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História Jogada de Mestre - Capítulo 86


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Notas do Autor


Olaaaá, meus amores! Tudo bem com você? :D

1) Essa quarentena é benéfica não somente pra vocês não pegarem o coronga vairus, mas também pra autora aqui ter tempo de escrever e postar capítulos hahahaha. Pessoal, como vocês tão? Tão se cuidando? Tão bem? Eu espero que sim! Fiquem em casa, continuem de quarentena! Tentem achar coisas legais pra fazer em casa e passar o tempo, como ler JdM! Hahahah. Meus amores, outra coisa importante que quero falar com vocês é sobre a capa da história. A capa anterior foi uma leitora maravilhosa que fez e me deu presente! Eu adorei demais e sou grata até hoje! Porém, esses dias uma outra leitora me procurou e perguntou se podia fazer uma capa pra história. Eu, claro, disse que sim! Adorava a capa anterior, mas também adoro dar a oportunidade a outros leitores de presentear a história com essas capinhas! Então, muitíssimo obrigada @hobigirl05 por sua capa! Ficou divina, eu amei! Por fim, quero agradecer a todos vocês pelos comentários no capítulo passado! Eu amei de verdade e sou muito grata a todos que continuam aqui, mesmo depois de todo esse tempo!

2) Por favorzinho, não deixem de comentar e de favoritar a história. Isso é muitíssimo importante pra mim e me motiva demaaaais! Juro pra vocês que são esses comentários que me motivam a continuar! Sem vocês, essa história não existiria <3

3) Me sigam no instagram @vanessaldanha ! Estou sempre por lá e sempre respondo as mensagens que vocês me mandam! Vou adorar vê-los por lá! Mesmo que o insta seja privada, eu sempre aceito vocês!

Capítulo 86 - Eu prometo.


[Sob o olhar de Eric]

Naquele dia, acordei com o coração muito, muito, acelerado. E não, eu não estava passando mal, não era doença. Era só… Nada mais, nada menos, que o resultado do vestibular! Naquele dia, o resultado do vestibular seria divulgado e meu coração estava quase saindo pela boca de tanta ansiedade.

Tudo bem que no dia do vestibular em si eu não fiquei tão nervoso. Porém, sentia como se a minha ficha realmente estivesse caindo ali, naquele exato momento. Era o meu futuro que estava em jogo! Tudo estava em jogo! Minha vida ainda era uma incógnita. Eu ainda não sabia como seria tudo dali pra frente.

Eu tinha sido aprovado? E sido para qual universidade? Para onde eu iria? Eu iria para uma universidade distante e finalmente conseguiria ficar bem longe do meu pai? E o Liam? Como ficaria nosso relacionamento? Ele iria pra onde? Em qual parte do país estudaria? Seria muito longe de mim? E quando meu pai descobrisse que eu não tinha me inscrito para engenharia civil, mas, sim, para engenharia mecatrônica? Ia me assassinar? E mais, eu ia conseguir bolsa pra me sustentar e não ia mais depender do meu pai pra nada? Mas, e o Liam também ia conseguir?

Meu Deus do Céu!

Minha cabeça estava rodando!

Eu estava no meu quarto, sentado na minha escrivaninha e de frente para o meu notebook. Eu atualizava a página do vestibular a cada cinco segundos. Droga. Me sentia tão nervoso. E o nervosismo aumentava a cada vez que eu atualizava a página e via que o resultado ainda não tinha sido divulgado. Por que diabos tanta demora?! Parecia que faziam isso de propósito só pra deixar o aluno ainda mais doido!

Respirei fundo. 

Balancei a cabeça.

Não, não, não.

Entrar em pânico não era  a solução!

Okay.

Era melhor eu descer e beber um copo d’água.

Foi o que eu fiz. Saí do quarto, desci as escadas e caminhei em direção à cozinha. Quando me aproximei, percebi que Stefany estava por lá, comendo um pedaço de bolo de chocolate. Muito entretida nisso, por sinal.

