História Jeff e Jane The Killer - Capítulo 28


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Categorias Jeff The Killer
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Adolescentes, Assassinato, Drama, Hentai, Jane The Killer, Jeff The Killer, Romance, Terror
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Palavras 4.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Começo de Jane: Renascimento


Fanfic / Fanfiction Jeff e Jane The Killer - Capítulo 28 - Começo de Jane: Renascimento


Jane e Jeff estavam voltando para a casa, ela estava morrendo de fome não via a hora de comer aquele brigadeirao que havia feito. Assim que eles chegaram foram direto para a cozinha para comer o que Jane havia preparado anteriormente. Contudo a casa estava toda suja e escorregadia, tanto pela água da chuva quanto de sangue do merdinha, mas isso não os fez perder a fome nem o tesão.
Jane ao chegar na cozinha pegou um pedaço enorme de  brigadeirão e subiu ás escadas, enquanto Jeff a seguia até seu quarto. Assim que chegaram, ele entrou no quarto e tirou suas roupas molhadas deitando-se na cama, sujando toda a cama de lama; enquanto Jane  tirava as roupas molhadas e vestia uma blusa moletom confortável. Ela sentou-se ao lado de Jeff, comendo praticamente metade da Travessa de doce sozinha, enquanto ele abraçava seu travesseiro. Ela dava colheradas de brigadeirão uma vez ou outra para para ele, antes que ele caísse no sono. Quando ele adormeceu completamente Jane ficou ali parada observando-o,  cuidadosamente escorregando-se na cama para ao lado dele, pesando em como ela chegou ali, tomando todo o cuidado para não acorda-lo ela se encaixou ao lado de Jeff, era incrível como seus corpos se encaixavam perfeitamente.
Enquanto ela mexia nos cabelos ainda molhados de Jeff, fazendo cafuné acabou adormecendo junto a ele. 
...
A história de Jane é bem singular, ela nunca havia demonstrado,  nenhum indício de ser uma sociopata, psicopata , sádica ou, muito menos parecia louca, não demonstrava ter problemas sociais ou psicológicos, (apesar de gostar de histórias de terror e qualquer coisa que envolvesse seres paranormais, ela não tinha nada de estranho e nem via nada de estranho nisso, quem não gosta de uma boa história se horror e suspense, aquelas que te deixam com um frio na barriga e te fazem levar uns sustos?). Jane muito pelo contrário era  a menininha dos olhos de Ouro, a princesinha do papai; a líder de torcida, a popular (apesar de não gostar disso, só fazia isso pra tentar fazer com que Jeff a notasse, JÁ que ele era popular, o tipo de pessoa que é popular apenas por estar respirando, ela 'queria' entrar nesse mundo também, no mundo de Jeff). Jane era uma garota normal,  como qualquer uma da sua idade, com os problemas de qualquer garota da sua idade. Apaixonada pelo cara errado, que nem ligava pra Ela; fazendo as coisas erradas para chamar a atenção do cara errado. Típico de garota boba apaixonada, "iludida" e inocente. 
[...]
Logo depois do ataque de Jeff no vestiário e ser expulso, ele meio que desapareceu do radar fazia umas 2 semanas, ninguém o via na escola ou em qualquer outro lugar, nem em sua casa;(o que Jane sabia já que desde então não saía da frente da janela esperando ver Jeff, inconscientemente é claro, porque ela não admitia.) Jane estava sentada na janela de sua sala, lendo uma 'fanfic' de terror que adorava ao levantar seu olhar para o outro lado da rua, ela o viu, Jeff. Seu coração acelerou como só acontecia quando o via, parecia que ia pular pra fora do peito e um frio na barriga que logo foi subindo e se transformado em outro sentimento, Jane foi tomada por um sentimento de raiva que infelizmente só ele despertava nela, ao mesmo tempo que ele trazia a tona esses sentimentos lindos de amor, com eles vinha outros sentimentos ruins. Jeff estava com sua mais nova conquista entrando em casa, a imtercambista russa, que todos os caras estavam a fim de pegar. Jane ficava "P da vida" toda vez que Jeff trazia suas namoradas para casa, era na cara dela, parece que estava jogando na cara dela que ele não gostava dela, que não estava nem ai para o que ela sentia, apesar de não ser a verdade. 
