História Jogada D.R.A.R.R.Y - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian Evans, Remo Lupin, Ronald Weasley, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Draco, Draco Malfoy, Dracoxharry, Drarry, Harry, Harry Potter, Harryxdraco, Pinhão
Visualizações 660
Palavras 2.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 6 - Make Believe


6 – Make believe

Harry Pov

Estava animado com a perspectiva de passar um tempo com Draco após a semana chata de lições e mais lições.

Então ir para Hogsmead havia me deixado feliz, até mesmo que, para evitar que eu ficasse com Hermione, mesmo que não fosse admitir essa ser a razão, Draco havia despachado todos aqueles amigos chatos dele, dizendo que iriamos ficar só nós dois conversando, e bebendo cerveja amanteigada.

Por algumas horas, foi realmente muito legal ficar ali de bobeira, regulando o nível de maldade dele, porque ele adorava falar coisas horríveis de algumas coisas que via, como tipos de roupas, cortes de cabelos e coisas do tipo.

Tentava sempre conter aquela cobra, e na maioria das vezes funcionava, então eu me sentia verdadeiramente empolgado

Estava até pensando em propor que fossemos para a casa dos gritos, porque sabia que tínhamos muitos doces nos esperando lá.

Draco havia ido até o banheiro, e eu o estava esperando na nossa mesa de costume, quando senti que alguém sentou do meu lado.

Ergui o rosto, vendo Pansy sorrindo para mim, e me forcei a retribuir.

Não é como odiasse a garota, mas o fato de sempre estar atrás do Draco também não me deixava gostar dela.

– Harry! Você por aqui? – Foi uma pergunta idiota. Eu e Draco sempre íamos ali, sempre sentávamos na mesma mesa – Como está?

– Bem.

– Onde o Draco…?

– Banheiro – Resmunguei de má vontade, já pensando em formas de tirar ela dali.

– Você realmente fica bem de vermelho – Pisquei, confuso com o que ela tinha dito, e ergui os olhos na direção dela novamente, e olhei para minha camisa, franzindo o cenho.

– Obrigado? – Falei em dúvida, e ela sorriu.

– É sério. É alguma roupa nova?

– Hã… sim – Respondi, e realmente era. Minha mãe havia me mandado algumas roupas novas alguns dias atrás.

– Você ficou ótimo…. Ah meu deus! Você está vermelho?! – Bradou e eu me encolhi, irritado por deixar a vergonha transparecer – Você é realmente fofo!

– Hã… – Engoli seco, me sentindo extremamente desconfortável, sem entender qual o jogo dela naquele momento, e fui salvo quando Draco chegou, com o cenho fechado, arqueando o cenho para ela.

– Vaza.

– Não seja rude – Resmunguei para ele, porque embora não gostasse da presença da garota, estava determinado a melhorar os modos dele.

Ele revirou os olhos, encarando a garota, e suspirou.

– O que você quer?

– Harry está mesmo uma gracinha hoje – Ela falou, parecendo totalmente sem vergonha sobre isso, e eu só consegui me sentir mais perdido, olhando para ela sem entender, vendo Draco dar uma risada seca.

– Diferente de mim, que sou sempre uma gracinha – Rebateu e eu suspirei, olhando de canto para ele, quase surpreso.

Ele sempre se gabava por sua beleza, mas nunca precisou me diminuir para isso antes.

– Não seja esnobe – Foi ela quem repreendeu, ainda com aquela risadinha que me irritava.

– Você vive em cima de mim. Viu que não ia conseguir algo como Draco Malfoy e resolveu descer o nível um pouco?

Ergui os olhos, agora verdadeiramente chateado.

Draco nunca tinha feito ou dito algo como aquilo antes!

– Draco – Chamei baixinho, vendo ele soltar os olhos sobre mim, um tanto irritado – Para de dizer essas coisas.

– O que? Seu ego precisa de gente como ela te elogiando?

– Draco, pega leve. Eu só disse que ele é fofo – Ela interrompeu, de cenho franzido – Que bicho te mordeu?

Dei mais uma olhada para ele, vendo seu rosto ainda muito irritado, e realmente me senti confuso.

Estávamos rindo pouco antes dele ir até o banheiro.

