História Jeon Farofa - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags @astaenautic, @avalonmors, Comedia, Crackfick, Farofa!au, Jeon Farofa, Jeon Jungkook, Jungkook, Kim Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 233
Palavras 9.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oioi nenéns
voltei com um capzinho <3 e a cada um eu super os 8k mds
espero que gostem
boa leitura~

Capítulo 4 - No vestiário: uma invocação


Fanfic / Fanfiction Jeon Farofa - Capítulo 4 - No vestiário: uma invocação

Um dos problemas principais era que Jeon Jungkook também era o tipo de garoto que tinha, além de um gênio forte, uma carga de orgulho exagerada. 

As coisas com Kim Taehyung estavam cada vez piores, como um trem desembestado cuja direção dos trilhos fora mudada de repente - tal metáfora explicada mais precisamente quando Jimin sugeriu que amor e ódio andam em ruas paralelas, podendo atravessar a qualquer instante e caminharem lado a lado, se duvidando darão as mãos e se tornarão um só. Ainda se tratando de trens em trilhos, como em um filme clássico, Taehyung e Jungkook seriam a dupla de arqui-inimigos que lutaria sobre os vagões de um trem acelerado sem comandante, vendo o perigo de cair em um precipício logo à frente. 

Tal precipício era o perigo de se apaixonar. O perigo do ódio acabar, no final, virando amor como aquele ditado. Isso era o que mais aterrorizava Jeon Jungkook; a ideia de se sentir atraído por aquele ruivo metaleiro e nem um pouco decente. Muito pelo contrário, o Kim era indecente de todas as maneiras possíveis.

Aquele fim de linha parecia estar cada vez mais próximo, o momento de seu ódio atravessar a rua e tentar caminhar junto do ódio de Taehyung, este que agora o Jeon duvidava se ainda existia. O ruivo ainda o odiava como antes? Mais importante, ele odiava o Kim como antes? O modo como as coisas ficaram incertas de um momento para o outro deixava-o aflito e confuso. 

O olhar do maior era voltado às mais puras e concretas segundas intenções quando pronunciara as palavras ducha, problema e gay em um mesmo conjunto de palavras que saíra de sua boca. Jeongguk ficou alguns instantes paralisado e sem nenhuma reação expressiva, além da de incrédulo, cuja era impossível de conter se tratando da pouca vergonha e decência do outro. 

— D-do que você está falando? — O Jeon exclamou virando o rosto de volta, evitando contato com o ruivo e sequer se permitir desviar sua atenção para a tal região que começa a avantajar um tamanho absurdo por baixo da bermuda.

— Não é? — O Kim indagou de volta com um sorrisinho no rosto. — Se eu tirar a roupa aqui agora mesmo e tomar um banho no mesmo chuveiro seu como dois camaradas, você não vai se importar se não se sentir atraído por isso. — Taehyung provocou, imediatamente desviando as mãos para a camiseta e tirando-a em uma fração de segundos, deixando à mostra aquele abdômen 6 packs definido o bastante para atrair e causar um olhar levemente arregalado de Jungkook.
Por fim, o combo estava feito. Aparentemente, um cretino como Kim Taehyung tinha, além de um pau grande e acima da média asiática, um corpo delicadamente esculpido por deuses gregos. 

— Filho da puta, coloca essa camiseta de volta! Você não vai tomar banho aqui, dá o fora. — O Jeon tentou evitar antes que as coisas começassem a tomar um ritmo difícil de ser cessado.

A zona de perigo estava programada para começar a soar seu alerta no instante em que houvesse nudez exposta por ambas as partes. Taehyung com seu dorso nu e a bermuda de sua calça deixando evidente a ereção já era um toque recolher para o Jeon.

Tae levou as mãos até a barra da bermuda de algodão e abaixou-a, não tardando em se livrar da peça o quanto antes, ficando somente com sua boxer preta que mais parecia sufocar seu membro a cada segundo que passava. 

Jungkook suspirou fundo e passou sua mão pelo próprio abdômen e peitoral uma última vez, livrando assim a pele de resquícios de sabonete não enxaguado. Ergueu o braço e agarrou a torneira do chuveiro, prestes a girar a mesma e cessar o cair da água sob seu corpo. O mais correto era encerrar aquela ducha logo e evaporar dali, não dando nenhuma chance para aquele ruivo que se despia. 

— Ei, farofa, nem pense em fugir. — Tae chegou por trás do garoto e sua mão grande pousou sobre a do menor, impedindo-o de desligar o chuveiro.

Jeongguk imediatamente virou-se e empurrou o ruivo. Seu coração batia tão forte que parecia prestes a pular de seu peito. Tal aproximação repentina e íntima por parte alheia o fez desesperar-se por conta do perigo desta. Não era nada bom, nem um pouco.

— Eu não estou fugindo, retardado. Não sou que nem você que fica olhando caras no vestiário e quer tomar banho com eles. — Retrucou querendo o quanto antes sair dali, mas só a presença dele tão perto e perigosamente quase sem roupa era um obstáculo e uma distração e tanto para o Jeon. 

— Qual é, farofa? Não precisa ser desse jeito comigo. Nós já compartilhamos toques muito mais íntimos, sabe? Na biblioteca. — O ruivo provocou, umedecendo os próprios lábios ao ver a expressão envergonhada que o rosto de Jungkook tomou ao ouvir aquela frase e assimilar ao acontecido no último dia de detenção em que fizeram algo além de serem castigados a ficarem especificamente na sala de detenção, limpar a biblioteca. 

Taehyung se afastou com um sorriso sujo na boca e com os olhos, indicou que o mais novo se movesse lhe dando espaço. Assim que o menor o fez sem muito protesto, o Kim acabou enfiando-se embaixo da água. Os olhos de Jungkook observaram as gotas d'água escorrerem pelo corpo do cara que odiava ao ponto de não poder ver a fuça ruiva ou partiria pra cima. No entanto, a poeira havia baixado e o certinho não implicava mais tanto com o delinquente.

Estático, o Jeon se afastou um pouco. A naturalidade do Kim naquele instante como se fosse somente um cara normal que suou demais depois de uma partida de futebol e estava tomando uma ducha era incrível, fazendo-o perguntar-se como o ruivo conseguia. Como agia tão naturalmente? Como conseguia estar fazendo aquilo quando compartilharam de toques tão íntimos na biblioteca? 

Sem querer, o Jeon desviou seu olhar para a região mais abaixo do corpo do ruivo, notando que ele não havia tirado a boxer ainda. De imediato, o mais velho logo notou que o Jeon estava mais uma vez babando pelo que ele guardava dentro da cueca, como da última vez em que o garoto ficou mais ansioso e tomou uma atitude antes que si.  

— Para alguém que me julgou por te olhar no banho, você parece estar implorando por algo a mais do que só olhar, Jeongguk. — O Kim abriu um sorriso satisfeito e o outro simplesmente ignorou-o, afastando-se mais para evitar deixar uma brecha em que Tae pudesse fazer algo ainda mais perigoso do que aquelas provocações até então orais. — O gato comeu sua língua, farofa? 

— Ele comeu o seu rabo. — Jungkook disse irritadiço observando Tae sorrir.

