História Janelas Quebradas Também Contam Histórias - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais, Skam (Vergonha), Skins
Tags Drama, Faculdade, Lgbt, Revelaçoes, Romance
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Palavras 3.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Lua é Emancipada


Fanfic / Fanfiction Janelas Quebradas Também Contam Histórias - Capítulo 6 - Lua é Emancipada

15/03/17 (248 dias antes do renascimento)

Nathan

O dia estava monótono, nada de novo na vida de Nathan que agora já se encontrava ingerindo a sua quinta xícara de café do dia, suas mãos já estavam dando o sinal do excesso de cafeína em seu sistema sanguíneo. Ele mal conseguia segurar o celular direito sem se tremer por completo, acabou pensando que seu irmão tinha razão, Tony vivia falando que cada pessoa se mata aos poucos do jeito que pode no caso de Nathan agora, a cafeína. O seu celular vibrava com as mensagens chegando, mas não tinha importância, pois a única pessoa com quem ele queria conversar era a única pessoa que estava preste a sair da sua vida mais uma vez. Seu namoro com Fritz estava indo de mal a pior, Nathan largou o celular no sofá e afastou seus pensamentos e logo em seguida escutou um barulho abafado vindo na direção de Edgar, o gato gordo, pálido e peludo que convenientemente esquecia-se de que era dele, depois que o alimentava. Edgar se encontrava sentado em cima do aparelho com uma cara de desprezo. 

- Sai Edgar! - Nathan expulsava seu gato do sofá que correu logo de encontro para o tapete da sala.

Na tela rachada de seu celular agora cheia de pelos de gato, lia-se uma mensagem

 "Izabelly: Lua foi expulsa de casa" 

O engasgo com o café foi quase instantâneo, o que fez a mãe de Nathan sair do seu mundo depressivo e tirar finalmente a cabeça da TV e olhá-lo pela primeira vez nas últimas três horas.

- Algum problema? - Seus olhos verdes azulados davam a impressão de que ela não estava totalmente no mesmo mundo.

- Lua foi expulsa de casa – Nathan responde, digitando a senha apressadamente no celular, e errando algumas vezes até acertá-la, pulando as mensagens de Fritz e indo até a aba de Izy. 

Para variar sua mãe voltou para a TV, e ele foi correndo em direção a seu quarto, deitou na sua cama empurrando as roupas que estavam em cima, abriu a mensagem de Izy onde tinha um áudio de mais de dois minutos explicando toda a situação. Lua tinha saído a noite para ir numa festa e retornou para casa completamente bêbada, discutiu com seus pais pegou suas roupas e foi embora, ela não tinha onde ficar e estava na casa de Izy por enquanto.

Nathan pensou muito em ir na casa de Izy, mesmo estando chovendo, e sendo mais de dez noite. Sem contar que ele teria que andar 25 minutos para conseguir chegar a casa dos pais de Izy, depois de tantas brigas naquela semana com sua família e seu namorado, Nathan mais do que nunca precisava de Izy bagunçando seu cabelo. Ele tocou o fodasse e começou a se arrumar para ir, vestiu sua calça e ia por uma blusa descente porem seu celular começou a receber uma ligação, era Izy.

- Lua acabou de dormir no meu colo aqui- Nathan murchou, a ida para casa de Izy iria ser adiada- Depois de muito choro eu a convenci a ficar por aqui até ela resolver o que fazer.

- E o que ela vai fazer? Afinal é Lua, “imprevisível’’é seu segundo nome.

- Queria muito que ela se acertasse com os pais, mas aparentemente Lua está muito decidida em sair de casa- Izy suspirou- Acho que Sol e ela devem começar a procurar uma casa para morarem amanhã.

- Então quer dizer que é para valer mesmo! - Nathan olhou ao redor e viu o gato preto do seu irmão entrando pela janela do seu quarto, Leopoldo retorna para casa finalmente depois de dois dias fora, gatos...- Eu poderia ajudar a procurar a casa com vocês.

