barata!” Hasun respondeu e deu um forte tapa no rosto da garota, que não pensou duas vezes antes de tentar revisar o golpe, mas acabou sendo segura pelas duas chinesas. “Agora você vai ter que me chupar!”

“Saia daqui agora!” Yeri ordenou, sentindo seu coração acelerar.

“Qual o problema? Você é uma puta e uma sapatona! Você gosta disso!” Hasun perguntou e Yeri cuspiu nela.

“Eu só chupo as bucetas que eu quero chupar, então, vai se foder!” Yeri respondeu irritada e tentou se soltar, inutilmente.

Hasun fechou a cara e deu um soco no estômago de Yeri, que caiu de joelhos e sem ar por causa da dor. A detenta então riu e abriu a sua calça.

“Eu gosto de garotas bravas, geralmente elas fazem valer o nosso esforço.” Hasun comentou irônica e deu um tapinha no rosto de Yeri, antes de forçar o rosto da garota contra o seu órgão genital.

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Joy caminhava rumo ao corredor onde a cela de Yeri estava, mas foi barrada por uma guarda.

“Esse local aqui tá fechado pra limpeza.” A mulher falou para Joy, que arqueou uma sobrancelha, estranhando aquilo.

“Qual é? Desde quando fecham os locais pra limpeza?” Ela perguntou desconfiada e a guarda riu.

“Desde quando se faz necessário.” Ela respondeu firmemente, mas Joy soube que havia algo de errado com aquilo.

“Eu só tenho uma parada rápida pra resolver.” Joy disse e tentou passar desviando da guarda, que colocou em sua frente.

“Eu já disse que não vai entrar! Se insistir, te chuto pra solitária.” A mulher ameaçou. “Vai procurar sua namoradinha em outro canto.”

Joy encarou a guarda, enfurecida e desconfiada, mas decidiu procurar por Yeri em outros lugares, evitando um confronto e uma possível punição desnecessária para si mesma.

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Na enfermaria, Sana estava escrevendo em uma folha, apoiada na bandeja com alimentos, enquanto era observada por Chae Won, que havia ficado muito curiosa quando a japonesa lhe pediu caneta e papel emprestados.

Apesar da violenta surra que havia recebido, Sana não parecia abalada, mas todos aqueles machucados e hematomas visíveis tanto em seu rosto, quanto nos seus braços a deixavam com uma aparência um tanto assustadora.

“Enfermeira, você pode me fazer um favor?” A japonesa perguntou e abriu um sorriso para a jovem, que continuava desconfiada.

“Depende, e muito, do favor.” Ela respondeu e Sana deixou um risinho escapar, sabendo que a enfermeira se referia as suas constantes investidas nunca correspondidas.

“Eu preciso que você leve essa carta para a oficial Jo.” Ela respondeu enquanto dobrava a folha. “É uma carta com um pedido de desculpas pelo o que aconteceu no jogo.”

Chae Won arqueou uma sobrancelha, novamente surpreendida pela detenta. Ninguém, mas ninguém mesmo, acreditava que Sana havia quebrado o pé de Haseul sem querer, e aquilo p estava mais para uma brincadeira de mau gosto do que um pedido de desculpas sincero.

Mesmo assim, a jovem enfermeira se aproximou de Sana, pegou a carta e a guardou em seu bolso.

“Eu vou falar com a oficial Park e ver o que ela acha disso.” Chae Won disse.

“Obrigada, meu anjo.” A jovem agradeceu com uma piscadela, flertando com a enfermeira que rolou os olhos e se virou de costas, já impaciente com aqueles comportamentos.

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Após procurar por Yeri por todas as partes e não encontrá-la, Joy decidiu voltar até a cela de sua namorada, e ficou aliviada por não encontrar mais aquela guarda que havia a barrado no corredor.

Por sua vez, ao chegar no local, ela logo notou que algo estava muito estranho ao encontrar a outra deitada em sua cama, olhando para a parede.

“Yeri?” Ela chamou, mas a garota manteve-se imóvel. “Onde você tava? Eu te procurei por todo o lado.”

Quando Yeri se levantou e olhou para Joy, a mais alta se assustou com seus olhos vermelhos e lágrimas rolando por seu rosto.

