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História Jaqueta de couro - Capítulo 1


Escrita por: e GlitterFoxy


Notas do Autor


Olá, olá, olá. E lá vamos nós com mais uma fanfic. Quase 5 anos e euzinha nunca desisto. Quem diria né? Beleza, vamos lá. Não tem muitos avisos além de que linguagem impropria e afins. Fic fluffy e bonitinha, toda clichezinha. Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 1 - One



Eu estava ferrado.


Percebi que estava ferrado quando ele entrou pela porta da discoteca. Não faço ideia da música que tocava na jukebox, porém, combinava muito com sua entrada. 


Entrada triunfal, eu diria. 


Tudo deixava-o mais bonito; sua calça escura apertada deixando suas coxas torneadas tão bonitas, sua jaqueta de couro que demonstrava tanta masculinidade, seu cabelo perfeitamente penteado com gel. Deus, eu estava ficando louco


Seria pecado eu mencionar Deus em meio a esses pensamentos sujos? Ah, que seja!


A jaqueta de couro é a que mais me tirava o juízo. Eu não sei porquê, mas me trazia os pensamentos mais impuros, ele cheio de pose. Exatamente como alguns “garotos maus” que atormentavam a vizinhança. 


Contudo, Hoseok era totalmente diferente dos “garotos maus”. Ele era gentil, simpático, qualquer um pode ser apaixonado por ele. 


Como eu. 


Porém, aquele dia foi diferente, Hoseok não chegou na discoteca animado e logo indo para o barman pedir bebida, para ir dançar e conquistar todas as garotas. Ele aparentava estar nervoso, não parava de mexer no cabelo e jogar para trás, mostrando sua testa — o que deixava-o extremamente atraente, diga-se de passagem.


Ele nem havia ligado que seu cabelo estava ficando bagunçado se continuasse mexendo daquela forma. 


Entretanto, eu também não ligava, já que ele ficava mais bonito ainda com o cabelo bagunçado.


Ele estava muito inquieto e quando não aguentou ficar em pé perto da entrada, se sentou em uma das mesas, onde ficavam casais que estavam em um encontro, que queriam dar amassos, antes de começar as danças românticas. 


Ele estava esperando alguém? 


— Yoongi! — Taehyung gritou meu nome, tirando todas as minhas paranóias em um só grito. — Está me ouvindo? Estou falando com você há maior tempão! 


Kim Taehyung, meu melhor amigo. Ele que me acompanha nesse “amor” não resolvido com Jung Hoseok, o dançarino da discoteca. Na verdade, ele vive me empurrando para o Hoseok, para que eu pelo menos conversasse com ele. 


E eu? Como sempre, recuo. 


Não que eu fosse tímido, na verdade, estou longe de ser. Só que eu me sentia nervoso perto dele, como nunca senti com ninguém. Apesar, de eu ter trocado pouquíssimas palavras com ele, como um pedido de desculpas no primeiro dia que nos esbarramos, eu me sinto muito nervoso só de pensar na possibilidade de conversar com ele. 


Idiotice, não é? Porém, é o que eu sinto. E ninguém pode julgar, imagino que qualquer um fique nervoso perto de Hoseok. 


A pergunta é: como eu sei o nome dele, se nunca troquei alguma palavra com ele? 


É, talvez eu tenha perguntado para algumas garotas que não paravam de tagarelar sobre ele. Elas acharam estranho, e me questionaram muito, mas tudo bem, isso foi constrangedor demais. 


— Você está quase babando! — Taehyung agora me cutucou, me dando um empurrão de leve. E automaticamente, eu passei as costas da mão no canto dos lábios. Só de imaginar a vergonha se estivesse realmente salivando. — Quando vai falar com ele? 


— Queria muito, mas meu maior medo é passar alguma vergonha perto dele. Imagina se eu tentasse formular alguma frase, ia sair algo como “Hoseok está bom hoje” quando eu tentasse falar do clima! — Eu exclamei, totalmente convicto da ideia de que não conseguiria trocar o mínimo de palavras com ele. 


— Claro que não, Yoongi! Você nem tímido é! — Taehyung gargalhou alto e escandaloso. Da forma como normalmente ele é. — Mas sério, você precisa falar com ele. Toda vez que eu tento conversar com você aqui, você seca ele o tempo todo! 