Ela sentia e sabia que devia esquece-lo para sempre,  deixar de lado aquele quem a faz sofrer, teoricamente porquê na vida real ela nem precisava olhar para ele para saber que ele estava lhe olhando ou que estavam no mesmo ambiente, ela simplesmente sentia e sabia, era viciante estar perto dele.
"-Nem para levar pra um motel, pra que trazer pra casa dele? Os pais dele não se encomoda?" -Jane pensava enquanto encara Jeff no outro lado da rua. Ele olhou para janela, e viu-a encarando-o. Jane queria matá-lo naquele momento, nesse momento ela nem se lembrava do seu coração batendo rapidamente.
 Quando a russa percebeu como Jeff  olhava para Jane de um jeito diferente, evidente até para ela que não sabia da história entre eles, percebeu que havia algo ali, ela puxou-o, dando um beijasso, enquanto lançava um olhar de provocação para Jane. Nesse momento Jane sentiu tanta raiva, ficou tão puta, que se esstivesse com uma arma ali naquele momento, teria atirado na cabeça daquela russa vadia ou estrangulando-a com suas próprias mãos. Para ela era como se Jeff precisasse ser salvo de uma vampira,  sugadora de almas. 
Ela pensava em matar todas as namoradas que Jeff teve desde que se mudou. Sua enorme lista de tortura era bem criativa, ela inspirava-se nas mortes do serial killer da cidade,  cada uma, com uma morte lenta e dolorosa diferente, com Jeff assistindo cada uma das mortes de camarote e amordaçado; para que se caso ele tentasse uma gracinha ele seria o próximo, era apenas uma 'brincadeira' para ela. 
Mas mal sabia ela quem se tornaria, e quem Jeff era.
Essa 'brincadeira' foi intensificando-se cada vez mais e mais. Ela imaginava acidentes, mortes e assassinatos, mas não só com Jeff e suas namoradas, mas também com quem a irritava, com quem a chateava, enchia o saco, até mesmo com sua família, com as tias chatas, era um meio de sair dali, ir para um lugar diferente, ter sua própria vida. Mesmo na escola; parada em sua carteira olhando para o nada, ela imaginava-se cortando os belos e perfeitos rostos das serpentes da sua sala, arrancando os narizes falsos, devido as plásticas nunca perfeitas o suficiente, das loiras oxigenadas que diziam-se suas amigas; ela imaginava os estragos que poderia fazer com os professores abusados e principalmente com o diretor tarado; com sua turma de amizades falsas e interesseiras. Era um livro bem grande. Cada um tinha sua tortura e/ou morte apropriada no diário de morte de Jane.
Quando ela começou a listar e escrever um diário de morte, Jane não era mais ela mesma.
A primeira página de seu diário tinha: "Os 10 melhores jeitos de matar Jeff e de como tortura-lo", seguidos de formas de tortura e várias maneiras de assassinato de formas rápidas e lentas, com torturas, como forjar uma morte acidental. Jane se via matando ou participando diretamente de múltiplos assassinatos e procedimentos de tortura, tanto com mulheres quanto com homens; até com sua própria família, sem nenhum remorso ou peso na consciência. 
Mas não era ela, ou era? Será que sempre foi assim? Ou ela estava apenas impressionada devido ás notícias do serial killer ou Das múltiplas mortes que estavam acontecendo na cidade?
 Era o que Jane se perguntava toda vez que abria aquele diário de morte, ou toda vez que se pegava pensando fazendo coisas com os outros. Mas ela sabia a verdade obscura e sombria sobre ela mesma. Ela gostava daquilo, gostava de imaginar-se torturando e matando, era excitante. Mas nunca assumiu que havia algo errado. Era só um hobbie esquisito e supersecreto, ênfase no secreto. 