— E aí, maninho! — Falou, quando percebeu que eu estava entrando. — Como estamos nessa linda manhã de sexta pré-resultado do vestibular?

— Já olhei o site umas 345 mil vez. — Resmunguei, enquanto passava por ela e ia direto para a geladeira.

— Ah, você ainda tá em vantagem! — Deu uma risadinha. — Eu olhei 745 mil vezes. — Sorriu com a boca cheia de chocolate.

Revirei os olhos e deu uma risadinha também.

— Anda, me dá logo um pedaço desse bolo pra ver se eu fico mais calmo. — Caminhei até ela, puxei um garfo e prato com o bolo.

— Ei! — Requisitou, enquanto mastigava um pedaço. — Pega um pra você. Esse é meu. — Disse em tom de brincadeira.

— Bobona. — Respondi e tirei meu primeiro pedaço.

Hum. Era ótimo. Uma delícia, pra falar a verdade. Bolo de chocolate, recheio de ninho e uma generosa calda de brigadeiro. 

Porém, de repente, ouvi um grito da Stefany bem ao meu lado.

— Meu Deus! — Exclamou, enquanto não tirava os olhos do celular.

— O que foi?! — Assustado, perguntei quase me engasgando com o pedaço do bolo.

— Saiu! — Stefany ergueu o rosto pra mim. — Saiu! Saiu! Saiu o resultado do vestibular! — Estava tão eufórica que seus olhos poderiam saltar da caixa craniana. — E a gente passou! Caralho, a gente passou! Moda na Universidade de Londres, aí vou eu! — Soltou o celular em cima do balcão e saiu pulando feito louca pela cozinha.

Me tremendo da cabeça aos pés, segurei seu celular. E, puta que pariu, meus olhos quase não acreditaram no que estavam vendo. Eu não somente passei, como também fui aprovado nas três opções de universidade que eu tinha colocado: Universidade de Londres, Universidade de Cambridge e Universidade de Oxford! Oxford!

OXFORD!

O-X-F-O-R-D!

Meu sonho estava se realizando! Eu sempre quis estudar na Universidade de Oxford! Além de ser uma melhores universidades do mundo, eu iria estar a muitos quilômetros de distância do meu pai! Que bênção! Será que podia já me mudar no dia seguinte?! Ou mesmo naquele dia?!

Não, calma.

Espera, espera, espera.

E o Liam? Ele passou também? Meu Deus, Liam estava tão preocupado com esse resultado do vestibular! Isso era tão importante pra ele! Liam se esforçou tanto! Se ele não tivesse passado, eu ia me sentir no lixo. 

Corri então na lista para o procurar o nome dele…

Liam, Liam, Liam…

E, então, lá estava!

Liam Wyman Tremblay Terceiro! Aprovado na Universidade de Oxford e Universidade de Newcastle! Só não tinha sido aprovado na terceira opção, que era a Universidade de Manchester, mas já estava ótimo! Estava perfeito! Ele tinha sido aprovado em duas ótimas universidades, inclusive em uma em comum comigo!

— DEU CERTO, PORRA! — Gritei. Dessa vez, me permiti gritar, porque eu fiquei muito mais feliz pela aprovação do Liam do que pela minha própria aprovação. Ele tinha conseguido, ele tinha provado do que era capaz! E sempre, sempre, soube da sua capacidade!

Abracei Stefany com tanta vontade, tanta felicidade! Nós dois estávamos eufóricos. Eu por ter passado nas minhas três opções. Ela por ter passado na Universidade de Londres. Nosso maior objetivo do ano tinha, enfim, se cumprido!

— Ah, seu nerd do caralho! Tu foi aprovado nas três universidades que colocou! — Me chacoalhou enquanto me abraçava e bagunçava meus cabelos. — O orgulho da família, bicho!

