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História Jikook: O garoto do final da rua - Capítulo 11



Notas do Autor


Leiam as notas finais, please ☺️

~~boa leitura 💕

Capítulo 11 - Chapter ten


"Hyung, você tem que melhorar"

— Vamos entrar? É perigoso ficar aqui fora — o Park sugeriu e andou até a porta, abrindo-a em seguida.

— Mas, eu quero saber, hyung — murmurou, seguindo o mais velho ao lado do Kim. 

Jimin suspirou. Não tinha muito o que fazer a não ser deixar. Afinal, quem era ele para dizer o que o garoto podia e não podia fazer? 

— Tanto faz — empurrou a porta e entrou. Não estava chateado, e seria sem motivo se estivesse, só não queria que ensinassem palavras de alto teor obsceno para o garoto. E sabia o quanto Taehyung adorava. 

Jungkook apertou o passo e voltou a segurar a mão do mais velho antes que esse entrasse na residência.

— Bem-vindo a minha casa — disse, abrindo um dos braços. 

— É muito bonita e… clara — o garoto olhava para todos os lados admirado, mas tinha os olhos levemente espremidos por conta da claridade daquelas lâmpadas que eram bem mais fortes que as da sua casa.

— Desculpa. A gente já vai subir — fechou a porta depois que o Kim entrou, e ele andaram juntos até a cozinha. — Mãe —  chamou a atenção da mulher, essa que fazia alguma coisa ali.

— Ah, vocês chegaram — Jimin suspirou. Sabia que ela estava empolgada com aquilo tanto quanto Jeon. — Você deve ser o Jungkook — a mulher andou até o mais novo. — Você é muito bonito. E branco. É um prazer conhecê-lo.

Ér… — Jungkook sorriu tímido e colou mais o corpo no do Park, envergonhado. — Oi. 

Jimin quase apertou o garoto por ser tão gracioso mesmo não querendo.

— Ele é um pouco tímido — Taehyung disse à mais velha. — Daqui a pouco ele se solta.

— Ele é uma graça — olhou para a mão do filho, essa que ainda segurava a mão do Jeon. — É dele que você gosta, não é, querido? 

— Mãe, por favor — disse, ouvindo o Kim rir baixo. — Cadê o pai? Preciso que ele me ajude a trocar a lâmpada do meu quarto. Jungkook não pode ficar embaixo dessa por tanto tempo.

— Ah. Ele está no quarto — apontou para cima. 

Eles se despediram da mais velha e subiram para o andar de cima.

Seu pai estava realmente no quarto do casal, parecia ter acabado de sair do banho, e ficou relativamente surpreso quando abriu a porta e deu de cara com aquele monte de garoto na sua frente. 

Enquanto o mais velho dos quatro trocava a lâmpada do quarto do rosado, Jungkook andava devagar pelo cômodo, tocando, pegando e olhando curiosamente todos os objetos dali.

— Pronto — o homem disse, descendo da cadeira. — Eu gostei dela. Consome muito energia? — seu pai sempre gostou de números, principalmente se esses ajudavam a economizar dinheiro. 

— Minha mãe disse que não consomem nem metade da normal — Jungkook respondeu baixo ainda olhando as miniaturas na prateleira do Park. — Mas, são mais caras que as outras.

— Acha que podemos colocar na casa toda? — Jimin perguntou ao pai, realmente querendo  que o Jeon pudesse ir em todos os cômodos sem se preocupar com isso.

— Acho que sim — o homem disse. — Ok. Eu vou sair. Juízo.

Depois daquilo ele saiu, fechando a porta.

— Você gostou disso? — perguntou ao mais novo, vendo esse tirar a atenção dali pela primeira vez desde que entraram no quarto.

— Os desenhos são legais — mostrou uma das páginas abertas do livro fino.

— São mangás. Eu tenho um monte em casa. Se quiser, posso te emprestar — o Kim disse depois que se jogou desleixadamente na cama do Park. — Quer? 

— Quero — respondeu, sentindo suas bochechas esquentarem. Estava acostumado a receber coisas apenas de Jimin.

— Eu entendo porque você se apaixonou por ele — o Kim virou para o rosado, esse que acabara de sentar ao seu lado. — Ele é uma graça. Qualquer um se apaixonaria facilmente. 