O comportamento dela foi mudando aos poucos e, sua família começou a notar um certo distanciamento de sua parte, a mãe de Jane achava que era pelo amor não correspondido de Jeff, que na idade dela poderia ser o fim do mundo para uma garota, "ela apenas está de coração partido" ela dizia.
Mas era o verdadeiro eu de Jane se revelando, ela pegava-se de repente com uma tesoura na mão, apertando-a para não enfiar no rosto das loiras oxigenadas líderes de torcida, que ela sabia que dormiam com seu namorado, outro que merecia uma morte longa e dolorosa; e se segurava para não enfiar a tesoura no olho do seu namorado narcisista, que não sabia fazer outra coisa a não ser falar dele mesmo, paquerar as outras garotas na sua frente ou de como o baile seria maravilhoso para eles,  enquanto olhava-a como se fosse um pedaço de carne. É claro; já que ele só pensava em transar com ela, tirar a virgindade da garota mais gostosa da escola, uma fantasia infantil e machista dele. Jane só continuava com ele por que sabia que isso deixava Jeff irritado, por ele não gostar de Mike, mas ela nunca transaria com um imbecil que nem ele, ela nem queria namorar com ele. 
Enfim, a última grande festa do ano antes do baile de formatura e das provas finais havia chegado e, todos estavam agindo feito loucos para serem convidados à grande festa de Halloween dos Anderson, por acaso namorado de Jane, Mike. Michael Anderson, Estrela e Capitão do time de futebol, um dos jovens de família mais rica da cidade. Inimigo mortal de Jeff. 
[...]
Jane estava sentada em frente ao espelho de seu quarto apenas de roupa íntimas , enquanto escovava seus longos cabelos escuros imaginando-se com Jeff finalmente juntos como namorados no último baile de dia das bruxas, que ele não foi por ter sido expulso, logo ela irritou-se em pensar em Jeff. Ela queria vingar-se, ela odiava-o, queria-o morto, porém seu devaneio foi interrompido quando seu celular começou a vibrar. 
-Mike. Bléhh- Jane faz uma cara de nojo.
"Mike. 
Oi gatinha. A festa de Halloween  Vai ser nesse sábado, ok? 8 pm. Estou ansioso. Coloca uma fantasia bem justinha, gostosa."
 -Idiota. -Jane disse em volta. Mike é um cara mais velho, da sala de Jeff e seu namorado. Jane não ligava para essas festas, nunca ligou, as festas apenas serviam para que ela pudesse ver Jeff e/ou tentar fazer ciúmes pra ele, JÁ que ele ia em todas só pra comer as garotas; o que deixava-a com raiva só de imaginar quantas foram. Mas agora, estava tudo diferente, essas festas só a deixavam com raiva, frustrada, com vontade de pular no pescoço do primeiro que falasse que ela estava gostosa, ou viesse com piadinhas machistas para cima dela, que por um acaso a maior parte dos comentários vinham do seu namorado.
Ela era uma das 3  garotas  'privilegiadas' da sua idade a serem chamadas para as festas dos veteranos e era a única que ainda não havia dormido com nenhum veterano, essa seria a última festa antes do grande baile de formatura. Jane não tinha certeza se queria ir com Michael, aliás ela pensava em terminar com ele depois do baile.
''-Se Jeff me pedisse... Para ir ao baile com ele. Não Jane! Não! O Jeff tambem é um idiota, talvez o mais idiota, o rei dos idiotas! Foco! Esquece!" -Jane dizia para si mesma em voz alta, apesar de tudo ela gostava dele, mesmo querendo matá-lo, torturá-lo e vê-lo sofrer ela gostava dele.
Jane está perdida em seus pensamentos quando seu celular toca, com a trilha sonora de "Tubarão".
"-Quem pode ser numa hora dessas?"-Jane pensa enquanto atende o celular. -Alô?
-Oi Jane? Você vai na festa? -Era Linda, amiga de Jane, estava no último ano. Ela e Jane viraram amigas pouco antes dela começar a namorar com Mike. 