Tudo parecia bem.

Não entendia o que tinha acontecido.

– Eu vou voltar a sentar com as meninas – Indicou a mesa de onde tinha vindo – Não dê ouvidos a ele, Harry. Ele só é mesquinho e não quer ninguém achando outra pessoa bonita além dele. Mas você realmente ficou muito fofo – Me ofereceu um sorriso, se levantando e seguiu pra a outra mesa, nos deixando em um silêncio estranho.

– O que foi isso? – Questionei me virando para ele, que deu de ombros – Draco! Porque disse essas coisas?

– Te incomodou?

– É, incomodou – Fechei a expressão, confuso – Eu não preciso de ninguém me rebaixando.

Posso fazer isso sozinho, pensei com amargura.

Ele revirou os olhos, dando pouca importância.

– Qual seu problema? Você nunca agiu assim antes – Protestei com um suspiro – Estávamos rindo até agora pouco.

Ele deu de ombros, ficando em silêncio, e eu suspirei, me sentindo chateado.

Desde garoto eu nunca fui do tipo que se importa muito com aparência. Não ligava para roupas, estilo, ou todas essas coisas.

Por mais idiota que fosse soar, sempre me vesti conforme o que meus pais compravam, e nunca tive interesse em ser charmoso, ou estiloso.

Mas ultimamente me sentia sempre diminuído, sempre tão… sem graça. Sem personalidade.

Estava seriamente pensando em abandonar meus óculos, porque era o que mais me fazia sentir estranho. Talvez mandasse uma carta para meus pais, perguntando se poderiam mandar minhas lentes, que deviam estar em algum lugar perdidas em casa.

– Vamos para o nosso lugar? – Questionou e eu assenti, me levantando, caminhando ao lado dele.

Ouvir aquelas coisas de Draco havia feito eu me sentir diminuído, mas ao mesmo tempo, me fez ter vontade de provar para ele que eu não era menor.

Talvez não fosse tão bonito, ou coisa do tipo.

Mas eu não era ruim;

Talvez andar com Hermione estivesse realmente mudando minha cabeça.

Sorri comigo mesmo, querendo conversar com ela sobre o assunto, porque ela sempre era o tipo de pessoa que oferecia apoio incondicional.

– Você ficou quieto.

– Estou esperando você dizer o que aconteceu para falar aquelas coisas.

– Nada.

– Draco, você nunca… disse coisas ruins sobre mim.

Ele deu de ombros, e eu suspirei, sem querer insistir no assunto.

É claro que o clima ficou verdadeiramente estranho entre nós, então não tinha sido uma boa ideia ir para a casa dos gritos.

Não tinha assunto que conseguisse começar, porque embora quisesse que ele parasse de ficar com aquela cara, eu mesmo também estava chateado.

Então apenas comemos nossos doces, enquanto eu aproveitava para escrever uma carta para minha mãe perguntando das lentes, e aproveitando para contar um pouco das novidades.

Ainda não tinha dito a ela sobre minha nova amiga, e apostava que ela iria ficar feliz de ler na carta eu dizendo que Hermione me fazia lembrar dela.

As duas eram muito inteligentes e compreensivas, e me deixavam muito confortável comigo mesmo.

– Eu quero voltar – Draco falou após um tempo, e eu ergui o rosto pra ele, que continuava de cara feia num canto, e eu assenti.

– Já passou do horário, vamos voltar pela passagem. Eu trouxe a capa.

Ele apenas levantou, seguindo para o andar inferior, e eu o segui, suspirando.

Não entendia porque ele estava agindo daquela forma, se eu é que tinha sido ofendido.

– Você está afim da Parkinson?

– O que? – Bradei surpreso, negando com a cabeça – É claro que não! De onde tirou isso?

– Foi eu sair de perto, vocês começaram a conversar.

– Ela veio falar comigo – Dei de ombros, olhando para ele sem entender.

– Tudo bem se estiver afim dela. Ultimamente você parece querer garotas por perto.

– Vai começar a história da Mione de novo? Ela é só uma amiga, eu já disse. Você até sabe que ela gosta de outra pessoa.

