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História Joaninha - Capítulo 4


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Não sei se vão gostar

Capítulo 4 - Dizendo


Fanfic / Fanfiction Joaninha - Capítulo 4 - Dizendo

 Era a primeira vez que via o Bakugou tão aflito, também era a primeira vez que ele segurava minha mão tão forte, quase chegava a machucar 

- Você tem certeza que é uma boa ideia eu está aqui? Ele vai ficar furioso - disse um pouco nervoso, não que eu estivesse tentando fugir, apenas pensava no conforto do meu amado e do seu noivo 

- Por isso você está aqui, eu não sei o que ele pode fazer se souber - fiquei surpreso com suas palavras e a tonalidade que elas foram proferidas, parecia assustado e com raiva - então esteja por perto - acaricia seu ventre, nem parecia que a poucos menos de três dias tinha pensado que o aborto era a melhor solução

- Ele nunca te machucaria, é o Midoriya, ele é um doce de pessoa, mesmo sendo um alfa - o que eu estava dizendo? Eu também estava nervoso com tudo que poderia ocorrer, mas se ele realmente tentasse algo, seria um homem morto 

 Bakugou bateu na porta do apartamento, era hora da revelação

 O Izuku apareceu pouco tempo depois com um grande sorriso radiante. Assim que o viu Katsuki soltou minha mão como se ela queimasse como fogo, seu olhar não encontrava mais o meu, nem a sua proximidade tinha mais e aquilo doeu 

 Ele era o homem que Bakugou realmente amava, não tinha dúvidas, por que eu teria? Um noite não significa para sempre 

- Kacchan! - abraçou o loiro com carinho, mesmo que o outro não retribuiu 

- Me larga seu inútil - adentrou o apartamento sem mais enrolação, se não o conhecesse diria que estava com raiva, mas esse não era o caso, ele estava apavorado e isso era óbvio para mim 

- Por que ele está com raiva? Eu fiz algo? Se fiz, não foi por querer - dizia frenético para mim, sem me dar tempo de responder - que saber, deixar o explosivo explicar 

 Adentrei o pequeno apartamento, sentando um pouco perto dos dois, pronto para interrompê quando algo desse errado. Bakugou me ordenou silêncio completo

 " - Não fale nada, é meu problema, eu resolvo

- Certo - concordei, ele estava dirigindo o carro e eu era jovem demais para morte" 

 Izuku me olha com certa estranheza, Bakugou estava na casa dos Yagi iam fazer três dias e nesse tempo todo ele não sabia de absolutamente nada

- Onde Você esteve esse tempo todo? 

- Na casa do Aizawa - respondeu sem me olhar 

- Eu liguei para ele e ele disse que não sabia onde você estava

- Eu pedir a ele - fico mais atento quando ele se aproxima mais do ômega 

- Por quê? - perguntou simplesmente

- Eu não queria te ver, não até eu resolver isso - fala com as mãos posicionadas protetoramente em cima do seu ventre 

- Kacchan… você está… - olhar esperançoso para o explosivo, talvez esse tenha sido meu olhar quando soube da gravidez, ele parecia tão feliz - mas como assim resolver, você o tirou 

- EU NÃO O TIREI - gritou como se aquilo fosse um absurdo - mas quase o fiz, eu não entendia - me levantei quando suas mãos seguraram as mãos do meu amado, quem ele pensa que é? - me larga - Bakugou diz no meu lugar, tirando o esverdeado de perto dele - a duas semanas e alguns dias eu sair para bebe com alguns amigos do colegial, eu bebi demais e aconteceu - seu olhar se ergueu para vê-lo, queria saber sua reação, mesmo que já estivesse chorando - eu estou esperando um filho, mas não o seu Deku

 Foi tão rápido que quase não conseguir reagir, Midoriya havia empurrado o pai da minha filha com força ao chão, quase provocando sua queda, felizmente estava perto o suficiente para segurá lo em meus braços, ele cairia e provavelmente sua cabeça bateria bem na pequena mesinha de centro 

 Normalmente Bakugou pularia para matar esse filho de uma égua, mas naquele dia não foi isto que ele fez, apenas esperou o que Midoriya tinha a dizer 

- Se você tentar machucar o Bakugou e meu bebê de novo, eu te mato seu infeliz - ele chorava baixinho em meio aos seus devaneios, minha ameaça nem o alcançou 

- Eu deveria saber, eu sou um idiota, fui tão tolo - escondeu seu rosto entre suas mãos - quanto tempo ele é seu amante? A quanto tempo me fez de imbecil? Em? 

- Foi apenas uma noite, não foi algo planejado, eu não decidir fazer isto - Bakugou tentou se aproximar mais foi afastado com sucessor 

- Você escolheu ter esse filho, você queria deitar com esse florista, você queria casar com ele e não comigo

- NÃO É VERDADE, DEKU!

- NÃO GRITE COMIGO! VOCÊ PERDEU ESSE DIREITO, VOCÊ PERDEU - fiquei entre eles, aquilo estava indo mal - quem diria que você se transformaria no ômega que você tanto odiava, sendo protegido por um alfa - ri sem humor 

- Ele é um dos envolvidos, apenas está aqui para participar e não para me proteger 

- A é? - Kacchan confirma - então me diga que você não permitiu que ele te marcasse na noite que vocês TRANSARAM! 

 Pensava que ele daria o dedo do meio e iríamos embora, mas para minha surpresa ele mostra a marca em seu pescoço, era tão evidente, eu mordi muito forte

- Namoramos por quatro anos, estamos noivos a um anos você nunca me permitiu nem sequer pensar nessa possibilidade, mas para ele foi tão simples - diz com uma falsa tranquilidade 

- Não é verdade 

- Se não, então me prove

- Como? 

- Diga que me ama com todas as letras, diga com toda sua sinceridade, eu te juro esquecer sua traição e cuidaremos desta criança com todo amor do mundo, você só precisa disse "eu te amo, Midoriya" 

 Quanto ele passar por mim e se aproximar do Izuku, minha esperança vai se acabando. Bakugou segura suas mãos com firmeza e respirando fundo pronúncia com plena certeza 

- Eu gosto de você, Deku, mas não o amo e nunca amei 

 Com seu abraço forte esconde o rosto choroso do Midoriya em um aperto, dando o conforto que suas palavras tiraram do esverdeado

- Me perdoe, Deku 

- Seu… seu idiota

 Aquilo me deixou com um grande peso no peito, mesmo que uma emoção egoísta me dizia que eu deveria estar pulando de alegria com tudo isso, mas eu a ignorei com dificuldade

- Quando eu voltar, eu espero que vocês não estejam mais aqui, pegue suas coisas e vá embora - Midoriya disse saindo do abraço de urso do Katsuki - eu vou beber algo, não se preocupe, eu vou tentar não engravidar o noivo de ninguém 

 Quando ele saiu do recinto, Bakugou correu para meu abraço e me senti um pouco nostálgico, tantas vezes ele correu para minha casa para desabafar seus muitos problemas comigo, como eu queria proteger meu amado de todo mal do mundo 

- Eu estou aqui, Bakugou - abracei seu corpo ao meu - sempre estarei, para você e nossa filha 

- Não sabemos se vai ser menina 

- Claro que vai, estamos usando a magia do apelido idiota - sorrir 

- Você é muito ridículo

- Seu ridículo 

 


 



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