História Janelas Quebradas Também Contam Histórias - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Faculdade, Lgbt, Revelaçoes, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Um Dia Como Qualquer Outro: Vamos Morrer Atropelados!


Fanfic / Fanfiction Janelas Quebradas Também Contam Histórias - Capítulo 7 - Um Dia Como Qualquer Outro: Vamos Morrer Atropelados!

Nathan

A mãe de Nathan tinha tido uma outra crise de abstinência aparentemente os remédios para depressão estavam se misturando ou afetando o corpo de Marta de uma maneira estranha. Nathan mais uma vez teve que ficar a noite toda ao lado de sua mãe já que seu irmão Tony provavelmente estivesse na casa da namorada ou estendendo o turno de trabalho para ganhar um dinheiro extra já que toda renda da casa agora vinha por parte de seu irmão e parte dele pelo o estágio da faculdade, ou seja, Nathan não tinha dormido quase nada na noite anterior. Seu namoro com Fritz estava horrível, a cada dia que se passava Nathan criava coragem para dizer as palavras tão temidas que já passou tão repetidas vezes em sua curta vida “É melhor terminarmos’’

A faculdade para variar estava com sempre em estado de guerra, com provas e estágios tudo misturado um no outro sem pé nem cabeça, Nathan queria fugir, gritar e socar várias paredes repetidamente tudo ao mesmo tempo, a única cosia que lhe fazia não surtar naquele momento era uma pedra que ele tinha encontrado no chão e apertava na sua mão com toda força.

- Ei! - Izy agora chegava por trás no banco onde ele estava sentado e lhe abraçava- Que cara de enterro é essa?

- Não consegui dormir direito noite passada- Nathan olha para o horizonte enquanto Izy se sentava do seu lado- Problemas com família...

- Sinto muito... Quer conversar sobre?

Izy agora bagunçava o cabelo espetado de Nathan tentando trazê-lo de volta a superfície, ela era única pessoa do mundo que com sua própria loucura conseguia trazer um pouco de sanidade para Nathan.

- Esquece isso...- Nathan agora se virava para Izy e com sua mão estendida lhe entregava a pedra que como por milagre não tinha se partido ao meio depois de tanta força sofrida- Presentinho para você.

- Para que eu quero uma pedra, esquisitinho?

- Não sei- Izy agora analisava em suas mãos pálidas a pedra com tons de marrom escuro e preto- Talvez para jogar na minha cabeça da próxima vez que brigarmos?

- Olha aí, adorei a ideia- A garota ruiva agora se levantava apressadamente puxando Nathan para ficar de pé- Vamos a galera está esperando a gente para jantar.

No caminho para o restaurante da faculdade Nathan e Izy caminhavam de mãos dadas, era um costume que eles possuíam em qualquer lugar que fossem seja numa padaria ou um show de rock às mãos deles estavam sempre entrelaçadas de alguma forma.

- Nathan oi! Nathe!- ao fundo uma voz masculina ecoava nos corredores da faculdade, um garoto vinha correndo para falar com Nathan- Ei, quanto tempo.

- Oi...- Nathan se lembrava desse menino, foi o esquisito que ficou o perseguindo na palestra sobre rios Brasileiros- Como você está?

Izy largou a mão de Nathan bruscamente, e foi ao encontro dos amigos deles, que se encontravam sentados nos bancos perto do restaurante, mas ele sabia que Izabelly não era uma garota de atitudes bruscas. Nathan pensou que sempre fodia as pessoas que ficassem muito tempo ao seu redor...

- Eu estou bem- o menino esquisito agora coçava o bigode que começava a cultivar, ele entregava o celular para Nathan- Você não me deu seu número da outra vez, agora não tem escapatória. Quer dizer.... Eu realmente preciso de uns conselhos sobre o projeto que estávamos discutindo no dia da palestra.