– Pansy é bonita. É gostosa – Continuou dizendo, como se não estivesse ouvindo nada que eu dizia, e eu suspirei – É por isso que você sempre fica estranho quando ela está perto? Todo calado. E parece sempre de mau humor quando estou falando com ela.

– Não é nada disso – Insisti, querendo mudar de assunto, mas ele continuava andando irritado.

– Eu sou seu melhor amigo, achei que iria me contar essas coisas.

– Draco, eu não estou afim dela. Porque está agindo assim? Pansy é afim de você. Gosta de você, vive lambendo o seu chão. Está irritado porque ela me elogiou?

– Não!

– Então porque precisou dizer que eu… Porque precisou dizer aquelas coisas de mim? Ela me achar bonito não signifique que você não seja!

– Pff – Ele riu em escárnio – É claro que eu sou bonito. Sou o mais bonito, e qualquer um com dois olhos sabe disso.

– Então porque ficar bravo com o que ela me disse? É ciúmes? Você está agindo como se… – Parei, sentindo minha garganta se fechar, mas tentei voltar a falar com naturalidade – Você gosta dela?

– É claro que não —  Rebateu com ferocidade.

– Eu não te entendo – Resmunguei enquanto seguíamos para a Dedos-de-Mel, colocando a capa para entrar e irmos até o porão – Você é o cara mais bonito da escola. Porque ficar bravo com o fato dela ter me elogiado? E nem foi grande coisa. Ele disse que me acha fofo. Você mesmo já me disse isso.

– É o tipo de elogio idiota que se diz para qualquer um.

Parei, congelado, porque aquilo realmente tinha doido muito mais do que qualquer coisa que ele tivesse dito até então.

Eu não era qualquer um.

– Draco… eu não quero brigar. Só… vamos deixar isso para lá…

– Você nunca ligou para ser bonito, ou elogiado.

– E você nunca me ofendeu antes – Rebati suspirando, querendo acabar aquele assunto logo.

Não queria que ele dissesse qualquer coisa que pudesse me magoar ainda mais.

Eu frequentemente perdoava as coisas ruins que ele fazia, mas jamais Draco tinha me magoado daquela forma, ou usado palavras rudes comigo.

Ele sempre era a primeira pessoa a me defender, e a querer amaldiçoar qualquer um que fosse ruim para mim.

Desde o primeiro ano, ele sempre dizia que não importava se eu estivesse errado, ou se eu fosse ruim, ele não deixaria ninguém me magoar.

E ele tinha feito isso por todos esses anos.

Havia aprendido a me defender com ele.

Sempre fui mimado demais pela família, então não sabia me proteger sozinho. Draco havia me ensinado a não deixar as pessoas fazerem qualquer coisa que me incomodasse.

Ele sempre esteve ali.

Tentei respirar com mais calma, puxando a capa para vestirmos assim que saímos para os corredores da escola, já escuros.

Ele me ajudou a desdobrar ela, e passamos a caminhar unidos, mesmo que eu fizesse de tudo para não olhar para baixo, mantendo os olhos erguidos.

Eu realmente sentia que estava a um fio de deixar as lágrimas caírem, e não queria fazer aquilo. Não na frente dele. Não para ouvir qualquer coisa que fosse me chatear mais.

Paramos ao ver Filch virando o corredor, conversando com McGonagal, e nos encolhemos atrás de uma das estátuas, com cuidado, porque por Draco ser muito alto, a capa não nos cobria totalmente quando estávamos juntos.

Me encolhi contra a parede, querendo um pouco de distância dele, vendo-o suspirar.

– Seja sincero. Você…

– Eu não sinto nada pela Parkinson. Eu… realmente detesto ela – Resmunguei baixo, querendo encerrar aquele assunto de uma vez.

– Quando ela começou a te elogiar, quando eu fui rude com ela, você me repreendeu.

– Eu sempre te repreendo.

– Então o que te chateou quando eu disse aquelas coisas? Se não for por ficar com vergonha na frente da garota que você gosta…

– Você nunca tinha dito aquelas coisas ao meu respeito antes. Era você a me defender de quem fazia isso – Retruquei, respirando fundo, tentando invocar calma.