— Eu também to orgulhoso de você! Parabéns, Ste! — Disse, enquanto ainda a abraçava. — Muito orgulhoso… E muito orgulhoso do Liam! Cara, o Liam passou! Preciso ligar pra ele!

— Vai, vai! Liga! — Falou, toda empolgada. — Eu também tô muito feliz por ele!

No mesmo instante, tirei meu celular do bolso. Segundo seguinte, seu número já estava chamando. Deixei no viva-voz pra que eu a Stefany pudéssemos falar. Não demorou muito até que…

— Oi, amor! — Ele atendeu. Sua voz já denunciava o estado de euforia que estava. Liam já tinha visto o resultado, constatei.

— Meu amor, tu passou! PARABÉNS! — Praticamente gritei no celular. Na verdade, eu gritei mesmo no celular. Não estava conseguindo conter a minha felicidade por todos nós termos conseguido passar em alguma universidade. — Eu não falei que ia dar certo?! Eu não falei?!

— Parabéns, meu gay favorito do mundo inteiro! — Stefany gritou, fazendo-me rir ao seu lado. — Arrasou! Mandou bem! Agora só falta morar vocês dois juntos numa república da Universidade de Oxford e viveram felizes para sempre!

Ah, Deus! Stefany tocou exatamente no ponto. Nós dois tínhamos passado juntos para Oxford. Era a única universidade que tínhamos em comum.

— Gente, gente! Porra, caralho, puta que pariu! Eu to explodindo aqui em casa! — Ele respondeu, gritando também. — Não acredito que essa merda deu certo! Passei nesse caralho de universidade! Obrigado, Zeus, Buda, Thor, universo!

Stefany e eu ríamos do jeito dele. Tão lindo! Estava tão feliz! E merecia demais toda essa felicidade.

— Parabéns, meu amor! — Falei mais uma vez. Meu sorriso ia de orelha a orelha.

— Parabéns, seu lindo! — Stefany também também.

— Ai, pessoal, muito obrigado! Valeu mesmo! — Respondeu. — Eric, amor, eu tenho tanta coisa pra te falar. A gente precisava tanto conversar. — Disse, mas não em tom de preocupação. Falou normalmente, como se precisássemos só conversar sobre como íamos fazer. Isso era super natural.

— Claro, claro! — Repliquei. — Mais tarde eu passo aí na sua casa e a gente vai pra algum canto. Tá certo?

Porém, no segundo seguinte que me calei, uma voz soou tal qual um trovão em meio a uma tempestade. Voz fria, cortante, grossa e nem um pouco amigável.

— Eric! — Era meu pai.

Entrou na cozinha como um raio cortante e pareceu carregar atrás de si um vendaval.

Engoli a seco e nem mesmo me despedi. Desliguei o celular em menos de um segundo.

— Oi, George. — Respondi, seco. Ou melhor, travado.

Pela sua cara, ele já sabia que eu não tinha me inscrito no vestibular para engenharia civil, como ele queria desde o dia que não nasci. Deus, eu já poderia até imaginar o show que estava por vir. Isso se ele não me assassinasse logo de uma vez.

— Você pode me explicar porque diabos não fez o vestibular para engenharia civil?! — Perguntou com ódio. Seu corpo exalava energia de pura raiva. — Por que descumpriu o que eu disse?! Por que me desobedeceu?! — Ele bufava.

Respirei fundo.

— Porque não gosto. — Tentei responder da maneira mais breve possível, até porque ele já sabia disso. Estava cansado de me ouvir falar que não gostava de engenharia e que não queria cuidar dos negócios da família porque isso não me fazia feliz.

— “Por que não gosta”?! — Exclamou novamente. — Como você pode me dar uma resposta dessa tão sem cabimento?! Você não sabe de nada! Você não tem noção de nada! Você é jovem e não sabe o que é melhor pra si, e, quando souber não vai saber o que fazer! — Veio em minha direção, mas eu me afastei dois passos para trás. Ele parou.

