História Jardim de Inverno - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chensoo, Fem!kyungsoo, Fem!sehun, Hunhan, Sekai, Xiuho
Visualizações 21
Palavras 5.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, eu demorei :c
Pretendia reescrever esse capítulo ou acrescentar mais algumas coisas, porém eu gosto tanto dele que acabei deixando assim no fim das contas ~

Capítulo 2 - Aningapara - II


Após uma semana, Sehun se pegava pensando na casa cheia de histórias diferentes pelo menos uma vez a cada cinco minutos. Claro que se lembrava do endereço e poderia ir até lá quando quisesse, mas sentia vergonha e medo de pensarem que era uma inconveniente.

Tinha se interessado pelo lugar e tal, mas não era como se conhecesse aquelas pessoas. Até mesmo correu risco indo dormir lá do nada. Teve de ouvir um sermão interminável de Seulgi assim que explicou para a amiga onde havia passado a noite e depois ouviu a continuação em casa, quando sua mãe lhe pegou se esgueirando pela porta dos fundos.

Depois de ter ficado com as orelhas quentes por causa dos puxões, abriu a bolsa e arriscou experimentar o kimbap de Junmyeon, descobrindo que não era tão ruim. Ok, não era o melhor que já havia comido, mas era bom o suficiente para que não quisesse cuspi-lo.

Na tampa da marmita de cima, havia um post-it amarelo colado que dizia:

 

Sehun-ah, obrigado por tudo.

Fique saudável e beba muita água, o verão chegou e é preciso se hidratar.

Kim Junmyeon.

 

Sorriu para o bilhete e o pregou na parede em frente sua escrivaninha.

E agora estava lá, observando aquele quadradinho ao invés de fazer a lição de casa que estava aberta na mesa. Queria muito voltar àquela casa e passar algum tempo com aquelas pessoas. Queria conhecer os outros moradores que não tinha visto e ver como Kyungsoo era com Jongdae.

Queria companhia.

Passava muito tempo sozinha em casa ou estudando nas milhares de aulas particulares em que seus pais a inscreveram. Não tinha irmãos e sua única amiga, Seulgi, estava ocupada e estressada com os exames.

Considerou usar a devolução das marmitas como desculpa, mas Chanyeol havia dito que eram um presente e pareceria rude devolvê-las. Todo dia pensava em algo que pudesse usar para poder voltar lá e nada surgia em sua mente. O bairro deles não era muito longe, mas também não era perto suficiente para que se esbarrassem na rua por acaso.

Suspirou e desistiu da ideia, aceitando que provavelmente nunca mais colocaria os pés lá e voltando a sentir aquela pontada de tristeza por isso.

 

 

— Qual é a dessa cara de velório?

Sehun e Seulgi caminhavam juntas para a estação próxima à escola, faltavam apenas duas semanas de aula antes das férias de verão começarem e a mais alta se arrastava como se fosse início de semestre.

Seulgi notara que a amiga andava mais deprimida que de costume durante as aulas, porém o desânimo continuava após saírem da escola. Não abria mais a boca nem para reclamar do calor infernal sob o qual estavam e Sehun adorava reclamar sobre tudo.

No mínimo, suspeito.

— Nada — resmungou baixinho.

— Yah, você acha que eu vou cair nessa? Está assim desde o dia que ajudou aquele ahjussi bêbado. — acertou o cotovelo no estômago da amiga. — O que foi, hein?

— Não era um ahjussi. Ele deve ter acabado de completar 19 anos, pelo jeito como estava bebendo que nem um desesperado. — chutou uma pedrinha na asfalto e foi se perdendo em pensamentos, deixando Seulgi falar sozinha sobre o único assunto que sabia falar ultimamente: provas.

Não teve tempo de perguntar as idades naquele dia, sabia apenas a de Minseok. E que Kyungsoo e o tal chinês panda, que já havia esquecido o nome, tinham 17.

— Wah, é a Sehun-ah!

A voz um pouco familiar fez Sehun parar de repente e Seulgi se chocar contra suas costas, perguntando se a amiga tinha algum problema.

De todas as pessoas naquela casa, precisava ser logo Baekhyun a lhe encontrar? Nada contra, mas preferia alguém mais silencioso.

Atrás dele, um garoto da mesma idade segurava um envelope timbrado com o brasão da Hanlim. A expressão em seu rosto denunciava a confusão em relação ao grito repentino do amigo.

Baekhyun se aproximou em passadas rápidas, trazendo o garoto consigo, ele querendo ou não. Seulgi se ergue na ponta dos pés para espiar sobre o ombro da Oh, apoiando as mãozinhas nos ombros dela.

