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História Jikook: Hétero com G maiúsculo - Capítulo 52


Escrita por: e BalDan_Kyunsoo


Notas do Autor


Opa! Apareci...

~~boa leitura

Capítulo 52 - Capítulo Cinquenta e Um


Fanfic / Fanfiction Jikook: Hétero com G maiúsculo - Capítulo 52 - Capítulo Cinquenta e Um

Terça 6:30 am

— Mãe, o Jeno oppa vai vir aqui de novo, está bem? — minha irmã disse, entrando na cozinha.

E o meu cu trancou, é claro.

— Quem é Jeno?! — é, prezados, esse foi eu... quase engasgado e queimado com o café.

— Um amigo — respondeu simplista. Amigo? — Vamos estudar. No sábado. Tudo bem, mãe?

Estudar?

— Claro. Mas, arrume seu quarto pelo menos — minha mãe respondeu, despreocupada, enquanto tomava seu café.

Como é?

No quarto?

— Como assim de novo?


(...)


8:09 am

Bom, não fui eu quem levou a pirralha para a escola, ou seja, o plano que eu havia bolado para perguntar quem era esse tal de Jeno quando estivéssemos no carro foi por água abaixo.

De qualquer forma, eu estou na empresa agora, tentando me concentrar no meu trabalho.

Estava Mihyang e eu na sala de reuniões discutindo sobre as fotos e o comportamento dos fotógrafos durante os ensaios.

Não vou mentir, são todos ótimos e muito talentosos. Vai ser difícil.

— Suas fotos ficaram incríveis — minha chefe disse, olhando o portifólio feito por Jungkook com as fotos do nosso ensaio. As fotos passavam na projeção, ou seja, bem grande. — Ficaram perfeitas e incrivelmente naturais.

— Ele tem um talento absurdo — citei um fato.

Eu estava babando em mim mesmo porquê, olha... eu fiquei bonito, viu? Acho que posso me admirar uma vez na vida, não é?

— Você leva jeito — olhou para mim e eu neguei.

— Não, não levo — também era um fato. — Ele leva jeito. Ele fez isso possível. Eu estava morrendo de medo e nervoso e ele fez tudo ficar mais fácil. Talvez devesse dar um crédito a mais até. Ele me aguentou bem.

Ela riu e negou.

— Que cara é essa? — perguntei. Ela apenas fez a sonsa e voltou a olhar para as fotos.

— Qual? — disse. — Estou normal.

— Não. Eu conheço essa cara — me olhou de novo. — A cara do “eu te avisei.”

— É claro. Jimin, você tem que se vê faltando dele. Parece que voltou no ensino médio. Um adolescente apaixonado — revirei os olhos. — Eu te avisei que vocês dois iriam acontecer, de novo.

E eu quase soltei um “vai se foder” para ela. Quase.

— Você fala como se já estivéssemos juntos — fiz bico.

— Ainda — sorriu largo.

— Eu odeio você — me declarei. — E odeio a sua cara de “eu te avisei.”

— Claro que me odeia — riu. — Quer ser demitido?

— Vai em frente. Você não faz nada sem mim, baby — nem fez esforços para desmentir. — Boa sorte para achar outro Park Jimin.

— Uhum — ela sabia que era verdade. — Volte ao trabalho, ou rebaixo você.

Isso ela faria. Tenho certeza.

— Está bem. Sem estresse.

Depois de passar o resto da tarde ali, nós decidimos os dois que sairiam, os que continuariam e como funcionaria a próxima etapa.

Bom, Jungkook não foi eliminado e, não sei se deveria ou não, mas eu fiquei muito feliz.

Nós ligamos para os dez participantes sobre os resultados e explicamos as regras e os dias que cada um dos que sobraram deveriam aparecer na empresa para tirar as fotos da próxima etapa.

Roupa íntima... Já estou até vendo.

Puta merda.

Bom... Pelo menos Jungkook não é muito primeiro, consequentemente, eu também não.

Será que dá tempo de vencer o sedentarismo e malhar?


(...)


7:28 pm

Estou atravessando o estacionamento da Model Talents nesse exatamente.