— Uhum… Deixa o Hoseok te escutar falando isso — apesar disso, sabia que Taehyung tinha razão. Era impossível não se apaixonar por Jungkook. E isso assustava o rosado. — Vamos jogar? 

— Jogar? — Jungkook colocou o livrinho de volta no lugar e se virou para os mais velhos.

Videogame — o Kim disse, vendo o moreno franzir o cenho. — Ok. Não está ajudando. 

Jimin riu. 

— Eu vou colocar e depois eu explico. É legal. Você vai gostar — o Park garantiu. 

Levantou-se da cama e foi até a estante, pegando os controles, da televisão e do console, e voltou para perto dos mais novos, sentando no chão desta vez.

Enquanto ligava e configurava os aparelhos para deixar o moreno mais a vontade e seguro, o Jeon e o Kim entrarem num assunto aleatório.

Jungkook parecia bem confortável ali. E isso era bom, certo? 

— Acho que futebol é difícil para um iniciante — o Kim disse quando viu o rosado parar em um dos jogos que estava em mãos. 

— E tiro é tem muito sangue para ele — olhou para o azulado. — Não há muitas opções. 

— Coloca Fortnite. É tiro, mas o gráfico é leve e bem colorido. Ele vai gostar — enquanto os dois entravam em consenso, Jungkook apenas observava. Não só os dois, mas o quarto também. 

O quarto do Park era bonito. Cheio de coisas penduradas nas paredes. De bonecos. De roupas. Tinha muita coisa ali. 

— Toma — Jimin estendeu um dos controles ao moreno, vendo esse tirar a atenção da parede e olhar para ele.

— Para que isso? — perguntou, pegando o objeto. 

— Você vai jogar com o Tae e eu vou te ensinar, está bem? — mesmo sem entender, assentiu. — Isso vai controlar o seu bonequinho ali — apontou para o controle e depois para a TV. — Eu vou te ajudar. Não se preocupe.

Instruiu que o garoto sentasse no chão, ao lado do Kim, e sentou atrás dele, fazendo com que o mais novo ficasse entre suas pernas.

— Me segue e tenta não morrer — o azulado disse e o Jeon arregalou os olhos. 

— Eu vou morrer? — o tom de desespero do mais novo fez Taehyung rir.

— É só no jogo, Kookie. Não é de verdade — Jimin disse, repreendendo o Kim com o olhar de novo.

Relaxou o queixo no ombro do moreno e rodeou os braço em volta dele até que suas mãos ficasse por cima das que seguravam o controle. 

— Segura com as duas mãos — orientou. — Todos esses botões servem para uma coisa.

Se dedicou os próximos minutos ensinando os comandos a ele. E Jungkook ficava fascinado com aquilo. Como podia apenas um botão fazer todas aquelas coisas com aquele bonequinho? 

— Como eu vou olhar para o controle e olhar para a tela ao mesmo tempo? — perguntou. 

— Você não olha para o controle — o Kim disse. — Com o tempo você grava onde fica cada um. Deve olhar apenas para a tela. 

— Mas, é difícil — fez bico.

— Eu te ajudo — o Park disse perto da orelha dele, selando rapidamente a bochecha. — Cobre ele enquanto eu o ensino — disse para o Kim, esse que assentiu. 

Depois daquilo eles deram start e, por ser um jogo online, esperaram os outros jogadores entrarem. 

Nos primeiros minutos foram ocorreu tudo bem. Caíram em um lugar que sabia que não caiam muitas pessoas e correram pelo mapa. Jimin ajudando o garoto a escolher equipamentos e a controlar o avatar. 

— Está tremendo! — Jungkook exclamou, exasperado, se refletindo ao controle.

— Calma — tranquilizou ele, se segurando para não rir do desespero alheio. — Isso vai acontecer sempre que você levar um tiro. Tenta se esconder e achar quem está te acertando.

— Ele está aqui — o Kim disse. — Na moitinha. Desgraçado. Eu mato ele. 

Eles perderem aquela e as duas partidas posteriores. Mas, ganharam a quarta. E nessa Jungkook já havia pegado o jeito e não precisava mais olhar para o controle.

A mãe do Park trouxe comida para eles e não saíram ali um minuto sequer. Apenas para ir ao banheiro. 