— Olá! — ele acenou alegremente. O amigo dele apenas curvou a cabeça, refletindo a timidez das meninas. — Jongdae, essa é a Sehun-ah. Que levou o Chan pra casa.

Então aquele era Jongdae. Não se parecia muito com Junmyeon no físico. Tinha os cantos da boca levantados, como se estivesse sorrindo o tempo inteiro, parecia com um daqueles gatos de mangá. A pele era clara como a do irmão, com algumas pintinhas visíveis na região do pescoço e usava alargadores nas duas orelhas. O cabelo tingido de loiro claro atrapalhava um pouco os olhos, a raiz precisava ser retocada. Enquanto Junmyeon parecia ser mais discreto quanto a aparência, Jongdae parecia querer ser notado, mesmo que sutilmente.

Seulgi olhava abobadamente para Baekhyun, este que estava estranhamente empolgado ao rever Sehun e falava sem parar sobre coisas aleatórias que aconteceram na casa depois que ela foi embora. Jongdae sorria simpático, mas seus olhos revelavam que queria tampar a boca de Baekhyun para que pudessem sair logo debaixo daquele sol escaldante.

— Por que não passa lá amanhã? Chanyeol vai fazer carne porque é aniversário da casa!

— Ah, eu não…

— Ela quer sim! — Seulgi se intrometeu, beliscando a cintura da Oh. — Não tem nada para fazer amanhã e estão te convidando, não seja estúpida.

— É, não seja estúpida. — Baekhyun apoiou, ganhando um tapa na nuca vindo de Jongdae. — Por que você é assim, Jongdae-ya?

— Se não for incomodar... — bancou a modesta, sendo que sua real vontade era ir para lá naquele dia mesmo. A felicidade crescente em seu peito assemelhava-se a pequenos fogos de artifício estourando.

 

 

Era um pouco esquisito estar em frente àquele portão de ferro durante o dia, sem ter que se concentrar em manter o equilíbrio sobre os degraus de pedra. Respirou fundo uma, duas, três vezes. Tocou a campainha em um ímpeto de coragem, mordendo a parte interna da bochecha em ansiedade. Sobressaltou-se quando uma voz abafada saiu do interfone.

Nem se lembrava de ter visto um interfone lá.

Quem é?

— Hã... Oh Sehun.

Bem, não sei quem é.

O portão foi destrancado e rangeu ao se entreabrir. Sehun respirou fundo pela última vez e entrou.

Propositalmente andou devagar para olhar em volta e ganhar tempo de se acalmar. A entrada era composta por um gramado verdinho com um caminho de pedras que levavam à porta, duas árvores pequenas estavam postas uma em cada muro lateral. Os latidos dos cachorros podiam ser ouvidos de algum lugar nos fundos da casa. Não tivera a oportunidade na primeira vez, mas considerava pedir a Junmyeon para vê-los.

Aproximou-se da porta e pôde ouvir as vozes do lado de dentro.

— Quem era, Taozi?

— E eu sei lá.

— VOCÊ DESTRANCA O PORTÃO SEM SABER QUEM É?!

— Hã… Sou eu. — Inclinou a cabeça para dentro, um pouco receosa.

O Kim estava parado no meio da sala com uma pilha de roupas nos braços. O garoto ao seu lado era uma cabeça mais alto, magrelo e de cabelos negros despenteados. Ambas as orelhas tinham vários piercings, as pulseiras de couro completavam o visual “adolescente no meio de uma crise de identidade”. A menina lembrou do apelido dele ao atentar para as marcas profundas de olheiras.

    Ah, é o chinês panda.

— Sehunnie! — Junmyeon prontamente saiu do humor prestes-a-matar-alguém para ir à garota quase flutuando de satisfação, empurrando as roupas nos braços do menino-panda e esmagando-a em um abraço torto.

— Então é assim que você trata as pessoas que não moram aqui. Bom saber.

A irritação voltou a faiscar nos olhos do Kim.

— Some daqui antes que eu te pegue no tapa, Zitao.

Sehun riu baixinho. Achava engraçado Junmyeon ser capaz de brigar com pessoas mais altas e ainda vencer a discussão sem questionamentos. Zitao fez bico e subiu as escadas, indo se trancar no quarto até a hora do almoço sair.

— E quero essas roupas dobradas quando eu subir!

Considerando que estava de dia e que não desejava mais se esconder dentro do quarto de Kyungsoo, conseguiu observar alguns detalhes que haviam escapado de sua percepção curiosa e encontrou novos a serem observados. Por exemplo, os trezentos sapatos jogados no hall de entrada pareciam ter dobrado de quantidade desde a última vez em que ela estivera lá. Teve de saltar alguns para poder passar — Junmyeon havia lhe dito que não precisava ficar descalça pois o almoço seria na parte de trás da casa. E o piano de armário parcialmente escondido sob a escada não foi visto pela primeira vez.