“O que houve?” Joy perguntou, enquanto a jovem ficou em pé, e apenas abraçou a namorada, que retribuiu o carinho, segurando-a com cuidado e lhe dando um beijo na testa. O gesto fez Yeri voltar a chorar. “Me diz o que aconteceu, Yeri, você está me assustando.”

“Por favor, não me deixe sozinha de novo.” Yeri pediu completamente desesperada e pensando em como iria contar para Joy o que havia sofrido nas mãos de Ya Hasun.

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Chaeyoung entrou no vestiário, se preparando mentalmente para o seu primeiro banho no local. É claro que ela estava com medo, afinal, se já havia sido assediada vestida, imagina sem roupa? As coisas ficariam muito piores.

Estava até rezando em silêncio, pedindo a Deus para que não lhe abandonasse naquele momento de necessidade, mas ela sabia que, no fundo, não merecia piedade divina.

Ao entrar na grande sala onde os chuveiros ficavam, ela tentou ao máximo evitar contato visual com qualquer outra mulher, pois temia ser mal interpretada ou confundida com uma lésbica procurando por sexo.

Foi no chuveiro mais longe possível e o abriu. A água estava muito gelada, o que a fez até estremecer, mas após algum tempo, seu corpo foi se adaptando a temperatura.

Começou a lavar o corpo e depois os cabelos com um shampoo e um sabonete que haviam sido lhe dados pela direção do presídio. Ambos vagabundos, por sinal, e com essências que não lhe agradavam, mas era o que tinha para hoje e não havia nada que ela pudesse fazer a respeito.

Tudo estava bem e tranquilo, até ela ouvir o som do chuveiro ao lado se abrindo. Por instinto e medo ela abriu os olhos e virou-se para ver quem estava ali.

Para a sua surpresa, era uma mulher um pouco mais alta que ela, com cabelos castanhos escuros pouco abaixo dos ombros, de costas para ela, além de algo que era impossível não chamar a atenção: uma tatuagem enorme de um dragão que ia do ombro direito até metade das costas.

Chaeyoung engoliu em seco, já imaginando com que tipo de coisa aquela mulher estava envolvida, já que pessoas comuns quase não possuíam tatuagens, muito menos daquele tamanho. A tatuagem era linda, mas um sinal de que aquela detenta estava envolvida com coisas mais sérias, como o crime organizado.

Aquele pensamento foi tão chocante para Chaeyoung, que ela nem se deu conta de que ficou algum tempo olhando fixamente para o corpo da mulher, e só percebeu o ocorrido quando a mesma se virou e percebeu o seu olhar.

Ela sentiu as bochechas arderem e corou violentamente ao olhar no rosto da outra que agora lhe encarava. Sentiu um medo enorme de ser mal-interpretada e confundida com uma tarada, no entanto, a outra abriu um pequeno sorriso para ela.

Chaeyoung desviou o olhar imediatamente e ouviu o risinho sacana da mulher. Estava morrendo de vergonha e queria fazer como um avestruz enfiando a cabeça no solo ou ter um poder mágico que lhe fizesse desaparecer.

Repassou a espuma de seu corpo o mais rápido possível e saiu dali, aliviada por ver que a outra seguiu tomando seu banho normalmente e não deu em cima nem quis tirar satisfações com ela

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Quando seu turno terminou, Chae Won decidiu falar com Jihyo sobre a carta que Sana havia escrito para Haseul, mesmo sabendo que era muito improvável que a guarda-chefe deixasse que aquilo fosse entregue a sua colega, porém, ela estava fazendo o que considerava ser correto.

“Olá, Chae Won.” Jihyo cumprimentou a enfermeira, um tanto surpresa com sua “visita”, algo pouco comum. “Algum problema na enfermaria?”

“Na verdade, não. Está tudo muito bem por lá.” A jovem assegurou e pegou o papel dobrado em seu bolso. “O que eu quero é repassar pra você um pedido da Minatozaki Sana.”

