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História Jardim dos meteoros - Capítulo 1


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Notas do Autor


repostando o meu xodozinho, porque seulrene = tudo.
(e porque os anjinhos da minha vida @recordis e @moonsea pediram também)

Capítulo 1 - Capítulo Único



Irene já viu e viveu muitas coisas em sua vida. Já se viu apaixonar inúmeras vezes, assim como também já viu - e sentiu - o seu coração quebrar quando entendeu que paixão e amor podem ser duas coisas totalmente diferentes. Também já sorriu e chorou lágrimas deveras salgadas para o seu paladar um tanto quanto doce. Realmente, Irene já viu, sim, muitas coisas bonitas em sua vida, mas ela tinha a mais absoluta certeza de que nunca havia visto algo tão belo e puro quanto o brilho da chuva de meteoros refletido nos olhos de Seulgi enquanto a mesma dançava descalça sob a chuva fria de verão. 

Seus traços eram calmos e, claro, sempre belos e suaves, por mais que a chuva continuasse a cair como se não houvesse o amanhã. 

E talvez Irene devesse a chamar logo para dentro de casa, colocá-la para tomar um banho quente e se agasalhar antes que pegasse um resfriado como da última vez.

Mas Irene não conseguiu fazer nada além de admirar sua amada. Seulgi, ao contrário da esposa, tinha como sua maior paixão a dança. E era justamente o que ela estava fazendo, dançando sob a fraca, porém fria, chuva que caía do lado de fora.

O vestido branco, leve e esvoaçante, que emoldurava seu corpo, rodopiava junto a si como se amasse e precisasse dançar tanto quanto Seulgi. 

Seus pés descalços em contato com a grama verde fazia um contraste tão belo quanto o sorriso doce que iluminava sua face despreocupada, pois Seulgi era assim, ela não só vivia a vida, como também vivia os momentos, os minutos, os segundos, e procurava sempre desfrutar de cada um deles da maneira mais poética e singela que podia.

E isso tudo era lindo, porque era Seulgi ali. 


─ Seulgi…? ─ Irene chama-a após colocar metade do corpo para o lado de fora, mantendo-se o mais encolhida possível devido ao frio e por também estar com os braços totalmente expostos ao vento gélido da madrugada. 

Os olhos da mais nova abriram-se ao ouvir ser chamada e, rapidamente, miraram em Irene na porta de entrada. 

─ Você acordou ─ Seulgi ainda sorria. ─ Venha aqui fora comigo, amor.

─ Você sabe que eu não gosto muito de chuva ─ os braços de Irene arrepiaram-se. ─ E, por mais que ainda seja verão, está fazendo muito frio, você não acha que deveríamos entrar agora...?

─ Amor? ─ Seulgi cortou-a enquanto rodopiava e caminhava  em direção à amada. ─ Olhe para cima. 

Irene já iria retrucar sobre como a mais nova tinha a imunidade baixa e que seria questão de tempo para que a mesma começasse a tossir e espirrar, todavia, obedeceu-a e o que viu, ao erguer a cabeça, fez com que a mesma ofegasse diante de tamanha beleza. A chuva de meteoros que Seulgi tanto fala e ama, estava lá, no céu estrelado sob seu jardim florido.

─ É lindo, não é? ─ Seulgi sussurrou enquanto ainda admirava o espetáculo acima das duas.

─ Sim, é realmente lindo ─ Irene colocou suas mãos já gélidas no rosto da mais nova, baixando-o até que seus olhos se encontrassem. ─ És tão lindo e belo quanto tu, Seulgi. 

E, apesar do escuro, Irene viu perfeitamente o momento em que um singelo sorriso foi, aos poucos, abrindo-se no rosto jovial de sua amada. 

Sim, Seulgi era realmente a junção de todas as coisas mais belas que residiam com graça no universo.

─ Mas agora, mocinha ─ Irene cruzou os braços e fez uma falsa expressão brava. ─ Você não acha que deveríamos entrar?

─ Você sabe… ─ Seulgi voltou a rodopiar na grama molhada como se nada mais no mundo tivesse alguma importância para si naquele momento. ─ Eu gosto disso, da chuva, do céu, do brilho das estrelas, do aroma doce das rosas no nosso jardim, tudo isso faz com que eu me sinta livre para fazer o que quiser.

─ Você já é livre, Seulgi. ─ sussurrou enquanto parava a mais nova, e colocava a toalha que segurava ao redor do seu corpo. ─ E ficar na chuva só te fará ficar resfriada, sabe? Mais uma vez.

─ Eu sei, eu sei, mamãe ─ riu e revirou os olhos como era de seu feitio. ─ Mas o que eu posso fazer se é bom? 

─ O que você deveria fazer agora é entrar e tomar um banho quentinho enquanto eu faço um chocolate quente para nós duas, uh? ─ piscou os olhos em sua direção. Seulgi ama chocolate quente, e Irene sempre foi boa em lidar com todas as pequenas coisas que faziam parte de quem a mais nova era. E em persuadir também, mas ela não precisava saber disso.

─ Certo, você me venceu ─ ergueu as mãos e sorriu. ─ Mas só dessa vez. 

─ Claro, dessa vez e em todas as próximas que você resolver levantar de madrugada para ir ao jardim ver os meteoros caindo do céu e dançar debaixo de uma chuva gelada como esta ─ acariciou o rosto molhado e corado da mais nova. Inclinou-se e selou levemente seus lábios, estes que já estavam quase roxos devido ao frio. ─ E eu acho que, se depender de você, teremos que comprar logo um estoque de chocolates para isso. E de remédios também. 

─ Boba ─ Seulgi riu ao dar um soquinho no ombro direito da esposa. ─ E é por isso que eu te amo, querida. 

─ Eu também amo-te, Seulgi! ─ empurrou-a levemente em direção do corredor que leva ao banheiro e fechou a porta atrás de si o mais rápido possível para escapar do frio. 

─ Não ligue a água muito quente, seu corpo não se ajustou a temperatura correta ainda.

─ E eu posso saber o porquê de eu ainda não estar sentindo o cheiro de chocolate quente no fogo, Irene? ─ gritou do banheiro. 

Irene revirou os olhos com a rebeldia da mais nova, porém apressou os passos em direção à cozinha. 

─ E eu também posso saber o porquê de eu ainda não estar ouvindo o barulho da água caindo do chuveiro, Seulgi? ─ retrucou. ─ E não demore, ouviu? Já está tarde.

Riu ainda mais ao ouvir, vindos do banheiro, os espirros irritados dados por Seulgi como resposta.

─ Eu avisei, amor! ─ completou ainda com um sorriso no rosto.


Realmente, sempre valeria a pena acordar no meio da madrugada fria enquanto ainda tivesse Seulgi ao seu lado para tal. E, claro, sempre que isso voltar a repetir-se, Irene acordaria, iria até a porta de casa e brigaria com a mais nova por ficar debaixo da chuva fria sem nenhum agasalho decente, mas, em seguida, também faria um chocolate quente para a mesma se esquentar.

Porque era assim que as coisas funcionavam entre as duas - com Seulgi em seu próprio mundinho dançando sob a chuva, e com Irene admirando o belo sorriso nos lábios doces de Seulgi.

Elas sempre teriam uma à outra - e, claro, um Jardim de Meteoros do lado de fora também.




Notas Finais


essa one shot era da tag da escrita, porém fui escrevendo mais para repostar e ultrapassou as 1.000 palavras hehe acontece.


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