História Janela Azul - Chanbaek - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Yaoi
Visualizações 95
Palavras 1.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii
A poesia resitada no capítulo é imagina como seria do Fábio Brazza.
Peço a vocês que se forem le-la não pensem que tem a intenção de ofender. Pois eu não acho que arte seja para isso.
Espero que gostem
Desculpe qualquer erro
Boa leitura

Capítulo 9 - Poesia humana demais para a humanidade


Victoria estava distraída demais para perceber a presença de JongIn ao fim do corredor escutando sua conversa. Claro que o mesmo estava com medo e não entendia o que acontecia.

Mas mesmo assim compreendeu muito bem que ela iria rapitar seu irmão e o Baekkie.

- Como tudo é uma maravilha! - Exclamou ela para seu ajudante. - Finalmente ganharei, vou estudar a loucura desses tais artistas, e trazer meu filho normal e estudioso de volta.

"Querem nos estudar?" Se perguntou JongIn, mentalmente. "Mas não somos loucos! Eles que são!".

A mulher andou para sair da casa, rapidamente se escondeu atrás de um criado mudo e esperou até um sinal de alguém para avisa-los sobre o tal plano.

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Baekhyun levantou em susto, tinha dormido, todos estavam desacordados. Sua mente não estava mais sob algum controle ou desejo. Se lembrava da noite anterior mas queria evita, estava confuso e dolorido.

Colocou suas roupas e saiu do quarto em busca de alguma explicação, e conseguiu ver todas as portas fechadas. Provavelmente todos dormiam, era de início de manhã.

Andou e não se ouvia absolutamente nenhum barulho, o total silêncio tomava conta de casa.

Estava pronto para sair quando ouviu passos rápidos na sua direção.

- Baekkie! Baekkie! - Gritava JongIn correndo em sua direção.

- O que aconteceu!? - Perguntou preocupado o pegando no colo.

- A-aquela mulher - Falou ofegante. - Ela quer capturar você e o Channy.

- O-o que? Eu pensei que a Jinsy tinha expulsado ela.

- Não, ela que faz vocês irem para os quartos, ela obrigou o Cazin a controlar a mente de vocês.

- Me faz um favor então, Nini? - Pediu assustado.

- Fale.

- Eu vou avisar ao Chanyeol, e você vai acordar o Choice para acharmos uma solução. - Deixou o menino no chão o observando ir até a casa dos pintores. O que Choice estaria fazendo lá?

Deu de ombros e correu atrás de Chanyeol, passando por pessoas nuas e desacordada no chão.

Abriu a porta devagar já tinha reparado na presença de Suho e Kris antes de sair. E não queria acorda-los.

- Channy. - Chamou baixinho do ouvido do maior que soltou um resmundo que bem interpretado parecia "Os pássaros nem cantaram ainda". - Channy, corremos perigo.

- Baekhyun! - Exclamou se levantando mas logo se arrependeu ao ver que os outros ainda dormiam. - O que aconteceu? Perigo? Por quê?

Aparentemente ele não se recorda bem da noite passada.

- A minha... Quer dizer... Victoria está só esperando a nossa saída para nos capiturar. Precisamos ir embora sem sermos percebidos. Mas ela já disse que não fará mal a casa. - Tentou explicar o mais rápido possível.

- Como sabe disso?

- JongIn descobriu e me contou.

- Está bem, esta bem. Deixe-me lembrar da noite passada. - Suspirou pesado e fechou os olhos em seguida abraçou Baekhyun. - Eu te fiz meu sem mais nem menos, sem explicações e sem cuidado. Você está bem? Te machuquei? - A cena era tão admirável. O maior sentado, Baekhyun entre suas pernas em pé, e os dois abraçados.

- Claro que não, bobo, só algumas dificuldades para andar. - Se inclinou para beijar Chanyeol que rapidamente vestiu suas roupas e seguiu Baek.

Andaram de volta para onde tinha deixado o irmão mais novo de Park antes, agora acompanhado de Choice.

