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História Jia'en - Kim Taehyung - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura;

Capítulo 2 - Skectbook


• 2 semanas depois •

— Eu consigo ficar em pé! — Abey falou ainda em choque vendo o seu reflexo no espelho de grande porte ao lado da barra.

Após duas semanas de fisioterapia intensa, Bey, estava conseguindo ficar em pé e até mesmo dar alguns passos, isso é uma evolução e tanto.

Nada de mais interessante aconteceu nesse período de tempo. Ninguém que valha a pena citar veio visitar a canadense, e ela, bem, apenas não se importa com isso. A única coisa faz com que ela se sinta desconfortável é o fato de não saber nada sobre Song Yuqi, sua ex-namorada.

Kim Taehyung já informou-a diversas vezes que Yuqi está bem, e que ele tem informações sobre ela a qual não pode espalhar, mas ela está bem e com isso Bey não prescisa se preucupar. Mas é inevitável. Para Abey não passou nem sequer um mês que recebeu a notícia do término, para ela é um término recente. Já para Yuqi são águas passadas, algo como um namorinho de adolescência, fazem sete anos afinal.

Após pensar muito sobre isso, Maddison, -vulgo mãe da Abey- decidiu que é melhor para a filha receber notícias sobre a Yuqi somente depois de algum tempo de acompanhamento psicólogico intensivo, vai ser difícil para a garota saber que a pessoa que ela amou tão intensamente, agora é casada, tem dois filhos e tem uma vida feliz, longe da Bey e "nunca se importou em saber dela".

Mas tem algo que ninguém deveria saber além de Maddison. Talvez ninguém não tenha autorização para falar sobre, mas o meu interior grita pedindo para que eu conte isso para mais alguém. Na realidade, Mad fez questão de falar para Yuqi se manter longe da filha dela. Ela disse que não queria que tivessem uma má impressão da jovem garota em coma, já que Yuqi, nunca foi uma aluna exemplar, nem tão pouco, uma garota considerada bom exemplo.

De fato se Abey tivesse noção disso, teria um verdadeiro impacto negativo em todos os aspectos.

Abey Lee é completamente apaixonada por Song Yuqi, todos sabem disso.

• Point of view Kim Taehyung •

Dedilhei as teclas no piano pensando  em que melodia eu posso tocar para acalmar a Abey. Ela está deitada na cama suspirando profundamente desde que eu repeti pela oitava vez, que não posso falar sobre a Yuqi.

Em todo esse tempo que fiquei com ela, nunca senti exatamente pena da Lee. Ela estava em coma, mas isso não é tão digno de pena. Já nesse exato momento, eu realmente estou sendo tocado por ela, Abey está muito abatida pelo fato de só descobrir agora, que ela e Yuqi terminaram.

— Taehyung, você realmente não quer me dizer sequer o nome do Orkut dela? — Abey falou num fio de voz, quase inaudível.

— Primeiramente, não, não quero e nem posso te falar. Segundamente, o Orkut não existe mais tem uns seis anos. — Passo os dedos sobre as teclas do piano e começo a tocar uma composição minha, da época da faculdade "Butterfly".

— Ah, realmente ninguém usa? Mas era tão popular. — Consegui ver pelo reflexo da madeira polida do piano ela jogando a cabeça para trás.

— Era popular á sete anos atrás. Agora as pessoas costumam usar o instagram. — Parei de tocar e virei o meu corpo junto com o banquinho para olhar a minha amiga.

— Sério? Então você instala e cria um perfil para mim nessa rede social inovadora? — Abey falou animada e eu dei uma risada baixa.

— Bem, não é uma rede social inovadora, mas eu posso sim instalar e criar uma conta para você no instagram.... — Penso um pouco, se eu simplesmente entregar um celular para ela com o Instagram, ela vai encontrar o perfil da Yuqi, e isso não vai ser nada "inovador" de se ver. — Mas você tem que me prometer que só vai usar quando eu estiver com você.

— Ah, claro. Eu prometo. — Ela colocou a mão para cima em sinal de promessa e eu sorri fechado.

— Seu pai disse que compraria um celular para você logo, então, quando ele faze-lo eu instalo tudo o que você quiser. — Sorrio e olho de relance o relógio na parede. — Bey, está ficando tarde, eu tenho que ir para casa.

Me levanto do banquinho e ando até a cama, onde se encontra a minha amiga, passo a mão no cabelo dela e antes que a mesma se pronuncie sorrio e falo pela última vez.

— Se cuida, se quiser companhia a qualquer hora, me liga. O número do meu telefone normal e fixo está na sua escrivaninha.

— Obrigada, mesmo. Até amanhã Taehyung!

Ela deu um sorriso singelo e eu retribui da mesma forma, logo me dirigindo até a porta de saída do quarto da Lee.

Me curvei para alguns empregados brevemente e encontrei August brincando no chão do corredor.

— Oi carinha. — Sorri e me abaixei ficando da altura do mais novo. — Eu vou embora agora, até amanhã, okay?

— Até amanhã TaeTae!

O garoto de sete anos me abraçou e eu retribui, logo bagunçando o cabelo dele. Me curvei, ele fez o mesmo e eu voltei a andar em direção à saída.

Não encontrei mais ninguém no caminho, então, após alguns minutos  caminhando pelos longos e escuros corredores daquela casa, estou do lado de fora, podendo respirar o ar puro e leve.