— Mas não é de propósito, ok? É só... ele é chamativo. — Arrumei a primeira desculpa, que bem, nem é mentira. 


— Eu vou acabar trazendo ele aqui. — Arregalei meus olhos, já negando com a cabeça. 


— Você não faria isso... — Faria. 


— Por que você não tenta? 


— Porque... — Não tem motivo, então me calei.


— Eu vou procurar alguma garota para paquerar e você, vai ir atrás dele. — Ele largou o copo no balcão, descendo da cadeira. — Só... tenta, tá bom? Boa sorte, acredito que ele vai adorar conhecer você. 


Eu entendi a malícia nessa frase. 


Então, Taehyung saiu no meio das pessoas, fugindo da minha vista. Olhei para Hoseok de novo, e ele continuava no mesmo lugar. Agora, não estava mais nervoso, parecia... chateado. 


Será que estava tudo bem? 


E bem, o tempo foi passando, eu fui bebendo mais do que de costume. Às vezes o encarava, mas ele sequer notava, e só se mantinha sentado naquela mesa. Eu não entendia, ele sempre estava dançando. 


Taehyung não deu mais sinal de vida, provavelmente estava beijando alguma garota atrás da discoteca. E eu, vez ou outra olhava outras pessoas bonitas, mas sempre destinado a querer Hoseok. 


Droga, eu nem tinha nada com ele. 


Com o tempo, eu me sentia mais risonho, mais corajoso, eu resolvi que iria até Hoseok. Ele que permanecia quieto na mesa, tão desanimado que me dava dó. 


Algumas garotas apareciam para chamá-lo para dançar, mas ele negou todas. 


Então, eu fui até lá. 


— Hoseok, não é? — Ele levantou o olhar para mim, minhas pernas quase viraram gelatina. — Eu sou Min Yoongi. 


Ok, provavelmente estava com cheiro forte de bebida alcoólica, por que não forçar um pouco e depois culpar a bebida? Errado? Muito. Estou me importando? Não. 


Sentei no banco em frente à ele. 


— Por que não está dançando hoje? Eu acho seus passos incríveis. — Eu disse com minha voz embargada e Hoseok sorriu. Sorriso tão bonito, que eu nunca havia visto. 


— Uma pessoa marcou de vir aqui comigo, e acabou me deixando sozinho. — Ele riu, totalmente sem graça, coçando a nuca. 


— E? — Tombei a cabeça para o lado, de forma divertida. — Vamos dançar, Hoseok! 


— Eu... Não sei... — Receoso. 


— Vamos! Você não está preso à essa pessoa! 


E ele levantou, eu o puxei pela mão para a pista de dança. Seu olhar estava perdido, e eu exibia um largo sorriso. Feliz que finalmente havia conseguido falar com Hoseok.


Eu e ele dançamos juntos. Quer dizer, por muuuuuito tempo. E eu, comparado a ele, não sei dançar nada, mas não me importei nem um pouco, estava no céu. Hoseok, também, ele ria dos meus péssimos passos e até me guiava algumas vezes. Mesmo assim, não deixamos de nos olhar. 


Ríamos, bebíamos, e ninguém ligava. Talvez as garotas sentissem inveja que eu tirei ele da mesa, e elas não. Porém, eu não ligava também. 


Hoseok também não se importou. Por que eu me importaria? 


{...} 


— Ok, seu nome completo? 


— Jung Hoseok. 


— Então, o dançarino da discoteca mais famosa da vizinhança, além de ser estudante de medicina, seu nome completo é Jung Hoseok? 


— Exatamente, senhor escritor. — Eu ri. — Você escreve? Eu nunca havia visto alguém que gostaria de fazer letras para ser escritor, ainda estou surpreso. 


— Pois é... É diferente, não é? 


Depois de rir, beber, dançar, saímos da boate. Juntos. Cansados, agora andávamos sem destino pelas ruas de Daegu. Eu quis saber mais sobre ele, obviamente, e descobri o ser incrível que ele era. 


Sério que realmente não concordavam dele ser dançarino? Achei triste a parte dele ser obrigado a fazer faculdade de medicina. 


Eu, por outro lado, amo astronomia. 


