1. Spirit Fanfics >
  2. Jardim De Lírios >
  3. Ela ainda pode mudar...

História Jardim De Lírios - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura 📚📖💖🌷
Observação: Nas falas, onde obtiver mais de um nome, significa que ambos os personagens estão falando junto e ao mesmo tempo.

Capítulo 27 - Ela ainda pode mudar...


Fanfic / Fanfiction Jardim De Lírios - Capítulo 27 - Ela ainda pode mudar...


-Sem reação, apenas permaneço parado no lugar, maquinando sobre as coisas, tentando me manter mentalmente são... pelo menos até ser " atingido" pela voz aguda e irritante de Dinny, que se dirigia a mim.-

Dinny: "Pff" o idiota, quer fazer o favor de parar de ficar estagnado aí e vir nos ajudar logo?!- ela se encontrava prontamente na metade da escada; parada e bufando, toda irritadinha- Anda logo!

Saio de meus devaneios e balanço a cabeça levemente, então caminhando até a escada. Mais precisamente até onde Dinny estava, ignorando os outros por completo, com passos lentos e demorados...

Jin: Tem razão...- os encaro com um olhar vidrado.

Won-shi: Viu só como uma boa bordoada sempre resolve- ele forma um arco com seus braços, colocando ambas as mãos em sua cintura, então abrindo um sorriso satisfatório em sua face.

Jihye: Isso mesmo meu filho...

Até que em fim...agora podemos dar cabo nela ou ainda querem tomar chá?- fala cínica, largando seus braços no diâmetro de seu corpo, então posteriormente os cruzando ao fazer a pergunta.

Jin: Ela tem razão, vocês são pessoas horríveis...olha só o que querem fazer com ela! Vocês eram tão diferentes na época, pelo menos você era mãe...- olho para a mesma, que baixa a cabeça envergonhada, mexendo ansiosamente em suas mão - agora olha só vocês, olha no que se tornaram, em um bando de monstros...- ao olhar won-shi e Dinny, ambos dão de ombros não dando a mínima ao que eu havia dito, mas Jihye olha rapidamente para mim, que ao devolver o seu olhar, abaixa a cabeça novamente, envergonhada, com seus cabelos sobre o rosto- entendi...- desvio o olhar, observando os arredores e então abaixando a cabeça também e tomando meu rumo ao andar de cima.

???: Uma hora ela teria que ir...cedo ou tarde...por que evitar o inevitável?- uma voz ecoa atrás de mim, fazendo-me virar novamente para trás. As palavras vinham de won-shi, que demonstrava um tom frio, cético e sério na voz.

Jin: Eu entendi o que quis dizer, mas não concordo e muito menos acho justo...- desço uns desgraus para perto do homem que se encontrava no início da escadaria.

Won-shi: Você sabe o que ela é, não sabe?- ele sobe alguns degraus, nos deixando próximos um do outro, cara a cara.

Jin: Sei, e daí?

Won-shi: E daí, que o que ela é, a torna um perigo para sociedade, alguém que se não tivermos controle, tudo irá acabar em ruínas, assim com aquela noite, aquela demasiada e famosa  vez em que você quase morreu...acho que eu tenho certeza que você se lembra, não se lembra? E que não preciso te lembrar que se não fosse pelo seu amiguinho e por nós você estaria morto!- eu o encaro profundamente, olhando nos fundos de seus olhos, assim como ele faz.

Dinny: "Cof-cof"- pingarreou Dinny- Olha eu não faço a mínima ideia do que vocês estão falando, mas eu concordo plenamente que aquela perua sem sal...- ela falava com um tom de voz mesquinha e irritante, mas que logo é interrompida.

Jin e won-shi: Cala boca Dinny!- olhamos rapidamente para a mesma furiosos, mas logo voltamos a nossa "guerra de olhares".

Ela bufa e passa por nós toda bravinha pisando forte e de braços cruzados, que acaba por senta-se no sofá, pelo que acabará de acontecer.

Jin: Quer saber eu me lembro sim e eu sei muito bem o que aconteceu aquele dia, e não me importo que tenha sido ela ou não!

Won-shi: Ahh que bom! Mas se já sabe, então porque não me dá um bom motivo para ela ficar?

Jin: Eu te digo...o porquê dela não ter que ir embora daqui....mas será que só por ela não ser o monstro que vocês exaltam ser, já não conta como um motivo óbvio para ela ficar?!- Won-shi abre a boca para falar, mas logo o impeço- E antes que você fale qualquer coisa, EU SEI que os ataques dela não foram propositais e SIMMM, algo provocado por VOCÊS que a maltratam. E que eu saiba ela é uma pessoa muito gentil, educada, dedicada, bastante meiga e doce, além de uma pessoa completamente incrível, alguém sem igual, totalmente boa!

Dinny: Aham sei...conta outra dentinho- ela ri de onde estava.

