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História Jikook - Apenas um ômega - ABO - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, beninas, tutu pom?
Mais um capítulo lindinho escrito com todo o meu amor.
Boa leitura.

Capítulo 3 - Alfa bombado


P.O.V Jimin

 

    Nunca tinha gostado de beijos. Eram molhados e chatos. Mas conforme a língua de Jungkook roçava na minha e adentrava cada vez mais minha boca, eu começava a gostar de beijos.

    No início foi tudo meio desajeitado. Minutos depois eu estava em seu colo e nos beijávamos feito loucos.

    Quando nos separamos ambos estavam ofegantes e corados.

    — Senhor… — disse em um fio de voz.

    Aproximei meu rosto do dele para selar nossos lábios novamente, mas ele desviou.

    — Não. Isso foi erro! — Ele me jogou no sofá com certa brutalidade e depois se levantou. — Foi um erro e não vamos repetir — sua voz saía cada vez mais alta. E eu me encolhia cada vez mais no sofá.

    Jungkook sumiu pelo corredor a dentro e voltou minutos depois, com outras roupas e um casaco. Sem nem olhar para mim ele saiu do apartamento batendo a porta.

    Demorei um pouco para raciocinar o que tinha acabado de acontecer e quando o fiz, comecei a chorar.

    Para onde ele tinha ido? Por que ele tinha ido? O meu beijo foi ruim? Ele iria me colocar na rua mais uma vez? Talvez eu devesse ir embora.


 

P.O.V Jungkook

 

    Fiquei algumas horas na rua andando sem rumo debaixo da neve.

    Quando já estava anoitecendo resolvi voltar pra casa, olhei a minha volta e não fazia ideia de onde estava. 

    Enquanto andava pelas ruas estreitas e escuras, acabei lembrando dos lábios de Jimin nos meus e meu corpo todo se arrepiou.

    Você foi um idiota por ter saído daquele jeito.

    Aumentei meu passo. Queria chegar logo em casa e poder pedir desculpas para Jimin. Se ele ainda estivesse lá.

    Continuei perdido por mais alguns minutos, até que achei uma senhora e consegui descobrir onde estava.

    Acabou que tive que pegar um táxi e mesmo assim demorou muito para eu chegar em casa.

    Já era quase dez da noite e a rua  estava quase toda deserta. Uma rajada de vento gelada me atingiu de supetão e todos os meus pelos se arrepiaram.

    — Ei, você! — uma voz grave soou atrás de mim.

    Continuei andando, mas a voz soou mais uma vez. Provavelmente era comigo.

    Me virei.

    Do outro lado da rua dois homens estavam apoiados em um carro vermelho muito antigo.

    — É você mesmo. Acho que você tá com uma coisa que nos pertence. — O homem com a voz grossa olhou para os dois lados da rua e veio até mim, seguido pelo outro.

    — Acho que está me confundindo — falei, a voz seca. — Eu preciso de ir.

    Antes que eu pudesse me virar, o homem agarrou meu ombro com força e rosnou baixinho. Com um gesto de cabeça, o cara atrás dele se aproximou e mostrou uma foto de Jimin.

    — Nós vimos que você-- — Antes dele poder terminar de falar o portão do meu prédio foi aberto e o porteiro saiu de lá.

    — Senhor Jeon, está tudo bem? — o senhor de provavelmente sessenta anos perguntou.

    Olhei para ele e depois para os dois alfas super bombados na minha frente. Engoli seco.

    — Sim! Tudo bem, eles são meus amigos — menti.

    Provavelmente ele não acreditou, mas não disse mais nada e entrou no prédio e agradeci mentalmente por isso, fiquei imaginando o que aqueles dois poderiam fazer com o pobre velhinho se ele soubesse a verdade.

    — Eu nunca vi esse garoto na vida — falei. — Vocês realmente me confundiram com outra pessoa.

    — Não, senhor Jung. Ou melhor, Jungkook, já que somos amigos. Nós não confundimos ninguém. — Mais um gesto de cabeça, mais uma foto. Dessa vez eu estava com Jimin saindo da cafeteria.

    — Não tem meu rosto — blefei e o homem sorriu.

    — Mostra a outra para o nosso amigo.

    O cara me mostrou mais uma foto, em que claramente mostrava meu rosto e o do Jimin, enquanto ambos entrávamos no meu carro.

    — Cadê a nossa putinha?

    Putinha?