— É diferente, e interessante. Você deve ser muito inteligente. 


— Acho que sim. — Andei na calçada como se estivesse andando em uma corda bamba. Com os braços esticados como se fosse me equilibrar. 


Meio bêbado, certo? 


Depois de tanto tempo em silêncio, e eu ainda na minha corda bamba imaginária — achei graça o quanto eu parecia bobo — ele finalmente disse algo. Quer dizer, perguntou algo.


— Yoongi? 


— Sim?


— Por que me chamou para dançar?


Eu travei, parei de andar e ele também. Realmente, eu estava sem reação nenhuma. Por que eu chamei ele para dançar? Não é óbvio que eu gosto dele? Porque, eu achei que fosse óbvio.


Agora como explicar? Ele deve ser heterossexual, e eu aqui, bissexual.


Será que conto tudo, que o observo? Ele vai me achar doidinho, todinho fora da casinha. 


Mas dane-se, posso culpar a bebida de novo.


— Eu… hm… porque… — Engoli seco, respirando fundo na esperança de que isso me acalmasse. — Eu te vejo sempre lá, mas nunca vi você deixar de dançar.


— Eu fiquei… magoado, que ela não avisou. Nem senti vontade de dançar. — Ele chutou uma pedrinha que estava no asfalto, e eu ainda o observava. Estávamos parados no meio da rua, o quão mais isso é estranho. 


— Eu nunca daria um bolo em você. — Quando eu pensei que não ficaria pior. 


Dar um bolo? — E ele não entendeu. 


— É uma expressão para… hm, como posso explicar… marcar de sair e não aparecer. É dar um bolo


— Prefiro dizer que marcou e não apareceu. — Deu de ombros, voltando a andar e eu o segui. — Menos… Complicado. 


Murmurei um “tudo bem”. O assunto havia acabado, eu não sabia o que perguntar mais, porque sinceramente, nunca havia chegado nessa parte. Bem, normalmente eu já estaria beijando a pessoa, mas é de Hoseok que estamos falando, eu não sei se ele gosta da mesma coisa que eu.


— Então, você não me deixaria sozinho? 


— O-o quê? 


— Você disse que nunca me daria um bolo, quer dizer que não me deixaria sozinho em uma discoteca? — Eu vi seus olhos brilharem, não sei quem poderia ser capaz de fazer mal a ele. Porque, aqui, estou prestes a contar toda a verdade, não seria capaz de mentir. 

Hoseok realmente era o ser mais precioso.

— Sim. — Respondi sem hesitar, com toda a certeza do mundo. — Eu não marcaria de sair e te deixaria sozinho, principalmente porque é você


Ele sorriu e voltou a andar, sem dizer mais nada, mas eu sabia que ainda estava sorrindo, me senti muito prestigiado por ser o motivo do seu sorriso bonito. 


— Você é gay, não é? — Ele perguntou, aleatoriamente, como se não fosse nada. 


Ou talvez não fosse nada? Será que ele não se importava? 


Fiquei nervoso de novo, e parecia que eu iria morrer. 


— É… N-não… por quê? — Gaguejei, talvez pela centésima vez, apenas hoje. 


— Porque parece, você me encara muito. 


— V-você… percebeu? 


— Difícil não perceber. 


Murmurei um “droga”. Percebi que não sei disfarçar, Taehyung poderia ter avisado. Ou avisou, e eu não prestei atenção, porque estava ocupado demais encarando Ho- tudo bem, chega. 


— Desculpe… 


— Pelo o quê? 


— Por ficar te encarando demais. Você me atrai muito… — Quase saiu inaudível a última parte, mas eu sei que ele está escutando. 


— Eu sei. — Ele está muito calmo para um cara que acaba de receber uma declaração dessa tão facilmente. — por isso que eu aceitei dançar com você. 


Eu me calei, completamente. Ele aceitou dançar comigo mesmo sabendo que eu adorava encará-lo e que ele me atraía. Isso faz algum sentido? Por que esse dia parece tão estranho? 


{...} 


— Me diga uma palavra que você mais gosta e que seja difícil.


— Tergiversar.


— O que significa? — Ele apoiou seu rosto com a mão, enquanto seu braço sustentava sua cabeça. 


— Para pedir perdão, desculpar-se. 


