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História Jogada de Mestre - Capítulo 85


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Notas do Autor


Olaaaá, meus amores! Tudo bem com você? :D

1) Em tempos de quarentena (eu realmente espero que todos estejam de quarentena, para evitar que esse vírus se espalhe ainda mais pelo nosso país), a titia VS decidiu vir postar o capítulo novo! Aeee! Assim, fiquem em casa, usem muuuito alquingel, lavem as mãozinhas (uma mão lava a outra, lava uma mão, lava a outra ~musiquinha kk), e leiam e releiam muuuito JDM para passar o tempo! Espero de verdade que todos vocês estejam bem e continuem bem! Vamos passar por essa intactos! E gente, eu amei de verdade todos os comentários de vocês no capítulo passado e sou muito grata a todos que continuam aqui, mesmo depois de todo esse tempo!

2) Por favorzinho, não deixem de comentar e de favoritar a história. Isso é muitíssimo importante pra mim e me motiva demaaaais! Juro pra vocês que são esses comentários que me motivam a continuar! Sem vocês, essa história não existiria <3

3) Me sigam no instagram @vanessaldanha ! Estou sempre por lá e sempre respondo as mensagens que vocês me mandam! Vou adorar vê-los por lá! Mesmo que o insta seja privada, eu sempre aceito vocês!

Capítulo 85 - Primeiro e único.


[Sob o olhar de Liam]

 

Três semanas depois

Depois daquela noite, foi como se todas as coisas começassem a se encaixar.

Eu realmente já não era mais o mesmo. Se antes as mudanças já tinham começado, depois daquilo elas ficaram muito mais evidentes. Me sentia como uma nova pessoa, uma pessoa melhor. E isso me fazia tão bem, tão feliz.

Coisas que antes tiravam meu sono, já não me importavam. E coisas que eu não tinha tanto interesse começaram a tomar lugar de destaque na minha vida. Eric e eu estávamos ficando e vivendo nosso melhor momento juntos.

Saíamos todos dias, transavamos todos os dias, tiramos o atraso de muitos meses, nos víamos o tempo todo e o sentimento dentro de nós apenas aumentava com o passar do tempo. Naquela altura do campeonato, eu já não me importava mais em andar de mãos dadas com ele, ou de beijá-lo na rua.

A única coisa que me importava era a nossa felicidade. E eu me sentia extremamente feliz de poder ser quem eu era com ele, mesmo que fosse em público. Nossos pais ainda não sabiam sobre nós, mas em nenhum momento tivemos medo que eles acabassem descobrindo.

Na verdade, nós já estávamos planejando de contar, apenas aguardaríamos pelo momento mais ideal. Ainda não sabíamos como seria a reação deles, mas isso também não nos preocupava.

Sabíamos que, independente do que acontecesse, nós permaneceríamos juntos, firmes e fortes, porque o que nós sentíamos um pelo outro era mais forte do que qualquer coisa. Nem mesmo um possível repúdio dos nossos pais seria capaz de nos separar.

Do dia da nossa primeira vez em diante, nossas maiores obrigações com o colégio tinham acabado, porque o vestibular já tinha passado. Ou seja, fim das aulas. Para a minha completa felicidade, a gente só precisava ir aos treinos de futebol e aguardar pela grande final do campeonato.

Não precisávamos mais cruzar com aquelas pessoas do colégio, muito embora, desde o que aconteceu com a Lana, eles já tivessem começado a mudar certas posturas. E isso ficou ainda mais depois que tivemos o ciclo de palestra de conscientização sobre pessoas LGBTQ+, que o diretor Dawson tinha proposto como forma de nos redimir sobre o lamentável ocorrido no pátio da escola e também toda a onda de preconceitos que nos assolava nos últimos tempos.

Era notório, no rosto de cada um deles, a maneira como reagiram aos relatos de casos de vida de pessoas LGBTQ+. As história de vida eram tocantes, importantes, verdadeiros mecanismos para abrir mentes tão fechadas. Algumas tristes, outras felizes. Histórias de vida, de superação. Histórias que nos mostravam o real significado da palavra “respeito”. Histórias que arrancavam lágrimas, sorrisos. Histórias que nos davam, sobretudo, a esperança de uma vida melhor.

