História Jealous Of The Rain - Capítulo 3


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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoi, Aoiha, Depressão, Desabafo, Drama, Jealous Of The Rain, Kai, Matsumoto Takanori, Morte, Rain, Reita, Reituki, Romance, Ruki, Shiroyama Yuu, Suzuki Akira, Takashima Kouyou, The Gazette, Uke Yutaka, Uruha
Visualizações 28
Palavras 1.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Lírica, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura!
Desculpem os erros'

Capítulo 3 - I'm Jealous Of The Nights


Fanfic / Fanfiction Jealous Of The Rain - Capítulo 3 - I'm Jealous Of The Nights

Tenho ciúmes das noites que não passo contigo.

Fico perguntando-me quem está deitado ao seu lado...

*

Sempre tivemos insônia.

Antes do Taka, tive outros relacionamentos que não deram certo por vários motivos. Bem, confesso: não sou fácil de lidar e creio que meu temperamento não é o melhor. Talvez pareça calmo e amigável, sempre disposto, contudo, a verdade é que boa parte do tempo estou numa mutação severa de humor e já não compreendo-o quando altera-se ou por que.

Pior é quando cometo algo que arrependo-me depois. Já fez isso? Disse algo num ímpeto e arrependeu-se posteriormente? Pois é, sou mestre nessa arte e colho muita culpa. Quando desejei mudar, meu psicólogo disse que era preciso aceitar minha própria personalidade e defeitos para, daí, ocorrer a mudança.

E, sabe, não é fácil.

Algo que consiga da noite para o dia.

Dentre meus relacionamentos fracassados, dois foram-me muito ruins: abusos, obsessão, humilhação, desvalorização... Não era nada além de lixo e, mesmo assim, forçavam-me a reatar quando terminávamos. Ainda tenho contato deles no celular, nenhum bloqueado, e eventualmente sou forçado a enfrentá-los em mensagens ou ligações – o que acarreta-me crises severas de ansiedade, depressão e toda a alteração de humor que ninguém suporta ou sabe lidar, sendo eu um deles.

Relacionamentos obsessivos, os quais machucam-me comentar e não desligo-me da dor que ainda ocasionam-me a cada insulto por mensagem. Sobre eles, apenas meus melhores amigos sabem: não desejei contar a minha mãe, irmão ou colegas de escola, porquanto a ferida dói diariamente.

Yutaka, Kouyou e Yuu tentaram bloqueá-los e impedi-los que persistissem atazanando-me, contudo, fora Takanori que tratou minha ansiedade e mostrou-me amor. Como comentei, não sou fácil de lidar e facilmente abandonam-me quando sinto-me depressivo, porém, Taka não viu nada disso como defeito, pelo contrário...

Foi o único equilibrando-se na corda bamba de partir ou ficar.

E nunca, nenhuma vez, reclamou.

Indagava-me se, na verdade, Taka só não queria magoar-me quando, numa das várias noites de insônia, colapsei por um de meus relacionamentos passados aparecer e gritar comigo, dando até polícia. Sabe a resposta que ganhei? Um abraço, carinho e a voz doce e rouca murmurando que estava tudo bem: ele não me deixaria partir, tampouco que machucassem-me novamente.

Entre nós não havia uma posição de “protetor” e “protegido”.

Fazíamos ambos os papéis.

Numa das noites, sentados na sacada fria, Takanori indagou-me por que ainda estava com ele. Nossa relação nunca foi colorida ou melosa: eventualmente agíamos como desconhecidos quando ignorávamo-nos durante os dias. Repliquei que, compreendendo-o, jamais o deixaria por causa de uma dor. Se tinha-as, então as curaria, bem como Taka fazia com as minhas.

Ele sorriu, fechou as pálpebras e silenciou.

Mesmo separados nas manhãs, sempre estávamos juntos às noites.

- Taka, quer chocolate quente? – e, mesmo agora, estamos juntos. Diferença é que o sigilo prossegue. – Ficou febril de manhã por causa do vento da chuva, não? – ele ficava na varanda vendo-a cair todo dia, tomando ventos frígidos na pele quase sempre desnuda. – Que tal visitarmos o médico amanhã? Ainda parece-me doente...

Talvez o psicológico de Takanori estivesse assassinando o físico.

Deitado de lado, encolhido e de costas para mim, não dava qualquer reação às minhas palavras. Eventualmente gostaria de crer que ele dormira em minhas tentativas falhas de puxar assunto e fazê-lo responder-me, contudo, como comentei no início, Taka sofria de insônia severa, igual a mim.

Em noites frias, cujo doador de sono não passava, assistíamos filmes, séries e conversávamos. Relações sexuais? Ah, sim... Também, mas acreditaria se dissesse-te que, por mais desejo que tivéssemos, gostávamos mais de conversar? Era-nos bom envolver-nos, até perfeito, contudo, conversar e ouvir a voz dele rindo de minhas tolas palavras, além de desabafar com alguém que entende-te e não julga-te...

Takanori sempre foi a resolução de meus problemas e agora tinha um problema.

Pior era meu pensamento: seria eu ou ele o problema? A conjuntura?

- Taka, sério... – sentei-me na cama, tocando seu ombro. – Se não enfrentar o que houve, nada melhorará. Infelizmente seu pai partiu e esse fato não mudará. Imagine: se estiver vendo-te lá do céu, acha que está feliz? Foi o filho adotivo e amado dele, então certamente sua atitude entristece-o.

E deprimia-me...