- Acho melhor não, o clima está bem tenso por aqui- La se vai a desculpa de Nathan para ver Izy- Inclusive Sol e Lua meio que brigaram, afinal essa foi uma mudança imposta por Lua sem ela conversar com o namorado sobre morarem sozinhos ou não.

- Espero que fique tudo bem- Nathan não queria se meter nos problemas de Lua afinal os seus já tomavam qualquer tempo que ele tivesse disponível para se dedicar aos outros- Qualquer coisa me avisa, Cenoura!

- Cenoura? - Izy sorriu- Você acabou de me chamar de um vegetal?

- Estou tentando colocar um apelido em você- Nathan retribuiu a risada- Todos te chamam de Izy ou Ruiva, quero ser diferente.

- Ah claro- Nathan não há estava vendo mais tinha 90% de certeza que ela estava revirando ou olhos- Vou dormir Nate, até amanhã.

- Até!

Nathan não teve tempo de largar o celular para tomar banho e ir dormir, acabara de chegar uma mensagem da sua amiga infância Anastácia. Fazia eras que Nathan não se encontrava com Anastácia mesmo eles estudando na mesma faculdade e no mesmo curso de biologia a amizade de 9 anos deles nunca pareceu tão distante.

“Vai dormir Nathan, você é 30% asiático mas não é ninja”

Nathan olhou a mensagem e fez uma careta, pegando Leopoldo no colo vendo sua amiga terminar de digitar.

“Estou com saudades!”

Nathan respondeu que também estava morrendo de saudades da sua antiga amiga, mas Anastácia não digitou nada em retorno, ou seja, provavelmente devia ter pego no sono com o celular na mão. Ele abriu novamente o aplicativo de mensagens e encontra às de Fritz não respondidas olha tudo no automático, a cabeça longe dali, pensando em como Lua vai lidar com tudo isso, afinal de contas, assim como todos, o ponto fraco dela também é a família. 

Izabelly

Lua se acordou as 4:10 da manhã, Izy já tinha o costume de acordar cedo para se exercitar e meditar porem aquele teria sido um novo nível de cedo, ela foi acordada com cutucadas seguidas de dedos e Lua falando que queria sair já para procurar casas àquela hora.

- Você está louca! - Izy tentava se sentar na cama- Onde a gente vai achar casa para alugar a essa hora?

- Desculpa Izy é só que faz algumas semanas que eu não durmo direito- Lua abaixou a cabeça olhando para o seu colchonete que estava no quarto de Izy- Eu estava falando com Sol no celular ainda agora, a gente está bem melhor ele decidiu ir morar comigo afinal se não fosse por ele eu nem estaria fazendo isso afinal não tenho dinheiro para bancar tudo, e sem falar que eu não consigo mais ficar distante dele- Lua deve ter percebido que Izy estava voltando a dormir e gritou- Olha! Até alimentei seu peixe esquisito nesse tempo acordada!

- MEU DEUS! - Izy se levantou da cama num salto e foi até o aquário e como suspeitava a superfície da água estava inundada de ração- Caralho Lua, isso é um peixe mandarim não se pode matar ele de comida, Juro que se Dalí morrer você vai me pagar caro, e literalmente falando porque essa espécie de peixe é super cara!

- Relaxa ruiva- Lua agora sorria da tentativa patética de Izy tirar a ração do aquário- Ele não comeu quase nada, deve estar de dieta.

- Por favor, só volta a dormir.

- Não vou conseguir- Izy percebeu que Lua já estava prestes a chorar.

- Então por que você não me fala o que realmente aconteceu ontem à noite na briga com seus pais? - Izy agora se sentava ao lado de sua amiga- Você ontem só chegou chorando, e suas palavras estavam muito confusas, seus pais já devem ter ligado para os meus.

- É bem provável- os olhos verdes de Lua se ressaltavam ao nascer do sol invadido pela janela do quarto de Izy- Ontem à noite eu cheguei em casa por volta das nove da noite, cheguei nesse horário justamente para os meus pais não falarem merda, porém você sabe como eu sou quando fico bêbada...