No final do ciclo de palestras, o clima estava ameno. Era como se todos tivessem passado a sentir vergonha das atitudes que tomaram. Olhavam para mim e Eric de mãos dadas e nada falavam, agiam naturalmente. Sim, nós estávamos andando de mãos dadas no Colégio Regent. E, pra ser sincero, pela primeira vez, eu descobri que o “andar de mãos dadas” era tão mais íntimo que fazer sexo…

Era libertador.

Os burburinhos, os olhares atravessados, as piadinhas de mal gosto já não estavam mais ali. Exceto por uma coisa. No dia do ciclo de palestras, assim que acabou e nós todos nos levantamos, Eric estava do meu lado e segurou minha mão para irmos embora. Em dado momento, olhei para o lado e vi… Eu vi olhares de Robert e William se cruzarem com o meu. Tanto tempo que eles nem olhavam mais na minha cara, tanto tempo que não ouvia uma palavra sequer sair da boca deles.

Tanto tempo me evitando. Por causa de uma bobagem.

Olharam para mim e Eric, até baixarem o foco até nossas mãos.

Mas… Os olhares não eram mais os mesmos. Não eram como antes. Eles pareciam… Não sei… Pedir desculpas. Uma mistura de falta com culpa. Ou vergonha, falta e culpa. Eu não sabia. Ainda passamos alguns segundos nos olhando. Eles pareciam querer se aproximar, mas não o fizeram. Talvez o sentimento de vergonha fosse maior. Uma pena, porque, apesar dos pesares, eu sentia falta daquilo que a gente chamava de amizade, mesmo que por um tempo eu tivesse pensado que a tal “amizade” não fosse nada além de uma mentira.

Senti, então, quando Eric puxou levemente minha mão. Virei meu rosto em sua direção e vi quando indicou com o queixo para irmos embora. Deu um último olhar para Robert e William, notei em seus semblantes que ainda ficaram tentados a fazer algo, mas continuaram sem nada fazer. Suspirei e saí. Diferente de antes, eu não guardava mais ressentimentos. Eu tinha consciência de que eles tinha agido como eu mesmo agia e que cada um tinha um tempo diferente para se desconstruir. Antes tarde do que nunca. Eu só não iria atrás, mas quem sabe algum dia eles tomassem alguma boa iniciativa.

Desde esse dia em diante, não nos vimos mais. Eu também não estava muito preocupado com isso. Eu estava vivendo uma das melhores fases da minha vida e não queria me preocupar com muita coisa. Só queria ficar bem. Só queria aproveitar o que estava acontecendo entre eu e o Eric. Era por isso que, naquele fim de tarde de sábado, eu estava terminando de me arrumar, quando ouvi a buzina do seu carro, o Porsche amarelo-cor-de-vômito-de-criança. Risos.

Corri para a varanda e vi seu carro estacionado. Acenou pela janela, deu um sorriso lindo. Lindo demais. Sorriso lindo do caralho, puta merda. Acenei de volta e corri para fora. Aproveitei que meus pais tinham saído de casa e, assim, eu não precisava dar satisfação para ninguém. Na verdade, eu nunca fui de dar muita satisfação para onde eu ia. Talvez, só um pouco mais nos últimos tempos. Não porque eles pediam, mas por consciência mesmo.

Quando alcancei seu carro, abri a porta e não me contive em agarrá-lo no mesmo instante. Eu não me importava se estava na frente da minha casa ou no meio da rua. Eu não me importava com nada. Na verdade, eu só me importava com uma coisa: Eric. Abracei, beijei. Pra ser bem sincero, eu enchi beijos. Por mais que eu o visse todos os dias, nunca era o bastante. Eu sempre precisava de mais, eu sempre queria mais, como se fizesse vinte anos desde a última vez que nos vimos.

— Nossa, que gostoso esse ataque de beijos… — Falou com um sorriso todo satisfeito, enquanto retribui todos os meus beijos. — Quero mais, quero mais… — Em tom de brincadeira disse, me abraçando.

Deu uma pequena risadinha.

— Meu Deus, eu tô cada vez mais viado. — O sorriso não saía do meu rosto. Eu não me importava, não me preocupava. Era tão natural quanto qualquer outra característica minha. — Só ladeira abaixo viu… — Brinquei. — De mal para pior.

