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História Jamais Vu VHOPE - Capítulo 8


Escrita por: decamartinz

Notas do Autor


Última att de hoje.

Capítulo 8 - Capítulo 8


Kim Taehyung

Os dias seguintes após todo o susto com meu chefe seguiram de maneira tranquila.

Apesar da minha rotina meio enrolada por precisar estar em dois lugares ao longo do dia, tudo fluiu bem.

Hoseok respeitou as exigências de Jin hyung e levou o trabalho com tranquilidade. 

Nós conseguimos encontrar um ritmo que não exigia muito dele e eu conseguia fazer a minha parte com calma, podendo inclusive adiantar algumas outras burocracias.

A nossa convivência passou a ser agradável. Outra coisa que mudou foi que ele parecia estar realmente melhorando. 

Ele não tinha mais aquela postura rígida e constantemente tensa, como se carregasse o peso do mundo. 

Nós trabalhamos juntos na casa dele por mais algumas vezes e agora, depois de pouco mais de 10 dias, ele voltou ao escritório.

O pessoal até fez uma pequena celebração para ele. O que eu achei fofo, afinal, eu só conhecia o Hoseok sisudo. 

Agora tive a chance de ver um pouco do Hoseok que Namjoon me mencionou naquele dia no hospital.

Ele realmente interagia com todos. Era simpático e muito mais informal do que eu havia visto até então. Foi a primeira vez que eu o vi sorrir. Achei…interessante.

Não foi um sorrisão. Foi, sei lá, um sorriso educado e agradecido após o pequeno café montado em uma das salas de reunião para comemorar a sua volta. Finalmente senti que as coisas estavam melhorando por aqui.

— Hey, vamos almoçar juntos hoje? — Jimin aparece em minha mesa.

— Não posso hoje, Minie. Tenho uma reunião com o Hoseok hyung fora da empresa bem na hora do almoço. — Explico terminando de separar o contrato para a reunião de hoje.

— Poxa, que pena! Não queria comer sozinho. O Jackson tá fora da cidade e a Moonbyul em audiência. — Ele faz um biquinho fofo.

— Prometo que no fim de semana fazemos alguma coisa legal. Essa semana ficou enrolada com a volta dele ao escritório, então vamos colocar as reuniões pendentes em dia. 

— Tudo bem, me resta comer sozinho hoje. Acho que vou me afogar em sorvete. — Dramatiza.

Rio da sua reação. 

— Oi, Tae. — Jungkook aparece. — Aqui estão os últimos contratos do Hoseok hyung que precisavam da assinatura. 

Olho para a cara de Jimin e lá estão as bochechas levemente coradas.

— Oi, Jimin hyung. — Jungkook o cumprimenta com um sorriso.

— Oi, Jungkook. — Jimin abre um sorriso que dá pra contar os dentes de tão grande e eu sinto vontade de rir. — Tudo bem com você? 

— Tudo sim, hyung. Só tô meio cansado por causa da faculdade. — Ele responde e sorri novamente.

— Ah sim.

Alguém ajuda o meu amigo a não morrer, meu deus!

— Jungkook, você já almoçou? — Pergunto trazendo a atenção de ambos.

— Ainda não, Tae. Estou morrendo de fome, mas queria deixar os contratos aqui antes de comer. 

Ótimo.

— Bom, você bem que poderia fazer companhia ao Jimin, que tal? Ele me convidou, mas eu preciso ir para uma reunião, e ele está sem companhia. — Sorrio.

Eles se encaram e eu preciso segurar o riso ao ver a maior concentração de bochechas vermelhas na minha frente.

— Você quer companhia, hyung? — Ele vira seus olhinhos para o meu amigo de um jeito tão fofo que até eu me derreto.

Meu Deus, o Jimin vai explodir bem na nossa frente.

— Q-quero sim. Quer dizer, se você não tiver outros planos. — Ele ajeita a postura e sorri.

— Não tenho não, hyung. Vou apenas pegar minha carteira e celular. — E sai apressado.

— De nada. — Brinco ao vê-lo me encarando.

— O que você tá fazendo, Tae? Quer me matar de vergonha? — Ele bufa.

— Jimin, pelo amor de Deus. Você só falta babar quando ele passa, fica todo vermelho e sorri tanto que me dá agonia. Parece um psicopata. Eu tô facilitando a vida de vocês. O Jungkook também fica todo boiola quando você fala com ele. 

— Ele fica? — Seu olhar brilha em expectativa.

— Meu Deus, o emocionado! — Rio e ele me dá um tapa. — Hey, não me bata, sou seu colega de trabalho aqui. Agora vai almoçar com o garoto, divirta-se e não me encha mais a paciência. 