- Chanyeol, o baixinho aqui já me contou tudo. - Bagunçou o cabelo de JongIn que riu orgulhoso. - Vamos ter que mandar vocês paras os bairros de músicos, sem outras artes. Você sabe lá é um bairro perigoso de acordo com a polícia ninguém com mente sã vai para lá. Mas como não temos tal virtude vocês vão se dar muito bem. Eu tenho uma roda de música na casa do tem hoje que fica perto do bairro. Vocês tem exatamente duas horas para me encontrarem na fogueira. Peguem suas coisas, rápido.

Mandou se virando e encarando o pulso sem relógio.

O maior pegou na mão de Baekhyun o guiando até o subsolo dos poetas.

- Mas por onde vamos sair, Channy?

- Tem uma saída de emergência no teatro, vamos por lá. - Seguiram até o teatro que o único acesso era pelo subsolo. Byun nunca tinha visto um lugar tão lindo e aconchegante. Tinham mais alguns casais dormindo mas poltronas e no palco.

- Nini. - Chamou o mais velho que ainda carregava o irmão. - Você vai avisar isso a Sehun e Minseok e vocês só saíram daqui com minhas ordens entendeu? - A criança concordou então os outros dois saíram correndo pela rua enquanto uma chuva fina insistia cair.

- Não tem roupas minhas na sua casa. - Comentou Baekhyun caminhando sem se importar com a chuva, querendo ou não seus corpos ainda cheiravam a sexo então nem estava lhe incomodando tanto assim uma chuva.

- Use as minhas por um tempo, ok bebê? Eu sei que você gostaria de ter as suas coisas aqui. Mas temos primeiro que arrumar esses problemas. - Respondeu triste, entrelaçando os dedos com os de Baek.

Arrumaram tudo e quando olharam o relógio já tinham se passado 1 hora e meia.

- Vamos logo, se não vamos nos atrasar. - Avisou Baekhyun. E Chanyeol terminava de escrever o bilhete para seus irmãos.

- Está bem. Só me deixe acabar. - Dobrou o bilhete e o colocou em cima da bancada.

Passaram pela porta e o maior deu uma última olhada no seu pequeno paraíso que era acostumado a chamar de casa e suspirou pesado.

- Quem sabe um dia eu volte? - Disse em sussuros descendo a escada e girando o catavento que anunciava a chegada das pessoas. Mas agora anunciava despedidas.

Correram de volta a casa boemia entrando pelo teatro e incrivelmente Choice os esperava no palco, porém nem percebeu a entrada dos mesmos enquanto recitava um poema.

"Imagina se as escolas públicas

Fossem iguais as particulares

Se Augusto de Campos e Sergio Vaz

Fossem nossos artistas populares

Hoje em dia as músicas são tão pobres

Não consigo ver nenhuma vantagem

Numa letra sem vida

Totalmente desprovida

De qualquer mensagem

Se a gente é o que a gente lê

Se a gente é o que a gente ouve

Agora dá pra entender

Com nossos humanos o que houve"

Recitava em tom baixo e soturno. Mas o principal motivo de estar falando palavras que não eram suas, assim carregando o fardo de pegar ideias de outro para sua mente, é porque Choice era brasileiro e recitar um poema vindo de seu país lhe trazia uma enorme felicidade mesmo em meio a tantos motivos para desistir ainda sorria sobre o poema que descrevia uma utopia.

Talvez todos os artistas realmente devessem ser considerados de outros planeta e não uma raça agressiva e desprovida de felicidade. Se considerar o seu excesso de humanidade realmente deveriam ser considerados seres extraterrestres.

- Oh, vocês estão aqui. - Falou em um coreano meio atrapalhado por estar organizando seus pensamentos em outra língua a momentos atrás.

- Vamos Choice? Não temos tem... - Chanyeol tentou falar, mas foi interrompido por Baekhyun que até agora apreciava o poema que não entendia sequer uma palavras.

- S-sera que pode nos recitar esse poema em coreano, por gentileza? - Pediu para o de pele mais escura, que usava dread e tinha olhos verdes brilhantes.

- Claro. - Sorriu ao ver o interesse do menor e logo começou, desta vez do início. Mas não substituiu nenhuma palavra para que rimasse em coreano, afinal aquela arte não era sua.