Won-shi e Jin: Cala Boca Dinny!!!

Dinny: "Aiinn", seus grossos, não precisa falar assim comigo tá?!!- fingi estar ofendida e a mesma começa a chorar para chamar a atenção, mas vendo que seu plano não dá certo ela para o que estava fazendo- seu bando de insensíveis! Mãe você viu o que eles...- Fala dengosa.

Jihye: Shhh, cala boca Dinny!!!

Dinny: Ahhh!- ela grita e se descabela toda, o que chama a atenção de todos por um breve momento- Eu odeio vocês! Como podem me tratar assim eu sou fragi...

Jihye, won-shi e Jin: Cala boca Dinny!

Dinny: Ahhh- ela grita novamente- isso é um ultraje...

Jihye, won-shi e Jin: Tá bom Dinny a gente já entendeu...- falam todos juntos em um tom mediano, em que naquela altura, todos ali concordavam entre si que aquele teatrinho ridículo e vergonhoso de Dinny já estava enchendo o saco e tirando totalmente o rumo e o foco da conversa. Todos a olhavam com um olhar de tanto faz(🙄😒), de cansaço(😐😒😴); cansaço de suas palavras e de sua birra inutil.

Dinny: Odeio vocês!- ela sai correndo para o banheiro que havia ali em baixo, se trancando a chaves no lugar, furiosa.

Jin: Isso que dá mimar a filha...- jogo a cabeça para o lado onde Dinny estava a tão pouco tempo, com os olhos cerrados, o braço cruzado e um tom cínico, presente.

Jihye: É eu acho...- é interrompida.

Won-shi: Acha nada, cala boca e fica na tua, intrometida!- a mesma coloca os braços em volta de si e fica amoada com o que ouvirá.

Jin: Não fala assim com ela!

Won-shi: Eu falo do jeito que eu quiser moleque folgado e MIMADO! Eu não errei na criação da minha filha...errei na sua, quando fui deixar você nas mãos dessa molenga e daquela diarista ridícula! Bom coração...que bobagem, "HMPH"!

Jin: Olha aqui seu...- aponto o dedo na sua cara.

Won-shi: Olha aqui nada! Eu não vou discutir algo que eu já tenho certeza...que é você ser um fracassado e molenga. Idol? Grande coisa, só piorou enquanto esteve fora.

Jin: E...- ele me interrompe.

Won-shi: Tá seu moleque, suas palavras me cansam- ele faz um gesto com as mãos, correspondente ao que falava- Você sempre vai ser meu filho e independente do que seja, pelo menos você não é igual aquelazinha- ele se referia a S/n- então sem mais delongas...vamos resolver isso logo de uma vez por todas, pois acho que já chegamos a uma conclusão, não é mesmo filhão, orgulho do pai?- ele coloca a mão em meu ombro e eu apenas olho de canto para meu ombro enojado e então para ele que tinha um sorriso estancado no rosto.

Jin: Primeiramente...- tiro sua mão de meu ombro e o olho sério, o que faz o mesmo fechar a cara- não, isso não está decidido e por conseguinte, como pode ter tanta certeza de que ela vai mudar, que vai perde o controle? Ela tem apenas 16 anos e não tem como saber se é ou não verídico o que diz, pelo menos não antes dos 18 anos. Ela é só uma menina, uma criança como qualquer outra, só como alguém que teve a sorte ou azar de nascer com um genótipo diferente e especial, diferente das demais pessoas. E que eu saiba tudo isso virá do jeito que ela irá se sentir, do jeito que ela é tratada e das emoções que ela guarda dentro dela e de tudo que ela passou, então se eu fosse você começaria a tratar ela bem...- ergo uma das sombrancelhas.

Won-shi: Acho que agora entendi...- ele começa a rir e eu e Jihye nós entreolhamos confusos, franzindo os olhos rapidamente - então esses são os seus motivos? É por isso então...?- ele se curva de tanto rir.

Jin: Não estou entendendo o que quer insinuar ou dizer...- ele toma fôlego parando de rir aos poucos.

Won-shi: Claro que sabe...da sua falsa atenção para com ela, acreditando na sua infundada crença de que quando aquilo- ele aponta para cima- "estourar"- ele faz um sinal de aspas com as mãos- você não irá se dar mal como milhares de pessoas, como nós por exemplo.

Jin: Não ouse me julgar assim! Eu sou bem diferente de você, da Dinny ou dessa mulher asquerosa- eu cuspia em seu rosto e apontava  o dedo agressivamente para Jihye. Claramente bravo- então não ouse entendeu?! NÃO OUSE ME COMPARAR A MONSTROS REPUGNANTES IGUAL A VOCÊS!- nas palavras finais eu me exalto e acabo por a mão no peito de Won-shi que recua um degrau a baixo.