Ele ri e logo em seguida vai ao encontro de Jungkook, que por sinal parecia animado com o almoço. 

Nossa, imagina que casal lindo?

— Taehyung, os contratos estão prontos? — Meu chefe aparece.

— Ah sim. Tudo certo. Nós já vamos? 

— Sim, a gente pode almoçar logo depois da reunião. Tudo bem pra você? — Ele diz fechando a porta atrás de si e eu termino de pegar minhas coisas para sairmos.

— Tudo bem, mas eu não tenho paladar de burguês. Provavelmente vou comer um Yakisoba. — Brinco enquanto esperamos o elevador.

— Você me chamou de burguês, Taehyung? — Ele diz e só agora me dou conta da merda que acabei de falar.

Cacete.

Encaro-o e tenho certeza de que meus olhos estão maiores que os de Jungkook quando está assustado, ou seja, tá bem grande. Hoseok me encara sério por um instante, antes de começar a rir.

Caralho. Ele está rindo. De mim.

— E-eu não quis..eu..foi...Aish! — Suspiro. — Desculpe, Hoseok hyung. Eu estava conversando um pouco com o Jimin antes de sairmos e acho que acabei me empolgando na informalidade. — Digo constrangido.

— Fala sério, Taehyung. A gente já passou dessa fase, está tudo bem. Eu só ri porque foi engraçado vê-lo mais descontraído. — Sorri. — Tá tudo bem.

— Ok. 

Entramos no elevador e fizemos o caminho até o carro dele no estacionamento.

Ele estava muito bem vestido. Usava um terno preto com uma camisa preta por dentro, não usava gravata e tinha alguns botões da camisa aberto. Havia algo discreto e brilhante ali. Algum cordão prateado e preso a uma gargantilha preta. 

Nossa… Misericórdia, olha o foco meu pai… Eu não tô bem hoje não.

Agito minha cabeça e entro no carro.

Fizemos o trajeto com o silêncio sendo preenchido pela voz de Sam Smith que tocava bem baixinho. 

Me distraí com a música e a paisagem do caminho. 

Pouco tempo depois, ele estava estacionando em um prédio comercial da editora Got7, Conhecida por assessorar autores de renome, não só na Coréia do Sul, como fora dela.

Passamos pela burocracia da recepção e logo fomos encaminhados a uma pequena sala de reuniões. 

Pouco tempo depois, um homem alto e bem vestido entrou acompanhado de mais duas pessoas.

Assim que ele viu o meu chefe, abriu um enorme sorriso.

Sério, era um puta sorriso.

— Finalmente, Hoseok-ssi. Como se sente? Soube que andou ausente por motivos de saúde. 

— Desculpe Jaebeom-ssi, tive um mal-estar e precisei de uns dias para me recuperar. Mas agora poderemos finalizar o que faltava.

Eles se cumprimentam e o rapaz me encara. Ele é alto, cabelos castanhos e tem um piercing charmoso no nariz.

— Olá. — Ele sorri.

— Olá, Jaebeom-ssi. — Me curvo e cumprimento a eles e aos demais.

— Este é Kim Taehyung, meu secretário. — Meu chefe explica enquanto nos acomodamos.

— Ah sim. Foi você que entrou em contato conosco para remarcar a reunião, certo? — Ele pontua.

— Sim, eu mesmo. 

— Bom, prazer em conhecê-lo. Lembro-me de você ter sido muito atencioso. Estes são Eric, meu assessor, e Lyn, minha advogada por parte da editora. — Diz com um sorriso simpático.

Sorrio educado para os demais. 

— Vamos começar? — A voz da Sra. Lyn pede.

— Sim, por favor. — Meu chefe lhes entrega o contrato e começa a explicar as alterações e suas justificativas.

O motivo da procura ao nosso escritório, era o fato da disputa judicial sobre a publicação ter iniciado antes do contrato do Sr. Jaebeom com a editora. 

Meu chefe já havia iniciado a tramitação, quando o contrato do autor com a editora foi fechado, mas eles estão acompanhando em conjunto, para que possam mover uma ação civil por dano moral posteriormente, já que a imagem do seu atual maior sucesso está sendo prejudicada.

Seguimos por pouco mais de uma hora. Eles discutindo pequenos detalhes, eu, tomando nota de tudo e atualizando o contrato online para que ao final pudéssemos coletar as assinaturas.

— Bom, agora que finalizamos, Taehyung está enviando uma versão para os seus respectivos e-mails e depois disso, podemos fazer a impressão e assinatura das vias. — Meu chefe pontua.

