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História Jogada D.R.A.R.R.Y - Capítulo 48


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 48 - And this time I'm not leaving without you


48 — And this time I'm not leaving without you

Harry Pov

Eu me sentia um pouco arfante ainda, mas não menos animado quando fui esmagado pelos braços de Draco.

Rimos juntos, com aquela cumplicidade enorme que a jogada Drarry nos proporcionava.

— Nós somos invencíveis — Cochichei para ele, que riu energeticamente.

— Aquele último ponto que você marcou... Genial — Ele elogiou ao romper o abraço, e nós nos viramos, procurando com os olhos naquele tumulto ao nosso redor.

— Ali — Apontei, pegando o braço de Draco para puxar ele naquela direção, finalmente encontrando Ronald.

Ele ainda parecia um pouco sem fôlego, atirado na grama, e nós rimos ao nos sentarmos ao lado dele.

— E então? — Draco questionou.

Era a primeira vez que Ron jogava contra a sonserina, e é claro que ele havia ficado extremamente nervoso por isso.

A grifinória ganhou o jogo contra a Corvinal, e isso o fez ficar animado.

Mas Ron definitivamente quase teve um ataque hoje mais cedo ao pensar em competir contra Draco e eu.

O jogo foi muito bom.

Por termos treinado Ron, isso já fazia com que ele conhecesse nossas táticas muito mais do que os goleiros das outras casas, e esse fato fez com que tudo fosse mais desafiador.

Porque ele realmente era um ótimo goleiro, então nos oferecia um pouco de dificuldade.

Mas é claro que, ainda assim, a sonserina ganhou.

Porque nada era páreo para a Jogada Drarry.

— Eu fui... bem não fui? — O ruivo jogado no chão se sentou para nos olhar, com grande nervosismo — Quero dizer... sabíamos que a grifinória não ia vencer de vocês, mas...

— Sim, Ron. Você foi ótimo!

— Oi, meninos — Nos viramos ao ver Hermione se aproximar com certa timidez, e eu fiz um gesto para ela se juntar a nossa rodinha de jogadores extremamente cansados.

— Parabéns pelo jogo. Hã... para os três.

— Eu não ganhei — Ronald resmungou de má vontade, e Hermione revirou os olhos.

— E isso importa? Você jogou contra esses dois. Eles são ótimos, e estão no time desde o primeiro ano. São muito hábeis. Você não pode se comparar a isso. Para o primeiro jogo contra o melhor time da escola, foi fantástico. Você segurou quatro bolas diretas de Harry, e ele tem o melhor arremesso da escola.

— Mas eu perdi onze arremessos.

— Mas ninguém jamais conseguiu, em apenas um jogo, segurar mais do que um arremesso Potter — Draco insistiu, e o ruivo olhou para ele com dúvida, e eu sorri.

— Você foi incrível, Ron. De verdade. Pare de ser chorão.

— Queria que nós simplesmente deixássemos você ganhar só porque é nosso amigo? — Draco voltou a falar, e o ruivo revirou os olhos.

— É claro que não. Quando eu derrotar vocês, e pode ter certeza que eu vou, vai ser por mérito meu.

— Você não vai...

Cutuquei a cintura de Draco, para impedir ele de dizer o que eu sabia que pensou.

— É isso ai, Ron — Apoiei, porque embora também não achasse que ele era páreo para nós, não iria dizer isso.

— Tudo bem... Eu vou treinar para o próximo jogo. Vou derrotar vocês — Ele falou com grande trunfo.

— Tenho certeza que no ano que vem, você vai conseguir— Hermione sorriu, e Ronald virou para ela com confusão.

— Ano que vem? O campeonato ainda não acabou!

— A grifinória teve a menor pontuação na segunda fase. Se a Corvinal vencer a Lufa-Lufa no próximo jogo, estamos fora — Ela explicou, e eu franzi o cenho, porque Hermione detestava quadribol.

Vi que Draco revirou os olhos, provavelmente ao compreender a mesma coisa que eu.

Ela realmente estava tentando entender os jogos por causa de Ron.

— Que droga! — Ronald choramingou, e eu vi a maneira como Hermione parecia dividida, mas por fim se sentou ao lado dele.

