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História Jamais Vu VHOPE - Capítulo 7


Escrita por: decamartinz

Notas do Autor


Olá,

Mais uma att postada!

Antes de mais nada, obrigada pelos comentários que estão deixando.
Eu leio e fico muito feliz de saber que vocês estão gostando da história.

Capítulo 7 - Capítulo 7


Jung Hoseok

— Como está a comida? Não quer mais? — Minha omma pergunta pela terceira vez.

— Tá tudo bem, omma. Eu já comi o suficiente. Se você continuar me empurrando comida, vou voltar ao hospital por conta de uma congestão. — Me levanto da mesa depois de ser obrigado a comer muito mais do que eu gostaria.

— Não brinque com isso, Jung Hoseok. Eu ainda estou chateada com você! — Ela caminha pondo a louça na pia.

— Desculpe, omma. –— Me aproximo. — Eu vou me cuidar de agora em diante, tudo bem? Pode descansar, eu cuido dessa louça. — Começo a juntar os objetos na pia.

— Não precisa. Vá tomar um bom banho enquanto eu faço isso. Você ainda me parece cansado.

— Bom, eu vou. Preciso mesmo tirar esse cheiro de hospital. — Dou-lhe um beijo e subo.

Separo uma calça de moletom confortável e uma camisa de algodão e sigo para o banheiro.

A ducha quente relaxa os meus músculos, trazendo uma sensação confortável ao meu corpo. Enquanto enxáguo o cabelo, repenso nas últimas 24 horas. 

Eu sabia que estava sendo descuidado comigo. 

Não sentia muita fome, então me perdi muitas vezes nos horários das refeições, deixando de comer e ficando apenas à base de café.

Relembro da visita de Yoongi à empresa. 

Já estava completamente exausto. Minha cabeça vinha latejando desde a noite anterior e o efeito dos analgésicos não durava tempo o suficiente para que eu realmente descansasse. Eu passei a manhã inteira me sentindo enjoado, o estômago queimando e minhas têmporas pulsavam constantemente.

Sobrevivi à conferência, mas quando voltei a minha sala, tudo veio com força e eu só me sentia muito cansado.

Só não sabia que aquele dia ainda não havia terminado.

Quando Taehyung me avisou da presença dele, eu senti a tensão em meu corpo. Por pouco não pedi para que dissesse que eu havia ido embora, mas não queria misturar as coisas. Foi assim que acabei deixando-o entrar.

É estranho como as pessoas podem causar um impacto tão profundo. Muita coisa havia mudado, mas ao mesmo tempo, eu ainda sentia que tudo ainda estava na mesma.

Quando ele passou por aquela porta, com seu cabelo agora escuro, diferente do loiro descolorido de nosso último encontro, eu o reconheci, mas ao mesmo tempo ele me parecia um estranho.

Ele se sentou diante de mim, e acho que foi naquele momento que eu percebi verdadeiramente que não éramos “nós”. 

Agora, éramos Yoongi e Hoseok, separadamente, e no meu caso, uma versão indefinida de algo que custava a acreditar que havia acabado.

— Você tá bem? — Foi a primeira coisa que ele me perguntou ao me encarar.

— Só muito cansado e com muito trabalho. 

— Entendo. — E ficou em silêncio.

— Então? — Resolvi perguntar depois de certo tempo.

— Seok, eu achei melhor falarmos aqui. Tinha uma reunião aqui perto e acabei aproveitando a oportunidade. Desculpe não ligar antes, mas eu também não planejei muito as coisas. — Se ajeita na cadeira.

— Tudo bem. O que houve?

Ele pega a bolsa que está a tiracolo e retira um papel.

— Bom, eu sei que compramos aquele apartamento juntos, mas eu não moro mais lá. Então pedi que fizessem essa procuração, passando a minha parte para sua responsabilidade. Assim, você não precisa da minha assinatura para resolver nada. Eu não sei se fiz certo, mas achei que era justo para evitar algum contratempo. 

Ele me estende o documento.

Olho por um instante e é isso. A última parte de nós se findou.