— Sim, já recebi aqui. Vou apenas colocar para imprimir e já trago os documentos. — A Sra. Lyn se manifesta. — Volto já, senhores.

— Eu vou cuidar da elaboração do pronunciamento, Jae. Precisávamos dessa parte alinhada antes de nos manifestarmos. — Eric, seu assessor, também se retira da sala.

Aproveito esse tempo para checar os novos e-mails e organizar os arquivos desta reunião.

— Obrigado por toda atenção a essa questão, Hoseok-ssi. Confesso que estava inseguro no começo. Fiquei um pouco preocupado em ter que terceirizar o serviço que sequer compreendo.

— Não há problema, Jaebeom-ssi. Isso é natural. Seu caso acaba sendo muito comum com obras publicadas em plataformas online antes de virar realmente uma obra física e ter patrocínio de editoras. — Meu chefe explica com tranquilidade.

— Entendo. Como está sua agenda, Hoseok-ssi? — Ele pergunta e meu chefe me encara.

Ih rapaz...

— Como assim, Jaebeom-ssi? Hoje? — Pergunta levemente nervoso.

— Infelizmente hoje eu tenho uma noite de autógrafos, mas quem sabe na próxima sexta. Gostaria de convidá-lo para um jantar como forma de agradecimento. — Ele sorri e meu chefe faz uma cara tão surpresa e engraçada que preciso usar de todo o meu profissionalismo para não rir.

— Pronto, tudo impresso. — A Sra. Lyn aparece e eu sorrio ao perceber o clima engraçado que ficou.

Eles fazem todo o processo e levamos as vias conosco para autenticação. O Sr. Jaebeom faz questão de nos acompanhar até o elevador e eu mais uma vez preciso me segurar para não rir do meu chefe.

— Bom, foi um prazer conhecê-lo, Taehyung-ssi. — Ele estende a mão para mim.

— Igualmente, Jaebeom-ssi. — Cumprimento-o.

— Hoseok-ssi, não tive resposta quanto a sua agenda mas gostaria que me avisasse caso esteja disponível. — Ele sorri.

— Eu...Eu vou organizar as coisas com o Taehyung e entro em contato. — Meu chefe responde, tentando parecer sereno.

— Vou esperar pela sua resposta. — Ele diz e se vai.

O elevador chega e entramos em silêncio.

— Eu entendi certo? — Finalmente se manifesta.

— Eu acho que sim. — Rio.

— Mas…Mas...Foi isso mesmo? Ele me chamou pra jantar? 

— Parece que sim, chefe. — Encaro-o.

Ele tem as bochechas coradas. Segundos depois, desatamos a rir. Eu finalmente me alivio da vontade que vinha passando.

— Meu Deus, eu não acredito, viu. — Ele se recupera da risada.

Seguimos até o carro ainda rindo e relembrando das olhadas sorrateiras de Jaebeom sobre meu chefe e partimos para almoçar. 

Felizmente, ele resolveu ir a um restaurante confortável e simples, onde pedimos uma bela porção de yakisoba para cada.

Seu celular vibra e ao olhá-lo, ele tem uma nova crise de riso.

— Eu não acredito nisso, Taehyung. — Ele vira o aparelho em minha direção e há uma mensagem não lida de Im Jaebeom.

“Estou mesmo esperando sua resposta.”

Volto a rir.

— Não vai responder? 

— Aish....não sei, Tae. Isso é muito esquisito, ele é meu cliente. Não quero repetir o ciclo. — Suspira.

Nossos pratos finalmente chegam.

— Como assim?

— Ah, meu antigo relacionamento também começou assim. Ele precisava de ajuda com registro autoral de suas músicas, trabalhamos juntos e quando vi, estávamos noivos.

O hashi com minha comida fumegante para no meio do caminho. Ele nunca havia mencionado algo do tipo.

— Entendo. — É o que consigo dizer.

— Entende? 

— Quer dizer, não sei como era seu relacionamento, mas entendo que às vezes não queremos repetir certos ciclos, por conta de experiências anteriores. — Explico.

— É. Quer dizer, hoje eu vejo que foi um bom relacionamento, mas não sei se quero repetir, entende? Finalmente estou me sentindo um pouco mais em paz. Voltei a traçar metas e novos objetivos. Não sei se quero me envolver com um artista. Esse pessoal é estranho. — Brinca.

— Bom, não sei. Nunca namorei nenhum. Mas no fim são todos humanos, não é? Se você se sentir pronto, por que não? É apenas um jantar com um cara gato. Se não for legal, pelo menos você passeia, come alguma comida gostosa e volta pra casa. Pode se entupir de sorvete ou sei lá, chocolate.

