História Jinchuuriki - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Visualizações 35
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desejo a todos uma boa leitura 💞

Capítulo 14 - Capítulo 14


– Eu sei que Ibiki é conhecido por ser um especialista em interrogatório e tortura, mas não precisa ficar tão nervoso com isso, Kakashi. Não é como se ele fosse torturar seus novatos – A voz de Sarutobi Asuma soou no ambiente enquanto observava o homem  de cabelos cinzas sentado na sua frente.

As três pessoas naquela sala estavam sentadas confortavelmente nos sofás vermelhos que possuíam uma textura macia enquanto tomavam suas bebidas. Eles aguardavam ansiosamente noticias sobre seus respectivos times e, embora todos tivessem certeza de que seus discípulos estavam minimamente preparados para um evento dessa magnitude, não deixavam de pensar se não deveriam ter escutado Iruka quando o mesmo disse que seus alunos eram jovens demais e careciam de experiência. Mas não havia como voltar atrás, preparados ou não o que está feito não pode ser alterado.

– Não é com isso que estou preocupado – Dando um longo suspiro o homem ajustou hitaiate que estava se soltando – O Hokage adicionou mais um membro na minha equipe faltando apenas uma semana para o exame e não tive tempo de coletar nenhuma informação sobre a criança.

– Uma equipe de quatro pessoas? Isso é realmente estranho – Murmurou a mulher de cabelos escuros e olhos vermelhos incrivelmente belos, na opinião de Asuma. Sentada de maneira delicada Yuhi Kurenai saboreava o líquido que estava na lata em sua mão enquanto tentava não se importar com os olhares que recebia vez ou outra do Sarutobi – Não existem equipes com essa formação há muito tempo. Qual é o nome do seu novo aluno?

– Aluna, é uma garota – Resmungou o homem que agora se encontrava lendo o seu inseparável livro de bolso – O nome dela é Mochizuki Sayuri.

Um silêncio um tanto desconfortável surgiu no ambiente, era como se o próprio nome da garota fosse um sinal de mau presságio. Estranhando a súbita mudança de clima na sala, o Hatake levantou seus olhos do seu livreto apenas para se deparar com as feições de surpresa de seus amigos.

– Por que estão com essas caras? – Indagou o Hatake ligeiramente confuso.

O silêncio do local fez com que a pergunta, não mais alta que um sussurro, percorresse a sala de forma estrondosa, mas Kakashi não obteve uma resposta imediata. Uma longa pausa dramática foi feita e os olhares trocados entre a Kurenai e Asuma aumentaram ainda mais o clima de suspense do ambiente. Kakashi não conseguiu não revirar os olhos com isso, apenas falem de uma vez.

– Eu acho que você deveria estar fazendo várias missões na época em que as coisas aconteceram e por isso não sabe – Começou a moça voltando subitamente ao seu estado tranquilo de antes – Se estivermos falando da mesma Sayuri, como acredito que estamos, ela foi um dos mais jovens prodígios ninjas que a aldeia já teve. Aos cinco anos ela já era uma genin e, segundo alguns poucos relatórios que consegui ler, ela era extremamente promissora.

Kakashi conseguia sentir que tinha algo errado com a história da garota. Ninjas prodígios não eram achados com frequência, mas não era algo tão anormal, sempre haveria alguns em cada geração, como ele mesmo. 

– Um ano depois de sua graduação na academia aconteceu um incidente envolvendo ela e um membro de um clã poderoso – Falou a mulher de forma séria – Houve boatos de que isso quase causou o inicio de uma guerra civil. 

Kurenai lembrava-se perfeitamente dos dias que se seguiram depois do suposto incidente, o clima na aldeia estava completamente pesado, cada pequeno desentendido entre os moradores gerava um caos enorme e ninguém sabia explicar a origem dos conflitos. Todos acreditavam que aquele seria o começo de algo maior que envolveriam os grandes clãs da vila, visto que os conflitos ficavam cada vez maiores e mais frequentes.

A mulher nunca ficou tão intrigada com algo, todos os relatórios que tinham sobre esse período pareciam incompletos ou sumiram misteriosamente. Ela só sabia que tudo que girava em torno daquela menina era incrivelmente suspeito.

– Que tipo de incidente? – Perguntou o Hatake rapidamente.

– Não sabemos – Respondeu Asuma tomando a função de narrar os fatos para si – Tudo o que se sabe sobre o assunto é que um Anbu serviu de testemunha e foi misteriosamente silenciado. Eu acredito que ele tenha sido assassinado para ocultar seja lá o que tivesse acontecido – Dando uma longa pausa para fumar seu cigarro ele logo continuou o relato – Naquele dia eu estava no prédio do Hokage e apenas consegui ouvir alguns gritos dos conselheiros antes de ser posto para fora. Ninguém fora daquela sala sabe o que realmente aconteceu com a menina.

– Depois daquele dia a menina quase não foi vista com o seu time e raramente era encontrada caminhando pela vila – Continuou Kurenai – Mas sabe-se que um ou dois anos depois ela e seu time foram enviados para o Exame Chunin em uma vila não especificada – Uma pausa foi feita pela mulher que tentava se lembrar de todos os poucos detalhes e informações que conseguia enquanto observava os galhos cheios de folhas batendo gentilmente nas janelas da sala – Não se sabe o que aconteceu, mas a menina voltou sozinha... Todos da sua equipe haviam morrido. O Hokage ou o concelho nunca se pronunciaram sobre nenhum caso ou acontecimento que a garota estivesse envolvida.