— Olha Seok, não quero que você pense mal de mim. Eu tô tentando fazer as coisas do jeito certo. Não quero que você tenha problemas. Se quiser vender, fique à vontade. Eu tô ficando enrolado com o trabalho e devo viajar nos próximos meses. Não sei quanto tempo vou ficar fora. Achei que essa seria uma maneira de não atrapalhar. — Me encarou ansioso. 

Eu olhei para o papel e olho para ele novamente.

— Yoongi, quando foi que acabou? — Faço a pergunta que vem me rondando há meses.

— Como assim?

— Quando foi que acabou pra você? Quando foi que você me olhou, olhou para a nossa vida e viu que aquilo não era mais o que você queria? – Peço num fio de voz.

— Seok...

— Me responda. Por favor, Yoongi. Eu não tô tentando te fazer ficar, eu sei, eu sinto que você foi embora. Eu só quero entender quando isso aconteceu porque na minha cabeça, isso tá acontecendo nesse exato momento. Eu tô finalmente vendo que assim como você foi embora de mim, eu tô indo embora de você. — Respiro fundo.

Nos encaramos.

— Eu não sei o momento certo, Seok. Eu só senti que havia algo errado. Quando você quis casar, eu gostei da ideia. No começo me parecia certo, a gente já tava junto há três anos, eu gostava de você. Éramos bons juntos. Até que de repente não éramos mais. Não sei dizer isso do jeito delicado, Seok. Eu sou ruim me expressando fora da música. Só sei que me dei conta de que estava indo por um caminho que não faria bem a nenhum de nós. Então eu escolhi, eu decidi. Fiz o que achei que era certo. Eu gosto de você, Seok. Você foi o melhor parceiro que eu tive e justamente por gostar, eu quis fazer as coisas antes que a gente chegasse a um ponto, onde eu não poderia vir aqui agora por exemplo, porque a gente já teria se magoado o suficiente para não desejar que o outro seja feliz. Mas entenda Seok, eu quero que você seja feliz. Talvez mais do que eu quis enquanto estávamos juntos. E eu sinto muito por ver que talvez você não esteja sendo.

Seus olhos desviam e ele enxuga uma lágrima. Meus olhos ardem, mas eu preciso me conter.

 Respiro fundo e encaro o papel mais uma vez.

— Ok. Tudo bem, Yoongi. Eu vou assinar, fazer o que se deve e te mando uma cópia.

— Tudo bem. — Se levanta. — Eu preciso ir agora. 

— Tudo bem, eu te acompanho. — Nos aproximamos.

Foi tão estranho. Quando senti seus braços em volta da minha cintura, doeu na carne, mas ao mesmo tempo eu entendi. Era mesmo o fim. Não havia a paixão de antes, não havia o mesmo amor, era apenas o carinho e o respeito que ele tinha por mim, que haviam sobrado.

Inspirei seu cheiro uma última vez e caminhei até a porta. 

Em silêncio o acompanhei até o elevador. O vi ir embora e sorrir pequeno uma última vez.

Eu não sei em que momento daquele encontro, meu coração partiu o último pedaço que faltava. Mas ao mesmo tempo que algo quebrou, eu também senti o primeiro aroma de alívio.

Talvez, todo esse tempo, eu ainda me iludisse de alguma forma. Porém, no momento em que ele entrou por aquela porta, eu vi que havia acabado. Que nada era do mesmo jeito.

Talvez tudo isso tenha sido demais para o meu corpo, pois assim que a primeira fisgada me atacou, eu senti que não aguentaria. 

Tentei aguentar, mas meu corpo parecia determinado em desligar. Foi assim que acabei desmaiando e indo parar no hospital.

“Fechando um ciclo com estilo, eu diria.” 

Rio do meu pensamento enquanto a água se mistura às primeiras lágrimas que me permiti deixar rolar desde que tudo aconteceu. 

Chorei em silêncio, relembrando tudo que, de agora em diante, pretendo esquecer. 

Eu lembrei do sorriso gengival, do olhar felino, da personalidade tímida, mas divertida. Eu lembrei do sexo intenso, dos beijos molhados, do café amargo, da dose de rum antes de dormir. 

Me dei conta de que não dormíamos mais abraçados. Ele se encolhia inteiro feito uma bola na cama, eu dormia largado. 