— Não sei. A ideia de dar uma volta é até agradável, e realmente, ele é bem bonito. A verdade é que meu relacionamento já acabou há tanto tempo. Eu só não conseguia aceitar. Então, acho que só foi recente para mim. — Suspira pegando mais de sua comida.

Continuamos a conversar sobre o assunto, ele me diz que pôs o apartamento à venda e que está negociando um novo que viu e gostou muito, perto do escritório. Pelas fotos que me mostrou, é um lugar confortável, aconchegante e muito bonito.

Eu gostava disso, de poder conversar com Hoseok. Gostava de vê-lo confortável, ainda que o assunto fosse algo que o deixou tão mal antes. 

Era um bom sinal certo?

Ele disse que vai pensar na proposta do escritor charmoso e assim, seguimos até a empresa, onde me encontro com Jimin para irmos embora.

[...]

A semana voou, finalmente a sexta-feira chegou, trazendo consigo o clima descontraído e animado do escritório.

Hoje, saímos em grupo para almoçar e acabei conversando mais com Jungkook. Ele vinha almoçando comigo e Jimin nos últimos dois dias, e eu desconfio que seja mais pela companhia do meu amigo do que outra coisa.

Assim, decidi chamá-lo para nosso apartamento mais tarde. 

Nós vamos pedir pizza e fazer uma noite de jogos. Na verdade, eu só quero uma desculpa para deixá-los à sós e ver se assim eles se pegam. Não aguento toda essa tensão.

Jimin ficou todo nervoso quando contei que o Jungkook viria e arrumou a casa inteira antes de passar uns 40 minutos no banheiro. Eu só fiquei encarregado de pedir muita comida e separar os jogos que tínhamos aqui. 

Jungkook disse que trará os seus também, então temos bastante coisa para virar a noite.

Tomei um banho e pus um conjunto de moletom bem confortável e quentinho, já que havia esfriado ao entardecer.

Quando a campainha tocou, meu amigo me encarou nervoso e completamente vermelho.

Eu tive que rir.

— Fica aqui, vê se alivia essa cara vermelha. Vou abrir a porta. — Aviso caminhando.

Ao abrir, Jungkook me vê e sorri. 

— Oi, hyung. — Ele se curva.

— Não precisa disso, menino. Entra aí. 

Ele deixa os sapatos no cantinho e vem comigo para a sala. 

Lá, temos um Park Jimin tentando fingir costume.

— Oi, Jimin hyung. 

— Oi, Jungkook. 

Eles sorriem um pro outro. 

Meu Deus, hoje eu vou velar demais!

Suspiro resignado e começamos a organizar as coisas.

Eu deixei umas garrafas de soju, cerveja e refrigerante na geladeira, fizemos alguns petiscos também e agora eles estão escolhendo os jogos.

Temos uma noite inteira pela frente.

[...]

— Pra direita! Pra direita! Hyung do céu! Cuidado! — Jungkook grita empolgado enquanto eu corro vencendo Park Jimin na segunda corrida consecutiva.

— Eu definitivamente odeio esse jogo. Poxa, eu tenho habilitação e dirijo a droga de um carro! Como eu não consigo dirigir essa coisa? — Reclama bicudo.

— São coisas diferentes, hyung. Minha vez agora. — Ele pega o controle.

Começamos uma nova disputa e dessa vez, Jeon Jungkook me deixou comendo poeira já na primeira volta. 

A gente gritava e ria das manobras, mas tudo piorou quando resolvemos reviver os velhos tempos em partidas de Mortal Kombat*.

A gente jogou um contra o outro e depois tentamos a façanha de tentar zerar as fases até o fim do jogo. 

Foi muito engraçado. 

Nesse meio tempo, fizemos uma pausa e fomos nos entupir de comida e garrafas de soju, e logo voltamos.

— Desisto, isso não é pra mim. — Jimin larga o controle depois de um fatality*.

— Não hyung, tá tão legal. Vou tentar te explicar. — Jungkook agora se aproximou e falou sobre a configuração do jogo, mostrando as partes que indicavam as direções dos controles.

Jimin estava prestando atenção? Claro que não! Ele estava ali com aquela expressão completamente aérea enquanto Jungkook falava sem parar.

E essa foi a minha deixa.

Eu simplesmente peguei meu telefone e fui para o meu quarto e liguei o som baixinho numa playlist aleatória.

Estava deitado confortavelmente, ouvindo “Midnight Train” do Sam Smith, uma das músicas que reconheci quando tocou no carro do meu chefe, quando estávamos a caminho de uma reunião e havia gostado muito.

De repente, meu celular vibrou.

Jung Hoseok.