- Viu... – acarinhei seu ombro, sem reação. – Sei que não sou o melhor, tenho meus defeitos, porém, desejo seu bem e não quero ver-te assim. – tentei sorrir, enquanto minha voz tremulava e minha garganta raspava por engolir o choro. – Ver-te sofrendo dói, sinto-me impotente—

A campainha tocou, interrompendo-me.

Taka sequer moveu-se.

Resvalei docemente minha mão de seu ombro e pedi licença, sabendo que não obteria resposta. Levantei-me e saí do quarto, abrindo a porta a Yuu, Kouyou e Yutaka – que assustaram-me por não avisarem-me que vinham.

- Ah, oi...! – Yuu passou por mim com cara de poucos amigos. – Não avisaram-me que—

- Não era para saber. – interrompeu-me Yuu. – Cadê ele?

- Taka...?

- É, quem acha que estou procurando? – olhou o corredor e marchou colérico ao aposento.

Meu olhar caiu em Kouyou e Yutaka, que fitavam-me assustados.

- Perdão, Yuu está fora de si. – pediu Kouyou. – Ele bebeu e—

- Também está cansado. – Yutaka completou, estremecendo e passando entre nós. – Chega, já foi longe demais!

- Ei! Ei! Esperem! – segui-os rapidamente, temendo o que fariam. Entrei no quarto e vi Yuu arfar ao lado de Yutaka, ambos frente ao Taka, que mantivera-se na mesma posição. – Gente, por favor—

- É ridículo, sabia? Somos amigos, mas não significa que não cansemos! – Yuu quase gritava. Pelo modo como a expressão retorcia-se colérica, certamente Takanori sequer erguia os olhos. – Aceite: seu pai morreu! Não voltará só porque você calou a boca!

- Yuu! – reprochou Kouyou, tomando a frente. – Pare com isso! Não seja grosseiro!

- “Grosseiro”? Taka me dirá se estou sendo hostil ou não.

Infelizmente...

Silêncio.

- Não pense que pode deitar e esperar a morte também, ouviu? Não pode! Não pode fazer-nos sofrer assim! – os olhos cristalinos de Yuu marejaram e, por mais que desejasse intervir, também gostaria que prosseguisse articulando sua dor. Quiçá Taka despertasse. – Dói, não é? Claro que dói, droga! Deve ser insuportável a ponto de não gemer de dor! Só que inverta posições: se visse-nos no seu lugar, gostaria? Ficaria bem, esperando passar sem sofrer com ansiedade? Sem despertar à noite?

- Talvez não considere-nos tanto... – interviu Yutaka. – Quiçá sejamos estorvos para você, mas para nós... – derramou duas lágrimas e engoli seco. – Você é nosso mundo, melhor amigo e irmão. Não desistiremos, Taka...

- Por favor, reaja... – Kouyou ajoelhou-se frente a Takanori e forçou o melhor sorriso, pegando na mão dele e acarinhando-a. – Se não por nós, pelo Aki, certo? Fale com ele, pelo menos...

Soltou-o e ergueu-se, puxando Yuu e Yutaka.

Passaram por mim e segui-os à entrada: o clima pesara, porquanto Takanori sequer piscara. Cada vez mais parecia um boneco vazio de porcelana trincada – não sendo completamente porque sentíamos calor de sua febre.

- Desculpe-nos: não estamos bem com isso. – solicitou Kouyou e tentei sorrir quando colou nossas testas. – Isso já foi longe demais, Aki.

- Eu sei, mas não posso forçá-lo—

- Entendo-te, contudo... – afastamo-nos. – Temos de fazer algo que faça Taka forçar-se.

Fechou a porta e deixaram-me sozinho com o silêncio, mesmo que houvesse amor em minha cama. A verdade, se posso contar-te, é que não dividimos mais o mesmo colchão ou esquentamo-nos debaixo das mesmas cobertas há um tempo. Optei por isso quando Takanori silenciou: pensei ser certo e mais agradável, pois assim teria seu espaço até a dor passar.

Agora que retorno ao aposento e vejo-o na mesma posição, pergunto-me se, na realidade, não cedi lugar à dor tomar meu espaço no lado esquerdo do colchão. Todo temor, angústia, lástima e luto acompanhavam Takanori nas noites que decidi dormir no sofá para preservá-lo de meu calor, já que pensei que poderia tornar-se incômodo.

Agora não asseguro se fiz certo...

Creio que não.

Beirei-me calmamente e subi na cama, entrando debaixo das cobertas e cobrindo-o contíguo. Apaguei a luz do abajur e abracei-o por trás, sem obter qualquer reação – sequer seu coração acelerou e perguntava-me, egoistamente, se Taka ainda tinha um e se dividiríamos algo naquela noite fria pela dor, mas quente pela febre.

Takanori tornava a relação mais complicada que já lidei, muito dolorosa, contudo, como talvez o masoquista que eu era, não importava-me de machucar-me ou sacrificar-me se isso fizesse-o sorrir. Se sumisse ao invés de ficar, Taka falaria novamente e tornaria a sorrir? Seria eu o estorvo? Soltei-o e saí do quarto, deitando-me no sofá duro da sala.

Talvez Taka quisesse apenas a companhia da escuridão ou das estrelas fosforescentes em nosso teto. Às vezes indagava-me se a noite e sua simplicidade, sutileza e sigilo fazia-o sentir-se bem e desejar viver mais, sendo que comigo não agia assim. Era somente dor que acolhia-o às noites e acho que a mim também.

Sei que é estranho, mas novamente enciúmo-me...

Da noite que jaz com ele quando ninguém mais pode estar.


Notas Finais


O que acharam? Comentem!

Kissus! *3*


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