- Sei muito bem!- Izy revirou os olhos e sorriu, pois sabia o quanto sua amiga enlouquecia quando estava alcoolizada.

- Cheguei em casa gritando, cambaleando e sorrindo até da minha sombra, meus pais notaram obviamente, e começaram a falar alto e brigar chamando a atenção da vizinhança toda, dizendo que eu já estava grande o suficiente para saber o que eu quero da vida, porem enquanto eu vivesse no teto deles não iriam tolerar esse tipo de comportamento. Então eu disse que não iria mais morar no “teto’’ deles já que esse era o problema, eu não vou mudar meu jeito de ser Izy... Peguei minhas roupas e vim direto para cá em baixo de chuva. Seus pais atenderam a porta, bom Luiz atendeu, Pablo estava cozinhando, eles ficaram preocupados eu expliquei por cima a situação eles não insistiram apenas me abraçaram e me mandaram para o seu quarto.

- E parece algo que eles fariam- Lua começou a bocejar- Você quer continuar conversando?

Lua sinalizou com a cabeça que não e se deitou no colo de sua amiga, Izy começou a fazer cafuné nos cabelos loiros de sua amiga, ao mesmo tempo que via os raios solares já nascendo e borboletas ao céu voando. .

- Vai ficar tudo bem não vai Izy? Por favor, eu preciso que você diga que vai ficar tudo bem!

- Vai ficar tudo bem Lua! - Izy não tinha ideia do que iria acontecer, mas era Lua e Sol, eles tinha 5 anos de relacionamento desde dos 13 anos de idade namoravam, nada abalaria eles se não fosse a família, agora sem o elemento família...

- Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem...

Lua acabou dormindo repetindo esse mantra.

Depois de algumas horas já pela manhã, Izy e Lua se levantaram e foram direto para a cozinha, viram que o pai Pablo de Izy havia deixado um café reforçado em cima da mesa, elas comeram e ficaram esperando Sol chegar.

- Como hoje é sábado- Lua falava sentada do sofá- Sol deve já estar chegando, ele larga cedo do trabalho.

- Não estou com pressa- Izy não conseguiu raciocinar nada, precisava de um café urgente- E afinal Lua essas coisas não se resolvem assim do nada.

- Esse é o problema Izy- Lua agora se levantava do sofá e ia até a mesa da cozinha se sentar- Eu tenho que resolver isso logo, não posso morar aqui para sempre.

- Por que não? - Izy comia um pedaço de uma torrada- Sempre tem um espaço junto da minha cama e de Vicente, no meu quarto.

Depois de muito tempo Lua conseguiu dar uma risada sincera. A campainha da porta tocava pela casa um toque bem francês e requintado ressoava pelos cômodos, Sol havia chegado. Izy foi abrir a porta e encontrou Sol com um olhar para baixo e aparentemente muito triste, Lua correu e foi beijar seu namorado.

- Oi ruiva- Sol falava enquanto abraçava Lua.

- Oi Sol- Izy agora abraçava o menino que vestia roupas completamente folgadas parecia que ia a qualquer ponto cair de seu corpo magro- Como você está?

- Indo!- Sol apenas olhou ao redor e não entrou na casa- Vocês já estão prontas? É melhor sairmos logo para procurar a casa.

- Você não vai entrar para comer algo? - Izy perguntava.

- Não, Izy a gente tem que ir agora mesmo- Lua respondia.

- Eu já comi ruiva- Sol agora olhava a hora no seu celular- É melhor a gente se apresar mesmo.

Izy estranhou toda aquela movimentação parecia que tinha alguém perseguindo eles de alguma forma, mas talvez depois de todo aquele turbilhão de altos e baixos que estava acontecendo àquela atitude de rapidez poderia ser uma forma de defesa para mostrar que Sol e Lua não precisavam de suas famílias e que eles iriam resolver tudo isso sós.

- Então, só deixa eu subir no meu quarto e pegar meu celular.

Ao chegar no quarto o celular de Izy estava em sua mesa vibrando que nem um louco, alguém estava ligando ela olhou na tela completamente reluzente e via o nome Agnes, era a mãe de Lua. Izy refletiu se atendia ou não afinal era a família de Lua e com certeza a mãe dela estava preocupada.

