História Jimin - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin)
Tags Jimin Vkook Bts
Visualizações 25
Palavras 1.540
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capitulo unico


-Eu passei muito tempo ao lado dele, vi seus sentimentos aflorarem, suas lágrimas caírem, o sangue jorra, vi seu coração ser partido e quebrado tantas vezes e em tantos pedaços que pensei que jamais poderia o ver inteiro de novo, mas lá estava ele no dia seguinte arqueado um sorriso perfeito, sendo aquilo que todas acham que ele é. Mas ele é tão fraco e deprimente que a maioria daquelas pessoas jamais o suportaria, não. Principalmente quando ele entra em uma crise, ah essa era provavelmente a pior parte. Ele se sentia um lixo, inútil, fútil e é isso que ele é, e ele e todo mundo que o vê pensa isso. 

E sendo honestamente até mesmo você, que tanto ama o admirar, sabe o quanto aquele sorriso é falso, o quanto essa felicidade e compreensão são falhas. 

Ele é o mais quebrado. 

Durante um tempo observei de perto sua obsessão por seu corpo, ele ia em busca da perfeição para os olhos alheios, ele encontro em 10 dias vivendo de apenas uma refeição, sabe o que a maioria disse, que ele estava mais bonito, na minha cabeça penso que ele fica cada vez mais vulnerável com comentários assim, o incentivando a continuar com loucuras como essa... Naquele verão discutimos, eu insistia em faze-lo se alimentar e ele dizia que eu não sabia como ele se sentia, nunca duvidei dessas palavras, eu não sabia como ele se sentia, nem de longe eu corri atrás das pessoas dessa forma, nunca me importei com as complexidades e necessidades básicas de adolescentes, sempre fui apenas eu. E mesmo que eu dissesse isso a ele, ele apena respondia com excesso de arrogância e ironia. - Eles não querem ver uma pessoa melancólica e sim uma pessoa alegre. 

Sempre que vejo seu rosto ao lado daquelas pessoas, percebo o quanto ele é um flor perdido em deserto, e a cada dia o vejo ficando cada vez mais frágil, mais danificado. Não os culpo, foi ele que quis isso, nem mesmo eu pude ajudá-lo, ou depois de um tempo, quis. 

Ele viu algo naquelas pessoas que não enxergo, na verdade fico envergonhado. Mas la esta ele sorrindo ao lado daqueles que não perderiam tempo em massacra-lo. 

Deve acha que os odeio? Não, eu só não me importo, doeu ver pelo que eu fui trocado, óbvio, afinal éramos amigos, e eles fizeram dele alguém fútil e vil, mas era no meu ombro que ele chorava, berrava, se depreciava, fazia promessas ao vento de que mudaria se eu ficasse ao lado dele, ele não mudou, eu sim. 

Já faz alguns meses isso. 

Desde então não sei se ele chorou, mas sei que sim, só eu noto - ou melhor só eu sei que é ele - seu grunhido de lagrimas abafadas durante algum intervalo de aula no banheiro, onde acha que ninguém o ouve, mas la estou eu. Sempre. 

Ser forte significa deixar ele crescer sozinho, aprender sozinho, negar apoio deixa ele sofrer. 

Que tipo de amigo eu sou para fazer isso? Acredite alguém muito preocupado, demais até, e que ficou sem ideia de como tentar impedir o pior. 

No final eu desistir ao perceber que minhas palavras, meus atos, minha presença passou a ser apenas sua fuga de uma mascara que não aguenta mais carregar.

Ele precisa entender que não pode agrada-los para sempre, a mascara do garoto perfeito precisa cair, ele precisa senti na pele o que todos acham da verdadeira face dele. 

Mas ele tem medo disso, não o culpo as pessoas sabem ser cruéis... 

Eu nunca sofri com elas, nunca dei muita atenção na verdade.

Eu não vou esta lá, quando acontecer, algum tempo atrás eu estaria, mas ele não merecia.

Eu passei muito tempo ao lado dele...

Como eu disse... Eu vi seus sentimentos aflorarem, vi sua primeira decepção e com certeza foi diferente do todos imaginam, porque eles não conhecem esse lado dele, acho que o que ele mais detesta. 

Sabe qual é? 

Eu sei que não sabe, ninguém sabe. Ele tranca isso tão enterrado dentro de si que se obriga a não ficar excitado, como se isso fosse possível, principalmente ao ver o treino de basquete do time da escola.

Não me olhe como se fosse surpresa, é você que o captura por todos os ângulos, não eu. 

Sabe que ele fingi muito bem, mas seu olhar sempre lhe entregá, assim como suas ações, mesmo sendo péssimo na maioria dos esporte está sempre em todos os treinos, e acredite ele não é ruim, é que suas atenções estão em outro lugar, nas pernas musculosas dos atleta, se não sabe. Provavelmente ele encara tanto sua câmera porque gosta do que esta atrás dela.