É uma casa de artistas.

Passou pela cozinha ao ser guiada até a área externa, dando um olá para Chanyeol que se desdobrava entre o fogão e picar legumes — e para Baekhyun que deveria estar ajudando o Park, mas estava sentado na bancada mexendo no celular —, chegando a um quintal grande o suficiente para caber metade de sua casa.

— Os outros não estão por aqui ainda porque hoje é dia de faxina. — o Kim explicou. — Minseok é um pouco obcecado com isso, então não vai liberá-los até que tudo esteja brilhando.

Sehun assentiu e disse que não se incomodava. Junmyeon sorriu e pediu licença para ir apressar os outros a terminarem as tarefas, apontando para que Sehun sentasse à mesa de piquenique.

O lugar tinha um ar meio americanizado, era verdade, só esperava que ninguém fosse assar hambúrgueres e salsichas quando tinha ido salivando por barriga de porco.

— Por quê? — ouviu alguém choramingar e logo reconheceu a voz característica de Jongdae.

— Porque são plantas que precisam de muito Sol, não podem ficar na minha janela para sempre. — Kyungsoo revirou os olhos.

O casal passou pelo portal da cozinha. Jongdae vinha atrás de Kyungsoo, lutando para equilibrar todos os dez cactos nos bracinhos finos. A menina andava quase saltitante, carregando um vaso extra — o vaso do Jongdae-cacto — em uma das mãos.

— Só vou levar a sério porque pegou até o seu. — o garoto reclamou.

— Vai levar a sério porque foi eu que disse. — ela se virou para beliscar a barriga dele, fazendo-o soltar um gritinho de dor.

Não se recordava de ter visto um cacto com o nome de Kyungsoo no batente da janela naquele dia. Imaginou que deveria ficar no quarto do Jongdae, como aquelas coisinhas meio piegas que namorados faziam vez ou outra. Embora ter um cacto com seu nome fosse um jeito singular de demonstrar afeição.

— Ah, é a Sehun-ssi. Olá! — o Kim acenou com a cabeça. Kyungsoo procurou a garota com o olhar, franzindo o cenho ao encontrá-la.

— Você é ainda mais alta do que pensei — foi tudo o que disse.

A Oh ficou observando o casal arrumar os vasinhos em uma prateleira parafusada no muro que parecia especialmente reservada para eles. Kyungsoo se esticava na ponta dos pés para ajeitá-los em ordem enquanto Jongdae apenas ia lhe entregando de um em um.

Pouco a pouco, os outros moradores foram aparecendo.

Minseok surgiu carregando um violão ao lado de um homem bonito de cabelos negros e todo covinhas, descobriu depois que seu nome era Yixing, um dos quatro chineses habitantes da casa peculiar. Junmyeon voltou discutindo sobre não deixar Zitao comer todas as porcarias que ele compra de uma vez só com um cara que tinha o dobro de seu tamanho e um jeito de membro de gangue, este sendo Yifan, recordava-se de ter ouvido Junmyeon dizer que ele havia morado no Canadá por um tempo.

Ouviu os berros de Chanyeol na cozinha e depois um Baekhyun correndo porta afora para se safar do que quer que tenha feito ao maior, sorrindo e acenando de longe para Sehun ao passar. Jongin se acomodou ao lado de Sehun no banco de madeira após levar uma bronca e um soco de Kyungsoo por tê-la assustado ao chegar por trás de mansinho e cutucá-la na cintura. Zitao se juntou a eles, trazendo consigo um Nintendo portátil que tocava a música tema de Super Mario.

— Você está muito quieta. — Luhan se sentou ao lado de Tao, de frente para ela. Olhava para Sehun com a cabeça levemente inclinada para o lado, curioso.

— Estou… observando. — sorriu. — Mas geralmente sou muito falante.

— Não mais do que Baekhyun hyung, eu aposto. — Jongin se intrometeu, apoiando os cotovelos na mesa. — Ele fala até enquanto dorme.

— Eu estou bem aqui, Kim Jongin! — Baekhyun gritou do outro lado do quintal, apontando ameaçadoramente para o mais novo que apenas revirou os olhos em resposta.

— Então você gosta de observar as pessoas? — Luhan retomou a conversa, parecendo genuinamente interessado.

— Acho que é só com vocês. — confessou timidamente, encolhendo os pés por baixo da mesa. — É a primeira vez que vejo uma casa com tanta gente, é diferente.

— Você quis dizer estranho. — Tao levantou os olhos de seu jogo.

— Pode ser. — deu de ombros. — Mas não é um estranho ruim.