— Há um ano atrás, você nem se quer sonhava em fazer os testes, Ron. Você tem que pensar no quanto cresceu até agora. Você nos disse que sempre teve vergonha de tentar. Mas você tentou, e olha para você! Agora é oficialmente o goleiro da grifinória!

— É... eu acho que tem razão — Ele sorriu minimamente para ela, e eu revirei os olhos ao ver eles trocarem um longo olhar, e por fim desviarem, com grande constrangimento.

— Você jogou muito bem — Hermione voltou a dizer, muito baixinho.

— Você achou mesmo? — Merlin, foi ridículo como ele soou igual a um cãozinho querendo agradar o dono.

Será que eu e Draco costumávamos ser assim em público?

— Sim, foi incrível. Quase não pude desviar os olhos — As bochechas dela ficaram coradas, e eu quase quis berrar para eles pararem de ser idiota, porque era tão claro que estavam doidos um pelo outro, que chegava a ser ridículo!

— Qual é o problema com vocês dois?! — Me virei assustado para Draco, assim como os outros, vendo seus olhos faiscando raiva, encarando com estresse os grifinórios.

— Draco? — Questionei sem entender, vendo ele suspirar pesadamente — O que está fazendo?

— Eu... eu não entendo! Não entendo como podem ser TÃO BURROS! — Ele pareceu perder o controle, e eu apenas fiquei olhando para Ron e Mione, congelados de olhos arregalados, tão espantados quanto eu.

— Draco, cala a boca!

— Não, não! — Ele apontou para Ronald, com grande irritação — Como pode ser tão cego?! Como vocês dois podem ser tão estúpidos? Vocês acompanharam isso aqui — Indicou a nós dois — De perto, viram como é idiota ficar fugindo de sentimentos, e estão cometendo a porcaria do MESMO ERRO! — Sua voz era cada vez mais histérica, e eu não conseguia abrir a boca, chocado que ele realmente iria berrar com os dois, exatamente como eu havia pensado segundos antes que gostaria de fazer.

— Draco, cala a boca! — Ronald agora estava muito vermelho, e Hermione nem conseguia mais olhar para nós, com a cabeça baixa encarando nossas mãos.

— Não, CALA A BOCA VOCÊ! — Berrou de volta — E você, Hermione? Adora ser tão inteligente, esperta e saber sempre a solução...

— Draco, pega leve — Resmunguei baixinho, vendo ele se virar para mim exasperado.

— Eles são dois grifinórios de merda! Cadê a porcaria da coragem que deveriam ter?!

— Você não deveria se meter nisso!

— Mas eles podiam se meter entre nós?! Hermione não ficava nos empurrando para ter uma conversa sincera e falarmos dos nossos sentimentos, porque era o que deveríamos fazer? Porque ela não segue o próprio conselho? E você, Ronald? Segundo você, é só beijar. Então?! Cadê a atitude?

— Draco, se você não calar a boca AGORA... — Ronald rosnou entre dentes, mas nada parecia se capaz de silenciar meu histérico namorado.

— Eu não entendo qual a droga do problema deles! Porque não ficam juntos de uma vez? — Se virou para os dois, que abriram a boca, voltando a fechar ao não saberem o que dizer — Poderíamos estar indo para um encontro de casais, felizes de mãos dadas, rindo e conversando sobre o jogo... Mas nãaaaao! Vocês tem que complicar tudo! Grifinórios estúpidos! — Sua voz soou muito irritada antes que ele se levantasse muito nervoso, saindo em passos duros para a direção dos vestiários.

Eu ainda estava de boca aberta, sem saber o que dizer, intercalando os olhares entre Hermione, totalmente vermelha e envergonhada, e Ronald, com expressão de fúria e olhos arregalados.

Soltei um riso extremamente bizarro e fino, devido a irritação, e levantei em um pulo para ir na direção de Draco.

Assim que entrei no vestiário, percebi que havia ainda alguns alunos no fundo, perto dos armários da Lufa-Lufa, e Draco estava jogado em um dos bancos.

— Ei — Me aproximei, dando um tapinha na perna dele para me ceder espaço, e ele ergueu os pés, mas voltou a jogar eles no meu colo assim que sentei.

Ergui os olhos, não resistindo a pensar em como ele ficava tentador com o uniforme do time, mas empurrei esses pensamentos para longe.