— Estranho.

Abro o aplicativo de mensagens:

Jung Hoseok:

Boa noite, Tae, está acordado? Tô atrapalhando?

Eu:

Boa noite chefe! 

Terminei meu turno como castiçal dos Jikook agora. 

Aconteceu alguma coisa?

Jung Hoseok:

Castiçal de Jikook? O que seria isso?

Eu:

Ah, nada não chefe. =)

Em que posso ajudar?

Jung Hoseok:

Então....

Eu fui jantar com o Jaebeom.

Eu:

Eita!

E aí? Quer me contar?

Jung Hoseok:

Vc é o único que sabe.

Eu:

Informações privilegiadas, gosto.

Manda.

Jung Hoseok:

Ai Tae, foi muito esquisito.

Queria usar emojis aqui, mas me atrapalha demais.

Tô nervoso demais p isso

Eu:

Relaxa. Só fala.

Depois te dou um tutorial rs.

Jung Hoseok:

Eu respondi a msg dele, confirmei o jantar 

e fiz toda aquela burocracia para encontros né

Até aí tava legal

Eu:

Mas...

Jung Hoseok:

A comida era boa, um lugar muito elegante, 

mas a gente não conseguia conversar...

Ele é muito sério

Sei lá, formal demais

Eu: 

Parece alguém q conheço kkkk

Jung Hoseok:

Taehyung...

Eu: 

Relaxa chefe. 

Continue...

Jung Hoseok:

Ele foi todo gentil, educado etc.

Eu ri de uma ou duas coisas

Mas ainda sim, não foi lá essas coisas.

Ele pediu a conta

Nós rachamos

Ele me trouxe e tentou me beijar.

Eu:

MISERICÓRDIA =O

E AIIIIIIIIIIIIII?

FALAAAAAAAA

MEU DEUS MORREU CHEFE?

VOU FICAR DESEMPREGADO

Jung Hoseok:

Garoto pelo amor de Jin, para com isso.

Eu:

Amor de quem??

Jung Hoseok:

Ai, piada interna.

Nosso chefe, sempre foi aquela coisa linda lá

E sempre soube disso

E adorava deixar isso claro

Daí a gente começou a usar o nome dele

 para se referir a deus.

Não conte isso a ele!

Mas sempre que falávamos algo como

“pelo amor de deus” trocamos por 

“pelo amor de Seokjin ou Jinsus”

Me perco numa crise de riso enquanto tento respondê-lo.

Eu:

ahahahahhahahahahahhahaha pelo amor de Jin

Hahhahahahahhahahahahahahahahahah

Jung Hoseok:

Pronto, ele vai saber...

Enfim, foco aqui

Ele me beijou.

Foi estranho.

Eu:

Ruim?

Jung Hoseok:

Não, mas não foi bom.

Eu:

?

Jung Hoseok:

Ah, sei lá

Não foi nada demais.

Eu só pensava na sua ideia de me encher de sorvete

E é o que estou fazendo.

Eu: 

minha nossa

o ponto alto da minha sexta-feira

mas se a comida era boa já valeu né?

Jung Hoseok:

É...sei lá...

Enfim

Desculpa.

Eu fiquei agoniado, quis contar para alguém.

Eu:

Relaxa chefe.

Pelo menos me fez rir mais do que os dois baitolas

 que provavelmente estão se pegando no sofá

Jung Hoseok:

Eita, quem? 

Achei que Jimin tava solteiro.

Eu:

Olha, se depois de hoje continuar

Vai ser por opção

Hahahahhaha

Jung Hoseok:

Bom, era isso.

Eu:

Tá tomando sorvete de que?

Jung Hoseok:

Ah, um negócio chamado “creme de valsa”

Tem chocolate.

Eu:

Parece bom.

Jung Hoseok:

Pelo menos corta o efeito do vinho tinto.

Eu: 

Verdade.

Eita!

Jung Hoseok:

O que houve?

Eu: 

Ouço barulhos.

Barulhos estranhos...

Jung Hoseok:

Vish.

Eu:

Se eu aumentar o som vai dar na cara q eu ouvi né?

Jung Hoseok:

Muito provavelmente.

Tem fone de ouvido aí?

Eu:

Sim

Jung Hoseok:

Vou te ligar.

 

Seu nome brilhou no visor e assim que o atendi, ele me contou em mais detalhes o encontro aparentemente tenebroso que havia tido.

Eu não sei por quanto tempo falamos, mas em algum momento,  peguei no sono.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui.

Atenção: a próxima att será um especial dos Jikook. Se não te interessar, tudo bem pular e aguardar a próxima.
Ah, e é um hot.


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