Os três assentiram, compreendendo o que ela queria dizer. Depois daquele momento, sentiu-se mais à vontade para interagir com os moradores. Pegou-se rindo da careta de desgosto que Jongin fez ao ouvir uma das piadas péssimas de Junmyeon e lhe deu um tapinha amigável no ombro. Descobriu que tinham coisas em comum e desataram a conversar sobre dança, que era o foco de Sehun na Hanlim.

Jongin dançava desde a infância por incentivo dos pais — então ele foi criado pelos pais, Sehun anotou mentalmente — e por isso nutria afeição por aquela arte. Falaram tanto sobre o assunto que gostavam que acabaram se esquecendo das outras duas pessoas à mesa e só pararam após Chanyeol gritar que precisava de ajuda para carregar a comida, que foi quando Jongin se levantou por insistência de Luhan para ir até lá com ele.

Junmyeon assumiu o lugar dele, entretendo Sehun com perguntas sobre a escola e as práticas dela, não deixando de fofocar sobre Jongdae e suas tentativas mal-sucedidas de tentar tirar uma boa nota em Dança. O dito cujo apareceu pouco depois, puxando os cabelos de seu hyung em protesto.

— Na sexta, você foi lá fazer o quê? — perguntou a Jongdae. O garoto pareceu ficar um pouco sem graça com a pergunta, mas quem respondeu foi Junmyeon.

— Ele precisava de uma carta de recomendação da professora de canto para apresentar à empresa que…

— Hyung!

— Empresa?

— É, nosso Jongdae-ah vai se tornar um trainee em breve. — Junmyeon bateu palmas empolgado, remexendo-se no banco. Jongdae suspirou derrotado e apoiou o queixo na mão. — Deixe o hyung se gabar, já que você não vai fazer isso.

— Uau, isso é incrível! — Sehun arregalou os olhos. Sendo estudante da Hanlim, é claro que havia conhecido alguns trainees e até mesmo idols. Inclusive considerou algumas vezes se inscrever em audições.

— É, não é? Alguém além de Kyungsoo precisava me dar orgulho nessa casa.

— Yah! — Tao protestou.

— Calado. Você ainda vai me ouvir mais tarde. Pensa que não vi seu assalto ao pote de doces, sua formiga maldita? Eu quero que na próxima consulta a sua glicose esteja além da conta que…

E o “ouvir mais tarde” acabou sendo adiantado para aquele momento com o bônus de Jongdae e Sehun como testemunhas do sermão sobre os malefícios do açúcar em excesso e de como Wu Yifan deveria ser afastado de todas as crianças daquela casa por incentivar esse mau hábito.

Sehun mal conhecia Yifan, mas já sentia pena do chinês.

Jongdae parecia feliz por ter deixado de ser o foco do assunto e engatou uma conversa com Sehun sobre os professores que tiveram em comum e depois sobre música em geral. Não demorou muito para que Sehun percebesse como era fácil socializar com aquelas pessoas, incluindo Kyungsoo, que apareceu minutos depois e sentou-se à mesa, enchendo a Oh de perguntas técnicas sobre dança.

— Aqui em casa temos alguns fãs de girl groups. — a baixinha debochou, empurrando Jongdae com o ombro. — Às vezes brigam quando alguns deles se encontram nas premiações semanais.

— Soo!

— Por exemplo, essa semana Red Velvet e Twice competiram. Chanyeol, Baekhyun e Jongdae são Onces, mas Jongin e Junmyeon oppa são Reveluvs. Esses cinco começaram a gritar no meio da sala antes do resultado ser anunciado, patéticos.

Ouvindo seu nome ser citado, Baekhyun surgiu na ponta da mesa, querendo saber sobre o que falavam, ao que Jongin voltou da arrumação na cozinha. Logo, os três começaram a bater boca com Kyungsoo por contar as coisas vergonhosas da casa e não demorou muito para que entrassem numa discussão sobre qual seria o melhor girl group, atraindo a atenção de Junmyeon, que deu descanso aos ouvidos de Zitao.

Kyungsoo sorriu satisfeita por ter causado a discórdia e levantou-se saltitante, indo em direção à cozinha. Sehun estava pensando em como fugir dali quando a manga de sua blusa foi puxada. Minseok segurava o riso diante da cena, revirando os olhos com divertimento ao tirar a garota dali e levá-la para onde estavam Yixing, Luhan e Yifan com o violão.

Aquele lado estava mais calmo. Yixing tocava uma música americana lenta e Luhan cantava baixinho. Yifan falava sozinho, aparentemente, já que um dos amigos estava concentrado em tocar e o outro em cantar — e Minseok tinha saído para buscar a Oh.