— O que foi aquilo?

— Acha que vai funcionar? — Questionou abrindo os olhos, e eu franzi o cenho ao ver como ele estava calmo e tranquilo, quase como...

— Você fingiu?! — Bradei, vendo ele suspirar e se sentar ao meu lado.

— Acha que vai funcionar? — Repetiu, e eu ri e neguei com a cabeça.

— Você não vale nada, Draco! Eu fiquei preocupado! Não acredito que você realmente fingiu!

— Eles estavam me dando nos nervos — Ele deu de ombros — Nós éramos daquele jeito? Tipo... irritante? Caramba, está nítido que gostam um do outro! Porque simplesmente não ficam juntos de uma vez?

— E desde quando você se importa tanto?

— Desde que eu tenho um namorado bonito, e estou tão feliz que penso que as pessoas ao meu redor também deveriam ficar felizes.

Sorri espontaneamente, quase como um idiota.

Eu ainda não conseguia me acostumar com aquilo.

Depois de anos sonhando como um idiota, eu realmente havia me tornado o namorado de Draco.

Parecia insano!

Eu sabia, é claro, que não era uma boa ideia beijar ele dentro do vestiário, ainda mais porque o pessoal ainda estava sensível demais sobre ter nós dois ali, desde que nos assumimos como casal.

Mas era impossível me segurar diante daquele olhar azul intenso, e daquelas palavras.

Apoiei a mão sobre o ombro dele, me inclinando para selar nossos lábios rapidamente, apenas para não deixar passar o momento adorável, e sorri.

— Vamos tomar banho e sair logo daqui — Sugeri com um sorriso, e ele assentiu — Ainda tem grama no meu cabelo — Choraminguei, e ele se levantou, me olhando com dúvida.

— Esqueci de perguntar. Você está bem?

— Não foi um tombo sério, eu estava perto do chão — Garanti, porque durante o jogo havia caído da vassoura.

Sentia um pouco de dor nas costas, mas não era nada grave. Provavelmente ficaria algum hematoma leve.

— Mesmo? — Questionou enquanto seguíamos para os armários da sonserina, e eu assenti, rindo quando ele me abraçou pela cintura, estalando um beijo na minha bochecha.

— Você só pode estar de brincadeira — Nos viramos ao ouvir o som de um armário batendo audivelmente, e eu suspirei ao ver que era um jogador da Lufa-Lufa, que nem deveria estar ali porque não teve jogo da casa dele — Tantos lugares na escola, e vocês vão ficar de nojeira aqui? Estamos em espaço publico.

Suspirei, olhando para o rosto dele, me lembrando de ter visto ele sempre perto de Gregory, o ex goleiro que havia atirado uma goles em mim, alguns meses atrás.

— Você não deveria estar aqui. Foi um jogo da sonserina contra a grifinória hoje — Draco resmungou de má vontade.

— Vocês é que não deveriam estar aqui — Ele insistiu, se aproximando com mais dois amigos, e eu suspirei ao ver Draco soltar minha cintura e fechar a expressão — Aqui só homens devem entrar.

— O vestiário é propriedade da escola, e qualquer aluno que seja jogador de Quadribol pode estar aqui. Não enche o saco — Resmunguei sem muita paciência, e ele parou próximo de nós, ainda com aquele olhar idiota.

— Você acha que tem muita moral, não é Potter? Acha que só porque arranjou um namoradinho, agora é tudo isso? Eu não dou a mínima para essas pessoas que te acham grande coisa.

— Você está bravo porque eu tenho um namoradinho? É ciúmes de mim ou de Draco? — Rebati, fechando meu armário, começando a ficar irritado, mas segurei o braço de Draco quando ele fez menção de se aproximar do cara.

— Você deveria abaixar a bola para falar com gente superior, Potter — A voz dele ficou mais grave, quase como se quisesse me amedrontar — Afinal é você quem abre as pernas para qualquer jogador e...

— Não — Resmunguei para Draco, quando ele se soltou do meu agarre, já fechando o pulso — Não perde tempo com isso — Pedi, vendo ele me olhar em dúvida, mas mantive a pose séria.

Não queria que ele se metesse em detenção por causa de um idiota qualquer.