Talvez ali já fosse um sinal, né? Havia proximidade, mas sempre houve uma distância.

Desligo o chuveiro e decido que de agora em diante só me resta deixar para trás e me dedicar ao que eu ainda tenho.

No quarto, me visto e, enquanto eu estava secando o cabelo, a campainha tocou.

Terminei de me arrumar e desci as escadas, ouvindo a voz da minha omma e Taehyung, que parecia rir de algo que ela havia dito.

— É sério, eu morria de vergonha. Parei de levá-lo depois disso. Eu não tinha cara pra explicar que meu filho gostava de ficar dançando quando a gente deveria se concentrar e rezar. Hobi sempre foi muito elétrico, sorridente e animado. Acho que por isso que só fiz um. Não sei se conseguiria cuidar de mais. — Ela ri.

— Qual a vergonha da minha infância, a senhora está contando, omma? — Falo me aproximando.

— Boa tarde Hoseok-ssi. Espero que esteja melhor. — Taehyung se curva em cumprimento.

— Não precisa ficar se curvando. Parece até o Jungkook quando entrou no escritório... — Respondo. — Boa tarde, Taehyung. 

— Eu não disse nada demais, meu filho. Só contei que desisti de levá-lo ao templo aos fins de semana porque você corria e dançava o tempo inteiro atrapalhando os outros.

— Entendo. Bom, em minha defesa, eu achava que era algum festival. Tudo era muito colorido. Qualquer criança fica meio fascinada com tantas cores. — Digo caminhando até a mesa.

— Hoseok-ssi, aqui estão os remédios que o senhor deve começar a tomar. Fiz uma lista com os horários e coloquei o lembrete na agenda para que o senhor os tome nos horários certos. — Ele me estende uma sacola.

— Taehyung, não precisava. Isso são coisas pessoais... Mas enfim, obrigado. — Encaro-o.

— Tudo bem, não foi trabalho. — Sorri. — Bom, eu sei que o senhor deve querer saber o que o Jin e o Namjoon hyung definiram. 

— Sim, por favor. Sente-se. — Ofereço.

— Você quer água ou um café Taehyung? — Minha omma pergunta.

— Nenhum dos dois, senhora. Está tudo bem. Eu não bebo café. — Sorri e se senta próximo, abrindo uma bolsa grande.

— Bom, vou deixar vocês se ocuparem. Volto mais tarde para preparar o jantar. — Minha omma anuncia e sobe.

— Bom, e então? — Me viro para Taehyung.

— Hoseok-ssi, antes de começar: não foi muito fácil. O Jin hyung está bastante chateado. Eu não tenho nada a ver com suas particularidades, mas espero que o senhor fique bem de agora em diante. — Ele diz de maneira sutil.

— Eu sei, tenho noção do susto que causei. — Explico.

— Bom, apesar de tudo, consegui um acordo. Trarei um processo a cada dois dias, são aqueles em andamento, que precisamos apenas acompanhar e analisar. As urgências estão com Jin e Namjoon hyung. Eu já posterguei sua agenda de eventos e compromissos. — Ele começa a tirar algumas coisas da bolsa.

— Aqui está seu notebook, a primeira pasta de processos e alguns documentos que vamos revisar e coletar sua assinatura. Eu virei a cada 2 dias semana, sempre na parte da tarde, assim mantemos nossa rotina de análise e revisão como vínhamos fazendo no escritório. Aqui. — Me entrega tudo.

— Você conseguiu isso com o Jin? — Pergunto impressionado.

— Sim, mas Namjoon hyung quem sugeriu o revezamento. Eu só disse que talvez não fosse bom que o senhor ficasse sem nenhum trabalho tão de repente.

— Realmente, dos dois, ele era minha melhor chance. De qualquer forma, obrigado por isso, Taehyung. Sei que não começamos de maneira agradável, mas podemos fazer um bom trabalho, certo? — Digo tentando pôr fim a essa desavença que acabei criando.

— Claro, Hoseok-ssi. Vamos fazer um bom trabalho. — Ele sorri.

Começamos a organizar as coisas em minha mesa de jantar e passamos boa parte da tarde ali. Ele, revisando contratos estrangeiros e corrigindo a tradução. Eu, atualizando alguns relatórios e assinando os contratos finalizados. 