Minseok a empurrou para banqueta ao lado de Luhan, que era onde se sentava antes, e sentou no chão logo abaixo dela. Ficaram ali conversando entre as pausas das músicas, deixando a menina confortável o suficiente para que não se preocupasse com a diferença de idade.

— Sehun-ah, aceita? — Junmyeon se aproximou e estendeu um copo cheio de vinho de arroz. Por algum motivo, a garota olhou bem para a mão dele.

— Você é casado? — tocou a aliança fina dourada que circulava o dedo anelar do mais velho.

Um silêncio sepulcral se instalou no jardim com alguém engasgando ao fundo. Obviamente a pergunta errada havia sido feita. Junmyeon corou tão forte que Sehun pensou que entraria em combustão espontânea.

Todos haviam parado o que faziam para olhar a cena. Chanyeol tinha o braço estendido no meio do caminho para colocar um pedaço de carne no prato de Baekhyun.

A garota não tinha ideia do motivo de toda aquela reação exagerada.

— É…

— Sehun-ah, vamos lá pra dentro, hm? — Foi Minseok quem recobrou a postura mais rápido e se levantou, oferecendo-lhe a mão para ajudar a descer da banqueta.

— Desculpa, eu… Não sabia que era uma coisa tão pessoal. — falou assim que entraram na cozinha. Queria cavar um buraco no chão e se esconder nele pra sempre.

Para sua surpresa, Minseok apenas riu.

— Não é exatamente um segredo, senão ele não usaria aliança.

Mil possibilidades passaram na cabeça dela. Junmyeon era viúvo e usava a aliança como prova de que amava a falecida esposa. A mulher morava em outro país, assim como o pai de Sehun, e eles viviam em um relacionamento à distância sobre o qual era delicado comentar. Ninguém ali gostava da fulana e por isso ficaram sem graça ao ter de falar sobre ela.

Várias possibilidades e nenhuma passou perto da verdade.

— Então, er... — Se não estivesse sem seus óculos, poderia ter total certeza de que Kim Minseok estava corando, mas como não os tinha à mão na hora, deu apenas 90% de certeza. — Junmyeon e eu somos casados há um ano.

Ok, com certeza não era aquilo que Oh Sehun esperava.

Mas e a mulher morando em um país distante e toda a história dramática sobre o amor superar as barreiras de continentes que inventou em sua cabeça?

E como assim os dois eram casados? Não tinha reparado em nenhuma troca de afeto, nada além do “hyung” que Junmyeon usara apenas uma vez no dia em que tomou café da manhã com eles.

E por que diabos Minseok não usava uma aliança?

— Mas você… não usa aliança. — comentou descrente.

— Wah, de todas as coisas que você poderia dizer agora, essa foi a primeira que passou pela sua cabeça? — O Kim soltou a respiração que a garota não reparou que ele havia prendido. — É uma boa menina, Sehunnie.

A mão dele pousou levemente sobre seus cabelos escuros em um carinho quase paternal.

Ele estava orgulhoso.

Quase como se eu fosse uma de suas crianças.

Seria mentira dizer que Sehun não tinha se impressionado por eles serem gays. Claro que tinha, ela não estava acostumada a conviver com os LGBT. Não por preconceito ou coisa assim, a oportunidade apenas não tinha surgido.

Até aquele momento.

— Agora vamos voltar lá pra fora, sim? Junmyeon deve estar sendo atormentado até pela Kyungsoo.

— Minseok-ssi.

— Hm?

— Você não respondeu sobre a aliança.

O almoço seguiu seu curso normalmente — ou dentro do que seria normal naquele lugar — e Sehun acabou descobrindo que Minseok possuía, sim, uma aliança, só que ela ficava na corrente de um colar que ele usava por baixo da blusa.

Junmyeon fingiu (ou tentou) perfeitamente que nada aconteceu, como se ele quase não tivesse pegado fogo na frente da garota, e Minseok lhe deu um beijo na bochecha pelo esforço inútil.

A Oh não deixou passar que agora todos pareciam ainda mais descontraídos, livres de terem que disfarçar as aparências na frente dela. E se sentiu bem por aquilo. Por ser alguém em quem pudessem confiar.

 

 

— Oh Sehun?

Xingando muito internamente, Sehun agarrou o celular que tocava incessantemente ao lado de seu travesseiro e, ainda de olhos fechados, atendeu de mal gosto, apenas para que a desgraça do barulho parasse. Não esperava ser surpreendida pela voz do outro lado.

— Kyungsoo?

Não se lembrava de ter dado seu número para a baixinha. Aliás, não se lembrava de ter dado seu número para nenhum deles. Como diabos tinha descoberto?

— Nós vamos a Sokcho, nos encontre na estação perto da Hanlim em uma hora.

— É o quê?

— E não esquece de levar roupa de banho.