— Olha, eu realmente não estou com tempo nem paciência para seu chilique, então nos deixe em paz — Falei, ainda mantendo a voz calma, porque não iria me deixar levar daquela forma.

Estava claro que ele procurava briga, e eu não deixaria ele conseguir.

— Você não passa de uma bichinha...

— Sério, já acabou? — Insisti, suspirando ao me mover para estar diante dele — Você realmente precisa vir até aqui, quando estou quieto vivendo a minha vida, só para dizer que eu sou uma bichinha? Vamos lá, você pode ser mais criativo do que isso!

— Não brinque com fogo, Potter — Ele fechou a expressão, e eu notei como seus colegas pareciam indecisos sobre a discussão que estava começando a se formar.

— Eu não faço a menor ideia de qual é seu nome — Falei por fim — Não sei quem é você, porque você não é nenhum pouco relevante ou importante nessa escola. Você quer falar de mim? Que tal começar falando que eu derrotei seu time de merda em todos os malditos campeonatos desde o primeiro ano? Hã? Porque não fala sobre isso? Você diz que só homens podem estar aqui.. Mas surpresa, ESSA bichinha fez vocês engolirem terra por todos esses anos. Sério, vocês deveriam se envergonhar. Perder para uma bichinha?!

O tom de deboche fez os amigos dele se entreolharem, mas o cara já estava fervilhando em raiva.

É claro que eu sabia o nome dele.

Stefen, ou Steve. Algo do gênero.

Costumava saber o nome de todos os jogadores dos times adversários, porque sempre analisava as jogadas de cada um deles.

A frase era só para abaixar um pouco mais aquela aura poderosa que ele achava que tinha.

— Depois apanha, e não sabe porque — Ele resmungou de má vontade, e eu revirei os olhos.

— É só sobre isso? Sobre me chamar de bichinha e me ameaçar? Pode me ameaçar a vontade, eu não tenho medo de você, nem de nenhum dos seus amigos idiotas. Se você sair por essa porta e perguntar par qualquer pessoa se sabem quem é Harry Potter, todos vão dizer que sabem. Eu sou o melhor jogador dessa escola, sou um aluno exemplar, tenho um projeto enorme com Dumbledore, e recebi uma medalha diretamente do primeiro ministro. E você? Quem é você? Quem você pensa que é para achar que pode entrar aqui e tentar me intimidar por algo que não tem ver com você?

— A bichinha ficou ofendida? — Ele riu, e seus amigos imitaram, embora ainda parecessem duvidosos.

Eu sentia Draco me encarando, e não tinha soltado o braço dele, porque não queria violência.

Não queria que ele se metesse em uma detenção quando poderia passar o tempo comigo.

— Você prestou atenção no que eu disse? Eu não sou uma bichinha. Eu sou A bichinha. Você deveria ter mais respeito ao falar comigo, cara. Você saiu de seja lá onde estava enfiado, para vir atrás de uma bichinha provocar ela... Sério, você deveria rever seus princípios, porque quem parece estar querendo abrir as pernas para um jogador não sou eu — Alfinetei, e um dos amigos dele abafou uma risada, transformando-a em tosse.

— Cala a boca, Potter — Se aproximou, e eu não recurei, apenas dei um passo para frente, ainda com firmeza.

Era menor do que ele. Era mais fraco do que ele. Provavelmente apanharia muito se me metesse em encrenca, mas eu não iria deixar ele me diminuir a minha sexualidade, como se fosse a coisa mais importante sobre mim.

— Não, é você que deveria calar a boca. Se atreva a falar comigo mais uma única vez, e eu vou procurar Dumbledore e te denunciar. Hogwarts não permite esse tipo de comportamento ridículo que está tendo. Entenda isso como um aviso simpático. A próxima vez que chegar perto de mim, meu namorado vai socar sua cara com tanta força, que ninguém vai conseguir tirar seu nariz para fora de novo — Alertei, e ele olhou para Draco, e provavelmente viu os punhos fechados dele.

Todos conheciam a fama dele de quebrar narizes.

E seus amigos não pareciam inclinados a se meterem em uma briga por ele, tanto que fizeram sons de assovio com as frases que usei para rebater.

Apenas estavam ali pela confusão.

Ele pareceu entender isso.