Bom, a monstra da minha chefe me liberou mais cedo hoje, o que é um alívio para mim. Minha cabeça estava a mil e Mihyang percebeu isso.

Já falei que a amo? Eu a amo.

Me aproximei do meu carro e o destranquei ainda de longe – tecnologia, meus caros – quando meu celular vibra no meu terno.

Mensagem.


Jungkook:

|Posso te ligar?


É... Eu salvei o número dele assim.

Não gostei, vou mudar.

Enfim... Em vez de mandar uma mensagem respondendo, eu mesmo o liguei.

— Pode — falei assim que ele atendeu.

Besta — riu. — Está ocupado?

— Hã... Não. Estou saindo da empresa agora — entrei no veículo e fechei a porta. — Por?

Seria muito bizarro se eu te convidasse para tomar aquele café agora? — ri e ele me acompanhou.

— Olha... pelo horário... — olhei meu relógio de pulso. — Um jantar seria mais adequado.

Então... Você me permiti? — e lá estava meu coração sendo um boiolinha por ele. — Janta comigo?

Suspirei e soprei um riso, apertando o aparelho nos dedos.

— É claro — encostei o queixo no volante e mordi o lábio inferior, ansioso. — Agora?

Agora. Eu posso te buscar, se quiser.

— Então quer dizer que você dirige? — ele riu.

Muito bem, por sinal — sorri. — Eu cresci, Jimin.

— É... Você cresceu — suspirei, piscando algumas vezes. — Estou de carro. Eu te busco. Já está pronto?

Não quero parecer tão desesperado, mas... Já. Já sim — mordi outra vez a boca, desta vez na parte interna.

— Relaxa. Eu finjo que nem escutei — brinquei. — Mora no mesmo lugar?

Sim... Por enquanto.

— Tudo bem, já estou indo.

Estou esperando.

E ele desligou.

O que foi isso...?

— Puta merda, coração idiota — briguei mesmo.

Joguei meu celular no banco do carona e minha mochila no banco de trás, ligando o carro.


(...)


Meia hora depois e eu estava encostando em frente a mansão Jeon. Impecavelmente linda como sempre foi, exatamente como era antes.

Mandei mensagem avisando que já havia chegado e que estava ali o esperando, e não demorou uns três minutos depois para que ele saísse de casa.

Ok. O que eu falo? Oi? Boa noite? Você está incrivelmente gato?

— Oi — e foi o que saiu.

Desculpa. Sou decepcionante.

E ele sabe disso porque riu de mim.

— Oi, hyung — fechou a porta.

— Está bonito, Sr. Jeon — tomei coragem.

— Estou? — olhou para as próprias roupas com um sorriso tímido nos lábios. — Obrigado por reparar. Eu me esforcei.

— Está magnífico — completei baixo, arrancando com o carro. — Então... Decidiu onde vamos?

— Eu conheço alguns lugares bem legais — começou, enquanto colocava o cinto. — Mas não são vegetarianos, então estava contando com a sua sugestão.

— Bom, eu conheço um restaurante. É quieto e a comida é gostosa. E é bem inclusivo. Tem comida para todos os gostos.

— Perfeito! Vai ser esse.

Eu ri da sua animação. Ele se comportava exatamente uma criança, como quer que não o chame de juvenil?


(...)


— E como está a sua irmã? — ele perguntou. Eu suspirei e coloquei a mão na testa, apoiando o cotovelo na mesa. — O que foi?

— Ela está ótima — olhei para ele. — Mas, me recuso a acreditar que ela está crescendo.

E ele riu de mim, enfim entendendo todo aquele meu drama.

Estávamos ali há quase quarenta minutos. Nós chegamos e pedimos um vinho – mesmo que eu estivesse dirigindo. Vai ser só um pouquinho, eu prometo.

Ficamos conversando por alguns minutos até enfim pedir algo para comer.

Nós parecíamos envergonhados e assustados no começo. Perguntas curtas e respostas mais curtas ainda, mas não estava mais assim. Depois de quarenta minutos e era como se fôssemos as pessoas mais próximas que existem.