Ficaram em silêncio durante tempo o suficiente em que o de cabelos vermelhos ficou embaixo da água, apenas sentindo-a cair sobre seu corpo, relaxando seus músculos até então um tanto tensos pelo conflito de outrora. 

— Nossa, sua costa está imunda. — Taehyung quebrou aquele silêncio, comentando enquanto apontava para a parte detrás do corpo do garoto a poucos centímetros de si. 

— Como? — Jeongguk indagou confuso, tentando de algum modo mirar a própria costa mesmo que tivesse de quase torcer seu pescoço no ato.

Distraído demais querendo ver com os próprios olhos a sujeira nas costas - provavelmente por ter rolado na grama com o cretino ali -, nem percebeu o sorriso malicioso que o Kim tinha no rosto quando agarrou o sabonete e fez questão de guiá-lo contra a parede para ficar de costas para ele. 

— O que?! — O garoto exclamou surpreso e antes que pudesse pensar em se afastar, uma mão do Kim tocou o começo de sua coluna tão suavememte, arrepiando seu corpo todo e deixando-o sem nenhuma ação.

Jungkook tomou um estado de desespero paralisado, sem saber como reagir. Começou a sentir os toques se direcionando pela sua costa, uma mão segurando seu ombro, pressionando seu corpo contra o azulejo da parede e a outra descia o sabonete cada vez mais, esfregando de leve. 

Quando se deu por si, sua audição estava preenchida pelo som da água do chuveiro caindo solitária diretamente para o ralo, sem banhar ninguém. A respiração do ruivo batia contra sua nuca, a proximidade do corpo dele ao seu era perceptível.

— Porra, Jungkook. — Xingou ao pé do ouvido do de cabelos negros, causando-lhe mais uma série de arrepios intensos além do próprio teor excitado e com pouco autocontrole que veio do xingamento. 

Os olhos do Jeon arregalaram no instante em que o garoto notara que o sabonete guiado pela mão do Kim, já passara do meio de sua coluna, rumando ao fim dela, consequentemente.

—T-tae…— Um murmúrio quase sem voz escapou tomado pelo modo em que se encontrava, estático, chamando pelo Kim como se quisesse que ele parasse antes que descesse mais. 

No fundo, Jeongguk queria que Taehyung continuasse, queria que o ruivo deixasse o sabonete de lado porque já havia ensaboado, se atentando agora a esfregar e massagear, limpando a área com as próprias mãos. Mas era inegável para o Jeon aceitar ter tais desejos, era inegável enxergar que estava tendo tais naquele instante. Provavelmente muitos outros pensamentos ousaram passar pela mente do mais novo referente àquela situação em si. 

Tae cessou o passar do sabonete pelo corpo alheio e deixou-o de lado. Jeongguk entendeu que estava acabado e então, estava prestes a virar-se de frente para o ruivo. Começava a sentir-se constrangido em estar de costas pra ele. 

— Espera. — O Kim manteve-o naquela posição apenas com a palavra, podendo enfim desviar sua canhota que pousava sobre o ombro do Jeon, mantendo-o naquela exata posição.  

Usou as duas mãos para esfregar o sabão nas costas de Jungkook, massageando cada região espalhando o rastro do sabonete, desde as laterais até o meio, começo e fim. Cada cantinho era explorado pelas mãos que deslizavam tão bem pela sua coluna. 

Quando Jeongguk percebeu, estava tão duro que sentia que seu pau podia cair. Necessitava aliviar-se e já havia perdido totalmente o rumo daquela situação. Para falar a verdade, quem a tinha sob controle desde o começo era o ruivo, provocando-o sem parar desde que surgira naquele vestiário atrás de si. 

Jungkook sentiu as mãos deslizarem pela lateral de sua cintura e direcionarem até seu abdômen, onde foram passadas um pouco, subindo para os mamilos rosinhas e se atentando em estimulá-los o quanto podia. Deixou-os eriçados e com um tom mais escuro que anteriormente. Os resmungos que haviam escapado da boca do Jeon haviam se tornado uma boa referência de melodia para os ouvidos de Taehyung, surpreso com o quão sensível o pequeno era. 

— Alguém ficou duro de tanta sensibilidade, hum, Jeongguk? — Sussurrou com um tom de voz satisfeito, descendo sua mão aos poucos agora, como quem estava prestes a agarrar a ereção alheia e por fim ajudá-lo a aliviar-se, vendo que o membro do garoto implorava por atenção.

No entanto, tal estimulação lenta e vagarosa da aproximação enlouquecedora irritou Jeongguk no instante em que as mãos grandes do ruivo voltaram para sua coluna e desceram mais e mais, até que sem nenhum pudor ou hesitação, os dedos se emendaram a apertar a carne farta da bunda do garoto, surpreendendo-o de tal maneira.

Primeiro havia sido um beijo em meio a uma punheta entre inimigos. Agora, ele estava apertando sua bunda diretamente em meio a uma ajuda para esfregar as costas, quando os dois estavam praticamente pelados? Talvez as coisas estivessem indo longe demais e deveriam ser paradas o quanto antes. 

Totalmente tomado pelo desejo que queimava dentro de seu corpo, direcionou sua mão até o próprio membro duro, transbordando excitação e ansiedade por prazer. Não era mais capaz de enxergar o que acontecia, não ligava para a presença de Taehyung ali atrás de si naquela posição.

Taehyung igualmente estimulado visualmente pela ação entregue do garoto, aproximou-se mais, seu pênis pulsando dentro da boxer de tanta excitação. Recostou-o nas nádegas gordinhas de Jeongguk e passou a roçar ali enquanto observava claramente o mais novo desesperado, masturbando-se deliciosamente e deixando alguns gemidos baixos saírem da boquinha entreaberta. 

— Não fode, Jungkook. — Tae exclamou suspirando fundo e direcionando sua mão até a do garoto. — Eu vou te ajudar. — Sussurrou e como resposta, apreciou o Jeon afastar a própria mão em silêncio, cedendo sem delongas. 

Com um sorriso cafajeste nos lábios, o ruivo agarrou por fim a ereção do mais novo, bombeando algumas vezes em um ritmo acelerado, arrancando gemidos nem um pouco contidos da boca de Jungkook, que estava mais entregue e sujo que o outro dia. 

O olhar faminto do Kim desviou para as nádegas branquelas do Jeon, seus olhos se enevoando com a ideia de buscar por um método igualmente plausível de se proporcionar prazer ao outro com o que tinha ali em seu campo de visão.

Atentou-se em continuar masturbando o pênis do garoto certinho naquela velocidade ágil e fácil por conta do pré-sêmen espalhado por toda extensão, facilitando as movimentações ainda mais. 

— F-filho da puta! — O Jeon gemeu xingando sentindo seu ventre formigar, Taehyung percebendo a glande do mais novo inchar, logo fazendo-o sentir o líquido quente invadir sua mão, alguns jatos encontrando superfície na parede.

Apreciando do estado extasiado de Jeongguk que acabara de atingir um orgasmo rápido e intenso, Taehyung levou ambas suas mãos até a bunda do mais novo outra vez, agarrando as bandas e logo afastando-as em um movimento simples. 