— Bicha idiota — Resmungou como se tentasse não deixar de responder, mas empurrou os amigos e seguiu na direção da porta, sendo seguido por eles.

Revirei os olhos, sem grande paciência para esses idiotas.

Quando me assumi para minha família, tive uma longa conversa com Sirius.

Ele, como alguém que era casado com um homem, e tinha muita experiência, me disse que não seria fácil.

Me disse que sempre encontraria pessoas como aquelas, e que por mais difícil que fosse, por mais que aquilo me magoasse, eu não podia abaixar a cabeça.

Adolescentes, quando se apaixonam, estão sempre preocupados se é recíproco. Se aquele sorriso foi intencional. Se vão conseguir namorar a pessoa que querem. Se a festa vai ser legal, e se a pessoa que gostam algum dia vai lhe achar atraente.

Mas não era assim para adolescentes como eu.

Quem pensavam se algum dia fariam parte das estatísticas. Se apanhariam em algum momento. Se poderiam segurar a mão de quem gostava sem ter medo.

Eu sabia disso.

Mas jamais poderia deixar qualquer idiota me derrubar.

O movimento seguinte me fez arfar surpreso, porque Draco simplesmente girou meu corpo e me pressionou contra o armário, e no instante seguinte havia colado nossos lábios com um fervor gigante.

Apenas sorri, mas passei os braços ao redor dos ombros dele, puxando-o contra mim, gostando daquele beijo intenso e apaixonado que me pegou de surpresa.

Arfei, sentindo um arrepio correr por todo meu corpo quando ele deslizou a língua por meu lábio inferior, prendendo-o entre os dentes, antes de selar meus lábios diversas vezes.

— Uau, o que foi isso? — Questionei surpreso, e muito satisfeito.

Era sempre delicioso quando ele tomava aquele tipo de atitude.

— Acho que ver você ameaçando me deixar socar a cara de idiotas me excita — Ele brincou, e eu ri, voltando a beijar os lábios bonitos.

— Anda, vamos logo tomar banho. Ainda temos que procurar Ron e Mione para ver o que aconteceu depois do seu show.

— Hm — Resmungou, apenas deixando uma mordida no meu queixo, deslizando os lábios para meu pescoço para encher de pequenos beijos, que me deixavam muito arrepiado — Ou nós podemos tomar banho, ficarmos juntos um pouco, e depois ir procurar Ron e Mione — Sugeriu, e por mais tentador que fosse, eu não pude aceitar.

— Nós vamos tomar banho rápido, ir ver eles rápido, e então podemos passar o restante do dia juntos — Rebati, rindo quando ele soltou um pequeno suspiro.

— Porque é que você sempre está certo?

Ri, revirando os olhos.

— Vamos logo. Estou curioso se aquilo tudo ajudou ou piorou a situação dos grifinórios.

— Não pode deixar de admitir que foi uma ótima atuação.

— Foi incrível. Eu fiquei tão preocupado, não conseguia entender porque você estourou do nada.

— Nós já tentamos de tudo para eles ficarem juntos, percebi que um pequeno empurrão não era suficiente. Precisávamos de um empurrão fatal.

— Você não foi nada sutil — Avisei, rindo ao abrir meu armário e pegar o que iria precisar para o banho.

— Harry?

— Hm? — Questionei quase distraído, me irando para ele após fechar meu armário, que ficava ao lado do dele.

— Você foi bem corajoso. Sobre aquele cara.

Sorri minimamente, dando de ombros.

— Eu tinha que fazer algo sobre isso.

— Você poderia simplesmente ter deixado eu socar a cara dele. Ou ter lançado uma maldição. Enfrentar ele daquela forma... Foi corajoso.

— Não foi nada demais, Draco. Só coloquei ele no lugar dele. Eu só fiz o que tinha que fazer.

— Não, Harry. Eu nunca pensei em você enfrentando alguém daquela forma... Sempre fez o tipo pacífico.

— É, eu gosto de ser pacífico. Mas... tem questões e questões. Para pessoas como eu, amar significa ser corajoso.

— Pessoas como nós — Corrigiu, passando os braços ao meu redor, e eu sorri — Eu sou seu namorado. Estamos juntos nisso tudo. Eu estou orgulhoso de você.