Sentia que se movesse meus olhos apenas um pouco, aquelas lágrimas iam começar a cair, visto que minha visão estava totalmente embaçada.

– Porque você disse aquilo? – Insisti, e ele deu de ombros – Draco, porque?

– Eu só não consigo entender. Você vem agindo de uma maneira diferente tem um tempão. Simplesmente fica outra pessoa quando ela está por perto, ou qualquer outra garota. Acha que eu não percebo, mas eu sou seu melhor amigo, droga. Queria que tivesse me contado o que está havendo. Fica o tempo todo de segredinhos com a Granger, mas simplesmente não me diz, e sempre foge do assunto quando pergunto se você está gostando de alguma das garotas… Só fica de mau humor o tempo inteiro quando chamo as meninas para ficarem perto e... – Ele pareceu cansado –  Você está tão estranho ultimamente, como se... escondesse algo de... mim – Ele parou conforme ia falando, porque suas palavras demonstraram o mostrar algum significado e ele, franziu o cenho – Harry?

– O que? – Questionei, ainda firme em desviar os olhos dele.

Ele ergueu meu rosto bruscamente, e eu senti meu coração parar ao ver severidade dentro dos olhos azuis.

Novamente, era a primeira vez que ele me olhava daquela maneira, e eu soube que estava totalmente perdido.

Ver o entendimento encher o rosto dele foi o que bastou para as lágrimas começarem a escorrer, e eu tive que morder o lábio inferior para que ele parasse de tremer daquela maneira.

Estava a beira de ter um acesso de choro, e o jeito que ele me olhava naquele momento não estava ajudando.

– Não é a Parkinson – Ele concluiu por fim, me olhando muito surpreso.

Eu nunca via aquele olhar de choque em Draco.

Ele sempre sabia de tudo, conhecia todos os segredos.

Mas naquele momento, ele pareceu ver a questão com outros olhos.

– Harry – Ele riu nervosamente, totalmente forçado – Eu estou entendendo errado, certo? Não pode... ser... – Ele Gesticulou a si mesmo, agitado.

– Draco… – Chamei, engolindo todo aquele choro que começava a querer me tomar.

Como eu poderia negar aquilo?

Podia sim esconder coisas de Draco, até certo ponto.

Mas ele vem sendo meu melhor amigo por anos. Simplesmente conseguia ler uma mentira antes mesmo que eu terminasse de contar.

Esconder meus sentimentos era diferente de simplesmente dizer que nada sentia, olhando nos olhos de Draco.

– Harry! – Bradou, e eu arregalei os olhos quando ele deu um passos para trás.

– Filch no corredor – Avisei em um sussurro, puxando ele novamente pela cintura, mas ele ainda parecia querer uma resposta.

Segurou meu rosto, me fazendo olhar para ele, e eu vi a decepção assombrar seu olhar.

– Draco, por favor, eu… – Comecei, sem saber ao certo como terminar aquela frase.

– Como… você pôde? Nós somos amigos! Melhores amigos, como você….! – Sua expressão se franziu, e eu jamais pensei que ver ele me olhar com repulsa fosse doer daquela forma.

– Me desculpa – Foi tudo o que consegui dizer, sentindo minha voz quebrar pelo choro que já não conseguia conter, puxando ele mais uma vez porque ele voltou a andar para trás.

E ele pareceu muito assombrado ao sair da cobertura da capa, querendo distância de mim.

Ficou parado ali no meio do corredor, me olhando daquela forma irritada e decepcionada, até Filch e McGonagal aparecerem, levando-o embora, bradando sobre detenção.

Mas quele olhar que ele tinha me lançado antes de se afastar tinha sido a coisa mais dolorosa a se enfrentar.

E me sentindo vencido, eu me deixei cair sentado no chão, abraçando minhas próprias pernas, e chorei pelo o que parecia ter sido o final da nossa amizade de cinco anos.


Notas Finais


Sim, estou sedenta para fechar a semana de vocês cheia de polêmicas kkkkk (Sim, estou falando de você, Harry de Black Water!)
Agora Draco conseguiu perceber os sentimentos do Harry, e não gostou nadinha disso. Poxa, parece que a Jogada Drarry não é tão invencível assim!
Até o proximo!


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