Existiam milhares de fatos para Nathan não dar o número para aquele menino, porque no fundo não era só sobre o projeto de rios que o cara de bigode queria conversar. Nathan pensou no seu namoro que estava quase à beira do abismo só faltava de um empurrão final, e Fritz iria ter que tomar a atitude dessa vez. Nathan estava cansado de sempre ser o carrasco em situações como essas.

Nathan olhou seu reflexo no celular do garoto estranho e refletiu no boderline, como sendo a única coisa mais próxima que Nathan tinha com seu pai. O abandono de sua figura paterna aos 5 anos foi um trauma que depois de muitas consultas com psicólogos estava lá escancarado em letras douradas o presente que seu querido pai havia lhe dado, além de uma mãe depressiva.

“Boderline: Ou também chamado Transtorno de Personalidade Limítrofe causando no paciente comportamento marcado pela impulsividade, instabilidades afetivas, de relacionamentos interpessoais e autoimagem”

Izy olhava de longe Nathan escrevendo seu número no telefone de um estranho, ele sabia que isso iria machucá-la, mas não poderia haver esperanças de nenhuma forma entre eles dois. Nathan não poderia destruir Izy de forma alguma, ele não poderia correr o risco de perder na sua vida a única pessoa que importava, por causa de um possível fodido relacionamento que eles poderiam ter. Izy iria encontrar outra pessoa melhor que ele, iria ser feliz em Paris ou em qualquer outro lugar bem distante de todo caos que era a vida de Nathan. Seu amigo Caio agora estava acenando de longe para que Nathan fosse entrar no restaurante.

- Tenho que ir...- Nathan abraçou o menino e decidiu dar o nome ao rosto- Desculpa eu realmente não lembro do seu nome...

- Oliver, mas pode me chamar de Olie.

Nathan se despediu de Oliver e encontrou com seus amigos, o restaurante não estava muito lotado naquele dia afinal era quarta feira e não fim de semana onde todo mundo se multiplicava e brotava para ir em festas. Caio havia escolhido a mesa perto do ar-condicionado afinal era meados de março e o verão estava em seu maior ápice.

- Lua não vem? – Ana Kira colocou sua bandeja em cima da mesa e como de costume tentava começar um diálogo no meio da refeição- Ela também não veio hoje para as aulas...

- Ela está organizando as cosias da casa nova- Caio ajeitava seus óculos- Afinal tem muito a ser feito... Estou pensando em passar por lá para ajudar na mudança, a casa é bem perto da faculdade.

- O quanto perto? – Ana Kira perguntou tomando um gole de seu suco.

- Cerca de 10 Minutos indo andando- Izy respondia, estava sentada do lado de Nathan sem olhá-lo diretamente a muito tempo- Já fui por la...

- Olha só Nathan- Jade agora sorria e apontava para o garoto esquisito que o estava seguindo a tarde toda, Oliver- Lá vem o bigode falar com você!

- Eu vou te mandar a mensagem mais tarde- Oliver agora estava parado em frente da mesa- Tudo bem?

- Claro!

O que diabos aquele menino queria? Nathan já não tinha dado o número porque essa insistência seria a sua nova camisa preta com cores neon que estava chamando tanto atenção alheia assim?

- Nada assustador Nathan- Jade falava e todo o grupo gargalhava depois de Oliver ter ido embora.

Menos Izy.

Nathan percebeu Izy de cabeça baixa e poderia imaginar o que estava acontecendo na cabeça dela, aquele cara esquisito de bigode poderia ser um dos tantos outros meninos que passaram em sua vida. Nathan se aproximou de Izy para poder falar em seu ouvido que aquela situação estava incomodando ele da mesma forma que a estava incomodando, e por milímetros de segundos Izy levantou a cabeça de repente e seus olhares ficaram a centímetros de distância.