- Alo! - Izy suspirou.

- Izy, onde Lua esta? - Dona Agnes parecia que estava muito cansada pelo tom de sua voz- Passei ontem e hoje ligando para ela e nada. Eu sei que ela está com você, pode passar para ela.

- Desculpa Tia- era assim que Izy chamava carinhosamente a mãe de sua amiga- Creio que ela não quer falar com a senhora.

- Izy, por favor, só cuida dela, eu não sei o que Lua pode fazer- De amiga, Izy agora passava a ser tutora de Lua- Eu não sei mais o que fazer o pai dela disse que não quer mais vê-la, o irmão passou a noite chorando e eu estou de mãos atadas.

- Tia o máximo que a senhora pode fazer agora é apoiar a decisão de Lua afinal ela é maior de idade- Izy sabia que isso não significava porra nenhuma, a mente de Lua era de uma criança de onze anos- Eu vou lhe dando notícias...

- IZY VAMOS LOGO!

Ao fundo a voz de Lua gritando ecoava pela casa...

- Tia tenho que ir- Izy desligou o telefone e foi encontrar Lua e Sol para pegarem o ônibus e irem à procura da casa.

Os três acabaram descendo do ônibus no centro da cidade, afinal as casas disponíveis para alugar que estavam no site a maioria se encontravam no centro mesmo. De casa em casa eles foram passando, a primeira o aluguel estava por volta de 500 reais superando o orçamento de Sol, a segunda era num bairro muito perigoso se alguém respirasse era bem capaz de alguém lhe assaltar, as casas iam passando cada vez o preço que Sol e Lua poderiam pagar. Depois de muitas horas procurando Lua decidiu entrar numa casa com a fachada verde de tamanho minúsculo. A dona da casa estava parada em pé ao lado fumando, pegou as chaves dos bolsos, deixando assim que eles entrassem, ao chegarem no cubículo Lua perguntou o preço da casa a mulher, ela amarrou seu cabelo oleoso e respondeu.

- 250 Reais!

- É perfeito, a gente vai ficar! – Lua olhava para Sol e Izy, que estavam pálidos com tudo que estavam vendo, principalmente com o fato de Lua querer ficar com uma casa daquele nível.

A casa era minúscula só tinha a sala e o banheiro de um metro quadrado, fora que estava cheia de infiltração e mofo por todas as paredes, Sol pediu licença a mulher para que eles pudessem conversar.

- Lua a gente não pode ficar com essa casa- Sol apontou para todas as paredes- Você é cheia de alergia, todos os dias vai acabar passando mal.

- Sol eu não ligo, o preço está ótimo da para a gente pagar- Lua agora estava frente a frente com o namorado, ela parecia um pavão quando queria se impor acabava se armando por completo- Eu não vou morar com meus pais e não vou viver de favor, ou vai ser nessa casa ou na rua você escolhe.

- Lua você não está raciocinando direito!- Sol agora pegava sua bolsa do chão e se preparava para ir embora.

- Não Sol, você que tem sua família perfeita e uma casa onde morar- Lua agora segurava o braço do namorado- Onde você vai?

- Procurar casa sozinho- Sol agora olhava para Izy que estava encostada na porta do minúsculo banheiro impressionada com o tamanho do minusculo chuveiro- Leva ela para sua casa Ruiva, prometo que a noite eu chego com uma casa já alugada.

Sol saiu em disparada pelas as escadas sem falar nada, apenas foi. Lua enxugou as lágrimas que ja estavam preparadas para descerem, e foi falar para a dona da casa que já estava quase certo, deles fecharem o contratado com aquela casa. Izy pensou que aquela casa era literalmente uma floresta pois era de cor verde e cheia de fungos, se tivesse cipós pendurados poderia jurar que era o habitat natural do Tarzan. Elas se despediram da dona da casa e foram embora, e já estavam voltando para casa dentro do ônibus.

- Você acha que Sol está certo?