A noite começava a dar seus primeiros sinais, quando minha omma apareceu.

— Meninos, eu vou preparar o jantar. Taehyung, querido, por favor fique conosco. — Ela caminha até a cozinha.

— Oh, não é necessário, Sra. Jung. Nós já terminamos aqui. — Ele começa a organizar as pastas e documentos que levará de volta.

— Claro que é, meu querido. Vocês passaram a tarde trabalhando, me sinto na obrigação de te proporcionar uma refeição decente. — Ela diz enquanto separa os ingredientes na pia da cozinha.

— Fique, Taehyung. Acredite, é melhor do que contrariá-la. Eu mesmo não argumento. — Explico enquanto pego o resto das coisas e levo até a mesinha de centro da sala.

— Você herdou isso de mim, Jung Hoseok, não finja que não. E por favor Tae, deixe-me retribuir de alguma forma toda a sua ajuda. — Ela sorri para ele.

— Eu não quero atrapalhá-los.

— Não vai. Por favor, aguarde um pouco enquanto eu termino aqui.

Ele fica parado de pé perto da mesa, parecendo perdido.

— Taehyung, pode se sentar aqui na sala. — Aviso.

Ele me encara e caminha lentamente até se sentar na outra poltrona. Observo-o pegar o celular, digitar alguma coisa e aguardar. 

Desvio minha atenção para a TV, ignorando o silêncio entre nós. Algum tempo depois vejo Taehyung se levantar.

— Precisa de ajuda, Sra. Jung?

— Pode pôr ali na mesa, meu querido? Obrigada. — Ela lhe entrega alguns pratos.

Me levanto e vou até eles para ajudar também.

— Não precisa, meu filho, você precisa descansar. 

— Omma, estou ótimo, pelo amor de Deus. É só ajuda para pôr a mesa. — Resmungo.

— Aish Hoseok. Você testa os limites da minha paciência. — Ela se aproxima. — Mas a omma ama você. — Me beija a bochecha e eu sinto meu rosto esquentar.

Taehyung da outra ponta tenta disfarçar o riso.

Nós arrumamos tudo e em pouco tempo, estamos comendo arroz frito, bulgogi e graças a mãe, muito kimchi caseiro.

— Eu senti falta da sua comida. — Comento. 

— Eu sinto falta de cozinhar, mas confesso que não conseguiria me dedicar tanto tomando conta do resort.

— A senhora cuida de um resort? — Taehyung se manifesta.

— Ah sim, meu bem. Conhece o resort “Daydream” em Jeju? — Ela indaga.

— Sim! Meus pais estiveram lá há alguns anos, quando comemoraram seus 20 anos de casamento. — Ele explica enquanto come. — Eu organizei a viagem. O hotel estava com uma ótima promoção de baixa temporada. Parecia lindo pelas fotos. — Ele diz.

— Jura? Espero que seus pais tenham tido uma boa estadia. Nós costumamos fazer essas promoções para poder atrair público nesse período. — Ela conta, lhe servindo um pouco mais de suco.

— Sim, minha omma voltou muito feliz. Disse que foi um final de semana muito bom. 

— Bom, então fica aqui o meu convite a você. Quando quiser fazer uma visita, por favor me avise. Eu vou adorar te receber. — Ela sorri.

— Oh não precisa, Sra. Jung. — Ele diz sem graça.

— Por favor, chega dessa formalidade. Pode me chamar apenas de Yoo-ra, e faço questão. Você cuidou do meu filho, é o mínimo. Basta pedir ao Hobi para me avisar. Escolha um feriado ou um fim de semana e venha nos visitar. 

— Obrigado Yoo-ra. — Ele sorri grande para ela.

— Você também deve ir me visitar Hobi. Um fim de semana de sol e praia vai te fazer muito bem. — Ela se vira para mim.

“Tava demorando…”

— Eu não garanto ir, mas garanto pensar ok, omma? — Respondo ajudando-os a recolher a mesa.

— Bom, pense mesmo ou eu volto a fazer outra visita surpresa. — Ela diz.

Depois de um tempo arrumando tudo, Taehyung começa a juntar suas coisas.