-É... Acho que vou.
-O Jeff vai ir. -Mudando o tom da voz provocando Jane.
-Que merda de Jeff. Não ligo pra ele. Pra onde ele vai ou que ele deixa de fazer não é da minha conta, Linda. -Apesar de tentar esquecer Jeff, ela não conseguia deixar de amá-lo, mas ela passou a evitá-lo e a odiá-lo simultaneamente, o diário de morte que o diga. 
-Okay Jane, tudo bem. Mente pra mim, que eu finjo que acredito. 
-Ah... -Jane suspirou de raiva.
-Passo amanhã na sua casa por volta das 7:30. Okay?
-Tudo bem.
-Tchau futura rainha do baile. Até amanhã. 
"-Futura rainha do baile? Deus me livre, não sei nem se quero ir, se eu pudesse ficar em casa de baixo das cobertas o final de semana inteiro eu ficaria."-Jane pensava enquanto vestia um moletom e se preparava para dormir.
[...]
Jane escutou uma buzina frenética e gritos chamando seu nome:"Linda chegou."-pensou ela enquanto pegava uma blusa de frio. Quando chegou na porta viu 
Linda, ela apareceu com uma roupa gótica, estilo vampira e cabelo tingido de vermelho, atrasada como sempre, colocando a cabeça para fora do carro buzinando freneticamente enquanto gritava seu nome e uivava para a lua.
"-Linda é definitivamente um ser especial."-Jane pensava ao aproximar-se do carro, se é que é chamar disso, uma combe preta com uma batida na lateral e na traseira, com o capô amassado e com a pintura já desgasta de ficar pegando sol e chuva.
-Shhhh... Tá louca? Vão chamar a polícia para louca que pensa que lobisomem dirigindo uma lata velha. -Jane advertia alegremente Linda enquanto tentava abrir a porta da combe emperrada.
-Ahh. Jane, Jane, Jane... -Linda respirou fundo fazendo uma pausa enquanto Jane se acomodava no banco. -Se eu fosse uma lobisomem tenho certeza que você não estaria viva para insultar meu belo possante. -As duas riram e seguiram até a festa. Linda era a única amiga verdadeira de Jane, ela não precisava fingir ser alguém que não era perto dela. Linda era meio peculiar, tinha algumas tatuagens, adorava pintar o cabelo de cores coloridas e fazer cortes loucos, tinha um fetiche por coisas bizarras e sobrenaturais (coisas bizarras e sobrenaturais ambas combinavam) e ela estava no último ano; Linda tinha seu próprio grupo de amizades de góticos, roqueiros, pessoas esquisitas, assim como Jane e suas amizades populares, mas ambas gostavam de sair juntas, visitar lugares exóticos, ver filmes de terror, coisas que as populares e falsas amizades de Jane não gostavam, para os 'populares' o importante era festas, roupas, quem tem mais curtidas e seguidores.
Jane e Linda chegaram na festa dos Anderson's, só a frente da casa as deixaram sem palavras.
-Rápido Jane. -Linda foi entrando, indo diretamente para a mesa das bebidas, enquanto Jane a acompanhava todos as encaravam, todos consideravam Linda excêntrica e não conseguiam explicar a amizade entre ela e Jane. Linda deu uma bebida pra Jane enquanto virava o resto de uma garrafa de whisky goela a baixo, não ligando para os olhares de crítica, Jane pegou a bebida e não ficou de chocada com a cena de Linda preparando algumas bebidas, Linda era conhecida por suas farras e sabia fazer drinks ela trabalhara como bartender; assim que Jane olhou para o lado, Jeff estava lá, parado na parede com um copo de bebida olhando para ela de cima a baixo, com aquele aquele olhar que a fazia tremer e seu coração acelerar, ela estava com uma saia preta colada ao corpo, uma blusa branca apertada que avantajada seus enormes seios, uma meia calça e bota, com sua blusa de frio amarrada na cintura; seu batom vermelho em sua pele branquinha e seus cabelos escuros deixavam ela mais gostosa que nunca, ela virou-se novamente sem graça disfarçando, enquanto via Linda apostar com uns caras quem bebia mais, mas só conseguia pensar em como odiava Jeff e porque ele ficava olhando-a assim e porque ficava assim perto dele mesmo com todas as suas forças tentando odiá-lo. 