Com os dedos da destra melados, escorregou-a pela banda direita, observando apenas o quão delicioso era o buraquinho virgem de Jeongguk, este que ainda sofria com os espasmos do orgasmo recém-atingido e por isso que só voltou à realidade e para dentro do próprio corpo, quando sentiu um dedo sendo inserido em seu orifício, chocando-o. 

Havia ficado tão inebriado com o efeito do ápice maravilhosamente atingido que esquecera que quem o ajudou e ainda estava ali era Taehyung. Retornando à realidade e às percepções à sua volta, Jeongguk sentiu claramente o dedo comprido do ruivo dentro de si de um modo incômodo assim como sentiu igualmente a ereção alheia que batia mais abaixo contra sua bunda.

Prestes a abrir a boca para gritar com aquele ser humano indecente e sem nenhuma noção do perigo, o Jeon abriu-a para deixar um gemido de surpresa escapar quando Tae tirou e enfiou o dedo de novo. Ao ouvir tal entonação da voz do garoto apenas excitou o Kim ainda mais. 

— Então você sabe gemer direito, Jeongguk? — Tae sussurrou provocante bem próximo do rosto do mais novo enquanto se atentava em movimentar seu dedo médio entrando e saindo da entradinha demasiada apertada.

Jungkook era orgulhoso e talvez seu orgulho tenha desaparecido no instante em que provou daquela sensação nova que mesmo inicialmente incômoda, já se tornava prazerosa e deixava-o ansioso por desfrutar mais. 

— Você também fica fofo xingando. — Comentou apreciativo do modo como o Jeon se encontrava.

Totalmente escorado na parede apenas com  a bunda empinada na direção do ruivo, o garoto escondia o próprio rosto no braço recostado no azulejo, querendo conter os gemidos que vez ou outra insistiam em sair e também evitar queimar de constrangimento e vergonha naquele momento.

Nada podia ser pior. Aquela situação em si era a definição de pesadelo para o Jeon; o pesadelo que ele queria evitar que virasse realidade a todo custo, mas não havia tido jeito. 

Eles estavam naquela posição um pouco desagradável de dois caras que se odeiam se pegando no chuveiro do vestiário. Não negaria que o fato de estar com alguém que já trocou socos o deixava com certo tesão.

— Não quer tentar mais uma vez? — O Kim voltou a quebrar o silêncio, um sorriso malicioso no rosto e uma expressão observadora no momento em que inseriu seu indicador, sendo quase sufocado junto do médio no buraquinho apertado. 

Jungkook deixou sair de sua garganta um gemido ainda mais esganiçado de surpresa e incômodo, sentindo Tae começar a realizar movimentos de tesoura para alargar sua entradinha aos poucos agora que tinha dois dedos penetrados.

— T-taehyung, f-filho de uma puta! — Xingou outra vez, erguendo sua canhota com o punho cerrado e chocando contra a parede aliviando a irritação que pairava dentro de si por estar à mercê do prazer que o cretino que transformara-o numa piada podia proporcionar. 

— O que pensariam se vissem você agora, Jungkook-ah? — Tae indagou sugestivo, passando seus lábios de leve pela tez do pescoço do garoto.

Jungkook imediatamente ergueu sua canhota e afastou o rosto do ruivo dali, cobrindo aquela lateral de seu pescoço para que o Kim não voltasse a insistir em acabar com ele ainda mais, podendo deixar marcas ou abusar do conhecimento de que o pescoço era sua área sensível em excesso.

— Você tão entregue aos meus dedos fodendo seu cuzinho. O que pensariam do garoto certinho e perfeitinho do terceiro A, Jeon Jungkook? — Sugeriu provocando e cessando os movimentos de tesoura para concentrar-se em achar o ponto sensível do Jeon, o ponto que o faria gritar no instante em que Taehyung passasse a surrá-lo com os dedos.

— E você, desgraçado. — Jungkook rebateu um tanto irritado, mas as bochechas coradas e o lábio inferior avermelhado de tanto ser mordido deixava evidente que estava em seu estado mais bagunçado de todos e irritação não era somente o que sentia. 

— Hum? O que tem eu, Jeongguk? — Questionou de volta, pressionando seu médio no interior do garoto cada vez que inseria-o, buscando pelo ponto doce.

Percebeu que Jeongguk ficou quieto e o corpo menor estremeceu-se por completo quando o Kim acertou um local específico. A reação do mais novo foi contida, mas não o suficiente para que passasse despercebida pelo ruivo.

— Oh. Parece que eu achei. — Proferiu com a voz rouca e grave exalando malícia e satisfação pelo ato.

Taehyung começou a surrar aquele ponto, tendo seus ouvidos inundados pelo som da calmaria da água do chuveiro ainda caindo solitária e pela luxúria excitante que era ouvir os gemidos gostosos e sôfregos de Jungkook, cada vez mais deixando claro que o garoto perdia seus sentidos inebriado no prazer. 

O único problema era que o ruivo ficava cada instante mais excitado. O membro pulsante dentro da boxer chegando a doer cada vez que o Kim olhava para seus próprios dedos dentro do menor, entrando e saindo, resultando em gemidos prazerosos por parte do garoto.

— Ei, Jungkook..será que eu já posso? — Por precaução, perguntou para ter uma confirmação antes de avançar. 

Ansioso e excitado, Taehyung ainda tinha controle sobre suas ações e não faria nada que acabasse em mais uma troca de socos, porque de alguém esquentadinho como Jeongguk, não esperaria menos se ousasse encostar apenas a cabecinha naquele local já melado e esticadinho o bastante. Mesmo que tivesse sido consentido a meter os dedos, não sabia como o mais novo iria reagir perante ao verdadeiro instrumento que o Kim queria usar. 

Jungkook sentia tanto prazer de ter aquele ponto sendo surrado pelo dígito de Taehyung que já estava duro de novo. Talvez tivesse ficado duro no momento em que o incômodo de ter dois, três dedos dentro de si tornou-se prazeroso.

A palavra colocar ecoou dentro da mente do Jeon algumas vezes e com isso, ele imaginou claramente aquela coisa monstruosa que Taehyung tinha no meio das pernas. Imaginou uma régua e logo, a metade de centímetros contidos na mesma. Tudo bem, talvez 15cm não fosse tanta coisa assim.

— A-anda logo com isso. — Seu consentimento saiu em forma de uma ordem, mas que para Taehyung só deixava claro que o garoto ansiava por aquilo o bastante e ouvir o excitou ainda mais. 

O ruivo suspirou em êxtase e alívio quando tirou seu membro pra fora, deixando a boxer abaixada na medida do começo de suas coxas, de modo que esta não fosse incomodá-lo mais tarde.

Deixou seu pênis duro e doendo de excitação bater contra a bunda do garoto. Retirou seus dedos e com uma mão, afastou uma banda para melhor acesso e com a outra, endireitou a cabeça de seu pau mirando na entradinha um tanto esgarçada do Jeon. No entanto, não parecia suficiente. 

Seu pau era como um enorme navio feito para navegar em imensos mares e atracar em enormes portos, mas que de alguma forma queria atravessar um túnel de carros; impossível.

Jungkook sentia que poderia morrer de constrangimento naquela posição. Suas pernas já doíam e não tinha mais tanta força nelas como antes. Estava se segurando para não implorar para o ruivo fazê-lo logo. 