— Eu vou indo. Muito obrigado pela deliciosa refeição Yoo-ra-ssi. Hoseok-ssi, nos vemos na segunda-feira, mas mantemos contatos por e-mail e celular, ok? — Ele diz enquanto o acompanho até a saída. 

— Vamos reduzir a formalidade Taehyung, por favor me chame apenas de Hoseok hyung ou apenas Hoseok. Eu nunca fui muito fã de formalidades mesmo. 

— Tudo bem Hoseok. Por favor, se cuide. Vou mantê-lo a par das coisas no escritório. Tenha uma boa noite. — Ele sorri enquanto o carro que pediu para em frente à porta. 

— Você também, Taehyung. Mais uma vez, obrigado pela ajuda. Desculpe o transtorno. — Sorrio fechado.

— De nada Hoseok. Tenham uma boa noite. Agradeça a sua mãe, ela é uma senhora muito gentil.

— Pode deixar.

Ele caminha até o carro e quando este deu partida, voltei para dentro de casa.

— Ele já foi? — Omma surge da cozinha com sua caneca de chá.

— Sim. — Me sento no sofá e fico passeando pelos canais procurando alguma coisa.

— Meu filho, posso te fazer uma pergunta? — Ela se senta ao meu lado.

— Sim.

— Isso tudo foi por causa daquele descolorido, não é? — Ela sopra a fumaça de sua caneca fumegante.

— Por que a senhora insiste em chamá-lo assim? — Rio.

— Sei lá, quando o conheci o cabelo me chamou atenção. Não me entenda mal, não é raiva. É apenas preocupação de mãe, entende? — Ela se ajeita no sofá e eu aproveito para deitar em seu colo.

— Ai, omma. Eu não superei ainda, esse ano tá difícil. Sinto falta dele o tempo todo. Essa casa só me faz lembrar da nossa vida junto. É tão difícil deixar isso para trás. — Suspiro sentindo seu cafuné. 

— Meu amor, não há rompimento fácil. Por mais que tenha sido em bons termos, uma das partes, no caso você, ainda amava, então, certamente será sofrido. Mas não permita que isso defina sua vida meu filho. Você sempre foi tão sorridente, cheio de vida. Apesar de me deixar de cabelo em pé, eu sempre me tranquilizei vendo que você é uma pessoa feliz e animada. Me parte o coração te ver apagar assim. 

— Eu só não conseguia entender, omma. A gente era feliz. Pelo menos eu era. Agora já não sei quanto a ele. Às vezes penso que se eu não tivesse pedido em casamento, nós ainda estaríamos aqui e eu não detestaria tanto essa casa. — Suspiro sentindo o ardor em meus olhos.

— Hoseok, olhe para mim. 

Abro os olhos e encontro seu olhar doce.

— Não se faça esse tipo de pergunta. Vocês tiveram um bom relacionamento, mas o fato de ter terminado, só representa uma parte do ciclo, que é a vida. Não adianta gastar energia com coisas que você jamais terá resposta. Talvez, se não fosse o casamento, seria alguma outra coisa, e você estaria na mesma posição, se fazendo a mesma pergunta e ainda sim não teria uma resposta. 

Suspiro abraçando seu colo. Deixo as lágrimas rolarem.

— Meu Hobi...Eu sei que dói agora, mas confie na omma. Vai passar. Quando você menos esperar, vai gargalhar como sempre fez, vai encher o mundo com esse sorriso maravilhoso que anda escondendo. Você nasceu pra sorrir, meu amor. Descanse sua mente, mas acima de tudo, descanse seu coração. Você tem um bom trabalho, bons amigos e a gente ama você. Se quiser, venda o apartamento. Se mude, meu bem. Vá para algum lugar onde você possa construir uma nova vida. Se conheça de novo. Tudo no seu tempo, mas pare de olhar para trás. — Ela beija minha testa e continua me dando carinho até eu pegar no sono. 

Acordei no dia seguinte com seu beijo de despedida. 

Omma voltaria para Jeju, e eu ficaria só. Ao invés de me preocupar com isso, resolvi apenas “deixar rolar”.

Voltei para o sofá, decidido a me permitir o que vim adiando todo esse tempo.

Vou me deixar sentir.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui.


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