— Eu me assustei quando a vi — ele disse. — Está alta e tem muito corpo para uma garota de treze anos. Vai ser uma mulher muito bonita.

— Nem me fale — choraminguei.

— Já está com ciúmes? — me zoou.

— Se você estivesse no meu lugar, seria a mesma coisa — me defendi.

— Ok ok — ergueu as mãos em rendição e eu revirei os olhos.

— Enfim, não quero falar sobre ela e meus futuros cunhados xexelentos. Está me dando mais dor de cabeça que meu trabalho — ele riu. — Acho que devemos fazer um brinde, certo? — peguei a minha taça e a ergui em sua direção. — Afinal, você mandou muito bem na primeira fase. É muito talentoso.

— Obrigado. Mas, devo admitir que houve outros fatores que contribuíram para que tudo ficasse ainda mais perfeito — ergueu sua taça, me olhado nos olhos. — Um, em especial — e então ele sorriu e eu tive que me manter firme para não deixar a merda da taça cair. — Saúde — falou antes de bater os vidros.

— Saúde — repeti baixo, tomando um gole generoso.

E nós ficamos em silêncio nos segundos seguintes. Não era ruim. Só que me deixava inquieto pelo fato de estarmos nos encarando. A música lenta tocava baixo no restaurante e deixava o clima ainda mais... Droga! Romântico.

— Você também está bonito, Sr. Park — quebrou o silêncio. — Está magnífico.

— Estou? — concordou. — Desculpa. Diferentemente de você, eu não tive tempo para me arrumar.

— Ainda assim, está lindo — sorri fraco, brincando com a taça nos dedos.

— Promete me esforçar da próxima vez, está bem? — e foi então que ele sorriu. Estonteantemente.

— Próxima vez? Terá?

— Se você quiser.


(...)


— Não vai beber mais? — me perguntou.

— Não. Preciso te deixar em casa inteiro — observei o movimento, tentando desviar um pouco dos seus olhões que sugavam os meus de uma forma surreal. — Mas te acompanho na água.

Ele riu e agradeceu.

— O que você quis dizer com “por enquanto” quando perguntei se morava no mesmo lugar? — aquela era uma pergunta que eu queria fazer a noite inteira, mas não sabia se era a hora.

Quero dizer, não que tenha a ver comigo. Mas... me deixou curioso.

— Hã... — fez uma pausa, olhando para o líquido vermelho escuro no fundo da sua taça, mexendo-o de um lado para o outro. — Eu vou me mudar. Eu comprei uma casa para mim.

E é óbvio que eu abri a boca, chocado.

— É nisso que dá quando a pessoa é rica antes mesmo de nascer — ele riu.

— Eu estava pensando há um tempo já. Comprá-la. Definitivamente, estou indo contra a palavra da minha mãe.

— Ela não quer? — assentiu.

— Queria que eu ficasse com a mansão, como meu pai deixou no testamento. Mas, não acho justo. Era para ser do primeiro. Junghyun, e não minha. Meu pai não considerava Junghyun o herdeiro principal, por deixar bem claro que não tomaria a presidência no futuro. Dedicaria totalmente a arte, então... a mansão veio para mim, assim como a maior parte das coisas dele — estalou a língua e sorriu ladino. — Vou passar para o nome dele.

Não me importaria em namorar uma pessoa tão justa quanto Jungkook. De novo. Definitivamente não me importaria.

— Eu não pretendia me mudar tão rápido — continuou. — Mas depois que tudo aconteceu e eu realmente descobri o que aconteceu... eu... — fez uma longa pausa e suspirou, me olhou. — Nós brigamos.

— Não deveria. Ela é sua mãe... por mais que ela tenha feito... isso — soltou um riso sem humor.

— Acho que não estou bolado por ela ter nos separado. Quero dizer, por isso também, é claro. Mas saber que ela passou todos esses anos mentindo e me escondendo isso me deixa com raiva, e muito triste — mordeu a parte interna do canto da boca. — Era a pessoa que que devia confiar, certo? É minha mãe. Eu acho que... preciso de um tempo. Sozinho.