Jihye coloca a mão sobre a boca, ao mesmo tempo em que limpava as lágrimas que recorria ao longo de sua face, que segurava para não chorar, mas que por fim desaba em lágrimas ao sair correndo para a cozinha; dando de fundo com o jardim externo e a piscina no lado de fora da casa.

Won-shi: Viu o que fez? Está satisfeito? Agora sua mãe está triste e chorando por SUA causa Jin! Olha, meus parabéns- conforme ele ia se afastando, o mesmo batia palmas (👏🏻👏🏻👏🏻) ironizando o que eu havia feito- Fala da gente, mas é igual...isso tá no seu sangue Jin, não adianta! Se nós somos monstros- ele aponta para si e depois para mim- você também é...pode não ser agora, mas em algum momento assim como ela, o seu eu verdadeiro vai vir átona, o se vai...- abaixo a cabeça descepcionado comigo mesmo- Ah, e antes que eu me esqueça- ele que antes estava de costas, se vira para mim novamente. Eu ergo a cabeça, dirigindo meu olhar a ele- E não pense que isso acabou por aqui, por não acabou, porque independentemente de você estar aqui ou não, não pense que vamos deixar ela em paz e muito menos evitando que algo aconteça a ela, que aliás poderíamos denúnciá-la a polícia se quisermos- arregalo os olhos quase que imediatamente- mas que não faremos por respeito e consideração a você- suspiro aliviado- sinta-se agradecido- mas que não pense que ainda descartamos essa hipótese, temos provas e testemunhas, então não ouse fazer qualquer coisa contra a gente, porque se nós nós ferramos, você e aquela praga também se ferram...- ele abre os braços se achando vitorioso, logo após os abaixando- ela é toda sua, pode cuidar dessa "bomba relógio" que você tem nas mãos, mas não prometemos ajudar...- ele da um sorrisinho mínimo e cínico, logo após entrando na porta que dava para cozinha.

Olho para os lados preocupado, então me sentando na escada, enterrando meu rosto no meio das pernas, junto a minha mão que forçava minha nuca para baixo. Repentinamente em um ato desesperado, mesmo sabendo que ele não estaria mais ouvindo meu grito de resposta e que não daria em nada, falo em alto e bom tom o que havia pensado sobre suas palavras- Só Vocês não, nós também temos a razão de denúnciar vocês! Assim como  também temos provas e testemunhas!- me levanto furioso ao proferir a frase, mas que logo me sento novamente apenas colocando meus braços envoltos ao redor de minhas pernas.  E fico por ali por um tempo, ouvindo então minutos depois a porta do banheiro de baixo se abrindo. Dinny sai de dentro e vem até o centro da sala a procura de todos.

Dinny: É sério que ninguém vai me consolar?- ela fala em alto e bom tom, vindo até mim, após perceber minha presença no recinto- Jin irmão... você vai né?...eu tô tão mal, tô carente, preciso de carinho- ela senta ao meu lado e se agarra ao meus braço, toda dengosa, colocando a cabeça sobre meu ombro.

Jin: Vê se para de ser lesada e não enche!- tiro subtamente meu braço de perto dela, então subindo as escadas em seguida,  soltando "fogo pelas ventas", "pisando fundo"/(forte) no chão.

Dinny: Mas o que é que está acontecendo nessa casa? Todos perderam a razão?!Será que que ninguém vê que sou frágil e que preciso da proteção dos outros? Em?!- ela levanta e grita- Eu sou mais importante que aquela garota, Hellooo???! O que ela tem que eu não tenho, "Hmph" - ela aponta para si mesma e olha para cima- Boa noite para você também seu grosso!- logo ela sobe vai para seu quarto, batendo fortemente a porta.

                           (***)

Jin se prepara para dormir, tomando banho, escovando os dentes e fazendo suas higiênes pessoais. Então, percebendo que a casa estava toda apagada e que todos haviam ido dormir, ele vai até a sala pegando o cobertor que tinha deixado lá, no meio da confusão, assim, indo até seu quarto e depois para o de S/n onde ele carregava um outro cobertor quente e sua placa de pelúcia.

Entrando no lugar ele tranca a porta e vai até a cama de S/n, em que estende sua coberta, e deita aí lado dela, no travesseiro restante/restante, então apagando a luz do abajur que se encontrava no criado mudo.

Jin: Desculpe eu ficar ocupado o seu espaço pequena, mas é pela sua segurança, para prevenir e evitar que eles façam qualquer coisa com você, principalmente depois do que eu vi e ouvi lá embaixo. Eles não são flor que se cheire... prometo que será apenas por hoje....eu prometo...- ele da um beijo na testa- da S/n e acaricia sua bochecha, abraçando seu ursinho de pelúcia, logo adormecendo junto a S/n que por sorte não havia acordado pela gritaria.

Tudo se esvaese aos poucos, deixando tudo escuro; como o breu da noite que recobria a cidade.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui e desculpe os erros ortográficos ou qualquer outra coisa. Espero que gostem... até!💖🌷💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...