História Je'taime aussi, scorpion. - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Miro de Escorpião
Tags Aquário X Escorpião, Camil, Camus De Aquário, Camus X Milo, Milo De Escorpião, Pós-irmãos, Saint Seiya, Universo Alternativo
Visualizações 49
Palavras 1.027
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


POR FAVOR, LER AS NOTAS FINAIS!

Capítulo 1 - Único, como as palestras de Milo.


Camus e Milo estavam deixando a casa de leão e subindo lentamente as escadarias  reluzentes das doze casas. Jamais uma palavra fora soada naquele instante. Se somente o aquariano fizesse tal ato, não seria reparado nenhum mísero erro, mas Milo de escorpião calado não seria em nenhum momento, algo bom.

Quando se aproximaram do pátio da casa de escorpião, Milo parou. Ao contrário de Camus, que permanecia dando passo após passo, quase colocando um dos pés na próxima escadaria. Seus movimentos foram interrompidos apenas quando o escorpiano chamou-o.

— Camyu? — ah, aquele apelido.

Aquele bendito apelido.

Era terrivelmente cativante.

Camus deu um suspiro antes de se virar para mirar a face do azulado, aguardando uma continuação vinda de Milo.

— Você não quer… Dormir aqui? — perguntou incerto, contemplando o rosto sem expressão do aquariano. Ah, claro. Ele já estava acostumado em ver meramente o vazio na feição de Camus.

Entretanto, alguma coisa nas íris cerúleas como o oceano do seu namorado — ele ainda podia chamar Camus assim? — fazia Milo sentir receio.

Os questionamentos foram interrompidos ao ouvir o outro murmurar uma resposta positiva, fazendo o dono de madeixas de índigo sentir o alívio percorrer todo o seu corpo. Pelo menos, se tudo desse certo, poderiam conversar em paz ainda naquela noite.

Depois de tomarem um banho, ambos estavam sentados na cama do escorpiano em completo silêncio, apenas imersos em seus pensamentos subjacentes. Pelo canto do olho, Milo olhou para Camus e contemplou o semblante pensativa do mesmo.

Tão lindo, o escorpiano pensou quando o aquariano se encostou na cabeceira da cama e inspirou profundamente. A camisa de mangas compridas que havia pego emprestado de Milo ficava folgada e extensa no corpo delgado de Camus e os fios úmidos que recaiam sob os ombros acabavam molhando um pouco o tecido de tonalidades claras, deixando-a transparente.

— Pardon* — murmurou o cavaleiro de aquário, quebrando o silêncio instaurado no quarto.

— Pelo quê? — o escorpiano perguntou sem entender. Por que Camus lhe pediria perdão?

— Por ter ficado contra Atena na guerra e por ter ficado contra você em Asgard — as palavras ditas por Camus eram poucas, mas suficientes para o azulado compreender. Para ele era estranho pedir desculpas a Milo, porém tinha a sensação de que era necessário.

Se lembrava das suas expressões incrédulas ao vê-lo lutando do lado inimigo e principalmente das lágrimas que escorriam dos olhos azuis do escorpião enquanto o próprio lhe enforcava quase até a morte, tendo a decepção e a tristeza presente neles.

Foi difícil lutar no lado inimigo sabendo que o guardião da oitava casa estava do lado oposto ao seu. E sabia que Milo já havia descoberto os motivos de lutar ao lado dos espectros e dos guerreiros deuses, mas mesmo assim, eles não haviam tido uma verdadeira conversa sobre aqueles assuntos. Não haviam tido tempo.

Milo, no entanto, suspirou aliviado, finalmente entendendo o motivo de Camus está agindo estranho desde que haviam da casa de leão, já que, vez ou outra, era percetível que o aquariano estava meio aéreo enquanto conversava com ele durante a comemoração do aniversário de Aiolia.

O grego suspirou e se aproximou do francês, sentando-se ao seu lado e passando o braço esquerdo sobre os ombros do mesmo. Quando viu que não houve nenhuma reação negativa, o azulado começou a passar os dedos nos fios de cabelo azul turquesa quase secos do guardião da décima primeira casa zodiacal. Sorriu quando viu o outro fechando os olhos, em um claro sinal de que estava gostando do cafuné.

— Camyu — Milo chamou Camus pelo apelido antes de fazer uma pausa, pensando em quais palavras usar, o que era raro vindo de si. — Você não precisa pedir desculpas por ter lutado ao lado de Hades como um de seus espectros, nós dois sabemos que aquilo foi necessário, e sobre Asgard… Bom, você estava fazendo aquilo porque achou que deveria fazer, eu não o culpo por isso — o escorpiano deu um beijo na bochecha do companheiro. — E também, eu devo lhe pedir desculpas por quase ter te enforcado até a morte na guerra — o azulado fez uma pausa, assumindo um tom sério — Quando descobri o motivo de vocês terem feito aquilo eu me senti péssimo, mesmo que não tenha demonstrado.

— Eu te entendo, provavelmente eu faria o mesmo — o aquariano respondeu em um timbre baixo.

— O mesmo eu acho que não, seria mais provável você me colocar dentro de um esquife de gelo e me deixar pra morrer congelado — o escorpiano brincou. — Vamos dormir, ok?

— Sim. — Ele concordou, mas antes que Milo retirasse sua mão de cima de seus cabelos azuis turquesa, o francês puxou o grego para mais perto, fazendo os lábios se juntarem.

Os olhos de Milo se arregalaram levemente ao sentir seus lábios sendo pressionados, mas resolveu retribuir, afinal de contas, quem em sã consciência recusaria um beijo de Camus de Aquário?

O beijo foi calmo, do jeito que a maioria dos beijos iniciados por Camus eram. E mesmo que ele não fosse admitir, era muito bom sentir os lábios de Milo contra os seus. O azulado deslizou a mão livre sobre o corpo do parceiro até chegar a coxa e dar um leve aperto na região. Ele ficou satisfeito ao ouvir um gemido baixo vindo de Camus.

Se separaram um pouco ofegantes ofegantes. Quando Camus abriu os olhos e olhou para o grego, viu um sorriso brincalhão em seus lábios.

— O que foi? — o homem perguntou na defensiva. Aquele sorriso quase nunca era um bom sinal.

— O seu gemido é incrivelmente fofo — riu ao ver as bochechas de Camus ficarem como um horizonte carmesim do crepúsculo. Antes que o aquariano pudesse dizer algo, o grego o puxou para se deitar ao seu lado e lhe deu um selinho rápido, e, em seguida, o puxou para se deitar embaixo do cobertor.

— Eu te amo — murmurou baixinho contra a boca que estava a centímetros da sua. — Não se esqueça disso, pinkouínos**.

— Je t'aime aussi, scorpion*** — respondeu ignorando a última palavra dita pelo azulado.


Notas Finais


MINHA QUARTA ONE-SHOT DE CDZ E A SEGUNDA YAOI!

Acho que de todas as minhas fanfics, acho que essa foi a que eu mais gostei de escrever, sério.

Traduções:
* - "Perdão" em francês.
** - "Pinguim" em grego.
*** - "Eu também te amo, escorpião" em francês.

Também gostaria de avisar que essa fanfic se passa após a minha one-shot "Irmãos", não é necessário lê-la, mas caso queiram ler ela é focado no Aiolia e no Aiolos.

Enfim, e também só quero agradecer a @AnaKinTaehyung pela betagem, ficou maravilhosa!

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO!

Ass,
Ranaika.


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