— É claro. O que achar que é certo, faça — suspirou.

— Obrigado — agradeceu, só não sabia exatamente o que. — Por me colocar na Model Talants... Por me cantar para mim. Eu dormir muito bem. Melhor do que muitas noites anteriores.

— Não precisa — negou.

— Precisa — e foi então que eu vi seus olhos começarem a marejar. — Por me tirar da pior fase da minha vida. Por me fazer sentir amado. Especial. Por fazer parte de todas as memórias felizes que que tenho. Por ter me ensinado, me ajudado e me guiado quando eu precisei. Por ter cuidado de mim. Mesmo que você seja um dos motivos pelo qual eu estou sofrendo hoje, obrigado.

— Me desculpa — segurei sua mão por cima da mesa, e desta vez ninguém afastou. — Por ter sumido por anos. Eu prometi dois meses. Prometi que voltaria. Mas, para chocar um total de zero pessoas, eu quebrei minhas promessas. Eu prometi muitas coisas e não fiz nenhuma delas, desculpa — acariciei as costas da sua mão.

— Você me esqueceu? — ele perguntou e eu nem hesitei antes de negar várias vezes.

— Não, anjo. Eu não te esqueci. Absolutamente nada foi capaz de me fazer te esquece. Nem o tempo. Nem as drogas. Nem o ódio que eu sentia pela sua mãe.

— Então você não quebrou todas — sorriu muito bonito e grande, me fazendo sorrir também. — Você cumpriu a mais importante, hyung.

Segurou minha mão com mais força entre seus dedos, como se tivesse com medo de que eu fosse embora, e a levou até seus lábios, beijando-a.

Nós ficamos mais alguns bons minutos até o garçom aparecer e dizer que precisávamos ir. E foi então que eu reparei que nós éramos os únicos ali ainda.

— Obrigado, Sr. Im, já estamos indo — agradeci ao senhor baixinho, que sorriu fraco e me reverenciou.

— É sempre um prazer recebê-lo aqui, Sr. Park — o homem disse.

— Eu pago — Jungkook anunciou — A conta.

— Já está paga, senhor — o garçom falou e, antes de se retirar com mais uma reverência, acrescentou. — Pelo Sr. Park.

E o Jeon me olhou incrédulo.

— Vamos, temos que te deixar em casa — levantei-me e vesti meu terno.

— Quando que eu não vi?

— Eu os conheço antes mesmo de me mudar. Eles anotam e descontam na minha conta depois.

— Eu te chamei para jantar. Eu pago — insistiu.

— Está tudo bem. Não precisa se preocupar. Já foi — o tranquilizei. — Ainda temos um café para tomar. Você paga.

Ele não pareceu satisfeito, mas ficou quieto.

Eu apenas ri e neguei com a cabeça, destrancando o carro.

A volta para casa foi silenciosa. Não parecia desconfortável para nenhum dos dois. Quero dizer, para mim não era.

— Sã e salvo, e inteiro — falei quando estacionei em frente a sua casa.

Já passavam da meia noite.

— Muito obrigado por hoje — olhou para mim com um sorriso sincero moldando seus lábios finos.

— Obrigado pelo convite — devolvi. Ele parecei hesitar se apertava minha mão, se me abraçava ou se iria embora apenas com um “boa noite.”

— Tenha uma boa noite, hyung — e então ele decidiu que beijaria meu rosto.

Ér... Noite — engoli em seco. Porque vejamos... Aquela maldita boca quase beijou a minha. Bom, ele se aproximou muito rápido de mim, acho que pelo nervosismo, então seu beijo, que era para ser na bochecha, foi no canto da minha boca.

Oh, Satã, como é horrível ficar na vontade.

— Jungkook... — o chamei quando saiu. Ele fechou a porta e abaixou próximo a janela. — Tente não tomar remédios... para dormir.

Ele hesitou outra vez antes de assentir.

— De qualquer forma, eu bebi. Álcool corta o efeito do remédio — sorriu fraco, tentando me confortar. Ou algo assim.