Heh. Itadakimasu~. — Tae proferiu interiormente ansiando enfiar com tudo, mas se conteve quando notou que o Jeon escorou a mão na parede com um tapa pela falta de paciência, ecoando um estalo alto pelo vestiário. 

— Você apanha se fizer desse jeito. — Alertou Jeongguk sério, fazendo com que um canto da boca do Kim se curvasse para cima. 

— Algumas coisas não mudam, não é mesmo? 

Já posicionado, Tae agarrou as bandas com ambas mãos e se impulsionou lentamente para frente, mas não havia conseguido nem fazer com que a ponta de sua cabeça entrasse. Teria prosseguido e investido contra a aparente dificuldade, isso se o punho cerrado de Jungkook não tivesse chocado com a parede em um ato brusco e agressivo. 

— Tira essa droga daí, Taehyung. — O Jeon exclamou e o Kim o fez sem compreender, observando o garoto virar-se  e encará-lo. — Você tá querendo enfiar seu pau ou sua perna?! — Indagou levando o próprio dedo para a entrada, fitando a extensão do mesmo logo após para verificar se não havia sangrado.

— Jungkook, eu não cheguei nem a meter a cabeça da cabeça! — O Kim esclareceu, igualmente chocado.

Os olhos do Jeon foram parar no pênis do ruivo e só talvez, ele tivesse realizado uma coisa: certamente havia tido uma leve perda de noção de tamanho real aquele dia na biblioteca. Taehyung parecia ter quase o dobro do tamanho naquele instante. Como era possível?

— V-você...não disse que tem 15cm duro? — O garoto exclamou cobrindo a bunda com as próprias mãos, como se quisesse instintivamente protegê-la daquela coisa que Taehyung tinha como pênis.

— O que? Eu disse, mas foi com base no tamanho da última vez que medi. — O ruivo pareceu ponderar para logo deparar com uma expressão indignada do Jeon.

— A-a última vez que você mediu? E quando foi isso?

— Sei lá. Quando eu tinha uns 14, 15 anos. — Tae respondeu simples como se fizesse algum sentido. 

Jungkook ficou incrédulo e espantado.

— E você achou que seu pau não ia crescer em mais 3 anos?! — Exclamou indignado com a ingenuidade daquele ruivo.

— Não tem 15cm aqui? — Perguntou apontando para o próprio pênis, ainda duro como pedra realçando o tamanho exagerado. 

— Não! Nunca! — O Jeon respondeu mirando a extensão ereta do pau de Taehyung. — Você não vê que seu pau só falta bater na sua cara? 

— Tudo bem, eu entendi. Mas era esse pau que você tava implorando para entrar agorinha em você. — Taehyung provocou, levando uma mão ao próprio pênis, bombeando algumas vezes só para deixar o Jeon com vergonha. 

— Até mais, Kim Taehyung. — Jungkook se despediu prestes a dar no pé e não ter mais de encarar aquele ruivo e sua anaconda que queria dar o bote. 

— Farofa. Você quem apanha se me deixar aqui assim. — O Kim alertou, impedindo o garoto de sair apenas com palavras. 

— Não estou te deixando assim, aposto que você consegue mamar o próprio pau. — O Jeon caçoou e quando seus olhos se encontraram com os do Kim que transbordavam pouca paciência e extrema seriedade, seu corpo todo gelou. 

— Por que eu faria isso se tenho você aqui? — Tae arqueou as sobrancelhas convencido exalando sugestão em sua voz.

— O que? Eu? 

— Tenho duas opções pra você me ajudar aqui agora. — O ruivo ergueu a mão na direção do Jeon e ergueu o primeiro dedo. — Você pode me pagar um boquete, — Levantou outro dedo, prestes a expor a  segunda opção. — Ou você vai ficar de quatro naquele banco e eu vou só meter entre suas coxas. 

— E por que eu faria isso? — Indagou franzindo o cenho e pegando uma toalha, enrolando-a em sua cintura.

— Porque eu te fiz gozar agora pouco antes de você fazer drama e não me deixar te fazer gozar duas. A segunda seria ainda mais inesquecível, farofa. — Abriu um sorriso malicioso. — Meu pau ia surrar tão bem aquele pontinho que você gostou, você ia gozar sem nem ter que tocar na frente. 

Jungkook tinha o rosto corado, as bochechas vermelhas queimando de vergonha ao ouvir aquelas coisas e imaginar que poderia realmente ter acontecido. 

Tae se aproximou do garoto, suavemente e como quem não quer nada, colocando o dedo na barra da toalha envolvida à volta da cintura do Jeon.

— A segunda opção meu pau pode querer sem querer errar o lugar e entrar em um que vai estar piscando pra ele, se é que você me entende. — Sussurrou ao pé do ouvido do garoto para logo se afastar outra vez, um maldito repuxo nos cantos dos lábios. — Então. Qual vai ser? — Quis saber. 

— Você não pode só enfiar seu pau num balde com gelo? É uma boa opção também.

— Você ainda não entendeu, Jungkook? Eu fiquei duro por sua causa, você ficou por minha e eu te ajudei. Não conhece o significado de gratidão hoje em dia? — Tae soou tão sério quanto aquele assunto que deixou Jeongguk sem saber o que fazer. 

Começava a se arrepender de ter entrado naquela fria de trocar toques íntimos com aquele Kim indecente. Era óbvio que ele queria se aliviar também e devia estar até doloroso se reparasse no estado rígido e persistente que o pênis do ruivo se encontrava. Provavelmente não havia meio de cessar aquela excitação se não aliviando alguma vez.

— Filho da puta, não vá se acostumando com essa merda. — Jeongguk exclamou e o ruivo concordou sorridente. Já estava ficando mal acostumado. 

O Jeon notou o corte que o Kim tinha no lábio, provavelmente por causa do soco que dera nele outrora. Se sentiu mal por isso durante alguns segundos, mas logo lembrou que ele havia merecido depois de fazê-lo cair tanto no jogo.

Horrível definiria aquela situação. A única coisa que o encrenqueiro fez foi escorar na parede e olhar para o Jeon, como se estivesse esperando que tomasse sua posição o quanto antes.

— O que você está esperando? Ajoelha, Jungkook. — Disse com um sorrisinho ousado.

O olhar suspeito e receoso do mais novo era claro. Agora não tinha mais certezas se deveria mesmo escolher aquela opção. Chegou até a imaginar que naquela posição ele estaria em perigo, mas suspirou fundo e dobrou as pernas lentamente. Sentiu a mão do ruivo pousar sobre sua cabeça, fazendo-o se ajoelhar sem mais delongas, interferindo até mesmo no preparo mental que Jeongguk se submetia enquanto ajoelhava. 

— Jungkook, aprende a cair direito de boca no meu pau. 

A expressão do Jeon diante daquela ação não foi nem um pouco agradável. Ficou notável que ele desaprovou aquele método de fazê-lo ajoelhar e aquelas palavras sujas com um sentido nem um pouco discreto.

Ter os olhos do ruivo caindo sobre si daquela maneira intensa era estimulador, além de que ele aguardava plenamente pela tomada de ação do Jeon. Afastou tais pensamentos ou importâncias com relação ao mais velho e mirou o membro diante de seu rosto.