— Você não pode dizer isso. Você não pode dizer isso — Tentei manter a calma, embora a raiva já estivesse querendo subir pela minha garganta. — A única pessoa que sabe o que é melhor pra mim sou eu mesmo!

— Não, não é você! Eu sou seu pai e EU sei o que é melhor para você! — Retrucou no mesmo instante. — Você fez a pior besteira da sua vida ao não escolher engenharia civil! Mas, agora que fez essa burrice sem tamanho, mais que nunca, quero que fique perto de mim e da construtora o máximo que puder. Não que quero perca o costume com os processos da empresa, você não pode nos abandonar. Nem pense nas outras opções, você vai estudar na Universidade de Londres e ponto final!

Espera.

O QUÊ?

Não.

Não, não, não.

Eu tinha ouvido isso mesmo?

Ele iria me obrigar a ficar em Londres? Ele sempre soube que meu sonho era estudar Oxford! E ainda tinha o Liam! Oxford era a nossa única esperança de ficarmos próximos. Eu não ia deixar que meu pai me manipulasse daquele jeito!

A cabeça esquentou, o peito saltou e os olhos se tornaram duas esferas brilhantes de fogo. Minha raiva subiu para cabeça e, em vez usar a racionalidade como estava fazendo, a emoção falou mais alto, muito mais alto.

— NÃO! — Exclamei. — Já chega! Você tá passando dos limites! Você sabe que eu sempre quis estudar em Oxford e não pode me impedir! Você não pode fazer isso!

— Eu não só posso, como vou! Eu sou seu pai e posso fazer o que eu quiser! — E se aproximou ainda mais de mim. Dessa vez, ficando cara a cara comigo.

Nessa hora, Stefany interviu.

— Calma, pessoal! Calma! — Levantou as mãos. — Não desse jeito que se resolve as coisas.

Porém, antes mesmo que eu pudesse falar qualquer coisa, George respondeu.

— Saia daqui, Stefany! — Exigiu sem tirar os olhos de mim. — Essa conversa é só entre eu e o seu irmão!

— Mas pai, eu ach… — Ainda tentou argumentar alguma coisa, mas foi interrompida.

— Saia, Stefany! —     Interrompeu-a imediatamente. Não quis ouvir nada, nenhuma tentativa de apaziguar a situação. — E você, Eric, vai fazer o que estou mandando. Amanhã mesmo vai organizar a documentação para se matricular na Universidade de Londres!

— Não, eu não vou! — Retruquei instantaneamente. O ódio já tinha se apossado de centímetro do meu corpo. — Eu não vou e não adianta me obrigar!

— Você vai sim! — Rebateu, cada vez mais próximo do meu rosto. Tínhamos a mesma altura. Assim, não era muito difícil ficar cara a cara. — E não contrarie minha decisão! Eu sou seu PAI e você me deve obediência, coisa que nunca fez na vida! — Enfatizou ainda mais a palavra “pai”.

Ah não.

Não, não, não.

Aquilo já era demais pra mim!

Eu nunca lhe obedeci na vida?!

Ele estava querendo falar de “vida”? Vida?!

Ok, se ele queria falar de vida, receberia uma resposta à altura.

— Então, é de vida que você quer falar? — Perguntei em um tom carregado de ironia. — Você nunca foi meu pai, de fato! Por isso que eu há muito tempo não te chamo de pai! Eu sei que você me deu uma vida muito confortável financeiramente, mas o papel de um pai não é só botar a comida na mesa. É dar carinho, amor, conselho! E isso você nunca fez! Sempre foi minha mãe esteve comigo em casa, presente, me ajudando, porque VOCÊ sempre passou as 24 horas do dia naquela porcaria de construtora que eu odeio! — Por fim, enchi o peito de ar para falar a última frase com toda a vontade que eu tinha. — Você NUNCA foi meu pai e NUNCA vai ser! — Falei tudo aquilo que estava guardado dentro de mim há tanto, tanto, tempo.