O menino asiático não sabia o que fazer, os olhos castanhos de Izy não lhe davam sinal algum de como se movimentar, parecia um jogo onde não tinha manual de instruções ou regras a serem seguidas. Antes que seus amigos percebessem e começassem a falar algo irônico, Nathan beijou o canto da boca de Izy e voltou para seu jantar não antes de perceber o sinal mais claro que sua amiga demonstrava quando estava bêbada, feliz ou com raiva, suas bochechas ficaram vermelha igual a um semáforo de transito. Nathan realmente esperava que fosse a segunda opção.

Todos eles tinham terminado o jantar e já estavam se levantando da mesa para saírem do restaurante e irem embora, afinal o transito as seis da tarde ficaria intransitável, era melhor se apressarem para pegar o ônibus. O dia estava meio nublado a grama verde do campo era sinal mais claro que havia chovido enquanto eles estavam dentro do restaurante.

- Posso pegar na sua mão senhora? - Nathan se aproximava de Izy depois de muito tempo.

- Claro- Izy revirava os olhos- Pelo menos você não está me chamando de um vegetal!

- Não desisti ainda, Tomate- Jade e Caio iam andando mais a frente gargalhando provavelmente de Ana Kira.

- Tomate é uma fruta, não um vegetal- Izy apertava a mão de Nathan para ele andar mais devagar

- Não é não! - Nathan olhava para Izy com um tom de ironia- Nunca vi ninguém comendo tomate como se fosse uma fruta!

- Sim, tomate é uma fruta. E meu pai Luiz come tomates mais do que maçãs.

- Seu pais são estranhos!

- Olha só quem fala, o doido das pedras...

Os seus amigos tinham parado de andar e agora apontavam para atrás onde se encontrava no fundo da rua da faculdade acenando e dando tchau, Oliver.

- Com certeza ele que seu corpo sensual Nate! - Caio gritou brincando- Rolar uns beijos com aquele bigode...

- A única pessoa que eu quero beijar está aqui do meu lado!

Por seus amigos estarem mais a frente Nathan também teve que gritar, ele percebeu Caio sorrindo, Nathan não estava entendendo, na verdade todo mundo estava sorrindo ele estava falando alguma piada?

Ate Izy estava sorrindo de lado, ele percebeu que não tinha credibilidade nenhuma quando o assunto era sua amiga. Izy percebeu que Nathan virou e acenou dando tchau para Oliver e largou sua mão, não dessa vez...

O garoto puxou Izy pelo braço e passou as mãos em sua cintura, os seus lábios se encontraram de forma repentina os seus narizes até se esbarraram no começo, mas o beijo se ajustou e foi seguindo seu ritmo por completo. Seus amigos a frente começaram a gritar, mas Nathan não se importava. Nada estava passando pela sua cabeça depois de muito tempo pensando em seus problemas a semana toda, o beijo de Izy era como um paralisador de tempo. Todo o conjunto estava acontecendo as línguas entrelaçadas e mordidas seguidas, o coração de Nathan parecia que ia sair pela boca ele não sabia se era porque fazia muito tempo que ele não beijava uma garota ou se era porque o beijo era em Izabelly, talvez os dois.

- Nathan- Izy o afastou ofegante.

- O que foi? – Ele Pensou o que caralhos ele tinha feito de errado?

- VAMOS MORRER ATROPELADOS!

Ao fim da rua da faculdade estava subindo um carro em alta velocidade, Izy o puxou pela camisa fazendo o garoto ir diretamente para a calçada, realmente não era desse jeito que Nathan pensou que o dia iria terminar com um quase atropelamento.

- É melhor a gente ir embora- Nathan sorria e gargalhava em conjunto com Izy, ele olhou para frente e seus amigos já estavam quase na parada de ônibus- Depois a gente conversa sobre isso que aconteceu, pode ser?

- Sim, com certeza!

E lá estava de novo, o típico vermelho no rosto de Izy, dessa vez Nathan tinha certeza que era felicidade, pois se ele pudesse ficar vermelho como daquele jeito estaria parecendo um vulcão em erupção.



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