Então Kakashi finalmente se lembrou. O homem havia conhecido aquela criança anos antes, ele foi o responsável por escoltá-la para a sala do Hokage anos atrás, ela estava com uma expressão tão tranquila que o acalmou tanto quanto o deixou desconfiado. Ele sabia que ela tinha feito algo grave, afinal o soberano da Folha não iria pedir para alguém escoltar uma garotinha sem motivos fortes.

Não ouve conversas entre ambos naquele dia, eram apenas uma garotinha tranquila acompanhando um homem mais velho em um passeio pacífico pela vila. A cena era harmoniosa, ambos transmitiam sentimentos reconfortantes para aqueles que os vissem, suas posturas e o ar de que os envolviam eram tão envolventes que parecia que a própria família do Daimyō haviam os agraciado com suas presenças. Mas o homem não percebeu - ou fingiu que não percebeu - que aqueles olhares que recebiam não eram de curiosidade ou apreciação, não havia nada ali a não ser rancor. Um sentimento parecido, só que muito mais forte, era sentido assim que olhassem diretamente nos olhos da criança, eles estavam preenchidos com um frio intenso, o desprezo por todos que estavam na sua frente era tão nítido que começou a incomodar o ninja que a acompanhava. O homem já era acostumado a aquele tipo de olhar, muitos de seus oponentes transmitiam essas mesmas emoções, mas aquilo não era normal em uma criança.

Depois de deixar a menina estranha na sala do Hokage e percebendo que o clima absurdamente tenso, o homem saiu rapidamente enquanto lançava um último olhar para a garota. Ele iria resolver seus próprios negócios antes que acabasse encontrando Gai e terminasse envolvido em alguma competição estranha que ele nem sabia como acabava entrando. 

Mas para sua surpresa nada daquilo aconteceu.

Ele recebeu uma missão de última hora para neutralizar um espião que tinha conseguido se infiltrar na Anbu. Como não costumava questionar as ordens dos seus superiores, mesmo achando estranho os dois conselheiros e Danzou estarem presentes na sala, ele concordou sem hesitar.

Ele não podia se esquecer do olhar do anbu que matou naquele mesmo dia, era como se o ninja não entendesse o porquê de estar sendo morto misturado ao desespero de sentir sua vida sendo tirada de si. Aquele olhar o perseguiu durante muito tempo em seus sonhos.

Só agora ouvindo fragmentos da história da menina é que ele começava a se questionar sobre aquela missão tão repentina e estranha. Não existem tantas coincidências assim no mundo.

– Outra coisa, Kakashi. Aparentemente a menina é a Jinchuuriki da Kyuubi – Completou Asuma.

O homem não pode deixar de questionar a sanidade do Hokage por adicionar logo aquela criança na sua equipe. Ele já podia prever a dor de cabeça que isso iria se tornar, principalmente se Naruto descobrisse. Isso só pode ser uma grande piada.

Em uma sala consideravelmente longe dali, Sayuri tentava bravamente se controlar para não acabar matando seu parceiro de time antes da próxima fase. Não é possível que ninguém me deixe dormir por mais de cinco minutos.

A menina admitia que era deselegante da sua parte dormir enquanto o instrutor dava as instruções para a décima pergunta, mas ela tinha Kurama que poderia prestar atenção por ela. 

Ambos tinham um acordo silencioso de que enquanto um estava dormindo o outro ficaria em alerta, os dois não poderiam ficar de guarda baixa ao mesmo tempo, não na Anbu Ne. Além disso, a garota estava apenas esperando os inúteis, como disse Ibiki, acabarem de serem eliminados. 

Mas nem Kurama poderia alertá-la sobre a gritaria que o loiro faria.

– ...NÃO VAI FAZER EU AMARELAR, NEM PENSAR. NÃO TO NEM AI SE VOU FICAR COMO GENIN PELO RESTO DA MINHA VIDA, UM DIA EU AINDA SEREI UM HOKAGE!

E ele não parava de gritar.

A menina não conseguia entender o objetivo daquilo, não fazia sentido em sua mente. Segundo a lógica da garota, se o menino não queria desclassificar sua equipe ele só precisava se manter calado, não precisaria de tanto escândalo e tudo seria mais rápido.

A menina não sabia se era ela que pensava de mais ou os outros que eram idiotas, mas graças a gritaria do garoto, Sayuri pode perceber que a confiança dos outros candidatos foram restabelecidas, o que significava que teria mais inimigos na segunda fase. Que maravilha.

"Não Ibiki, nem todos os inúteis saíram." Resmungou a raposa enquanto encarava o menino barulhento. "E controle seu chakra, está me incomodando."

"Desculpe." Disse a menina enquanto tentava organizar novamente seu fluxo de chakra o direcionando para um ponto especifico em sua mão direita. Ela sabia que o processo deveria ser cuidadoso, não poderia chamar a atenção dos guardas por possuir mais chakra do que quando iniciou a prova.

A menina sabia que a absorção de chakra de novo era um processo que poderia levar a morte se não tomasse o devido cuidado, além de que poderia acabar machucar a raposa. E ela não se perdoaria se fizesse algo assim, não de novo.

– Muito bem eu admiro a determinação de vocês, nada mal. Mas para aqueles que ficaram só resta uma coisa para fazer – Ibiki olhava para todos os genis da sala querendo checar se não haveria mais nenhuma desistência. Recebendo os acenos de afirmação da sua equipe ele prosseguiu – Isso quer dizer que todos passaram na primeira prova.  

E aí a garota de cabelos rosa começou a gritar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado meus anjinhos 💞💞


*Capítulo não revisado


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