Na hora que me calei, seus olhos estavam a ponto de saltar da caixa craniana, tamanha raiva que sentia. E, então, no segundo seguinte sua resposta veio na forma de uma das ações mais irracionais possíveis:

Um tapa forte e certeiro no meu rosto.

Tão forte que meu rosto virou.

E doeu. Cada parte do meu rosto deu. Minha bochecha, minha boca, meus olhos. Doeu tudo. Mas, a pior dor mesmo foi a da alma. Apenas um só tapa, mas eu sentia como se ele tivesse dado tantos outros. E todos esses outros tapas invisíveis e imaginários foram dados dentro de mim, na minha alma, na minha dignidade.

Inevitavelmente uma lágrima se formou nos meus olhos. Na verdade, duas ou três… Mais que isso…

Levei minha mão à bochecha, tentando suprimir a dor. Fechei os olhos e todas as lágrimas formadas caírem. Meu rosto começou a banhar-se. Eu quase não acreditava que aquilo tinha acontecido.

E, então, quando finalmente abri os olhos e ergui meu rosto completamente magoado, ou até mesmo transtornado, em sua direção, percebi que o único incrédulo não era eu. Ele também parecia não acreditar no que tinha acabado de fazer, mesmo que tentasse disfarçar.

Não quis dar mais nem uma palavra, não quis mais olhar na sua cara por nenhum mais um segundo. Ele nunca tinha feito aquilo comigo, nem quando eu era criança. Ele nunca tinha me batido. Tudo o que eu queria era sair dali. E foi o que eu fiz.

Me desviei dele o máximo que pude e passei direto, caminhando para fora da cozinha. Quando, enfim, cruzei a porta, não consegui me segurar. As lágrimas desabaram como uma verdadeira cachoeira. O dia que era para ser um dos melhores da minha vida, tornou-se um pesadelo.

xxx

Nem sei como consegui dirigir. Talvez fosse a vontade de sentir conforto nos braços do Liam, misturado com desespero de sair de dentro daquela casa. Estávamos em uma praça de Londres, um pouco distante das nossas casas. Era um local muito tranquilo, onde poucas pessoas circulavam. Não era a primeira vez, tínhamos o costume de ir pra lá.

Estávamos sentados em um banco, eu com minha cabeça encostada no seu peito do Liam e ele fazendo carinho no meu cabelo. Eu chorava. Mas, não era somente pela briga de hoje ou pelo tapa. Acho que eu chorava por todos os anos, por todo aquele tempo que ele realmente não foi meu pai, pelas suas negligências e cobranças excessivas, por me manipular, e, principalmente, por eu não conseguir me sair dele, por eu me sentir um completo inútil e impotente.

Quando minha mudaria?

Quando?!

Eu tinha a esperança de que depois do vestibular tudo fosse melhorar, mas, meu Deus, como eu fui tolo! Era claro que nada melhoraria. Tudo pioraria. Lógico que meu pai iria me obrigar a fazer tudo o que ele quisesse, como se eu fosse um ventríloquo. Claro.

Como eu pude ser tão idiota?

“Você me deve obediência, coisa que nunca fiz nada.”

NUNCA?

Como assim, “nunca”?!

A única coisa que eu fiz durante toda a minha vida, do dia que eu nasci até ali, era obedecê-lo. Quando criança, que ele me obrigava a ir à construtora somente para “acompanhá-lo”, eu ia por obediência. Quando pequeno, que ele me proibia de ir brincar com meus amigos, para ficar em casa estudando matemática, eu ficava por obediência. Quando na adolescência, ele me obrigava a ir trabalhar na construtora com Jimmy, eu ia por obediência.