Eu só continuo indo até essa casa por causa da Abey. Não me pergunte o porque eu permaneci visitando um lugar com uma atmosfera tão pesada por causa de uma garota que nem era tão amigo assim. Eu apenas senti a necessidade de vê-la, mesmo sabendo que ela só descobriria sobre isso se acordasse um dia, não nego que eu estou imensamente feliz com o fato de que ela está acordada. Mas também estou muito preucupado, muito mesmo. Tenho medo da reação dela ao descobrir a verdade sobre Yuqi.

Há sete anos atrás, assim que o acidente aconteceu, Yuqi foi a primeira a se desesperar e perder a cabeça. Porém, aos poucos foi perdendo o interesse, já que Maddison proibiu que ela visitasse a Bey. Foi chocante, e não sei porque Yuqi confiou em mim para dizer isso, mas eu fui a única pessoa que ela confiou o suficiente para falar.

Na mesma época eu avia começado com as visitas a casa dos Lee, em pouco tempo adquiri a confiança deles e nos tornamos amigos.

Chuto algumas pedras pelo caminho, e logo percebo que eu estou a menos de uma quadra da minha casa. Olho o horário em um outdoors eletrônico e percebo que passa das 21:00. Apresso o passo e em cerca de dez minutos parei em frente a porta da minha casa. Abri a mesma e olhei de canto de olho para o meu pai, que estava ranzinza segurando um jornal na sala de estar, sendo iluminado somente pela luz fraca do abajur de mesa.

— Olá pai. Desculpe chegar tarde hoje, esqueci da hora conversando com a Abey.

Logo que ele notou a minha presença, retirou os óculos e deixou sobre a mesinha. Desfez a expressão ranzinza e me encarou inexpressivo.

— Oi Taehyung. Tudo bem chegar tarde, mas me avise, eu fiquei preucupado.

Ele se levantou e antes de andar até o quarto passou a mão no meu cabelo, logo dando as costas e começando a caminhar até o quarto dele.

Meu pai era alguém extremamente caloroso e animado, porém depois da morte da mamãe, ele se tornou uma pessoa mais fechada, e eu entendo. Foi doloroso para ambos.

Tiro meus sapatos e ando até o cômodo denominado como meu quarto, adentro o mesmo. Existem fotos antigas minhas penduradas por todos os cantos, partituras antigas de músicas não finalizadas e alguns desenhos e projetos do trabalho também.

Me sentei no colchão macio da minha cama e logo tirei a minha camisa, deixando-a ao meu lado, fiz o mesmo com a calça e me joguei na cama. Estou completamente exausto.

Hoje foi um dia cansativo, tive que resolver algumas coisas no escritório  de arquitetura e no fim da tarde, descansei por alguns minutos em casa antes de ir ver a Abey. Devo confessar que é a melhor hora do meu dia, quando finalmente consigo parar e descansar um pouco, com a companhia dela. Nós conversamos bastante, em duas semanas nós criamos mais laços que eu criei com outra pessoa a minha vida inteira. Liguei o ar-condicionado e logo começei a sentir frio, puxei a coberta e acendi a luz fraca do abajur.

Fitei os livros nas prateleiras e me remexi inquieto, tem algo que me incomoda ali. Me levantei do conforto da minha cama, logo sentindo o ar frio entrar em contato com a minha pele recém-aquecida e me arrepiei por completo. Peguei o sketchbook de capa vermelha e voltei para cama, envolvendo minhas pernas com a coberta e permanecendo sentado. Passei as páginas rapidamente até que parei na folha que eu prescisava. Esse é o meu sketch da época do ensino médio, existem coisas aqui, que são realmente importantes para mim e também coisas que seria muito ruim se alguém descobrisse. Na página velha e desgastada estava escrito em caneta vermelha;

"Hoje, descobri coisas sobre o pessoal que me deixaram confuso. Eles realmente falaram isso? Escutei Heitor e Josh falando no terraço, que Abey estava sendo insignificante e desnecessaria. Isso me chateou, eu realmente gosto muito dela. A partir de hoje, eu prometo que sempre irei apoia-la, mesmo que de longe. Me sinto mal por saber que seus próprios "amigos" falam mal da garota."

Suspirei pesado e coloquei o meu antigo diário sobre a escrivaninha. Isso é algo que eu gostaria de esquecer.

Antes que começem a pensar coisas como por exemplo "Garotos não tem diário." eu apenas peço com toda a educação do mundo que você vá se foder. Eu sou um garoto, mas isso não me impede de ter escrevido muitos diários durante adolescência e ainda escreve-los até hoje.

Minha personalidade não me permite ser o tipo de cara que chama atenção por onde passa esbanjando boa reputação e cara de pegador. Eu sou apenas um cara qualquer, sensível do meu jeito e estranhamente compreensivo.

Devo confessar, que, meu fetio é de ser alguém onde as pessoas me encaram e costumam pensar que eu sou homossexual. Normalmente, não  é fácil de se encontrar um cara sem uma masculinidade frágil hoje em dia. Entretanto, não me importo de pensarem que eu gosto de garotos. Essa não é a verdade, e mesmo se fosse, isso séria uma questão a qual caberia a mim se importar.

Me deitei novamente no colchão macio, enrolei todo o meu corpo com a coberta, apaguei a luz do abajur e em alguns minutos.


Notas Finais


Esse capítulo não teve revisão, então, ignorem os erros😔💗


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