" Imagina como seria

O nosso querido Brasil

Se na matéria estudantil

Se incluísse a poesia

Se nosso prato do dia

Fosse o verso dum poeta

Uma dieta seleta

Pra deixar a mente sadia

De Antônio Goncalves Dias

A Poesia Concreta

E que tivesse na merenda

Um poema por semana

Bastante Mario Quintana

Pra que a molecada aprenda

Com graça e curiosidade

O quanto aprender é bom

De Chico, Vinicius, Tom

A Carlos Drummond de Andrade

E que na hora do recreio

Entre vivas e salves

A criançada em anseio

Clamasse por Castro Alves

Imagina como seria se ao invés de celulares

Nossos jovens se distraíssem

Lendo livros aos milhares

Seriam suas mentes mais lúdicas

Imagina se as escolas públicas

Fossem iguais as particulares

Se Augusto de Campos e Sergio Vaz

Fossem nossos artistas populares

Hoje em dia as músicas são tão pobres

Não consigo ver nenhuma vantagem

Numa letra sem vida

Totalmente desprovida

De qualquer mensagem

Se a gente é o que a gente lê

Se a gente é o que a gente ouve

Agora dá pra entender

Com nossos jovens o que houve

Mas imagina se ao invés

De ostentação e pornografia

Eles recitassem cordéis

E ostentassem poesia

Imagina como seria

Se eles lessem Gabriel Garcia

Mario Vargas Llosa

Escutassem Mercedes Sosa e Paco de Lucia

Se soubessem quem foi Vicente Huidobro

Talvez aprenderiam o dobro

Do que aprendem hoje em dia

Mas é que sabotaram

A Educação Brasileira

Pra que escutar Hip Hop

O que não dá ibope é besteira

A mídia nos entope

Com o lixo de mentiras

E não com Manuel Bandeira

A mídia nos Dopa

De novela e Copa

E o povo feito tropa

Caminha alienado

Mas esse caminhar restrito

Não é o mesmo descrito

Por Antônio Machado

Aliás alguém sabe quem foi Antônio Machado?

Não te culpo se não sabia

Pois eu também não saberia se não tivessem me contado

Eu sei que este mundo que tenho imaginado

Não passa de uma utopia

Mas no meu ponto de vista

Acredito que ele exista

Pois tudo existe aonde existe a poesia

Por isso tento fazer minha parte

Pra disseminar sabedoria

Pra que ao menos nossa arte

Não se transforme em mera mercadoria

Cada verso é um resgate

Em nome da poesia

Pra que essa sociedade vazia

Pouco a pouco não lhe mate"

Os olhos do menor brilharam com a tocante poesia que falava exatamente o que é necessário ouvir.

Talvez isso tenha ofendido alguém, mas lhe peço que não pense que está poesia é uma ofensa, pois arte não é feita para ofender é feita para ensinar.

- Obrigado, a sua poesia é linda. - Elogiou recebendo um olhar triste do mesmo.

- Talvez a sociedade já tenha tomado posse do que eu deveria chamar de amigo que me receitou esse poema pela primeira vez. - Falou por último e um silêncio um tanto desconfortável se fez presente.

E sem pronunciar sequer uma palavra caminharam para saída em direção ao lugar onde ficariam escondidos até que dessem sinal, afinal não era seguro para alienígenas ficarem exposto a seres humanos que querem pesquisar sua humanidade em excesso.


Notas Finais


Obrigada por lerem

Outras fics minhas

Amantes da dor (chanbaek - Oneshot):
https://spiritfanfics.com/historia/amantes-da-dor-chanbaek--oneshot-9971747

Apenas uma vítima (chanbaek- Terminada) :
https://spiritfanfics.com/historia/apenas-uma-vitima-chanbaek-8282026

Noites Chuvosas (Kaisoo - Oneshot) :
https://spiritfanfics.com/historia/noites-chuvosas--kaisoo--oneshot-10395525

Décimo sétimo andar (Kaisoo - Em andamento) :
https://spiritfanfics.com/historia/decimo-setimo-andar--kaisoo-10311835

My Jazz Is Black (chanbaek - Oneshot) :
https://spiritfanfics.com/historia/my-jazz-is-black-chanbaek--oneshot-10668594

Tchau tchau


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