"-Jane foco ele deixou bem claro o que pensava, ele é um babaca." -Enquanto Jane estava perdida nos pensamentos, Mike chegou abraçando-a por trás virando-a frente a frente a ele, dando um beijasso nela, claramente provocando Jeff que estava atrás deles.
-Oi minha gostosa. -Mike dizia enquanto apertava a bunda de Jane, vendo a cena Jeff saiu e foi para fora da casa.
-Oi... Mike. -Jane disse com um tom de voz repulsivo, imediatamente seu olhar procurou Jeff, contudo ele não estava mais lá, ela torcia para que ele tivesse visto a cena e que ele sentisse pelo menos um pingo de ciúmes por não tê-la. 
Os amigos de Mike o puxaram para um canto da sala para que fumassem ele trouxe Jane para perto colocando uma mão sobre seu ombro, ela olhou para um lado havia gente vomitando, garotas e garotos tirando a roupa e se esfregando dançando na sala, a Linda estava competindo no "beer pong", não fazia nem uma hora que haviam chegado na festa e todo mundo praticamente já estava chapado; ela sentiu-se desconfortável com tantas pessoas trombando nela, a música alta, a fumaça que Mike praticamente jogava na cara dela achando que estava abalando e os caras comendo-a com os olhos, ela se sentiu como um peixe fora d'água, se afastou do amontoado de gente da festa, da música e de Mike que nem percebeu que ela não estava mais alí. 
Ela começou a andar pela borda piscina que estava rodeada de pessoas, onde alguns loucos pulavam de roupa e tudo na piscina e outras de roupa íntima, ela continuou andando até o Jardim dos Anderson's, premiado pela revista de jardinagem como um dos mais belos da região, quando viu que havia uma casa de árvore muito fofa e chique, com um escorregador do lado e um balanço e, uma escada que seguia desde as raízes da árvore até a entrada da casa na árvore; Jane nunca tinha visto uma casa de árvore tão linda, tão cheia de detalhes incríveis, ela subiu as escadas e lá de cima conseguia ver todo mundo, Mia uma das líderes de torcida transando num quarto, casais se pegando no gramado e na piscina e em volta dela, via o jardim que de cima ficava mais incrível. Mas o único que não via era Jeff, não que ela o estivesse procurando. ''Será que ele foi embora? -Ela pensava enquanto abria a porta e sentava-se em pequeno sofá que havia, que mal conseguiu achar por ser tão escuro. "-Tanto dinheiro e não colocaram iluminação aqui?" -Ela disse enquanto tropeçou em cima do sofá, a vista era incrível tinha uma janela com cortinas, ela afastou-as para ver novamente a vista que anteriormente a deixou sem palavras, cada pedaço daquela casa a deixava sem palavras a casa era incrível,  essa era a primeira vez que ela entrava na casa de Mike, ela costumava evitar que eles ficassem sozinhos, tanto na escola, como na casa dele ou em qualquer outro lugar.
De repente ela escutou um barulho, nem conseguiu assimilar de onde vinha, quando percebeu um vulto subir as escadas, quando percebeu quem era ficou surpresa, "-Jeff? O que ele está fazendo aqui? Será que me seguiu ou esta trazendo uma das suas 'namoradinhas' novas?"; mas estava feliz ao mesmo tempo por ser ele e não o Mike.
Jeff ficou observando-a a noite inteira, quando Mike a abraçou ele queria estripar o cara, puxar Jane consigo e beija-la. Quando ele a viu subindo na casa da árvore, viu o o momento perfeito para ir conversar com ela a sós, sem que ninguém aparecesse para enterrompê-los.
-Que susto Jeff... -Jane dizia ofegante com a mão no peito, enquanto Jeff estava parado na porta.