— “Ah, mas eu sou bi, eu sou bi…” — Fazendo aspas com os dedos e cheio de sarcasmo, imitou meu jeito de falar. 

— Ei, mas eu sou bi sim, viu? — Repliquei. — Inclusive, eu tava até pensando de chamar alguma gatinha pra sei lá… Fazer um menage com a gente. Acho que devíamos aproveitar todas as… Oportunidades. — Arqueando uma das sobrancelhas, sorri com muito mais sarcasmo que ele.

Eric virou o rosto.

— E eu acho você devia aquietar esse pau dentro das calças. — Estreitou os olhos em minha direção com uma raivinha fingida.

— Acha? — Levantei novamente uma das sobrancelhas. — Mas aí a brincadeira não teria tanta graça… — Segurei sua mão, levando-o até meu membro e fazendo-o apertar. — Deixa de ser idiota. — Sorri. — Só fico duro contigo. — E o abracei de novo, beijando-o.

Realmente, isso era a mais pura verdade. Eu não tinha ficado meses sem transar porque eu simplesmente quis. Não foi por falta de tentativa. Eu queria, e muito, transar, mas só conseguia ficar excitado com aquele imbecil.

E era exatamente isso o que ele estava fazendo comigo naquele momento: me excitando.

Eric segurou ainda mais firme, aprofundando o beijo. Abriu o zíper da calça e continuou, agora sem barreiras. Não demorei absolutamente nada para ficar completamente duro. Essa era a sina da minha vida.

— Pra onde a gente vai? — Perguntei entre beijos, ofegante.

— Pra um quarto? — Ele respondeu, ainda me masturbando. Porém, eu sabia que ele estava brincando com a minha cara. Eu tinha certeza de que ele não queria quarto coisíssima nenhuma. Era ali, agora.

— Por que a gente não faz aqui mesmo, no carro? — Perguntei, já tomado totalmente pela vontade. Era real: eu não me importava mais com o lugar, com nada. Eu só queria aproveitar o máximo que ele poderíamos dar um ao outro.

— Na frente da sua casa? — Sorriu cheio de malícia.

— Sim. — Respondi prontamente. — Tem fumê, a gente sobe os vidros e vamos pro banco de trás. Ninguém vai perceber. Vamo. — Fiz que ia me levantar para atravessar em direção ao banco traseiro, mas…

— Pera… — Segurou minha mão.

Eric ainda sorria daquele jeitinho gostoso. Mas, me fez parar.

— O que foi?

— Você tá esquecendo uma coisa importantíssima.

Continuou sorrindo, todo feliz, relaxado. Era tão bom vê-lo assim.

— O que? — Franzi o cenho.

— A camisinha e o lubrificante né? — Respondeu com obviedade.

— Ah? — Revirei os olhos. — Pensei que fosse outra coisa. Onde tá? — Perguntei.

— Ali, no porta-luvas. — Indicou com o queixo. — Pega lá. — Definitivamente aquele sorriso gostoso e despreocupado não saía do seu rosto. E isso me deixava muito mais excitado. Até o seu sorriso me deixava duro. Meu Deus, eu estava virando um maníaco por ele.

Ansioso pelo que estava por vir, não me demorei. Abri rapidamente o porta-luvas do carro.

Porém…

Quando vi…

Não tinha exatamente camisinhas e lubrificante…

Tinha… Uma caixa. Era de veludo azul, como uma caixa de jóias. Na verdade, era mesmo uma caixinha de jóias, mas de tamanho médio. Nem muito pequena, nem muito grande. Peguei com certo estranhamento.

— O que é isso? — Franzi o cenho.

O sorriso de Eric se alargou ainda mais.

— Não sei… Abri aí, que eu também quero descobrir. — Falou em tom de brincadeira.

— O que você tá me escondendo, heim? — Estreitei os olhos em sua direção, mas logo foquei novamente na caixinha de jóias.

Suspirei e, então, abri.

Meu Deus…

Era um colar prata. Lindo. E o seu pingente era um “E”.

— Isso é… — Balbuciei antes mesmo de erguer novamente meu rosto em sua direção, mas, quando ergui, Eric já estava segurando uma outra caixinha de jóias igual a minha. — São duas?