Simples assim, ela desligou. Deixando uma Sehun confusa e sem saber se havia imaginado a conversa. Abriu os olhos e se forçou a enxergar a tela iluminada, salvando o número de Kyungsoo antes que esquecesse.



 

Sentia-se um pouco estúpida por estar sozinha perto das catracas, ainda tinha a impressão de que tudo fora um sonho e estava ali por ser uma idiota covarde que não ligou para confirmar. Agarrava a alça de sua bolsa firmemente com uma mão e checava o celular a cada cinco minutos com a outra. Eles estava quase meia hora atrasados. No domingo anterior — após o churrasco, recebeu o convite para dormir lá novamente, dessa vez dividindo o quarto com Kyungsoo —, presenciou o verdadeiro caos que a casa se tornava quando todos precisavam se arrumar para sair ao mesmo tempo, então não ficou aflita nos 15 primeiros minutos de atraso. Mas no momento já considerava seriamente dar meia volta e ir embora como se nada tivesse acontecido.

Foi quando ouviu os gritos de Baekhyun.

— Sehun-ahhh! Sehun-ah, aqui! — ele subia as escadas que davam para a    plataforma de embarque e desembarque, gritando e acenando escandalosamente.

Sentiu o rosto pegar fogo ao perceber que várias pessoas a olhavam. Abaixou a cabeça, cobrindo as bochechas e agradecendo por usar um chapéu de aba larga o suficiente para esconder sua vergonha evidente. Caminhou, ainda cabisbaixa, para as catracas, pescando o cartão de transporte no bolso traseiro do short.

Os braços de Baekhyun lhe envolveram em um abraço apertado, prendendo os braços da garota rente ao tronco, impedindo-a de retribuir.

— Baekhyun-ssi, as pessoas estão encarando — murmurou baixinho. O aperto do mais velho se afrouxou e ele soltou uma gargalhada.

— Você ainda insiste nessas formalidades. — balançou a cabeça e puxou Sehun pela mão. — Vamos, Kyungsoo e Jun hyung vão matar a gente se perdermos o próximo trem.

Correram juntos pelas escadas, obrigando Sehun a segurar seu chapéu com a mão livre para que não voasse. Acabou rindo da situação, fazendo Baek lhe acompanhar, concentrando-se em não tropeçar e passar ainda mais vexame naquela estação.

Avistou o (nem tão) pequeno grupo reunido em um canto da plataforma. Viu que todos usavam roupas de praia, até mesmo Kyungsoo, que parecia condenada a usar roupas pretas e pesadas, vestia shorts folgados e uma regata branca.

Um coral estrondoso de “Sehun-ah!” foi entoado assim que notaram Baekhyun e Sehun correrem para perto deles, fazendo Minseok e Kyungsoo amarrarem a cara — assim com as outras pessoas em volta — e distribuírem tapas ao pedir silêncio. Aquele calorzinho no peito voltou.

— Yah, vocês dois! Poderiam ter caído e se machucado. — Junmyeon os repreendeu, fingindo estar bravo.

— É culpa do Baekhyun oppa. — arfou, apoiando as mãos nos joelhos para recuperar o fôlego. Seu simples comentário fez uma comoção explodir.

— Eu sou oppa? — Baekhyun indagou, incrédulo.

— Wah, ela o chamou de oppa. Que íntimos!

— Eu também quero ser oppa!

— Eu também!

— Jongin, você é da idade dela.

— Não importa, eu quero ser oppa!

E entraram em uma discussão acalorada sobre idade e honoríficos, fazendo Kyungsoo se questionar se deveria atirá-los nos trilhos para que calassem a boca. A voz melodiosa anunciando que o próximo trem chegaria em dois minutos, interrompeu a pequena briga que já se iniciava com Zitao falando em mandarim e Jongin puto por não estar entendendo uma palavra sequer.

Junmyeon afagou as costas de Sehun, desviando sua atenção dos meninos, e lhe oferecendo um sorriso de lábios fechados. Sentindo que tinha liberdade o suficiente, abraçou a cintura do mais velho e pousou a cabeça em seu ombro, fechando os olhos ao sentir um carinho nos cabelos.

Graças à briga entre os dois mais novos da casa, ninguém prestava atenção no momento “pai e filha” de Junmyeon. Bem, quase ninguém. Nada escapava dos olhos atentos de Do Kyungsoo.

Ao ver a namorada claramente emburrada — de braços cruzados, fazendo biquinho e tudo mais —, Jongdae riu baixinho e a abraçou pelos ombros, beijando sua têmpora por cima dos cabelos soltos. Por mais que ela não desgostasse de Sehun — e isso já era muita coisa, na opinião de Jongdae —, ainda sim sempre sentiria ciúmes de Junmyeon quando este fosse carinhoso com qualquer outra pessoa que não fosse ela, incluindo até mesmo Minseok e Jongdae.