-Des...culpa, não queria te assustar. -Ele dizia enquanto entrava  e fechava a porta atrás dele. 
-COM licença. -Jane disse brava, enquanto levantava-se indo em direção à porta, contudo Jeff ainda estava parado na frente da porta encarando-a, tampando a única saída da casa na árvore. Elae tentou outra vez se aproximar da porta e ele novamente a bloqueou.
Ele de repente a segurou pelos ombros olhando fixamente em seus olhos; ela se arrepiou toda com o toque de Jeff de suas mãos geladas, seu coração já acelerado parecia que iria saltar de sua boca.
"-O que ele está pensando!!!... Eu tenho que ir... Ele... Quer me beijar?" -Jane pensava, paralisada em meio aquele momento, enquanto eles estavam em um silêncio tão envolvente Jeff subia sua mão lentamente afastando os cabelos de Jane de seus ombros até chegar à sua nuca, sua outra mão apertava sua cintura, aproximando-se lentamente dela enquanto seus olhares eram fixos um no outro, justamente quando estavam perto daquele beijo tão esperado, a música da festa que ouvia-se distante cessou, dando lugar para sirenes de viaturas policiais. 
Jane estava parada de olhos fechados no meio da casa da árvore, pois Jeff havia se afastado em direção as janelas observando a movimentação e correria da festa, deixando-a sem entender nada: -Mas... oq... não acredito que... 
-Shh... a polícia veio acabar com a festa do seu namoradinho. -Ele sussurrava afastando as cortinas. Jane se aproximou da janela e viu todo mundo correndo, alguns policiais prendendo alguns garotos com maconha e prendendo outros sem que tivessem saído da piscina.
-Deveríamos ir, eles podem querer vir aqui. -Jane dizia com uma voz aflita, ela nunca havia sido presa e não era agora que ela ia ser.
-Relaxa bravinha, eles não tem porque vir aqui em cima, é só sentar e esperar as coisas se acalmarem. -Jeff dizia soltando aquele sorrisinho malicioso enquanto segurava firme as mãos de Jane levando-a a sentar no sofá.
-Relaxar? Sério Jeff? Podemos ser presos sabia? -Jeff ia interrompe-la mas Jane continuou: -Então o que? Vamos ficar aqui sentados a noite toda,  esperando a boa vontade dos policiais de irem embora?
-Bom a gente poderia fazer outras coisas para matar o tempo, se o clima ainda estiver rolando.
-Ahh, Jeff... Que clima? Enlouqueceu...? -Jane dizia com vergonha e com um tom mais sério, mesmo corando suas bochechas negaria até o final que estava rolando um clima entre eles.
-Okay! Tá bom sem clima, então bravinha! -Jeff dizia sorrindo disfarçando o constrangimento, um silêncio constrangedor tomava conta, Jane ficava apertando suas pernas uma na outra, estava nervosa sem saber se deveria continuar uma conversa ou se ele queria beija-la mesmo naquele momento, quanto mais pensava mais frio na barriga sentia, mais rápido seu coração batia; enquanto Jeff parecia estar completamente confortável no sofá, olhando uma vez ou outra para janela observando se o caminho estava livre para irem embora, mas estava tentando disfarçar que estava nervoso também. Jeff queria que fosse um momento para eles conversarem mas ele não era muito bom nisso, em conversar com uma garota sem que sexo não estivesse envolvido.
-Ent... -Quando Jane finalmente tomou uma atitude de começar uma conversa, Jeff levantou-se indo em direção à porta, abrindo-a olhou para ela.
-Você vêm bravinha? Ou prefere esperar seu namorado vir num cavalo branco resgata-la? -Jeff num tom irônico disse, parado em frente a porta entreaberta. Jane nem estava pensando em Mike(o que seria normal ela fazer, já que a festa estava acontecendo na casa dele, ou seja, ele seria responsabilizado), ela suspirou fundo colocando as mãos sobre os joelhos com uma cara de reprovação e levantou-se do sofá indo em direção a porta, abrindo-a abruptamente enquanto passava por Jeff apoiado no corrimão da escada, a porta bateu forte atrás dela o que a fez descer as escadas pisando forte e com pressa, enquanto isso Jeff ainda apoiado no corrimão a observava toda nervosinha descendo as escadas caminhando pelo jardim em direção a rua.