— Relaxa, eu não vou te fazer engolir o meu pau. — Tae ergueu as mãos em rendição ao notar que Jeongguk praticamente fitava-o com tanta incerteza e descrença do que podia acontecer. — A não ser que você queira. — Não hesitou em provocar, além do mais era isso que mais irritava aquele garoto perfeitinho. 

Ignorou a insistência do Kim em tentar tirá-lo do sério e suspirou fundo, direcionando suas mãos até o pênis alheio, agarrando a extensão entre seus dedos, brevemente masturbando-o enquanto certificava-se de que teria coragem para colocar sua boca ali, ainda mais depois de ser tapeado quanto ao tamanho real da coisa. Nunca que haveria somente 15cm ali.

O mais novo por fim aproximou seus lábios do membro, inicialmente passeando sua língua pela glande inchada, ouvindo um gemido abafado escapar da parte do ruivo, que o mirava atento. Jeongguk então avançou a dar breves sugadas na ponta, todos os pêlos de seu corpo se eriçando com mais uma nova sensação num mesmo dia. 

Quando se permitiu abocanhar o pênis de seu arqui-inimigo, o Jeon sentiu uma pontada lá embaixo. O pau de Taehyung era quente e pulsava dentro da sua boca de um modo um tanto excitante. Se ficasse duro só de chupar um cara, certamente aquilo pisotearia no orgulho masculino de hétero que Jungkook dizia ter. Àquele momento, não existia isso. Porém, mais tarde, quando sozinho em sua casa refletindo sobre a vida, seria impossível não se arrepender por chegar à certas conclusões. 

Logo ele, Jeon Jungkook, o garoto perfeito do colégio admirado e cobiçado por tantas garotas bonitas, estava pagando um boquete para um cara no vestiário. Isso depois de ser dedado, o que nem era tanta coisa perto do que chegaram a míseros centímetros de fazer acontecer. 

— Farofa, você é horrível nisso. — O Kim estalou a língua, dirigindo suas mãos até os cabelos negros ainda molhados do garoto, entrelaçando seus dedos ali e lentamente instruiu-o a abrigar um pouco mais de sua extensão, formando certa elevação nas bochechas do Jeon devido à grossura. — P-porra. — O ruivo gemeu ao sentir seu pau atingindo a garganta do Jeon e assim, indo além e mais fundo a cada investida, resultando em um Jeongguk engasgando-se com os olhos apertados, algumas lágrimas se formando no canto dos olhos. 

Com o consentimento do mais novo lhe dando total liberdade para dominar a velocidade e intensidade, Taehyung fodeu a garganta alheia até atingir seu orgasmo, por pouco não gozando na boca do mais novo e causando mais um estrago. Mas isso não significava que ele não fizera no garoto. Pelo contrário, o Kim sujou todo o peitoral do garoto de sêmen ao direcionar seu membro a lançar os jatos ali, quando seu desejo interior era fazê-lo no rostinho de bebê do Jeon ou então na boquinha deliciosa que o abrigara tão bem a pouco.

Jeongguk levou as mãos até o próprio pescoço como se quisesse massagear a região. Não estava mais ajoelhado, estava praticamente sentado sobre as pernas, totalmente acabado no chão sem nenhuma roupa. Respirava com dificuldade e ainda sentia certo incômodo em sua garganta depois do que o Kim fizera consigo. Mas era óbvio que ele não deixaria barato, até porque foi por pouco que ele não deixou que aquele acúmulo de água no canto de seus olhos, rolasse sem intenção em forma de lágrimas solitárias pelas suas bochechas. 

Os olhos de Taehyung miraram intensamente o menor, analisando-o por completo. Jungkook estava uma bagunça. Uma bagunça suja que dizia o contrário de sua imagem de garoto inteligente e perfeitinho.

O mais novo se levantou com certa dificuldade e encarou o Kim, não tardando em se aproximar e envolver sua mão na nuca do mesmo, trazendo-o para perto. Naquele momento, o olhar de Jungkook era intenso e foi em uma fração de segundos que acabou com aquela distância entre seus lábios. 

Não sendo suficiente o Jeon inseriu sua língua, tal passagem sendo concedida de imediato pelo ruivo e pôde assim jogar mais agressivamente contra o delinquente, usando de suas habilidades para dar efeito a um método provocante. Tão surpreso com aquela tomada de atitude por parte alheia, o Kim apenas seguiu aos passos do menor, percebendo o quão este conseguia ser bom em qualquer coisa, inclusive em comandar um beijo de língua. 

Jungkook conseguia sentir claramente a bolinha do piercing que o mais velho tinha na língua e o ósculo ficava cada vez mais intenso.

O Jeon se afastou quando percebeu que aquela bagunça de saliva e línguas estava prestes a deixá-lo duro por conta do modo como Tae retribuía, parecendo destinado a tomar para si o comando daquele beijo, inserindo sua língua na boca do mais novo e ansiando por chupá-la.

Afastou-se com uma expressão um tanto surpresa, mas logo voltou a aproximar mais um pouco, passando a língua lentamente pelo machucado no canto da boca de Taehyung. Com um sorrisinho sacana no rosto, o Jeon por fim deu alguns passos para trás e seguiu para os bancos atrás dos armários. 

Desenrolou a toalha em sua cintura, usando-a para secar-se brevemente antes de colocar a calça de moletom que havia trazido. Percebeu que havia deixado o ruivo sem reação, já que ainda ouvia o chuveiro ligado, indicando que ele nem se dera ao trabalho de encerrar o gasto de energia e água. 

— Como é o gosto do seu pau, Taehyung? — Jungkook questionou tombando a cabeça para o lado para poder ver o ruivo na ala dos chuveiros já que estava se trocando perto dos armários.

— O gosto do meu pau? — Taehyung indagou de volta, não entendendo de primeira. Logo que a ficha caiu, o Kim fechou a torneira do chuveiro e agarrou a toalha ali, enrolando-a na cintura para só assim ir atrás do de cabelos negros. — Farofa, eu achei que você estava sendo um bom garoto. — Disse estalando a língua em desaprovação. 

Quando chegou até o outro que segurava a camiseta nas mãos prestes a vestir-se, ele partiu para cima do mesmo, querendo pegá-lo e dar uma lição por ter feito aquilo, dado aquele beijo provocativo tendo uma vingança tão doce e maligna em mente. 

Nem parecia mais dois caras que se odiavam. Desde o acontecido na biblioteca, não pareciam mais como duas pessoas que até então pareciam se odiar o suficiente para um não suportar ver a cara do outro.

E lá estavam, correndo feito moleques em volta dos bancos, dos armários. Correndo não se importando-se com o que havia acabado de acontecer. Haviam trocado momentos íntimos que certamente tomaria um lugar em seus pensamentos quando fossem deitar a cabeça no travesseiro àquela noite.

— Eu vou te pegar, farofa! E vou enfiar o dedo que enfiei na sua bunda na sua boca! — Ameaçou e após correrem mais um tanto, Tae por fim agarrou o Jeon por trás, mantendo-o em seus braços. 

Jeongguk riu e tentou se soltar. Tae também entrava na brincadeira e encontrou uma punição muito melhor e mais efetiva do que o dedo da bunda na boca. 