Ao ouvir o nome da japonesa, a expressão de Jihyo até mudou. O ódio que ela nutria pela detenta era conhecido por todos e até compreensível em certo nível, já que Sana, mais do que qualquer outra prisioneira, era uma fonte inesgotável de problemas e nada nem ninguém parecia conseguir melhorá-la.

“O que essa desgraçada quer?” Jihyo perguntou com certa irritação.

“Ela escreveu uma carta com um pedido de desculpas para Haseul.” Chae Won respondeu, e Jihyo deixou um riso irônico escapar, então a enfermeira lhe entregou o papel.

Jihyo sabia que Sana não era nem um pouco ingênua e não fazia nada sem alguma segunda intenção por trás, e por isso mesmo poupou seu tempo, e antes de ler rasgou a folha, deixando Chae Won até sem graça.

“Eu não vou participar de nenhum teatrinho arquitetado por essa japonesa maldita!” Disse enquanto jogou os pedaços de papel na lixeira ao lado de sua mesa. “Essa sociopata não fica feliz somente em machucar uma guarda, ela também precisa se satisfazer fazendo escárnio em cima do sofrimento de sua vítima.”

“Eu tenho que ir.” Chae Won disse, sentindo-se até um pouco mal com aquela situação. Estava arrependida de ter levado a carta até Jihyo, que naquele momento devia estar pensando que ela era uma completa idiota.

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Mais uma noite chegou, e Chaeyoung colocou a cabeça no travesseiro tentando pensar de forma positiva, que eram dois dias a menos para ela trancada naquele inferno, só restavam alguns milhares, com sorte, talvez centenas mais para ela cumprir.

Suspirou fundo imaginando que durante um bom tempo sua vida ficaria totalmente parada e isso a apavorava. As coisas eram ruins em Park Geunhye, mas ao menos ela sabia qual o rumo elas estavam tomando, mas ao sair dali, ela iria mergulhar rumo ao desconhecido e isso era muito assustador.

As luzes foram apagadas, mas o sono demorou a vir, e veio de forma turbulenta, com pesadelos que a fizeram acordar por várias vezes na madrugada, e quando as luzes voltaram e o sinal tocou, ela se sentia exausta, como se tivesse trabalhado em uma plantação de chá verde.

Logo cedo, Chaeyoung foi chamada para trabalhar na cozinha do presídio, mesmo local onde Yeri trabalhava, e por falar na garota, ela estava ainda mais calada e séria que no dia anterior, e por esse motivo, a novata se sentiu ainda mais acuada e com medo de puxar conversa, até mesmo para fazer perguntas.

A novata havia detestado tudo ali e a forma ríspida como Yeri estava a tratando piorava tudo. Chaeyoung já não possuía muitas habilidades culinárias e aquela comida de aparência sofrível não ajudava.

Ficou cortando vegetais para uma sopa rala e com falta de tempero que foi servida no almoço.

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Yeri estava se sentindo péssima e com muita raiva. Só conseguia pensar em levar uma faca para sua cela e matar Ya Hasun, mas infelizmente, isso era muito difícil dela conseguir.

Nem conseguiu comer, seu estômago estava revirado.

Após terminar seu trabalho, a garota saiu da cozinha e andava sozinha por um corredor próximo a uma escada, com as mãos no bolso e cabeça baixa.

“Ei Yeri.” Ao ouvir alguém chamando o seu nome, ela olhou para o lado, e viu uma jovem de cabelos curtos sorrindo maliciosamente. “Eu fiquei sabendo que você fez um ótimo servicinho oral na Yasun, bora fazer comigo também.”

“Vai se foder!” Yeri respondeu com raiva e a outra riu.

“Você é muito bravinha, vem cá que eu te amanso, vem.” A mulher disse e tentou segurar nos braços da jovem, que sem pensar em mais nada empurrou a detenta, fazendo a outra se desequilibrar e cair da escada, chamando a atenção de todas as detentas e guardas que estavam na parte de baixo do pátio.

Yeri ficou paralisada e em choque. Havia agido por impulso, e o olhar para baixo ela viu a mulher que havia lhe assediado estatelada no chão, morta.

“Merda.” Yeri sussurrou, levando as mãos a boca, antes de ser contida por duas guardas.


Notas Finais


Até a próxima ❤️


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