Eu simplesmente passei toda a merda da minha vida obedecendo-o, mas ele não reconhecia isso.

E, pior, por causa disso, por causa de sempre obedecê-lo, eu não conseguia ver nenhuma luz no luz do túnel. Eu não conseguiria encontrar alguma maneira de impedi-lo de me matricular, contra a minha vontade, na Universidade de Londres. Porque, sim, ele com certeza iria me matrícula, mesmo contra a minha vontade, nem que ele pegasse à força todos os meus documentos. Ele era capaz disso.

— Eric… — Liam falou baixinho, enquanto fazia carinho nos meus cabelos. — Amor, por favor… Eu não aguento mais te ver chorando. Isso dói em mim. — E segurou meu rosto com as duas mãos, levantando-o. — Por favor, calma.

Suspirei. Me sentia quase sem forças.

— Como eu vou manter a calma, se eu não sei mais o que fazer? — Questionei, quase para mim mesmo. — É impossível. Eu não consigo encontrar nenhuma alternativa, nenhuma saída pra evitar. Eu não sei o que fazer para me ver livre do meu pai.

Liam passou as mãos no meu rosto, fazendo carinho. Seu olhar era preocupado, mas, ao mesmo tempo complacente. Me olhava com carinho, como se eu fosse a coisa mais importante do mundo pra ele.

— Mas nós vamos achar uma solução. — Falou com convicção me olhando no fundo dos olhos. Parecia estar tão certo daquilo e me passava tanta segurança.

Só que…

Balancei a cabeça.

— Eu não quero mais me iludir de que vai ficar tudo bem. — Meus olhos marejaram novamente. — Tô cansado de ter esperança. Eu não sei como vai ser. Me preocupa. Tudo me preocupa. Meu futuro na universidade e em casa… Meu pai no meu pé o tempo todo e… Principalmente, nós… Oxford era nossa esperança de ficarmos juntos na universidade.

— Eu sei, eu sei… — Liam suspirou. Porém, logo segurou meu rosto entre as mãos mais uma vez. Me olhou no fundo dos olhos, porém de maneira muito mais segura e fixa que antes. — Olha, confia em mim. Vai dar tudo certo. A vida vai conspirar ao nosso favor. Nós vamos achar uma solução! — Falou com convicção. — Você confia em mim, não confia?

— Confio.

E eu confio mesmo, só não sabia se ele seria capaz de fazer alguma coisa para mudar o rumo que a minha vida estava tomando.

— Ótimo… Relaxa… — Encostou novamente minha cabeça no seu peito. — Vai ficar tudo bem. Eu prometo.


Notas Finais


1) E entaaaão, meu amores, o que vocês acharam do capítulo? O resultado do vestibular finalmente saiu e os meninos foram aprovados! Aeeee! Liam passou na cara de todo mundo que é capaz sim de ser aprovado na universidade. Porém, e o pai do Eric? Esse cara não tem jeito, meu paaai! Como se não bastasse ter feito aquela cena toda, ainda deu um tapa no rostinho lindo e perfeito do Eric! Quantos de nós estão com vontade de dar uma surra bem dada no Sr. George, heim? Rsrsrs. Mas, e agora? O que vocês acham que vai acontecer? Será que vai ficar tudo bem mesmo, como o Liam disse? Comentem e me contem o que acharam! Me contem tudinho! Os comentários de vocês me motivam demais a continuar! Pra deixar vocês por dentro das contagens, faltam seis capítulos pra JdM acabar!

2) Não esqueçam de favoritar a história, se acharem que ela merece. Isso também é muito importante pra mim!

3) Me sigam no instagram @vanessaldanha ! Estou sempre por lá e sempre respondo as mensagens que vocês me mandam! Vou adorar vê-los por lá! Mesmo que o insta seja privada, eu sempre aceito vocês!

Muitíssimo obrigada a todos que leram e até o próximo capítulo!

Um beijão! <3


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