— Nós nunca falamos sobre isso — Me permiti dizer ao encontrar o espaço, porque desde que ficamos juntos, nunca entramos na questão da sexualidade de Draco, e nem tudo o que envolvia esse relacionamento — Você sabe que não vai ser a mesma coisa de quando saia com garotas, né? Sempre vai ter isso. Pessoas como ele. As vezes vai ser pior.

— Eu sei. Quero dizer... Eu imagino. Imagino como deve ser. Nunca parei para pensar muito sobre isso.

— Você gosta de garotas — Ponderei, cuidadoso ao entrar no assunto, e ele soltou um riso fraco.

— Atualmente, eu gosto de você Harry. Isso é tudo.

— Mas você costumava namorar garotas.

— Eu nunca tive uma namorada. Eu saia com garotas, sim. Nunca tinha me imaginado com um cara. Sim. Estou pensando sobre rótulos? Não.

— Isso não é sobre rótulos, na verdade — Admiti, porque para mim pouco importavam aquelas coisas — É sobre... eu ser um cara. Até que ponto você está consciente disso?

Draco revirou os olhos.

— Estou totalmente consciente, Harry.

— É sério. Nunca conversamos sobre isso. Eu não ligo sobre sua sexualidade, só estou perguntando porque eu sou um cara, e em algum momento você pode perceber que... sei lá... Não era isso.

— Não precisa de todo esse rodeio para conversar comigo sobre isso, Harry. Eu sei que você é um cara. Esse relacionamento é tão novo para você, quanto é para mim. Podemos construir isso juntos. Mas se você quer saber, sim, eu sei que você tem um pau. Não me incomoda, me deixa desconfortável ou me assusta. Você é meu namorado — Deu de ombros, rindo com a forma que eu fiquei totalmente corado —  Amo tudo o que existe em você.

— Idiota — Resmunguei ao ver ele parecer achar grande graça.

— Estamos juntos nisso. E eu estou orgulhoso de poder dizer que sou seu namorado — Ele beijou meu cabelo com carinho, dando aquele sorrisinho de lado — Há alguns meses atrás, você tinha vergonha até de falar com pessoas que não conhecia. Ver você assumindo o controle, e não deixando ninguém te colocar para baixo me deixa feliz.

— Eu sou invencível — Rebati, em tom de riso, tentando esconder a maneira como as palavras dele me deixaram como um bobo.

— Nós somos — Deixou um último beijo no meu rosto — E agora vamos logo, estou curioso para saber o que aconteceu com os grifinórios.

Sorri, seguindo na direção dos chuveiros, me sentindo muito bem.

Era realmente muito bom perceber o quanto nós dois crescemos e evoluímos ao longo do tempo.

Em outra época, ele apenas teria batido no cara, ignorando quando o impedi.

Essas pequenas coisas apenas me mostravam como você se colocar em dúvida, e crescer com o tempo. Era sempre bom perceber que você pode se tornar uma versão ainda melhor de si.

Essa nossa cumplicidade me fazia sentir confiante.

É claro que sabia como as coisas eram difíceis, e que por vezes, seria muito complicado lidar. Entendia que, diferente de outros casais, nós sempre teríamos que estar atentos, e nos proteger.

Mas quando eu parava para pensar, e olhar a minha volta, eu apenas conseguia me sentir forte.

Ter o apoio e amor incondicional da minha família, com toda certeza ajudava, assim como ter bons amigos para contar.

E, é claro, a Jogada Drarry, e Draco, eram coisas que me faziam sentir alguém imbatível.

E no fundo, verdadeiramente éramos.

Porque o amor... é só para os corajosos.


Notas Finais


Esse finzinho de capítulo eu fiz ouvindo 'Only the Brave', do Louis. Está bem óbvio, certo? Eu amo demais essa música hahaha
Enfim, espero que tenham gostado!
O que será que o show do Draco resultou? Romione vai ou não vai?
E gostaram de ver o Harry jantando os homofóbicos? Ele cresceu tanto desde o começo da fic, né? Estou orgulhosa do meu bebê hahahaha
Nos vemos no próximo!
E não se esqueçam de permanecer em casa o máximo possível! Por mais que não sejam do grupo de risco, ainda podem ser transmissores. Então sejam cautelosos, okay?
Até!


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