-Maravilha! Agora vou ter que ir embora sozinha e a pé. -Jane falava sozinha parada na calçada vendo a mensagem de Linda no celular dizendo que havia ido embora correndo dos policiais. -Com a minha sorte vou acabar sendo atacada por um serial killer, porque hoje está tudo dando certo hoje. -Ela estava resmungando e articulando com os braços enquanto andava em direção contrária a uma viatura parada na esquina. "-Nem pra aquele idiota se oferecer pra me acompanhar, mataria ele por um acaso? Ele mora na frente da minha casa." -Enquanto pensava indignada com a falta de senso de Jeff ela ouviu um choro de cachorro, quando olhou mais atenta viu no meio da rua um cachorrinho que havia sido atropelado ou algum idiota não prestou atenção e passou por cima da patinha dele, ela se aproximou e viu que tinha bastante sangue na rua e o cachorrinho estava com dor.
-Vai ficar tudo bem... Tudo bem... Jane calmamente acaricia o cãozinho chorando, acalmando-o enquanto leva suas mãos até o pescoço dele e o gira quebrando-o em um só movimento; ela o enrola em sua blusa de frio, pega-o e o leva até uma moita perto de uma árvore grande, deixando-o lá enquanto continuva andando pela rua. Simultaneamente Jeff estava espiando-a fazer tudo isso, ela havia saído tão brava que ele pensou que ela não queria sua companhia, porém ele não a deixaria ir embora sozinha para casa; ele ficou fascinado com a cena que acabava de acontecer, não imaginava que ela era assim tão fria e tão meiga ao mesma tempo, tão parecida com ele, essa era uma Jane que ele não conhecia, não importava o tanto que tentasse se afastar dela, ela conquistava-o cada vez mais.
-Você anda rápido para alguém um metro e meio. -Jeff disse acelerou um pouco o passo para conseguir alcançar Jane que não estava muito a frente dele. Ela o estava encarando-o com uma expressão brava:"O que ele está fazendo aqui?"
-O que? Achou que eu ia deixar você ir embora sozinha? -Jeff disse sorrindo para Jane, fazendo-a soltar uma leve risada, que imediatamente ela disfarçou.
-Eu sei me virar sozinha, muito obrigada! -Jane disfarçou ficando séria.
-Eu sei, estou te acompanhando no caso de eu precisar de ajuda. -Jeff dizia sorrindo, Jane nunca tinha visto-o ser tão gentil e, tentando ser engraçado desse jeito, contudo estava gostando da companhia dele. 
Eles passaram o restando do caminho sem se falarem muito, escondiam-se atrás dos celulares, rindo das mensagens bêbadas de Linda. Quando notaram já estavam na rua de casa, quando Jane percebeu já estava na porta de sua casa desejando que a rua tivesse alguns quarteirões a mais; eles estavam se olhando sem falar nada.
-Então... -Os dois disseram ao mesmo tempo.
-Boa noite. -Jeff aproximou-se e beijou-a na testa, aquele beijo fez todo seu corpo esquentar; o caminho todo da festa até a sua casa o coração de Jane pulava, parecia que iria vomitar a qualquer a momento, ela não sabia dizer o que sentia, ela queria odia-lo, tentava com todas suas forças fazê-lo, mas toda vez que Jeff a olhava e sorria, ela só queria beijá-lo.
Ela entrou e subiu as escadas rapidamente, trocou de roupa e se jogou na cama. Ela não sabia dizer exatamente o que havia acontecido e se realmente havia acontecido, mas tinha certeza de que foi muito bom; era uma sensação que ela só experimentava com ele. Ainda assim, outra cena não saía de sua cabeça, a do cãozinho. 
 



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