Naquela distração repleta de risadas e cócegas, Taehyung e Jeongguk agarrados compartilhando de um momento leve e descontraído pós toda a inimizade colorida que haviam trocado, nem se deram conta do burburinho da aproximação à porta do vestiário. Só perceberam quando os outros 5 garotos chegaram ali e imediatamente ao se deparar com a cena, ficaram espantados.

Ambos arqui-inimigos se afastaram de imediato. Jungkook pegou sua camiseta de volta das mãos do Kim, que para evitar que o garoto usasse-a para bater em si, havia tirado-a dele.

Mesmo que tentassem abafar aquela situação, havia ficado demasiado estranho para os recém-chegados. Taehyung só de toalha abraçando o Jeon e ainda mais segurando a camiseta dele, evidenciando que provavelmente estava rolando alguma coisa - como um tirando a roupa do outro.

— C-como foi o jogo, hyungs? — Jungkook quebrou o silêncio, vestindo sua camiseta e ajeitando-a no corpo, fingindo-se de pleno enquanto direcionava seu olhar igualmente fingido de interesse a Seokjin, Hoseok e Jimin.

Quando colocou seus olhos no capeta de cabelos rosas, notou que ele parecia surpreso, mas logo ergueu o polegar com um jóia discreto, insinuando um “Bom trabalho” mudo com os lábios.

— O nosso time ganhou. — Hoseok respondeu animado e sorridente. — Vocês perderam o momento épico que Seokjin trocou de lugar com o Jimin e eu fui pro gol, aí o Jin hyung fez vários gols! — Comentou animado e o loiro balançou a cabeça como se sentisse ouvindo o merecido sobre si. 

— Seokjin, você deveria jogar mais vezes. — Namjoon sugeriu entrando no vestiário e tirando sua camiseta. 

— Com certeza, cara! — O Jung concordou com um dos delinquentes e até mesmo assustou-se. Estava realmente falando casual e normalmente com um daqueles caras? Era como se fossem camaradas. 

— Jimin também serve pra agarrar umas bolas. — Yoongi provocou o baixinho e também seguiu até um dos bancos, livrando-se da camisa que colava em seu dorso por conta do suor e pegando a garrafa de água gelada.

Jungkook ainda se encontrava desconfortável. O que diabos estava acontecendo? Por que estavam abraçados como amigos? Por que se divertiam como amigos? Nada mais fazia sentido. Aquela coisa toda de odiar estava ficando complicada demais, afinal de contas, o que seria odiar? Tal contexto ainda se encaixava em sua relação com o Kim? Tantas questões, nenhuma resposta plausível.

Taehyung voltou a se misturar, querendo saber sobre o final da partida em que ele e o Jeon haviam sido expulsos. Sem dúvidas, ele não ligava muito. Pelo contrário, sentia-se agradecido pelo temperamento do menor que os havia colocado dentro daquele vestiário, uma privacidade maravilhosa para acontecer tudo o que havia acontecido.

Ouvindo a conversa sobre futebol, os pensamentos do ruivo estavam destinados a um certo alguém.

— Woah, Jin hyung. Além de cozinhar bem, tinha um talento escondido pra chutar bola? — Jungkook exclamou indignado enquanto conversava sorridente com seus amigos, nem percebendo que Taehyung o olhava vez ou outra, esperando por uma chance de obter sucesso em ter os olhos do mais novo também dirigidos a si. 

— Seokjin era um novo homem, Jungkook! Você tinha que ter visto! — Exclamou Hoseok se aproximando e envolvendo o braço à volta do pescoço do Jeon que apenas sorriu.

— O que você estava fazendo, Jungkook? — O loiro franziu o cenho mudando de assunto de repente, ele abanava a camiseta para tentar aliviar um pouco o calor que sentia.

O garoto simplesmente congelou. Durante alguns segundos ele não soube como reagir ou o que responder. Piscou algumas vezes e tentou evitar olhar para o ruivo logo ali, igualmente distraído conversando com os outros.

— Eu? — Apontou para o próprio peito e Seokjin concordou com a cabeça, rindo baixinho mirando o rosto perdido do Jeon.

— Você não estava fazendo alguma coisa indecente, estava Jeongguk? — Jin arqueou uma das sobrancelhas sugestivo, interiormente rindo com o estado desesperado do mais novo.

Indecente. Certamente havia feito muita coisa indecente ali. Havia com toda certeza invocado a definição mais pura de indecência dentro daquele vestiário. 

— Que isso, Jinnie? Jungkook tinha companhia! — Hoseok apertou mais o pescoço do garoto, trazendo-o mais perto. — Uma companhia inesperada. — Murmurou ao erguer sua mão e cobrir sua boca que estava próxima ao ouvido do dongsaeng. — Vocês fizeram as pazes? São amigos agora? — O Jung quis saber, perguntando em um tom de voz sapeca. 

— Nunca, Hobi. — O Jeon revirou os olhos e percebeu que o Kim o encarava com um sorriso ousado na boca, o fazendo evitar mirar naquela direção. — Eu odeio ele, nunca que vamos ser amigos. — Proferiu firme, querendo mesmo poder ter uma crença em suas próprias palavras. Sabia que ao menos a parte de odiar Taehyung não era mais uma verdade concreta. 

— Certo. E o que estava acontecendo aqui agora pouco? Vocês estavam abraçados, eu vi com meus próprios olhos. — Hoseok riu baixinho enquanto entreolhava para Seokjin e o delinquente ruivo que agora vestia-se. 

— Eles pareciam tão soltos agora pouco. — Jin concordou balançando a cabeça um tanto ponderativo. — Hum, eu diria que Taehyung tirou sua camiseta? Ela estava na mão dele e vocês dois abraçados se divertindo.. 

— H-hyung! — Jungkook exclamou olhando incrédulo para o loiro. 

— O que foi? Qualquer um pensaria que vocês eram só dois melhores amigos daquele jeito! — O Kim protestou com uma expressão que defendia algo óbvio. 

Certamente, qualquer indivíduo que tivesse deparado com aquela cena, pensaria que não eram as mesmas pessoas que foram expulsas do jogo porque se pegaram no soco e por pouco não seriam separados. 

Confusão ainda tomava conta dos outros 5 garotos se tratando de tentar entender o que realmente se passava na cabeça do Kim e do Jeon. Ainda mais confusos pelo fato dos dois estarem se evitando e agindo como se nada tivesse acontecido.

— É melhor a gente dar o fora logo. — Namjoon sugeriu se levantando do banco e se dirigindo à porta de novo. — Não tô afim de ser pego e ficar na detenção que nem esses dois bobões que não sabem se controlar. — Apontou para o ruivo e para o Jeon. 

Namjoon saiu acompanhado de Seokjin e Hoseok, ficando ali apenas Yoongi e Jimin além da dupla que tinha uma rixa inquebrável que ao mesmo tempo nutriam desejo sexual um pelo outro. 

— Vamos, baixinho. Deixa esses dois continuarem o que estavam fazendo. — O de cabelos esverdeados disse sorrindo malicioso.

Jungkook imediatamente interligou os fatos. Era óbvio que um demônio se sentiria atraído por outro demônio. 

O Park deu de ombros, portando um sorrisinho pervertido em igual, só assim dando as costas para o Jeon junto de Yoongi.