— Minha mãe já está me enchendo o saco para ir embora — o Kim soltou, olhando o celular enquanto Jimin e Jungkook jogavam juntos no chão. — Acho que já vou. 

— Dorme aqui — o Park pediu. 

— Ela ainda está pistola comigo ainda. Não quer deixar nem eu dormir na do Hobi — levantou-se da cama. — Pode ficar com o controle. Eu pego com você na escola.

Despediu-se dos dois com um beijo na testa. E escutou um "cuidado" do Park antes de enfim ir.

— Kookie-ah, acho que devemos parar por aqui — o rosado disso, depois de quase vinte minutos que o azulado havia ido embora. 

— Mas, já? — fez bico. — Eu gostei de jogar.

— Eu prometi para a sua mãe que não o deixaria por muito tempo — viu o bico alheio aumentar, o que fez o Park sorrir e se inclinar para selar o beicinho dele.

— Hyung — soltou baixo, tímido pela atitude do mais velho. — Você é muito abusado. 

— Sou? — Jungkook assentiu. — Mas, eu só te beijei. Não pode? — resolveu provocá-lo. — Tudo bem. Eu não beijo mais. 

— Não! — exclamou, mais alto do que pretendia. — Pode sim. Deve, hyung. Pode me beijar toda hora — o garoto dizia aquilo rápido e a única coisa que Jimin conseguia fazer era rir do desespero alheio, mesmo que fosse errado. 

Jungkook ficava fofo daquele jeito.

Na verdade, o mais novo ficava fofo de todas as formas. 

— Eu estava brincando, Kookie-ah — bagunçou os fios negros com uma das mãos, desligando os aparelhos com a outra em seguida.

O quarto teria ficado totalmente escuro se a luz não estivesse acesa, mesmo que fraca. 

Pabo — escutou o moreno murmurar. Arregalou os olhos e sorriu. 

— Você me chamou do que?

Pabo — repetiu, rindo da cara engraçada que o mais velho fazia para si. 

— Você ainda tem coragem de repetir? Não acredito — jogou o corpo para cima do Jeon, com cuidado para não machucá-lo, e foram juntos ao chão, deitando por cima do mais novo. — Seu petulante — disse, começando a cutucar as costelas do garoto dos dois lados, fazendo-o rir quase que instantânea e incessantemente. 

H-hyung — tentou repreendê-lo, mas sua voz saiu falha por conta das risadas.

— Olha só… Você sente cócegas — falou divertido, subindo os dedinhos agitados para a barriga alheia. 

Jungkook até tentou falar algo, mas as risadas e a fraqueza não o permitiam. E logo às lágrimas escorreram, por estar deitado, pela lateral do seu rosto.

E foi quando Jungkook começou a tossir de tanto rir que chegou a conclusão de que era hora de parar.

Afastou um pouco, ficando ajoelhado entre as pernas do Jeon, deixando que ele respirasse e conseguisse se recuperar.

— Você está bem? — perguntou divertido. 

— Eu acho que sim — respondeu com a respiração ainda agitada, secando o canto dos olhos. — Por que isso acontece? 

— Isso o que? 

— Você ficou apertando e me deu muita vontade de rir — fez uma pausa e suspirou longamente para que mais ar entrasse em seus pulmões. — Por que?

— Sei lá — Jungkook fez cara feia. Ele gostava que suas perguntas fossem respondidas, e ficava inconformado quando não faziam isso. — Ah, Jungkook, sei lá. Acho que por reflexo. Talvez um mecanismo de defesa do nosso corpo. 

— Nosso corpo se defende rindo?

— É — concluir aquilo o fez rir. Os dois riram, na verdade. 

Depois daquilo eles ficaram em silêncio por um tempinho. Um olhando para a cara do outro. 

Jungkook deitado com os pés apoiados no chão e os joelhos dobrados. E o Park entre as pernas do mais novo, ajoelhado ali. O olhando de cima.

— Que foi? — Jungkook resolveu perguntar, não necessariamente incomodado com Jimin o olhando daquele jeito. Apenas envergonhado. Aquele par de olhos o causavam coisas que jamais havia sentido. 

Era deveras estranho. Mas, bom. Muito bom. 