— Não estou falando apenas de hoje. Não acho que seja bom você ficar controlando seu sono desta forma — ele engoliu em seco.

— Desculpa, Jimin — droga. — Vai por mim... é melhor e menos doloroso desta forma — e foi a última coisa que disse antes de andar até sai casa e sumir dentro dela.

— Ah, mas estava demorando você cagar tudo mesmo, Park Jimin — falei contigo mesmo, arrancando rapidamente com o carro da frente da casa dele.

Talvez o pneu tenha cantado um pouco.


(...)


Quinta 2:24 pm

Bom, já era quinta. O que significava que eu posaria de cuequinha para o meu ex-gostoso-namorado em poucas horas e não é tão empolgante quando parece.

Nós não nos falamos mais depois do jantar na segunda. Nem mensagens. Nem ligações. E não me perguntem o motivo. Talvez eu saiba, mas não quero ter certeza.

Ele não me ligou, eu não liguei, e ficou por isso.

Na noite anterior, quarta, eu dei uma volta com Yoongi hyung, esse que eu não tinha conversado desde que ele foi lá em casa quando cheguei.

Eu estava com saudades dele.

Não foi bem um saída. Quero dizer, eu sai da empresa e fui para o Studio por contra própria, ele fecha tarde então ainda estava ali quando cheguei.

Nós conversamos e tomamos algumas cervejas, nada que nos tirasse a consciência.

Falamos sobre o passado e o presente, e ele até me contou algumas coisas que planejava para o futuro. Ele não havia mudado nada. Continua o mesmo arrombado de sempre. Senti falta.

Eu acabei descobrindo que, na verdade, não havia sido Taehyung que passou meu número para Jungkook. Foi ele. Yoongi. Eles viraram amiguinhos, olha que legal.

— Nós amadurecemos, Jimin. E não é como se as coisas fossem parar apenas porque você foi embora. Todos nós sofremos com sua ida. Jungkook principalmente. E eu sei disso porque, quando não era o Tae, eu o acompanhava nas consultas ou presenciava as crises existenciais dele — ele dizia, tomando minha total atenção. — Você perdeu muita coisa. Quero que tome cuidado com o que vai falar com ele. As coisas mudaram. Ele mudou. Qualquer deslize emocional e ele volta ao que era antes de tudo.

Engoli em seco.

— Ele pareceu se fechar quando pedi para que parasse de tomar remédios para dormir — comentei e o vi suspirar.

— É... E ele vai fazer isso todas às vezes que insistir — comentou. — Ele parece bem. Mas ainda está muito machucado por dentro. Medo de dormir é um deles — me olhou. — Não ache que aparecendo depois de anos vai conseguir consertá-lo.

Eu já estava acostumado com o jeito curto e grosso do Yoongi dizer as coisas, mas aquilo realmente me deixou mau. Mau porque ele tinha razão. Eu não posso tentar melhorar as coisas sendo que eu sequer sabia o que estava acontecendo.

Enfim, depois disso eu voltei para casa e, depois de tanto rolar de uma lado para o outro eu dormir.

Nesse amanhã, eu liguei para ele. Jungkook.

Nós conversamos por um tempo. Normalmente. Disse que estava ansioso e brincou que tinha pensado em várias outras perguntas para me distrair. E ficou por isso.

Agora eu estava no estúdio da empresa, avaliando o fotógrafo anterior a Jungkook. Depois que acabar ali eu poderia me jogar da janela porquê seria minha vez.

— Eu tenho tatuagens... Não vai prejudicá-lo, vai? — perguntei, nervoso, quanto enrolava e desenrolava, nos dedos, o cordão que segurava meu roupão fechado.

— Não se preocupe — Mihyang garantiu. — Acalme-se. Seu solhos estão arregalados o suficiente para me assustar.

— É porque que não é você que vai ficar seminua na frente da sua ex — resmunguei baixo.

— Eu não me importaria. Minha ex é super gata — a olhei incrédulo.

— Está num local de trabalho, Sra. Choi. E é casada — brinquei, num tom levemente sério.