— Até amanhã, Kookie. — Acenou se despedindo antes de enfim sair do vestiário, encontrando os outros garotos ali reunidos. 

— Caramba. Isso foi esquisito. — Hoseok comentou um tanto pensativo trocando olhar com os outros.

— Esquisito é essa situação toda. Vocês não são tão ruins quanto dizem. — Jimin mirou os dois caras do famoso trio de delinquentes transferidos para a escola àquele ano. 

— Cuidado com esse pensamento, Park. Yoongi é tão ruim quanto parece. — Joon preferiu trocando um olhar cúmplice com Jin, deixando ambos Min e Park confusos. 

Hoseok era o mais distraído de todos reunidos ali. Um clima esquisito com farpas peculiares sendo trocadas e o garoto atento ao celular.

— Que seja. Eu também não sou flor que se cheire, então é bom tomarem cuidado. — O de cabelos rosa rebateu começando a caminhar.

Os cinco garotos se separaram ali, divididos novamente em seus devidos grupos de amigos e seguindo para lados distintos do bairro. 

Ainda no vestiário, Jungkook pegou suas coisas em uma questão de segundos e evaporou dali, saindo correndo em disparada para alcançar seus três amigos que iam para o mesmo caminho que si.

Parado no portão da escola, Taehyung observou o Jeon correr até que este dobrasse a esquina e não mais estivesse em seu campo de visão. 

Seus pensamentos indo a mil assim como os batimentos acelerados de seu coração. Seu sistema enviava sinais de alerta em igual; era perigoso, Jeon Jungkook era uma entonação de perigo em pessoa. Ao menos para Taehyung que se envolvia cada vez mais com o menor.

De instante, sua intenção era apenas implicar e não pegar leve com o garoto perfeitinho que era Jeongguk, mas as coisas já estavam em uma velocidade muito avançada em pouco tempo de convívio. 

Não mais sabia se seria capaz de frear, se seria capaz de derrotar Jungkook - mais precisamente os sentimentos peculiares que começava a sentir por ele - e parar aquele trem embalado antes que caísse ladeira abaixo logo logo, sendo game over para os dois.

Ainda naquela noite, mesmo exausto do jogo e dos tropeços e empurrões, quando Jungkook deitou a cabeça no travesseiro, aquele ruivo se instalou em sua mente. 

Tudo o que havia acontecido no vestiário repassou-se em sua mente. Recordação das sensações que provou pela primeira vez. Sentiu vergonha, frustração e teve seu orgulho ferido por quase deixar alguém levar uma virgindade que certamente não se orgulharia tanto de perder. Pelo contrário, sentiu-se arrasado em pensar que podia ter simplesmente dado para o cara que mais odiava.

Em meio a tudo isso que basicamente indicava que Jungkook se arrependia um penhasco inteiro, algo não pareceu certo ou que fizesse jus ao que ele queria pensar sobre o acontecido; não fez nenhum sentido quando percebeu que seu membro despertou por baixo da calça. Seu próprio corpo estava traindo seu cérebro, estava traindo o comandante de toda tripulação! 

Jamais aceitaria que havia gostado. Havia gostado da mão do ruivo bombeando seu pênis ora de forma lenta e intensa outra rápida e necessitada, estimulando sua glande. Havia gostado dos dedos do Kim realizando movimentos indecentes em seu interior, causando-lhe sensações indescritíveis e prazerosas demais. E também, havia gostado de tê-lo em sua boca, quente e pulsante, fundo em sua garganta. 

Jungkook foi dormir com uma ereção dolorosa no meio das pernas. Tentou contar carneirinhos esperando brochar, até tentou pensar em Taehyung lhe socando como fizera no corredor da primeira vez que brigaram. Por fim, imaginou coisas nojentas o suficiente para amolecer seu amiguinho.

Nunca que o Jeon iria se permitir bater uma pensando naquele ruivo indecente, nas ações sujas do mesmo, nunca que o deixaria colocar aquela anaconda de 1 metro dentro de si. Porém, Jungkook havia se esquecido que nunca deveria dizer nunca. Porque nunca era vago e incerto demais. 

No dia seguinte de toda adrenalina de invadir a escola no meio da noite para jogar futebol, Jeongguk faltou às aulas. Por não ter dormido muito bem à noite com certo receio em sonhar com um certo alguém fazendo coisas indecentes consigo, o garoto simplesmente não teve como ir à escola. Talvez tivesse sido aquela maldita mensagem que Taehyung o enviara no meio da madrugada. Breve e simples que dizia “Jungkook, eu não consigo parar de pensar no que fizemos.”. 

Não havia chamado-o de farofa, havia chamado-o pelo seu nome.  Foi isso que tirou o sono do Jeon naquela noite que ele deveria cair como uma princesa na cama e dormir profundamente como a bela adormecida - havia sido exaustivo e ele até que sentia cansaço no corpo. E também foi esse o motivo de ele ter pulado a escola aquele dia seguinte a invasão na escola durante a noite e o restante daquela semana.

Jungkook começou a sentir que algo estava errado. Pensava demais em um certo alguém de cabelos vermelhos que tinha um piercing incômodo na língua e tinha fama de encrenqueiro e problemático. 

Em um dos dias que o Jeon ficou em casa, ele tentou afastar seus pensamentos e sentou-se no chão de seu quarto com o notebook na mesinha. Tentou fazer seu amiguinho ficar duro assistindo pornô como era de costume antes de tudo aquilo acontecer. Jungkook se sentiu traído. 

Mesmo tentando ficar excitado assistindo pornografia, a única coisa que lhe excitava e despertava o interesse de seu amiguinho de baixo era pensar no que ele e Taehyung haviam feito. Aquele dia na biblioteca, a fricção de seus membros sendo masturbados juntos e diretamente, e no vestiário, os dedos tocando sua próstata, a mão masturbando seu pênis. Só de repensar aqueles momentos, Jeongguk ficava duro.

Agora, mais que nunca, sabia que seria um tanto terrível encarar o Kim. Talvez porque uma configuração com relação às funções originais de seu corpo haviam sido alteradas por culpa do mais velho.

Sentia-se um tanto confuso. Ainda não sabia ao certo como foi que deixou as coisas chegarem àquele estágio. Como se mostrou totalmente sob os efeitos do ruivo daquele modo? Por pouco, não havia se entregado de corpo e alma a Kim Taehyung. 

Aquele resto de semana passou mais rápido do que esperava e o Jeon conseguiu descansar minimamente, podendo retornar ao colégio no começo da próxima semana com o pensamento de que não deveria se importar com acontecidos passados. 

Como sempre, era irritante aquela movimentação à toa nos corredores. Ao invés de todos irem para suas devidas salas, ficavam enrolando em frente aos seus armários apenas atrapalhando. Não podiam simplesmente jogar conversa fora em outro lugar? 

Logo de manhã, o Jeon já estava irritado. Sua cabeça doía fortemente levando em conta que seu descanso havia sido um desastre natural, um tanto impossível de se impedir. O fato de ele e Taehyung terem atravessado ainda mais a linha tênue disposta entre o ódio mortal que um nutria pelo outro, era alarmante. 

Ignorou as mensagens do Kim mesmo sabendo que as chances de topar com uma pessoa que você menos quer no começo do dia, são 99,9% e ele certamente teria de encarar aquele ruivo.