— Nada — o rosado respondeu e engoliu em seco. Ficaram mais alguns segundos em silêncio até o Park abrir a boca outra vez. — Você também é muito bonito, Jungkook. 

E só depois de dizer que percebeu que não costumava dizer aquilo com tanta frequência. E o mais novo merecia saber.

O moreno não disse nada. Ficou quieto. Mirando o mais velho. Sua respiração ficou rápida em segundos e seu coração parecia querer explodir a qualquer momento de tão rápido que batia.

Em vez de falar, já que o bolo que formou em sua garganta o impedia de fazer isso, segurou as mãos do Park, essas que acariciavam seus joelhos, e as trouxe para mais perto, induzindo, consequentemente, o rosado vir junto. Deitando sobre si. 

Jungkook sorriu minimamente, nervoso, e enroscou os braços no pescoço do mais velho.

Jimin apoiou os cotovelos no chão, deitando inteiramente sobre o corpo alheio, e suspirou quando viu o mais novo fechar os olhos e passar a língua lentamente entre os lábios.

Queria que o beijasse? 

Sendo aquilo ou não, Jimin aproximou mais os rostos, colando sua boca na semelhante.

A princípio, era apenas um selo, longo e suave, mas não demorou para que o Park escorregasse sua língua para dentro da boca alheia e iniciasse um beijo lento e demorado. De tirar o fôlego de tão longo e intenso.

Sentiu os fios da sua nuca serem puxados pelo Jeon, ao mesmo tempo em que sugava o lábio inferior e, em seguida, selava algumas vezes a boca lubrificada antes de enterrar o rosto no pescoço cheiroso, ficando ali. 

— Hyung… — chamo baixo depois de um tempo em silêncio, acariciando as costas do Park carinhosamente. 

— Hum? — murmurou baixo, ainda com o rosto no pescoço alheio.

— Me fala sobre sexo — Jimin franziu o cenho, mas nem ousou tirar o rosto dali. 

— Que? 

— Casais fazem isso, não é? — esperou uma resposta, mas não obteve. — Hyung? 

— Eu não acho que deva se preocupar com isso — respondeu, contra a pele do moreno.

— Por que? 

— É muito cedo para isso — suspirou, enfim tirando o rosto dali para que conseguisse olhar diretamente nos olhos do Jeon. — Fazer amorzinho é mais fofo. Combina com você — Jungkook franziu o cenho e o Park suspirou, sorrindo. — Quando for a hora certa, nós vamos fazer. 

— Amorzinho? — o rosado assentiu, sorrindo bobo, achando adorável a forma como Jungkook pronunciava aquilo. — E quando é a hora certa para fazer amorzinho? 

— Você vai saber. 

— Vou? — suspirou e selou rapidamente a boca do mais novo, levantando-se logo depois. 

— Vai.

Jungkook fez bico por não ter mais seu hyung deitado ali, mas não disse mais nada depois daquilo. Apenas levantou-se também.

— Por que você ficou daquele jeito quando chegamos? — o Jeon tinha uma incrível habilidade em mudar de assunto tão rapidamente.

— Que jeito? — sentou na cama e olhou para o mais novo, esse que estava em pé no meio do quarto. 

— Não sei. Irritado, eu acho. Quando eu disse que queria saber do que o Tae falava — Jimin suspirou.

— Eu não está… irritado — sentiu o moreno sentar-se ao seu lado. 

— Estava o que então? Por que ficou daquele jeito? 

— É que… — coçou a nuca. — Era algo… algo… algo de teor sexual muito alto. E eu não acho muito legal ficar enfiando isso na sua cabeça. Pelo menos não com palavras tão sujas. E Taehyung adora isso.

— Era só por isso? — Jimin fez bico e assentiu, o que fez o Jeon sorrir. Seu hyung era adorável. — Mas, eu estou curioso. 

— Você sempre é curioso, Kookie-ah. 

— Só às vezes — sorriu. — Por que não tenta me explicar, só que do seu jeito? — sugeriu em tom baixo.

— Não sei não, hein — foi a vez do Jeon fazer bico. 

— Por favor — pediu, manhoso. — Hyung, eu te dou um monte de beijinhos. Quantos você quiser. 

Aquilo fez o Park rir e sentir seu coração bater agitado no peito, se encantando mais uma vez pelo mais novo. 