— Aham. Vai logo. Jungkook já está ali — apontou para trás de mim. — Relaxa, você já fez isso varias vezes para ele. Tenho certeza.

Essa mulher está impossível hoje.

— Claro que não. A gente não transava. Somos assexuais — inventei.

— Acredito em você — disse irônica. — Vai!

— Ok. Acalme-se — respirei fundo e me virei, caminhando até onde eu deveria ficar.

Diferentemente do cenário do tema anterior, aquele era mais simples. Havia apenas uma cadeira ali. Para o meu desespero.

— Acho que podemos começar em pé. Não sente ainda — ele disse quando ameacei sentar na cadeira.

Concordei e respirei fundo, ouvindo-o rir baixo.

— Está nervoso? — neguei. — Sim, você está. Não para de andar de um lado par ao outro.

— Fica quieto — riu mais.

— Relaxa. É puro e unicamente profissional. Prometo não olhar — não fala isso, infeliz. Não quero que seja puro e unicamente profissional.

Agora eu estava com raiva. E quero provocá-lo pela audácia. Quero que me olhe agora.

— Tá — dei de ombro e tirei o roupão.

Acho que não fazia parte dos planos dele. Quero dizer, agora ele parecia nervoso. Não eu. E eu vi o descarado tirar os olhos dos meus e descer pelo meu corpo inteiro, assim como vi seu pomo de adão subir e descer, o que indicava sua inquietação.

E eu estava me sentindo muito bem.

— Podemos começar? — chamei sua atenção.

Ele piscou e limpou a garganta, subindo os olhos para mim outra vez.

— É claro — levou a câmera até a frente do rosto. — Não sabia que tinha feito outra tatuagem.

Sim, eu fiz outra tatuagem, meu caros. Começava um pouco abaixo do meu peito e sumia cueca adentro.

Eu iria responder com um: mas, é claro. Você ainda não me viu pelado desde que voltei. Mas, eu segurei a minha língua.

— Fiz. Estava no Japão e aproveitei. Eu acho bonito o alfabeto deles — foi o que respondi depois de rever o que poderia acontecer se respondesse do outro jeito.

— Fique sério. Sem sorrisos dessa vez — me instruiu e eu apenas obedeci. — Finja que não estou aqui. Que está distraído — continuou. — Mas, isso não é chinês?

— O tatuador era chinês — falei e ele riu alto, me fazendo rir também. — É sério! Eu fui tapeado.

Aish, hyung. Você é demais — ele teve que fazer um esforço para parar de rir, e eu também já que precisava ficar sério. — E o que significa?

Eu hesitei antes de falar.

— “Você não pode amar a todos, é ridículo achar que pode” — ele engoliu em seco antes de agachar e pedir para olhar para ele.

— De quem é? — perguntou, depois de um tempo em silêncio.

E, mais uma vez, eu hesitei em responder.

— É... Da bíblia — engoli em soco. — Minha bíblia.

— É bonita — soltou, levantando-se. Eu estava começando a ficar nervoso outra vez. Não sei o motivo.

Fechei os olhos e suspirei fundo antes de levar as duas mãos até a cabeça e as correr pelo meu fios laranjas, jogando-os totalmente para trás.

Eu o ouvi resmungar e abri os olhos. Ele estava vermelho.

— Por que você tem que ser tão gostoso, hein? — calma. Foi isso mesmo que eu escutei, prezados. E se vocês estão surtando, imagine eu.

— Não acho que você possa dizer isso aqui. Mihyang é travessa e ela quase me rebaixou esses dias por elogiá-lo.

— É mentira. Eu quase te rebaixei por não concordar comigo — se defendeu lá do fundo. — E cuidado com a boca, Sr. Jeon.

— Sim, senhora — ele virou e pediu desculpas com uma reverência. Parecia nervoso.

— Relaxa, eu salvo sua pele depois — falei e sorri, sendo seguido por ele.

Depois daquilo ocorreu tudo bem. Quero dizer, tirando as poses que eu fazia sentado naquela cadeira eram totalmente vulgares, tudo bem.