- Em parte sim Lua- Izy agora tirava os olhos da pista e olhava para sua amiga- Vocês não podem morar naquela casa só iria piorar toda situação, mas eu também entendo seu lado de querer resolver as coisas logo. Deve ser foda tudo isso que você está passando, não sei como esta suportando!

- Aí que está o segredo Ruiva- Lua sorriu- Eu não estou suportando, só aparento estar bem.

Izy abaixou a cabaça e abraçou sua amiga, Lua a empurrou carinhosamente para o lado da cadeira do ônibus.

- É melhor você se afastar ou vou começar a chorar de novo.

- Vai dar tudo certo Barbie- Lua realmente parecia uma boneca com aqueles cabelos loiros e olhos verdes- Certeza que Sol já vai chegar com tudo certo, você sabe como ele é teimoso, igual a você os tornando um par perfeito.

Ao chegar em sua casa, Izy e Lua se deparam com Sol sentado no sofá comendo um sanduíche de carne enorme, e Pablo um dos pais de Izy se encontrava ao seu lado com um sorriso que ia de orelha a orelha, a menina de cabelos ruivo estranhou imediatamente, Pablo não era um homem de sorrisos fáceis... algo muito bom tinha acontecido.

- Pai...- Izy colocou a chave da casa em cima da cabeceira de mogno- O que está acontecendo?

- Por que Sol não conta a novidade para vocês?

- Eu consegui uma casa como eu disse a vocês- Lua fazia uma cara de confusão- Fui na faculdade resolver uns papeis da viagem do meu curso e andando pelas ruas de lá, por sorte ou destino...- Sol agora se aproxima de Lua- Eu achei uma casa perfeita, não é grande mais pelos menos não tem cosias crescendo nela, tem um quarto uma cozinha e banheiro...

- Sim Sol, eu sei tudo isso é ótimo- Lua agora se apoiava nos braços do seu namorado- Quanto é o aluguel?

- 280 Reais, essa realidade é totalmente aceitável para mim, certo Pablo?

- Amem! - O pai de Izy jogava as mãos para o alto.

- Mas meus pais...

Antes de Lua começar a falar Pablo se adiantou se aproximou dos amigos de Izy e começou a explicar toda situação.

- Eu já conversei com seus pais Lua, tirei um tempo pessoalmente depois de sair do trabalho e passei na sua casa... Agora antiga casa na verdade.

- Como eles estão? - Lua perguntou apreensiva.

- Águas passadas, eles vão ajudar em todo o processo da mudança uma das maravilhas de ser psicólogo é poder contornar situações como essas- Pablo pausou, Izy conhecia essa pausa, era a calmaria antes de vir uma bomba nuclear- Tem um porem, Agnes e Augusto não querem de forma alguma que você volte a morar com eles.

- Tudo bem, eu já imaginava que isso ia acontecer- Lua levantou a cabeça e olhou para Sol- A gente vai fazer dar certo!

Sol não teve tempo de confirmar, Lua já lhe dava um beijo cinematográfico, Izy se aproximou de Pablo e sussurrou.

- Obrigado!

- De nada amor- Pablo ajeitou sua gravata e cochichou em seu ouvido- Mas hoje você lava os pratos... Crianças, vamos parar esse beijo não quero um sobrinho agora.

Izy sorria pois finalmente parte do pesadelo tinha passado, Lua e Sol se encontravam perfeitamente felizes no meio da sala, felizes talvez da mesma forma de quando eles se conheceram ou na primeira vez que se beijaram. Esse brilho que eles possuíam era o que cativava todos ao redor, era o brilho em que todo mundo falaria “E Lua e Sol" "Um completa o outro” “Nada os afeta”

Mas a única coisa que ressoava na cabeça de Izy era a voz de Nathan falando para ela no dia do bosque “Você sabe que eu não acredito nisso de tudo certo” “para mim não passa de uma mentira linda!”


Notas Finais


Espero aos estiverem lendo que se sintam acolhidos e representados pelos personagens da historia, que é minha intenção básica! :)


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