Não sorria achando que ele algum dia ira assumir isso, seria muita hipocrisia de um menino sonhador como você e que acima de tudo agora sabe a verdade.

 Enfim, não se apegue a ele, eu o vi sofre mas também já vi machucar muitas... e muitos. Ele se tornou alguém tão hipócrita que quando surgiram os rumores de sua sexualidade ele começou a namorar, e dizem que ele ate mesmo ridicularizou um garoto que se declarou para ele... - Dizem é modo de dizer, eu vi a cena. Infelizmente de camarote, primeira filheira, por um segundo pensei que a mascara dele iria quebra no segundo seguinte me desapontei, o vendo abrir o bilhete que o garoto havia lhe entregado, e sorrindo despretensiosamente ao ler. Vi de frente sua risada arrogante, vi e confirmei que a cada passo que dava ele afundava. Aquela era possivelmente sua última carta para sair daquele abismo, sua mascara iria cair, até o ultimo segundo antes das risadas eu fiquei de prontidão para secar suas lagrimas quando chegasse a hora.

Mas então ele riu na cara do menino, o deixado constrangido. Suas palavras nem sensíveis e afetivo, como demonstrava tanto ser ao lado daqueles tão falso quando ele, foi. Suas palavras foram exageradamente grossas e infantil. Naquele momento me encarando ele disse. Jamais ficaria com um homem em sã consciência, jamais seria comparado a um viadinho! Ele já ficou senhoras e senhores! Eu quis dizer, eu quis muito, muito mesmo, berra ali mesmo o quanto ele reclamou por ter doido em sua primeira vez e pior que queria repeti. Mas eu não fiz, sabe... eu me fiz uma promessa nunca mais... nunca, ia me meter na vida dele. 

E eu entendi que a partir daquele momento a vida dele havia se tornando uma mentira para ele mesmo, e ele seguia afundando, agora sem mim.

Mesmo que há muito tempo eu não estivesse com ele, acho que foi naquele momento que ele se convenceu que nossa amizade havia chegado ao fim, naquele mesmo dia eu o ouvi chorando no banheiro. Desejei não ter sentindo pena dele, mas la estava eu em um surto de demência querendo o ver sorri

Querendo o consolar. 

Ao perceber a presença de alguém a mais no banheiro, engoliu o choro, saiu da cabine privada e me encarou, pareceu surpreso ao me ver, mas sorriu. 

Não preciso de seus consolos mais. Falou, algo se estilhaçou dentro de mim, decepção nome desse sentimento que me persegue ate hoje. E no final eu estava certo, mesmo querendo tanto esta errado, ele afundou em sua próprias palavras, mentiras, ele sucumbiu a ele mesmo.

Me desculpe por achar graça disso, é só que eu já esperava por isso.

Eu esperei muito que ele caísse mas a frente de todos mas ele continuou sendo ele, o mesmo de sempre, forte, segurando sua mascara da falsa felicidade para onde ia.Eu por sinal eu pensei que eu iria me divertir ao vê-lo sucumbir, mas mais uma vez eu provei para mim mesmo que estava errado sobre meus desejos.

Ele tentou suicídio. 

Ninguém sabe... mais uma vez apenas uma das verdades da vida dele que se reserva a mim. Dessa vez eu fui mais rígido em minhas palavras mas apenas repeti o mesmo discurso de antes. Pedi para que ele desistisse, parasse... mas mais uma vez la estava ele fingindo uma lesão idiota para os pais e aqueles que chamava de amigos, fingindo estar bem, assim como esta fingindo sorrir distraidamente para sua câmera agora.

Parece que tudo isso foi há uma vida atrás, aquele pessoa junto dos outros sobre aquele gramado verdinho, sorrindo escancaradamente para sua lente, não é nem de longe a pessoa que chamei um dia de amigo. 

Sinto falta dele... 

Hey! Não mire essa coisa para mim... Não deixei que fotografa-se! 

*

Não ria... senhor Jeon Jungkkug! Isso não é engraçado, perdeu seu foco, foi? 

-Acho que não tenho mais vontade de fotografa-lo... Não quero fotografar uma mentira. 

Achei que ele fosse parecer mais humano para sua lente. 

-A proposito como descobriu meu nome? 

Eu vi o quanto suas atenções estavam nele... Seria muito injusto deixar que ele fizesse você sofre. 

-Então esta cuidando de mim? 

*mais um click* 

Sorrio. 

Alertando, seria a palavra exata. 

-Posso te beijar? 

Não deveria perguntar meu nome primeiro? 

-Acha que eu estou a esse tempo todo te ouvindo e não sei seu nome, Taehyung? 

Riu

 

 

Meses depois Jimin foi encontrado morto em sua casa, prefiro acreditar que não foi a minha felicidade que o deixou se abalar e preferir desistir. 



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