— Essa que você pegou é sua, e essa é minha. — Abriu a caixinha e retirou outro colar. Porém, o dele tinha um “L” como pingente.

Meu coração acelerou.

Não podia ser o que eu estava pensando.

— Por que você…? — Com os olhos arregalados, balbuciei novamente. Eu estava tão surpreso que nem consegui completar a pergunta.

Eric, então, suspirou. Largou a caixinha no seu colo e, com seus olhos, brilhando, segurou minha mão.

— Liam… — Levou sua outra mão ao meu rosto, fazendo carinho. Meu coração estava quase saindo pela boca. Meu Zeus do Céu. — Você… Aceita namorar comigo?

Não, pera.

Eu tinha ouvido isso?

Eu tinha ouvido isso mesmo?!

Namorar? N-a-m-o-r-a-r?

O Eric estava me pedindo em namoro? O cara da minha vida? A pessoa que eu mais amava?

Meu Zeus... Finalmente!

Finalmente né? Por que, tipo assim, já tava na hora!

Eu nunca quis namorar. Nunca senti a menor vontade. De verdade. Até mesmo na época que eu ficava com a Stefany, por mais que ela fosse a “principal” e uma menina muito da hora, eu nunca senti vontade. Nem com ela, nem com ninguém. Estava “muito bem, obrigado” sendo solteiro e pegando quantas pessoas eu quisesse.

Mas, com o Eric… Com o Eric era diferente. Na verdade, depois dele, tudo foi diferente. Eu não me interessava por ninguém mais, não conseguia me relacionar com outras pessoas. Era só ele. Era só com ele. E eu sabia que eu precisava disso. Eu precisava namorá-lo. Como uma necessidade de vida.

E eu não tinha a menor dúvidas de que eu realmente queria isso.

— É-É, cla-claro! Claro! — Com o coração saindo pela boca, surpreso, nervoso, respondi. — É lógico que eu quero namorar contigo. — A cada segundo que eu falava, o sorriso dele ficava ainda maior, mesmo que eu não soubesse como isso era possível, porque já estava bem grande. — É claro que eu aceito. — E no mesmo instante o abracei forte, apertado, dando-lhe um dos beijos mais apaixonados.

— Eu te amo! Eu te amo muito! — Falou entre beijos, enquanto também retribuía meu abraço forte. Me apertava em cada parte do meu corpo, como se estivesse querendo atestar que aquilo era realmente real.

— Eu também te amo demais, seu imbecil. — Falei. — Quase me mata do coração com isso. — Sorri.

Eric deu uma risadinha.

— Foi ótimo ver tua carinha de surpresa. — Sorriu como uma criança que tinha acabado de aprontar.

— Idiota… — Revirei os olhos e ri. — Vem, coloca o colar em mim. Adorei o presente. Você realmente tem bom gosto. Claro. Pra estar comigo tem que ter bom gosto mesmo.

Eric riu.

— Você usa o colar com a inicial do meu nome e… — Explicou enquanto colocava em mim. — Eu uso o colar com a inicial do seu. Assim, você vai poder lembrar sempre de mim. 

— Nem se eu quisesse, e fizesse muito esforço, conseguiria te esquecer. — Deu um sorriso de canto de boca e o beijei. Encostei minha teste na sua e olhei nos seus olhos. — Eu te amo. Mesmo. De verdade.

Eric era a primeira pessoa com quem eu namorava. E seria a única.


Notas Finais


1) Aaaaawn, que fofura esses dois! Estão vivendo praticamente uma lua de mel, né? kkkk. Estão certíssimos. Depois de muito choro e ranger de dentes, o tempo de bonança vem rsrsrs. Meus amores, como eu já tinha avisado, nossa história está na reta final. Falta apenas sete capítulos! Então, comentem e me contem o que acharam! Me contem tudinho! Os comentários de vocês me motivam demais a continuar!

2) Não esqueçam de favoritar a história, se acharem que ela merece. Isso também é muito importante pra mim!

3) Me sigam no instagram @vanessaldanha ! Estou sempre por lá e sempre respondo as mensagens que vocês me mandam! Vou adorar vê-los por lá! Mesmo que o insta seja privada, eu sempre aceito vocês!

Muitíssimo obrigada a todos que leram e até o próximo capítulo!

Um beijão! <3


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