— Tudo bem — disse, vencido. Aquilo pareceu deixar o garoto empolgado e feliz. — Tem a ver com… fazer amorzinho — Jungkook franziu o cenho. 

— Mas, ele não tinha dado alguma coisa? — Jimin desviou os olhos para o chão. — Como isso pode ter a ver com fazer amorzinho? 

Droga 

— É complexo, Jungkook — esfregou a testa.

— Tenta — puxou a manga da camisa do Park, usando sua melhor expressão de cachorro pidão, apenas para amolecer o mais velho.

Jimin suspirou, sabendo que aquilo era uma estratégia do Jeon. Jungkook era muito esperto e conseguia tudo o que queria. Ninguém resistia a aquela carinha. 

— Você já estudou isso. 

— Estudei? 

— Estudou. De um jeito diferente, mas estudou — coçou a nuca de novo. — É como acasalamento. Só que sem o extinto. Sem fins reprodutivos. 

— Com quais fins então? — o rosado abriu algumas vezes a boca antes de responder. 

— Pelo desejo. Prazer — Jungkook franziu o cenho. É claro que ele não sabia o que significava isso. 

— Prazer?

— Não sabe o que é isso? — o moreno negou. 

— Eu não estudei isso — é claro que não. 

— Não dá para explicar exatamente o que é prazer. Pelo menos não apenas com palavras — umideceu os lábios grossos. — É uma sensação. Só vai saber realmente o que é, e como é, quando senti-lo.

— É bom? 

— Muito.

— Então me mostra — ah, mas se Jungkook soubesse o quanto aquilo mexia com o Park, não diria mais aquelas coisas. — Faça-me sentir prazer então. 

Céus 

— Você está me deixando louquinho, garoto — levantou-se, suspirando profundamente. — Quando for a hora, vai saber.

— Mas, hyung–

— Já está ficando tarde — abriu uma das portas do seu guarda-roupas e pegou um casaco. — Vou te levar em casa.

E o Park nem deu tempo do mais novo argumentar já que, antes que ele pudesse pensar em fazer isso, já havia aberto a porta e se retirado do quarto, aguardando o mais novo no corredor, perto da escada. 

Jimin encostou da parede e fechou os olhos, suspirando pesado e tentando controlar seu coração e hormônios. Jungkook ainda o levaria a loucura e o causaria uma puta de uma ereção qualquer dia desses.

Depois daquilo Jungkook apareceu e eles se despediram dos Park's mais velhos antes de saírem da residência.

— Será que a sua mãe deixa você sair comigo para outros lugares? A noite? — perguntou, caminhando pela calçada em direção ao casarão, de mãos dadas a Jungkook. 

— Não sei. Acho que ela vai dizer alguma coisa sobre as luzes dos postes ou, sei lá, das casas — o moreno suspirou. Apesar do costume, ter limites era um porre. 

— Mas, se você usar aquela roupa? E boné? E óculos? Vai estar protegido, não é? 

— Acho que sim — sorriu ladino e olhou para o rosado. — Você devia ir em uma das minhas consultas com o meu dermatologista. Você tira todas as suas dúvidas e pode argumentar com a minha mãe. Ela só me prende por medo. E, agora, por não ter tempo. Mas, você pode fazer isso. Ela confia em você, Jimin. 

— Quando foi mesmo que você cresceu? — o Jeon riu alto, parando em frente ao portão grande. 

— Acho que é a convivência de meses com você. E eu aprendo as coisas muito rápido. 

— Eu notei isso — segurou a outra mão do mais novo, encostando as costas no portão enquanto o moreno ficava a sua frente.

Jungkook sorriu e se aproximou mais, selando a testa do mais baixo. 

— E para onde você quer me levar? — perguntou. 

— Ah, não sei. Para todos os lugares que ainda não foi. 

— Eu não fui em lugar nenhum — apesar de ter dito calma, aquela frase tinha um peso ruim. 

— Ótimo. Então temos muitos lugares para ir. 

— Tipo? 

— Tipo… tomar sorvete — Jungkook sorriu. — Ou… Parque de diversões. É muito legal. Podemos ir na casa do Tae. Na praia. Há tantas coisas que eu quero fazer com você, Jungkook. E não me importo em fazê-las à noite. Só quero você comigo.