    — Eu realmente não sei onde o Jimin está. Ele me pediu uma carona e o deixei em um ponto de ônibus aqui perto — disse e mais uma vez o homem sorriu.

Ele se aproximou mais de mim e me agarrou pela gola da camisa.

— Não tenta bancar o espertinho comigo, playboyzinho. — Ele me deu um soco na barriga. — Nós vimos câmera por câmera que você trouxe a nossa putinha pra cá, é melhor você falar a verdade, ou vai apanhar.

    Depois de mais um soco na barriga ele me soltou e ficou me olhando.

    — Ele está comigo — meu ar estava faltando depois dos socos e foi difícil falar. — Mas vocês não são donos dele e não vão tocar nele.

    Os dois começaram a rir.

    —  Nós não, mas o nosso chefe é. Então ou você paga por ele, ou você nos devolve.

    Fiquei calado por alguns segundos. Não sabia mais o que falar.

    — Quanto? Quanto eu tenho que pagar? — perguntei sem pensar.

    — Vinte.

    — Vinte mil? Vinte mil por aquele ômega? — comecei a rir. — Ele é de vocês. Vou lá em cima buscar ele. — Dei de costas para eles e comecei a andar em direção ao prédio.

    — Nós vamos com você.

    Enquanto o elevador não chegava na cobertura pensei em pagar por Jimin, mas depois pensei no que faria com ele e desisti da ideia.

    Saímos do elevador e olhei para eles antes de abrir a porta.

    — O que vão fazer com ele? — perguntei.

    — A vadia deve estar grávida, então vamos cuidar muito bem dele até o bebê nascer. Depois ele volta a trabalhar — o alfa bombado disse.

    — Trabalhar? Com o quê? — perguntei, com medo da resposta.

    — Ajudando as pessoas na África — debochou. — Ele é um escravo sexual! O melhor que nós temos.

    Estava prestes a dar um ômega grávido para aqueles dois caras que o forçavam a se prostituir.

    — Pago dez mil nele! É tudo o que eu posso pagar — mais uma vez blefei.

    — Quinze!

    — Eu não tenho como pagar isso tudo.

    — Então nós vamos levar ele.

    O bombado me empurrou e abriu a porta, entrando no apartamento e sendo seguido pelo colega. Fui atrás deles.

    Não precisou procurar muito, pois encontramos o ômega deitado no sofá, encolhido e abraçando um montinho de roupas. Sua expressão era calma, mas seu rosto estava um pouco vermelho.

    — Princesinha…  — o alfa foi sussurrando em direção ao menor. — Viemos te levar pra casa. — Ele pegou Jimin no colo, que se recusava a soltar o montinho de roupas. — Nós vamos cuidar muito bem de você e dessa criancinha dentro de você.

    Ao ouvir isso meu estômago embrulhou.

    — Eu te dou os quinze mil — disse de uma vez, me aproximando para pegar Jimin.

    — Cadê o dinheiro? — Ele entregou Jimin para o colega.

    — Eu vou pegar. Me espera!

    Corri o mais rápido que pude até o meu escritório, tirei o quadro de cima do cofre, digitei a senha com os dedos trêmulos e peguei um bolo de dinheiro e voltei correndo para sala.

    — Aqui. Vinte mil. Quinze por ele, dois mil pelo bebê, e três mil para eu ter certeza de que vocês vão nos deixar em paz. — Entreguei o dinheiro para o alfa que verificou as notas e fez um gesto para o outro homem me entregar Jimin. 

    Meus braços seguraram Jimin com força até os dois saírem do meu apartamento e eu verificar pela janela se eles tinha realmente ido embora.

    Levei Jimin até meu quarto, o coloquei na cama e finalmente pude ver que o montinho de roupas era feito por blusas e bermudas minhas. Tirei as peças de seus braços com cuidado e no lugar coloquei meu travesseiro.

    — Acho que fiz uma coisa boa pela primeira vez na vida. — Beijei a testa do menor e tirei alguns fios de cabelo do seu rosto. — Boa noite.

    Deixei ele no quarto e fui para meu escritório arrumar a mini bagunça que tinha feito enquanto pegava o dinheiro. 

 


Notas Finais


É isto. Parece que o JungKook tá sendo uma pessoa melhor, não é mesmo?
Enfim. Deixem um comentário e o favorito PORQUE O DEDO NÃO VAI CAIR.
Até semana que vem e beijos da madrugada.


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