    Assim que Minseok agarrou Jongin e Zitao pelas orelhas, o trem chegou à plataforma, fazendo a família barulhenta vibrar e entrar quase correndo no vagão.

A última vez em que estivera na praia foi aos 14 anos, que também foi a última vez em que seu pai foi à Coreia visitá-la. A sensação de estar ali com aquelas onze pessoas não se igualava a de te ido com o pai, sentia-se quase culpada por achar a companhia atual muito melhor.

Assim que puseram os pés na areia branca, Jongin lhe agarrou o pulso e a puxou para um canto qualquer onde não tivesse gente, colocando um balde entre eles e dizendo que iriam catar conchas.

Sem chance de recusar, agachou-se ao lado dele e enfiou as mãos na areia, procurando pelas coisinhas. Não demorou muito para que um Minseok contrariado aparecesse com um tubo de protetor solar e o acertasse na cabeça de Jongin.

— Você tá achando que só porque tem melanina a mais pode sair por aí sem passar protetor?!

— Ai! — o mais novo choramingou, esfregando o local ferido. — Briga com a Sehun-ah também. — Minseok ameaçou lhe bater de novo e Jongin se deu por vencido, pegando o tubo das mãos dele.

— Sehunnie, depois passe um pouquinho também, precisa tomar cuidado com o sol de verão. — o mais velho lhe afagou os cabelos, deixando Jongin ultrajado.

— Nela você faz carinho?!

Sehun riu da indignação do amigo e pegou o produto das mãos dele, aplicando no corpo enquanto os dois discutiam. No caso, Jongin reclamava e Minseok o ignorava.

— Pelo menos a noona ainda me ama.

— Vai sonhando. — Kyungsoo apareceu sobre eles, de mão entrelaçada com Jongdae. — Nunca fiquei tão feliz por ter Oh Sehun em minha vida, agora não preciso mais fingir que gosto de conchas.

— Noona!

— Você tem uma dongsaeng, Jongin-ah. Fique feliz, hm? — a garota deu tapinhas afetuosos na cabeça dele. — Mas não obrigue a coitada a passar o dia inteiro fazendo isso, entrem na água também.

— Tá, tá. — ele afastou a mão dele, claramente ofendido por descobrir que a noona não gostava que catar conchas com ele. Aquela foi a primeira vez que Sehun viu Kyungsoo sorrir e sinceramente achou que aquilo poderia ser a resposta para a paz mundial, pena que durou menos de dois segundos.

Os dois mais novos ficaram sozinhos novamente, escavando a areia como duas crianças felizes. Com a maior naturalidade do mundo, Sehun se viu segurando a mão de Jongin quando se levantavam para procurar outro ponto de escavação. O garoto também agiu de forma natural, balançando as mãos unidas pra lá e pra cá, sacudindo o balde com algumas conchinhas e fazendo a amiga rir pela empolgação com o que faziam.

Quando estavam voltando para perto do grupo, decidiram procurar pela última vez, mais perto da água. Ao enfiar a mão na areia molhada, Sehun sentiu algo agarrar em um dos dedos e gritou de dor ao puxar a mão, assustando Jongin e chamando a atenção dos mais velhos que os observavam de longe.

Luhan foi quem chegou primeiro, Minseok vindo logo atrás. Jongin pegou o bichinho que atacou a Oh — um caranguejo branco pequeno — e o devolveu para a água. O chinês segurou a mão da menina e a olhou em busca de algum ferimento. O dedo anelar sangrava minimamente pela pinçada do caranguejo, nada que fosse causar um grande estrago. Mesmo assim Minseok foi correndo para pegar um band-aid na mochila.

— Sai, hyung. Ela é minha dongsaeng. — Jongin resmungou, empurrando Luhan pelo ombro e tomando a mão da Oh.

— Nós somos da mesma idade. — Sehun revirou os olhos.

— Não somos não, eu nasci em janeiro. Ha! — o Kim cruzou os braços, dando um sorrisinho vitorioso.

— Filho da puta. — a garota deixou escapar. Cobriu a boca logo em seguida, envergonhada por ter xingado em voz alta.

Luhan e Jongin tiveram um breve momento de choque e então caíram na risada, deixando a menina três vezes mais mortificada. Minseok retornou com o band-aid e ficou sem entender as gargalhadas e a cara roxa de Sehun. Depois do curativo feito, o Kim os despachou para a água.