Mas, estaria mentindo se dissesse que não gostei e se não usei aquilo como pretexto para provocá-lo. É claro que eu fiz isso. Vocês me conhecem.

Eu troquei de cueca umas duas vezes depois. Inicialmente preta, depois branca e, por último, vermelha.

— Preferi a branca — falou quando voltei vestido com a vermelha.

— Está dando em cima de mim? — perguntei descaradamente.

— Depois que a gente terminar aqui eu respondo — é claro. Daria merda se minha chefe escutasse sua resposta.

Eu mordi a boca e sentei na cadeira com o encosto para frente, entre minhas pernas, essas que estava abertas. Sim, eu peguei pesado. E descobri que não me importaria em fazer ensaios apenas de cueca para ele pelo resto da minha vida.

Nós finalizamos ali e eu fui vestir adequadamente minhas roupas. Mihyang dava as instruções a ele, essas que eram as mesmas da última vez e eu fazia as devidas observações. É claro que meus comentários era suspeitos já que, diferentemente de quando voltei para a empresa e descobri que teria que vê-lo algumas vezes, agora eu queria. Eu queria que ele trabalhasse comigo.

— Sim. Eu estava dando em cima de você — sua voz soou baixo atrás de mim.

— Descarado — falei, virando-me para ele. Ele sorriu ladino.

— Até porque era bem eu quem estava tentando me seduzir.

— Eu não fiz isso — devolvi o sorriso.

— Claro que não — soltou irônico. — Agora imagina se tivesse...

— Se eu tivesse — dei ênfase no se. — Teria conseguido?

— Me seduzir? — assenti. — Não quero responder.

— Ah, por que não?

— Só tivemos três encontros ainda — sua desculpa me fez rir. — É assim que funciona nos filmes, não é? Regra dos cinco encontros.

— É bem amizade colorida mesmo — ele concordou, dizendo que esse filme era muito bom. — É um filme para adultos. Não deveria assistir.

— Engraçadinho.

— Os dois primeiros contam como encontros? Quero dizer, no primeiro nós choramos e eu te larguei, e no segundo a minha família inteira estava — ele riu.

— Acho que o primeiro conta, apesar de trágico. O segundo nem tanto. Quero dizer, nós só conversamos no banheiro. Não foi nem um pouco romântico.

— Então foram apenas dois encontros — concordou comigo.

— Quer marcar o café? — a forma como suas bochecha adquiriram um tom rosado quando fiquei tempo demais o olhando e não respondi me encantava. É sério. Ele me dava nojo de tão adorável.

— Só se for no sábado. Durante a semana só dá para rolar jantar já que eu saio tarde daqui.

— Minha mudança é no sábado — disse, meio triste. — Tenho que receber o caminhão e tentar organizar tudo aquilo o mais rápido possível.

— Posso te ajudar. Quero dizer, nós tomamos café e eu te ajudo depois. Ou verse-verso.

— É sério? — concordei.

— Não me importo. Eu não vou trabalhar mesmo — ele parecia satisfeito.

— Pode ser então. Eu te busco em casa.

— Fechado. Me manda o horário depois.

E nós nos despedimos um do outro.

E só quando cheguei em casa que eu percebi que meu encontro seria no mesmo dia que aquele garoto viria aqui em casa estudar com minha irmã.

— Park Jihyo, precisamos conversar.  


Notas Finais


Como vocês estão, lúpus? Suaves?

Então... INTERAÇÃO E ATRAÇÃO CHAMEGOSAS ROLANDO SOLTAS... AMO??? 🙈

O negócio está esquentando.

Só falta o beijo... Que será que vai acontecer com esses dois sozinhos na nova casa do JK, hein? Sei não viu... 🙊

Gente... O Jimin sendo irmão ciumento kkkk me socorre.

Eu escolhi o Jeno porque ele é fofo. Sério, ele é uma criança sempre. Aquelas covinhas me matam.

Enfim...

𝐌𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐧𝐨𝐯𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚... é 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐢𝐠𝐚𝐦... @BalDan_Kyunsoo

É isso, filhotinhos... Se cuidem, se amem, se protejam. Amo vocês 💜💜


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