Apertou os dedos do Park nos seus, suspirando. 

Eu vou sempre estar com você, hyung — disse baixo, guiando as mãos do mais velho para a sua cintura. 

Jimin o puxou para mais perto, colando toda a parte da frente de ambos os corpos, inclusive as bocas. O Jeon levou suas mãos até os fios rosas e as embolou ali, assim como sua língua na alheia.

Até fez um esforço para sua mão permanecer quieta na lateral do quadril do mais novo, mas, depois de um tempo, se entregou totalmente aos beijos dele e já não tinha mais controle sobre seus desejos. Consequência disso foi ter seus dedos correndo pelas costelas e costas do Jeon por baixo da jaqueta, porém, por cima da camisa. 

— Eu gosto muito de beijar você — o garoto confessou quando eles findaram o ósculo para tomar fôlego, ainda com as bocas próximas. 

— Então continua me beijando. Eu também gosto de beijá-lo — devolveu baixo, selando algumas vezes os lábios finos antes de iniciarem outro beijo. 

Enquanto Jungkook beijava e mordia sua boca, e enroscava cada vez mais os dedos em seus cabelos, suas mãos atrevidas se empenhavam em apertar e alisar o mais novo, agora por baixo da camisa também. Tocar diretamente a pele do Jeon era, sem dúvida, a melhor sensação que já sentira. Ainda mais se tiver fazendo isso enquanto o beijava. Como naquele momento.

Sua ideia de não ter uma ereção na presença do mais novo foi para a puta que pariu. Já era tarde demais. E resolveu encerrar aquilo de uma vez quando sugou o lábio inferior do Jeon enquanto apertava a carne da cintura fina e recebera um murmúrio dengoso em troca. 

Aquilo havia acabado consigo. E piorado ainda mais o estado de rigidez do seu pênis. 

— Tenho que ir — anunciou, ofegante, abrindo os olhos devagar.

Jungkook fez fico. 

— Estava tão bom — murmurou. — Só mais um… Por favor. 

— Você está ficando mimado — disse quando viu o mais novo aumentar o bico e quase colar as bocas.

— Não seja mau — disse, manhoso. — Me beija de novo…

— O último? 

— O último — roçou seu bico nos lábios grossos. — De hoje. 

Jimin riu e puxou o lábio inferior do mais novo para si, engolindo-o em seguida num beijo tão intenso quanto os outros.

— Agora é sério… Eu preciso ir — disse mais uma vez quando notou que o beijo estava ficando tão agitado e quente como os outros. 

Jungkook suspirou e abraçou o mais velho. 

— Seu celular está no bolso? 

— Não. Está em casa — Jimin franziu o cenho. — Por que? 

— Achei que estivesse. É que… Está duro aqui na frente — o Park comprimiu os lábios e tossiu em seguida, afastando-se rapidamente. 

— Acabei de lembrar que está sim — limpou a garganta e abriu o portão. — Nos vemos amanhã, sim? 

— Mas — fez bico.

— Está tarde — selou uma última fez os lábios do Jeon e fechou o portão quando ele entrou. — Boa noite. 

E foi. Atravessou a rua rapidamente e correu pela calçada até em casa. Só parando quando chegou no quarto e se jogou na cama. 

Seria errado se tocar pensando em Jungkook?


Notas Finais


Papo reto...

Uma galera já me pediu para fazer um grupo no Whats para os leitores das minhas histórias. Para interagir e falar mal de mim hihih. Vocês realmente querem? Se quiserem, eu faço, sem problema. Mas, vai ter que respeitar um ao outro. Qualquer briginha e fogo no cu, eu excluo

Digam se vocês querem 🤗

Vamos aos acontecimentos no cap...

JK gamer kakaka tadinho, ficou com medo do controle tremendo

O Tae dizendo para ele não morrer kakaka épico

Jikook se beijandinho deitados no chão hihi super cute 😍

Jikook se pegando gostoso no portão da casa do Jeon kaka safadinhos. Amo

Será que se tocar pensando no Kookie é errado? Kakaka

Enfim... É isso por hoje

Se amem. Se cuidem. Se hidratem. LIMPEM BEM AS MÃOS. NÃO SAIAM DE CASA. Se protejam. Amo vocês💜


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