Oh Sehun não era exatamente um ícone da autoestima quando o assunto era o próprio corpo. Se achava alta demais, desengonçada e exageradamente magra, embora tivesse um pouco a mais de carne nas coxas. E, além das próprias neuras, sua convivência com os colegas de classe não era bem o que se pode chamar de pacífica — adolescente conseguiam ser bastante cruéis quando queriam. Todos esses motivos lhe impediram de ficar só de biquíni na frente da praia inteira. Jongin não lhe questionou quando disse que ficaria de roupa, apenas deu de ombros e tirou a própria blusa.

Ficaram na água até dar a hora do almoço. Ora brincando de jogar água em Junmyeon, Yixing e Yifan, ora tentando afogar um ao outro.

Cansada de correr para fugir das mãos espertinhas de Jongin que faziam cócegas em sua barriga quando se distraía, colou-se às costas dele, envolvendo seu pescoço em um aperto leve e prendendo as pernas em torno da cintura do mais velho.

— Jongin-ah.

— Hm?

— Acho que aquelas garotas pensam que somos um casal. — gesticulou com o queixo para um grupo de quatro adolescentes que estavam a alguns metros, elas fofocavam olhando para Sehun e Jongin. O garoto soltou um riso nasalado.

— Seríamos um casal estranho.

— Seríamos. — concordou entre risadas.

Minutos depois, Sehun decidiu descansar um pouco da água e procurar algo para comer. Deixou Jongin sozinho — não tão sozinho porque ele logo foi perturbar Jongdae e Kyungsoo — e andou até o lugar onde suas coisas estavam.

Sentou-se na canga ao lado de Junmyeon, esticando as pernas e apoiando-se nas mãos fincadas na areia. Atrás deles Zitao, Yixing e Luhan conversavam em mandarim.

Por uma coisa deveria agradecer aos inúmeros cursos em que sua mãe lhe inscreveu: seu mandarim era impecável. Conseguia entender uma variedade de dialetos com facilidade — mas não conseguia aprender inglês, pois bem.

Não é isso. Vocês entenderam errado! — Luhan tentava convencer os outros dois, sua resposta foram apenas risadas.

Ge, você não deve estar notando o quanto está sendo óbvio. — Tao riu mais um pouco. — Se até o Yixing ge percebeu…

Você não é a pessoa mais astuta daqui, Tao. — Yixing lhe deu um tapa estalado na nuca.

Não é nada demais. Eu só acho ela bonita.

Ela é da idade do Jongin, não se esqueça disso.

E tem como esquecer? A cada dois minutos aparece alguém dizendo isso.

É porque todos já notaram. — Tao deu uma risadinha maléfica. — Você até fez a Soo conseguir o número dela.

Involuntariamente, Sehun virou a cabeça para trás ao perceber que falavam dela, interrompendo a falação de Junmyeon pelo movimento brusco e surpreendendo os três chineses.

— O que foi, Sehun-ah? — Junmyeon olhou para trás também, tentando encontrar o que quer que ela olhasse.

Será que ela entendeu? — Yixing perguntou para Luhan.

— Ah… Nada. — respondeu a Oh para Junmyeon, virando-se antes que seu rosto denunciasse o quanto tinha ouvido da conversa alheia. — Eu só… achei que alguém tinha me chamado.

Para distrair o mais velho, perguntou o que tinha para comer e o Kim se empolgou em oferecer opções para encher as bochechas de Sehun de comida.

A tarde passou rápido enquanto jogava godori com Zitao e Jongin sob o guarda-sol, os outros indo e voltando do mar. Não conseguia se distrair muito com a presença de Zitao porque sua mente acabava voltando à conversa e queria não pensar demais naquilo.

Na hora que Minseok anunciou a arrumação das coisas para voltarem, um coro descontente, e exausto, ecoou. Todos devidamente queimados de sol — Baekhyun mesmo teria uma longa noite sofrendo de insolação pela frente — e refletindo a imagem da derrota, pegaram o metrô de volta para Seul.

Sendo abatida pelo cansaço do dia agitado, acabou adormecendo no ombro de Jongin, agarrada a seu braço.

 

 

Chegou em casa trôpega de sono, mal parando para ver se sua mãe estava lá. Ao desabar sobre sua cama, sentiu o celular vibrar no bolso. Puxou-o de lá com um resmungo e desbloqueou a tela, lendo a mensagem recém chegada.

Número desconhecido.

Para sua surpresa, ela estava em mandarim.


 

Sei que entendeu o que eu disse.

Mas eu não estava mentindo.

Você é realmente linda.


 

Algo se agitou em seu estômago. E Oh Sehun desejou com toda força que aquilo não fosse as malditas borboletas.

 


Notas Finais


Acho que no próximo eu vou realmente tomar vergonha na cara e reescrever porque eu queria colocar mais informações nele skadhdska
Então é isso, nos vemos depois :*


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