— Oh, Jungkook! — Seokjin cumprimentou o garoto assim que o notou se aproximando um tanto acuado. 

— E aí, hyung. 

— Aconteceu alguma coisa semana passada? — O loiro perguntou sorrindo gentil enquanto tirava um livro de seu armário e Jeongguk estendeu a mão para pegar pra ele, ajudando-o. — Obrigado. — O Kim agradeceu fechando o armário e tirando a mochila do ombro.

— Não, eu só fiquei um pouco gripado. Sabe, depois de jogar futebol. Acho que foi porque suei muito e a brisa estava gelada. — Jungkook respondeu meio sem jeito. Seus olhos aflitos e um tanto receosos miravam cada canto daquele corredor em seu campo de visão, varrendo em busca de uma cabelereira vermelha. 

Jin concordou abrindo o zíper da mochila e o Jeon entregou-lhe o livro de volta para que ele guardasse. 

— Ah, sim. Como você foi esquecer que é vulnerável ao frio, Kookie? Devia ter levado uma blusa. — O Kim pronunciou preocupado, abaixando-se para colocar a mochila no chão e enfiar o livro ali por fim. — Meu deus, que sufoco! — Reclamou. 

Jungkook notou uma coisa esquisita no pescoço do mais velho enquanto o mesmo estava ali abaixado. Piscou algumas vezes e até cerrou os olhos um pouco, como se quisesse que eles dessem um zoom para ver melhor.

— Hyung. Seu pescoço está vermelho. — O Jeon apontou assim que Seokjin se levantou.

O olhar do loiro ficou surpreso de início, para logo tomar certo teor desesperado e aflito. Ergueu a mão e tentou cobrir a região, instantaneamente sua expressão indicando que ele queria arrumar algum buraco para enfiar a cabeça e esconder-se daquela situação.

— Isso é.. — Jungkook franziu o cenho. 

— Jungkook, seu pirralho! Onde você estava?! — A voz de Jimin ecoou, interrompendo a fala e as suposições que se faziam dentro da cabeça engenhosa do mais novo. Seokjin suspirou aliviado, supondo que ele esqueceria que tinha visto aquilo. — Por que você matou o resto da semana passada? — O de cabelos rosados indagou já se juntando a eles. 

— Ele pegou gripe, Jiminnie. — Seok poupou o Jeon de repetir a mesma coisa que havia praticamente acabado de falar. 

O olhar do Park pareceu se contentar com aquilo. Jin ainda cobrindo o pescoço, agora fingindo massagear a região.

— Eu vou indo pra sala. Nós conversamos mais tarde. — O Kim se despediu, rapidamente evaporando dali e deixando os outros dois garotos sozinhos.

— Agora quem está agindo estranho é o Jin hyung. — Jimin comentou lançando um olhar sugestivo para o Jeon, como se indicasse que ele falasse se soubesse de algo. Jungkook apenas deu de ombros.

— Você acha? — Exclamou ajeitando a mochila nas costas, prestes a começar a caminhar e se dirigir também para sua devida sala de aula.

— Ah, Jungkook. — O Park chamou pelo garoto, que se virou para olhá-lo. — O Taehyung estava te procurando semana passada, ele disse que queria te falar uma coisa, mas você não estava respondendo as mensagens dele. 

Jungkook concordou e se despediu do de cabelos rosas, seguindo para sua sala de aula. Então, Taehyung havia o procurado no resto da semana que havia acabado, provavelmente ido até atrás de seus amigos? O que ele poderia querer falar? 

Quando Jeongguk chegou na sala de aula, a primeira coisa que procurou foi por Taehyung, mesmo que sem pensar. Nenhum delinquente de cabelos vermelhos por ali, o que fez o mais novo suspirar um tanto aliviado e caminhar até sua mesa que era ao lado da do Kim, até então vazia.

— Que seja. — O garoto deu de ombros e nem tirou a mochila dos ombros, voltando a sair da sala de aula. 

Tirou o celular do bolso enquanto caminhava desinteressado pelo corredor. Estava quase fuzilando de nervoso e raiva. Por que mesmo ali, Taehyung ocupava seus pensamentos daquela maneira insistente? Por que justamente ele?

Quando o Jeon chegou ao terraço, por sorte ela já estava ali. Só faltou o garoto erguer as mãos para o céu e agradecer por ter sido inteligente e poupado seu tempo e sua paciência em chamar a garota por mensagem minutos antes de chegar ao local marcado.

Por saber do que se tratava tal necessidade de encontrar-se, nenhum deles precisou proferir uma palavra. Jungkook simplesmente largou sua mochila no chão, na porta encostada do terraço e dirigiu-se até a garota. 

Não perdeu tempo e aproximou-se. Segurou delicadamente o queixo da menina e fechou os olhos, quebrando aos poucos aquela distância até que seus lábios se encostassem de leve. Jeongguk estava prestes a prosseguir e iniciar definitivamente aquele beijo quando o estalo da lataria da porta chocando-se contra a parede soou, fazendo os dois pularem de susto.

— Mas que merda?! — Jungkook exclamou irritado, direcionando sua atenção para a porta e se deparando com a figura que até então estava sumida de sua visão durante alguns dias. 

A garota assustada não demorou a sair correndo dali, passando pelo delinquente que a encarava com olhos intimidadores e nada agradáveis. Logo que a mesma saiu, deixando aqueles dois a sós, Taehyung entrou e bateu a porta do terraço outra vez, causando certa confusão no Jeon.

Os passos decididos do ruivo em sua direção apenas o deixou ainda mais aflito e receoso, além da expressão de pouca paciência que o Kim tinha no rosto. O pior de tudo isso era que Jungkook simplesmente entrou no modo estático. Não conseguia se mexer. Não havia sido capaz sequer de sentir raiva de Taehyung por ter estragado aquele momento, não havia sido capaz de tomar sua personalidade esquentadinha e partir pra cima do ruivo por ter interrompido-o. 

No fundo, Jeongguk não ligava para aquilo - para a garota que havia chamado pra dar uns amassos no terraço antes das aulas começarem. Estava desesperado e sem entender nada desde o acontecido no vestiário, este que ainda estava fresco e marcante o bastante em sua mente. O mesmo que havia corrompido as configurações originais de seu corpo. 

Por conta disso, conforme Taehyung se aproximava, o rosto do Jeon foi adquirindo certo rubor intenso. As bochechas coradas de constrangimento, os punhos cerrados de certa irritação por não conseguir se mexer, o coração acelerando e o nervosismo fluindo pelas veias com a aproximação do Kim que tinha aquela expressão séria e decidida no rosto.

— Farofa. — O ruivo proferiu já perto o bastante do menor. Sua presença tão próxima era intimidadora naquele instante. — Vamos fazer um acordo. — O mais velho disse simples, tentando disfarçar a irritação que percorria seu interior depois de ter presenciado aquilo. Só conseguiu se conter o suficiente para somente proferir palavras ao invés de partir pra cima do Jeon, por ter além de presenciado, evitado a situação que estava prestes a acontecer.


Notas Finais


jk quase fodido 100%, foi quase, mas n foi hj :'))
e agr? um acordo? o.o


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