Estávamos agora, na sua casa. Compramos cerveja e agora paramos na sua casa, eu e ele deitados na sua cama. Enquanto, alguma música do Marvin Gaye tocava no disco vinil. E sinceramente, bem melhor do que eu imaginava que poderia estar com ele. 


— Quando percebeu que queria ser escritor? — Perguntou. E eu percebi que o quanto mais ele bebia, mais tagarela ele ficava. Não que eu estivesse reclamando, nunca estaria. 


— Eu acho que… quando eu lia Shakespeare, e eu achava incrível como ele criava um mundo, um universo só dele. Quando usa a imaginação para fazer um momento, uma cena, para cada um imaginar como é. E aí, eu pensava “uau, eu quero ser como esse cara”. — Se ele gostava de perguntar quando não estava sóbrio, eu também gostava de responder quando não estava sóbrio.


— Eu achava incrível as garotas bailarinas, as danças de rua e como eles mexiam seus corpos ao som da música. E aí eu pensava quando mais novo “também quero fazer isso, e fazer tão bem quanto a isso” e hoje estou assim. — Ele respondeu, sua voz soou meio risonha por quase copiar minha resposta. 


Eu quase ri também. Estava sorrindo mais que o normal. 


É isso que o amor faz? Te deixa... bobo


Ele se deitou de novo, encostando a cabeça no travesseiro e eu, fiquei observando seu rosto ainda. Se eu achava Hoseok lindo de longe, não imagina a obra prima que eu estou vendo de perto. 


Seus olhos, visivelmente queriam fechar-se. Hoseok estava com sono, mas lutava para se manter acordado. Ele me encarava de volta, eu nunca tive uma troca de olhares que não terminasse em beijos. Acho que nem eu, nem ele queríamos isso. 


Era só nós olharmos. Apenas. 


E eu estava mais que satisfeito. 


Quando a música do disco acabou, eu me levantei para trocar. Me virei para perguntar qual pegar, Hoseok caiu no sono. Eu achei graça, já que nunca iria dormir sabendo que tem outra pessoa que eu mal conheço na minha casa. 


Ele confiou em mim? Talvez irá culpar a bebida também. 


Ri do meu próprio pensamento, já me preparando para ir embora. Dei um último gole na cerveja, peguei as chaves de casa e antes de sair, peguei sua jaqueta de couro. 


Queria um motivo para vê-lo novamente, e claro, escrever um poema de como ele cheirava bem e sua jaqueta era tão bonita e combinava com ele. 


Com certeza escreveria sobre Hoseok.


Escrevi uma carta para ele e coloquei em sua escrivaninha. 


Me retirei de sua casa tão animado e risonho, fazendo passinhos estranhos pelas ruas, tão estranhos quanto aqueles que eu fiz na discoteca. Vi o Sol nascer e não me importei nadinha se iria ficar com grandes olheiras no rosto. Aliás, passei a noite com Jung Hoseok, e não da forma maliciosa como pensam, foi algo… fofo


Percebi que ficaria perdidamente apaixonado por ele. 


Não me importei também. 


Agora, como seria no final de semana? 


Hey, Hoseokie! 

Espero que tenha acordado bem! Não ficou de ressaca, ficou? 

Adorei passar a noite com você.

Peguei sua jaqueta emprestada, porque estava muito frio. 

Te devolvo se for me ver na discoteca, no próximo fim de semana! Na sexta? Prometo não te deixar sozinho! 

Com amor, Yoongi.


Estou te esperando, Hoseok. Não me deixe sozinho...



Notas Finais


É isso. Talvez não seja aquela coisa, mas é muito preciosa para mim. Caso tenha alguma crítica construtiva, pode dizer. Gostaria de agradecer a capista @<strong><a href="https://www.spiritfanfiction.com/perfil/Cikookie" class="usuario usuarioPopupTrigger">Cikookie</a></strong> e a beta @<strong><a href="https://www.spiritfanfiction.com/perfil/Jiminstrip" class="usuario usuarioPopupTrigger">Jiminstrip</a></strong>. E não esquecer de eu mesma, que consegui criar um universo sozinha, mesmo que do meu jeito atrapalhado. E é isso, consegui terminar mais uma fanfic e postar ela depois de tanto tempo


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